O meu ex-amante número dois também me odeia com todas as ganas. Não compreendo porquê. Considerando que me deve uma quantia equivalente a três dos meus ordenados, fora os ameaços, dinheiro que nunca mais verei na vida, e que lhe foi emprestado com tanta dedicação, para o ajudar, só para o ajudar, penso que haveria lugar a que me amasse loucamente.
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sábado, setembro 27, 2008
Ex-amantes 2
O meu ex-amante número dois também me odeia com todas as ganas. Não compreendo porquê. Considerando que me deve uma quantia equivalente a três dos meus ordenados, fora os ameaços, dinheiro que nunca mais verei na vida, e que lhe foi emprestado com tanta dedicação, para o ajudar, só para o ajudar, penso que haveria lugar a que me amasse loucamente.
sexta-feira, setembro 26, 2008
Ex-amantes
O meu ex-amante odeia-me.
O que resta dos ex-amantes é a força demente com que se culpam e odeiam.
domingo, novembro 12, 2006
Gramática tradicional
Não sabiam o teu nome. Para te foderem não era preciso. Chegava-lhes o conhecimento de alguns verbos de movimento na sua forma reflexa.
Decidiste inventar um, caso perguntassem, utilitariamente. Dava jeito um conjunto de sílabas, ao menos uma inicial pela qual pudesses ser chamada, ou para gravarem na memória dos telefones; tudo sem correrem o risco de te habituarem mal (à doçura de um nome).
Tu não tinhas nome. Eras uma mulher fodível, e isso, para o mundo... chega.
domingo, setembro 17, 2006
Memória dos amantes que nunca mentiram
- Esta maminha é minha. Este bocadinho aqui, com a auréola e o mamilo, são só meus.
- Está bem, mas esta parte da tua anca, com este músculo, este aqui, é minha.
- Então, o teu olho direito, com as pestanhas e a sobrancelha, pertence-me para sempre.
- Okay, então este teu dentinho torto é só para mim, e nenhuma das mulheres que terás a seguir poderá possuir este dentinho.
- E tudo o que tu tens, aqui, aqui e aqui, é meu.
- E isto na minha mão ("ah, não apertes mais!"), e isto tudo, tudo, tudo - atiro-me para cima dele e não o deixo respirar - há-de ser só meu enquanto te correr o sangue nas veias.
- Sim, humf, aaaahhhhh, fsss, qu, qu, rrrrrreeee, mas deixa-me respirar por favor!
- Respira à vontade! Já respiraste?
quarta-feira, agosto 16, 2006
És meu porque queres
Beliscar a barriga. Lamber tudo o que foi mordiscado para queimar menos, como quando a tua mamã dizia, e a sopa estava quente, "sopra, sopra..."
Beijar os olhos. Fecha os olhos.
terça-feira, agosto 15, 2006
Evidência
Sabes tão bem como eu que és já meu. Que tudo o que é de ti, e os restos vivos, impalpáveis até, que arrastas, o que é escuro e claro em ti, as latas, os trapos, o vinho, o carro do hipermercado de ti, sem abrigo, que arrastas, quando te arrastas para mim, esfolando os joelhos e a pele das mãos, são meus. Que todos os ventos, a rotação dos planetas conhecidos, a luz das estrelas e o vácuo incognoscível dos buracos negros, que chega ao outro lado, te trazem para mim. Não reclames. Cala-te. Faz o que te digo.
Se houvesse outro caminho para ti, juro, deixava-te ir. Não tenho culpa que o teu umbigo, e o meu, em conluio alheio, se tenham atado. E agora és meu!
quarta-feira, junho 21, 2006
Amo. Não sei amar. Estou cansada. Morro de medo.
Improvisam-se armas: facas, granadas de mão, beijos prometidos, palavras. A voz.
