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domingo, abril 22, 2007

Orgulhosamente doentios

O líder de um pequeno partido sem importância, que ultimamente tem recebido muita publicidade gratuita, alega nada ter a ver com a ideologia nazi defendida pela facção portuguesa de cabeças rapadas que, por acaso, lhe pagou o outdoor anti-imigração afixado no Marquês de Pombal, em Lisboa.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Isabel

Sonhei que fazíamos, a pé, o caminho da escola, o das laranjeiras, das oliveiras, em direcção ao meu sotão. Que era Primavera. Eu sabia-a doente, e ela sabia que eu sabia.
Ríamos depreocupadamente, porque a vida é leve, as pessoas é que complicam muito. Costumávamos dizer.


A minha ex-colega Isabel morreu, ontem, vítima de cancro geralizado, o qual lhe foi inicialmente detectado nos gânglios, removidos há 10 anos atrás.
Isabel era da minha idade, nunca fumou, e sei que bebeu e comeu menos que eu. Dizia que eu a levava melhor. Levei-a à minha maneira. Não sei se foi melhor.
A Isabel tinha uma vidinha regrada: trabalho das nove às cinco; o marido putanheiro, o normal; um puto insuportavelmente malcriado, o normal. Sabia alemão.
Fazia quimioterapia pesada, desde que a conheci. Ficava em casa nos dias seguintes, sem força. A certa altura, as veias não aguentavam mais picadas e puseram-lhe um cateter.
Usou uma peruca igualzinha ao seu cabelo. O mesmo tom louro claro, o mesmo corte. Passou a andar muito penteadinha sempre. A Isabel sorria sempre, e era uma pessoa muito doce e, provavelmente, uma das melhores pessoas que conheci.

Gostava muito, muito da Isabel.
Devia ter ido hospital, na segunda-feira, mas não tive tempo, porque precisei de preparar uma merda que não interessa a ninguém.

Não me despedi de ti, minha querida.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...