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quinta-feira, agosto 31, 2006

O meu beijo fantástico

Magnolia Sprengeri Diva


Beijo-o sempre antes de adormecer. Fico calma. Posso descansar.
Beijo-o devarinho, puxando-lhe os lábios com os meus, entremeando-os, amolgando-os de leve, lambendo pontinhas. Já está tão no átrio do sono: posso fazer-lhe tudo, geme só um pouco.
Não vou magoá-lo; quero que durma. Mas para que eu durma, e o nosso sono seja complementar, preciso do cheiro doce da sua boca, da língua de veludo, da textura macia que trinco e puxo e afago; e os dentes, que percorro com a minha língua, agora a minha, pequeninos, certos, branquinhos como os de um bebé. E babo-o de mim, beijando-lhe a boca toda, a boca toda, sincopadamente, enquanto geme e não sei o que geme.
Depois apago a luz e digo-lhe, "querido, até amanhã", e digo querido, sabedora que ele é alguém que eu quero muito, muito, e viro-me, encaixando-me nas suas costas, sentando-o em mim. Ajeita-se. Abraço-o. Sou eu que o abraço. Geme um pouco o meu querido. Não sei o que geme. Abraço-o e adormeço com o seu beijo meu na minha boca. E dormimos toda a noite. E é só quando acordo que sinto, de repente, que o gosto daquele beijo é o da minha própria boca, a textura da minha língua, dos meus lábios e dentes. E que estou sozinha.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Beijem-me ou não me beijem


Quando escrevia cartas a papel e caneta, e me despedia, esmerava-me nas manifestações de afecto: um beijo, muitos beijos, beijinhos e abraços, um grande beijinho e um forte abraço, um abraço apertado... eu sei lá - quem recebeu as cartas saberá.
Xis nunca mandei. O xi-coração, para mim, sempre foi muito infantil, sempre foi nada.
Não ando aqui a dar xi-corações, a não ser às crianças, e, mesmo assim, digo-lhes, "dá-me cá um abraço."
A
gora, com este sistema de comunicação tão eficaz, o chat, o e-mail, o diabo a sete, parece que o imediatismo da comunicação, de alguma comunicação, se inibe.
Que parte é que não se inibe? Aquela em que alguém escreve a alguém, "e se eu agora estivesse aí e te metesse a mão nas pernas, e por aí adiante, etc., etc."

O que perde, se inibe? As despedidas.
Que saudades eu tenho de uma carta com um beijo, e não um bj; com beijinhos, e não jinhos, ou bacci, um abraço, e não um xi! E até pergunto, o que são bj, jinhos, bacci, xis?
Se me escrevem, no final da comunicação, beijem-me ou não me beijem. Se não beijam, omitam. Se me beijam, beijam mesmo; agora, meias tintas, meio não é bem isto para não ser muito comprometedor... não é para mulheres como eu.
Não sou a mulher do meio, a dos compromissos entre metade e metade. Ou é ou não é.
Estou mais que farta de abrevituras e de simulacros e de medos, e de homens e mulheres preferindo não viver a ter de sentir o pulsar de uma veia, a ter de falar verdade uma vez, pior, perder a estribeiras e experimentar gritar, e saltar de uma ponte qualquer, metafórica.
Grandes cobardolas acomodados.
É só o que me apetece dizer hoje, cambada de mortos-vivos!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

... mas que eles existem, existem!


Elisabeth Taylor e Richard Burton em Cleópatra

O único casal em que acredito!
E este, o outro beijo que não dei!

quarta-feira, junho 01, 2005

Abraçar-te


Foto em Xupacabras
(Laureen Bacall e Humphrey Bogart em Porto da Angústia)

Queria dizer-te coisas, enquanto te beijava. Tantas coisas. Dizia-tas e beijava-te, e de vez em quando as palavras ficariam incompletas, mas tu percebias. Entrecortadas. Mas percebias. Beijava. Dizia.
Segredava-te dez mil anos de indizível magia. Sem que respondesses, sem que percebesses o que acontecia: respirasses, apenas.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...