Amo-te. Eu também. O que dás, o que dou? Não admito isso, quero aquilo. Tens de mudar. Não me chega. Eu quero mais. Desespero por mais. Vou dormir contigo. Vou beijar todo o teu corpo. Depois vais ver. E o amor? Os gestos?! Uma palavra basta. Escreve-me uma palavra. Uma palavra são letras negras. As palavras foram toda a minha vida. Diz-me, então. Amo-te. Quero-te. Amas-me ou queres-me? As duas coisas. Queres um amor platónico? Não, quero todo o amor. Quero fazer amor todos os dias, quero fazer amor contigo. Todos os dias não pode ser. Cansa. Tu vais ver. Vais alimentar-te dos meus lábios. De que me alimentarás tu? Tenho medo. Não vês que estou apavorada? Não, não posso ver-te, estamos longe. Detesto brincadeiras com o amor. Estou cheia de medo. Não vês? Agora não podemos fazer amor. Depois. Não tens nada para me dar. Só palavras do sexo, só palavras do sexo. Estou cansada. Diz-me outras palavras. Diz-me que não podes respirar sem mim, que sou o teu ar, a tua fome, a tua sede. Sim, tu és isso. Mentira. Não dizes o que sentes. Só me queres agradar, calar. Aprende a exprimir o que sentes. Usa palavras para comunicar, não apenas o teu sexo.
Estou cansada. Não quero falhar outra vez. Vou falhar outra vez.
Dá-me um beijo. Dá-me tu. Não. Tu dás primeiro. Se me queres dás tudo. Dás o que te peço, o que tens, o que não tens. Cede. Não, cede tu. Não. Esgotas-me. Nós não temos hipótese. Eu não sou a mulher que tu queres. Arranja outra. Uma que te diga sim. Vem ter comigo. Arranja outra mulher, nós nunca passaremos disto. Arranja uma mulher nova. Uma mulher que ainde acredite. Acredite?! No amor! Arranja uma que acredite no amor.
Não, tu amas-me. Amas-me? Gosto de ti e quero amar-te. Diz-me que vou ser mais importante para ti do que tu própria.
Não posso dizer agora. Não sei se poderei dizer isso. Tens de dizer. Talvez possa, se sentir, um dia. Então, iremos viver cada um para seu lado, não seremos nós, mas tu e eu. Eu quero ser eu. E nós? Também. Mas tenho de ser sempre eu ou serei infeliz.
Não sei. Falamos amanhã. Sim, talvez amanhã. Pensa.
Silêncio. Adeus. Então, adeus.
O amor não deveria ser tão duro. O amor não deveria ser uma luta tão violenta.
Estou cansada.
Amo-te. Eu também. O que dás, o que dou? Não admito isso, quero aquilo. Tens de mudar. Não me chega. Eu quero mais. Desespero por mais. Vou dormir contigo. Vou beijar todo o teu corpo. Depois vais ver. E o amor? Os gestos?! Uma palavra basta. Escreve-me uma palavra. Uma palavra são letras negras. As palavras foram toda a minha vida. Diz-me, então. Amo-te. Quero-te. Amas-me ou queres-me? As duas coisas. Queres um amor platónico? Não, quero todo o amor. Quero fazer amor todos os dias, quero fazer amor contigo. Todos os dias não pode ser. Cansa. Tu vais ver. Vais alimentar-te dos meus lábios. De que me alimentarás tu? Tenho medo. Não vês que estou apavorada? Não, não posso ver-te, estamos longe. Detesto brincadeiras com o amor. Estou cheia de medo. Não vês? Agora não podemos fazer amor. Depois. Não tens nada para me dar. Só palavras do sexo, só palavras do sexo. Estou cansada. Diz-me outras palavras. Diz-me que não podes respirar sem mim, que sou o teu ar, a tua fome, a tua sede. Sim, tu és isso. Mentira. Não dizes o que sentes. Só me queres agradar, calar. Aprende a exprimir o que sentes. Usa palavras para comunicar, não apenas o teu sexo.
Estou cansada. Não quero falhar outra vez. Vou falhar outra vez.
Dá-me um beijo. Dá-me tu. Não. Tu dás primeiro. Se me queres dás tudo. Dás o que te peço, o que tens, o que não tens. Cede. Não, cede tu. Não. Esgotas-me. Nós não temos hipótese. Eu não sou a mulher que tu queres. Arranja outra. Uma que te diga sim. Vem ter comigo. Arranja outra mulher, nós nunca passaremos disto. Arranja uma mulher nova. Uma mulher que ainde acredite. Acredite?! No amor! Arranja uma que acredite no amor.
Não, tu amas-me. Amas-me? Gosto de ti e quero amar-te. Diz-me que vou ser mais importante para ti do que tu própria.
Não posso dizer agora. Não sei se poderei dizer isso. Tens de dizer. Talvez possa, se sentir, um dia. Então, iremos viver cada um para seu lado, não seremos nós, mas tu e eu. Eu quero ser eu. E nós? Também. Mas tenho de ser sempre eu ou serei infeliz.
Não sei. Falamos amanhã. Sim, talvez amanhã. Pensa.
Silêncio. Adeus. Então, adeus.
O amor não deveria ser tão duro. O amor não deveria ser uma luta tão violenta.
Estou cansada.
domingo, setembro 11, 2005
Grades de vidro
Como viverias o tempo se não me apertasses os pulsos com as tuas mãos e não me lançasses contra o muro de pedra da tua incompletude para me gritares ao ouvido tudo o queres e podes e calas?
quinta-feira, agosto 25, 2005
Comum e fatal
Como minha rival aceitaria o desassossego das horas incertas, a tua partida sem regresso marcado, a ausência e silêncio premeditados. Porque as tuas virilhas, que mordia, e eras só meu, tinham como único dono a minha boca singular; e tu sabias. E o teu corpo, a que prestava culto, oferecendo o calor sorvado, macio, inteiro dos meus beijos, sabia, por instinto, que eu era já demais, eu era já tudo.
No terreno que tornei sagrado não cabia mais ninguém. Ocupa-lo-ia exclusivamente: essa era a única fronteira. Podias atravessá-la: não regressarias.
sexta-feira, julho 22, 2005
Ir
Foto - Denis Piel, Desert Love, 1984
Vou tentar as tuas mãos, vou salgá-las. E a boca, vou salgar-ta de morderes coxas pelo lado de dentro; de castigo, vais brincar. E a barriga, os teus braços, os teus dedos. Os lábios; vou trincar, não, tu vais prender, apertar, puxar um de cada vez, ignorar o meu queixume. Vou negar, não, agora entrego. Vais fazer o que quiseres; vais achar que fiz o que quis.
Vais olhar-me, vais sorrir, virar-me para ti, adormecer-me cosida na tua pele, sussurando palavras surdas que já não escuto; adormecer respirando o ar morno que respirei.
Vais olhar-me, vais sorrir, virar-me para ti, adormecer-me cosida na tua pele, sussurando palavras surdas que já não escuto; adormecer respirando o ar morno que respirei.
É tão cedo, amor, e parecem anos.
sexta-feira, julho 08, 2005
Terra
Chegaste num dia simples, e o que éramos, e havíamos feito, era simples: voltaste de muitos quilómetros, trazias terra nas botas e na roupa, porque te perderas pelo caminho; bateste, entraste, e eu deixei; livraste-te das palavras que retinhas - não eram necessárias, mas tinhas de as soltar, porque eu queria-as, e eu é que mandava no melhor de ti -, sentaste-te à minha mesa, falaste a minha língua, meteste-te na minha cama, fizeste comigo o que te apeteceu, e eu deixei, porque eu escolhia, e fiz o que quis, porque tu não escolhias, e depois, foi simples, na porção mais húmida, mais fértil de toda a minha terra, ficaste. E eu deixei. Simples.
sábado, maio 14, 2005
Um só tempo, para sempre
Foto em www.fleshandcolor.com
Era uma vez a primeira Primavera do mundo. Os amantes conheceram-se nessa Primavera e fizeram amor na terra em cima das flores debaixo das árvores cheias de flores e de ovos. Continuaram a fazer amor no Verão debaixo das árvores carregadas de frutos e de folhas no meio dos grilos e das cigarras, no mar e nas searas. Quando veio o Outono, continuaram a fazer amor na terra, as folhas caíam sobre eles e eles não se importavam, até gostavam. No Inverno, a neve caiu sobre eles e tapou-os completamente. Era o último Inverno do mundo, um Inverno que durou para sempre. A neve cai sempre sobre a neve sobre os amantes e os amantes fazem amor dentro da neve para sempre.
Adília Lopes (2000), Irmã Barata, Irmã Batata
Coimbra:Angelus Novus
Adília Lopes (2000), Irmã Barata, Irmã Batata
Coimbra:Angelus Novus
Religião
Lago Natron, Ol Doinyo Lengai, Arush, Tanzânia
Foto de Christian Edouards em a mega fauna
Quero voltar contigo ao princípio do mundo, à deriva dos continentes, à mutação das espécies, quero voltar contigo ao chão de barro, à rocha, ao fogo, à gruta, quero voltar contigo, amor, à colina de sol e vento dos antepassados, onde nos olhámos, sós, olhámos bem dentro, parados, olhámos como olham dois animais pela primeira vez, e cheirámos e lambemos os sexos mútuos sem maldade, como se fazem os animais, de todas as vezes, para nos reconhecermos tanto, quero voltar contigo ao amor, a esse lugar onde lamber o sexo é tão puro, tão agrestemente puro e perfeito. Tão sagrado. Amor.
quinta-feira, maio 05, 2005
Dormindo
sexta-feira, abril 15, 2005
O tempo das Camilas
Este blog tem mantido uma discreta atenção relativamente ao casamento de Carlos e Camilla. Mas o assunto é sério!
O triângulo de amor e ódio que envolveu Diana, Carlos e Camilla constitui uma história exemplar, e merece especial referência.
Façamo-la, antes que acabe a segunda lua-de-mel de Carlos!
Seguimos o casamento de Carlos e Diana, pela televisão, no longínquo ano de 1981. Conhecemos todos os preparativos. Comprámos todas as revistas e vimos todas as fotografias: noivos, vestidos, jóias, convidados... Diana era linda e a situação era perfeita - tão de acordo com o que nos ensinaram! Casar virgem e para sempre, com um homem que fosse alguém na vida; que nos respeitasse; nos pudesse amparar, se fosse preciso; nos desse filhos - constituir com ele uma família e ser feliz, sem amargos de boca! E, nos amargos de boca, ceder resignadamente.
Diana era virgem, o olhar doce, o sorriso tímido e inocente; meiga e submissa!; exercia a profissão ideal para uma menina, uma senhora: educadora de infância; adorava crianças. Cumpria todos os requisitos necessários para se tornar a princesa perfeita, o modelo de mulher.
Em 1981, o mundo parou para o casamento de Carlos e Diana, em 1941.
Explico: Diana casava mal; casava com o homem errado para um sonho que a época já ultrapassava. Não sabemos, com exactidão, como muda o pensamento, nem o que o altera; mas verificamos que muda, efectiva, periodica, radicalmente. E as estruturas (as sociais, as outras...) ou acompanham tais movimentos de mudança ou desagregam-se.
Diana casou, esperando viver num status de conjugalidade próprio dos anos 40 - o da rainha Isabel II - e foi isso que falhou redondamente. Para que Diana pudesse vir a ser a mulher e princesa que se esperava, Carlos teria de ser um outro homem, de um outro tempo antanho. E Diana também, mas na altura nenhum deles podia, ainda, ter grande consciência da mudança que os envolvia: estavam na mudança, eram a mudança!
Imaginemos um cenário diferente. Se Carlos a tivesse traído com Camilla, voltando para casa, manso e carinhoso, pedindo perdão, dizendo, "é de ti que eu gosto, querida, as outras são mera distracção! Perdoa-me as fraquezas de homem!", ter-se-ia o casamento aguentado? Não sabemos! É provável que não. Mais tarde ou mais cedo, Diana, como as outras dianas, acordaria do sonho e daria consigo nos anos 80!
Se houve, em Carlos, incontestável pioneirismo, no lugar que ocupava - e eu estou em crer que sim; honra lhe seja feita - consistiu em não ter fingido ser o que não era. Revelou-se sensível, contemplativo, passivo, carente - características tradicionalmente femininas; logo, Carlos nunca terá procurado uma "Diana" igual: frágil, tradicionalmente feminina. Não faz muito sentido. Dificilmente a terá desejado; terá gostado dela; tê-la-á considerado bonita, excelente mãe dos filhos de ambos... mas não a amou, não fingiu amá-la, não cedeu às chamadas de atenção de Diana! Para ela, foi o Inferno; para Carlos, não terá sido fácil.
Carlos desejava, nitidamente, uma Camilla, uma mulher que não tivesse dúvidas, que em vez de lhe perguntar "por que não me dizes amo-te?", lhe comunicasse, determinadamente, "estou doida por ti: não quero saber se me amas ou não!".
Neste contexto, Diana esteve condenada desde o início. Diana era linda; era doce, mas nunca passou do seu nome: Diana Spencer, a educadora de infância. Como podia ela competir com a fogosa e independente Camilla Parker Bowles?
Camilla Parker Bowles! É um nome saboroso! Tem classe, nobreza, musicalidade. Não era deslumbrante, como Diana, mas caminhava agilmente, falava alto; não pedia licença, agia; não sorria timidamente, dava uma gargalhada - e isso terá fascinado o Príncipe. Afinal, Camilla era tudo o que lhe exigiram, tudo o que nunca conseguiu ser: livre, descontraído, seguro de si, dono, rei...
Uma inversão dos papéis? Não, uma liberdade dos papéis! Eu diria, elasticidade, movimento. Eu diria, mudança!
Diana era boa rapariga, e eu tenho pena dela. Acreditou num sonho que não pôde ter; a mundividência que o gerou estava exaurida.
A história e destino do casamento de Diana e Carlos é comum a 50% (? - limitei-me a atirar uma percentagem!) dos casamentos realizados nas últimas duas décadas. O conceito de conjugalidade assente no casamento tradicional já, há muito, mostrou ter falhado - não se dá bem com este tempo.
O problema não está no amor, nem no "para sempre". Todos nós queremos amar e ser amados para sempre! Quem não deseja o amor?! O problema está no "para sempre, como?; em que condições?". O problema está na falta de elasticidade dos comportamentos; no fechamento ao exterior; isso é muito pior que a rotina do lavar a louça, do levar o lixo ao contentor, do fazer sempre as mesmas coisas, da mesma maneira, às mesmas horas, todos os dias.
O "problema" está na experiência da democracia; a qual transcendeu o domínio da coisa pública e entrou na esfera privada.
Para além disso, em tempos tão pouco agrários, tão pouco comunitários, a liberdade individual transformou-se num bem indiscutível! A frase chave deste tempo será, provavelmente: "o que é que os outros têm a ver com isso?" A extinção ou excessiva limitação das liberdades individuais tornou-se inaceitável.
Camilla foi, para Carlos, um enorme espaço de liberdade. E vice-versa. Ambos detestavam os respectivos casamentos! Camilla não esperou grande coisa, não alimentou ilusões, não se tornou bulímica - aproveitou o que podia! Duvido que alguma vez tivesse imaginado ver o Príncipe de Inglaterra suportar as consequências sociais, políticas e económicas de um divórcio real! Duvido que lhe tivesse passado pela cabeça a ideia de vir a realizar segundas núpcias, em Windsor, sob o olhar vencido de Isabel II!
Camilla não precisou de se esforçar: o tempo fê-lo sozinho!
Quem é o herói (a heroína!) desta história? Diana, a virgem, a bela, a boazinha? Não! Camilla, a licenciosa, a feia, a má. A que não sonhou o sonho. Enquanto Diana gerava herdeiros à coroa; Camilla gozava.
Para além disso, em tempos tão pouco agrários, tão pouco comunitários, a liberdade individual transformou-se num bem indiscutível! A frase chave deste tempo será, provavelmente: "o que é que os outros têm a ver com isso?" A extinção ou excessiva limitação das liberdades individuais tornou-se inaceitável.
Camilla foi, para Carlos, um enorme espaço de liberdade. E vice-versa. Ambos detestavam os respectivos casamentos! Camilla não esperou grande coisa, não alimentou ilusões, não se tornou bulímica - aproveitou o que podia! Duvido que alguma vez tivesse imaginado ver o Príncipe de Inglaterra suportar as consequências sociais, políticas e económicas de um divórcio real! Duvido que lhe tivesse passado pela cabeça a ideia de vir a realizar segundas núpcias, em Windsor, sob o olhar vencido de Isabel II!
Camilla não precisou de se esforçar: o tempo fê-lo sozinho!
Quem é o herói (a heroína!) desta história? Diana, a virgem, a bela, a boazinha? Não! Camilla, a licenciosa, a feia, a má. A que não sonhou o sonho. Enquanto Diana gerava herdeiros à coroa; Camilla gozava.
Este é o tempo das Camillas. Todas queremos ser, se calhar somos já, Camillas.
Como é possível não simpatizar com Camilla Parker Bowles? O seu percurso de vida dá uma história a sério; o de Diana, uma novela barata.
Como é possível não simpatizar com Camilla Parker Bowles? O seu percurso de vida dá uma história a sério; o de Diana, uma novela barata.
Isto só terminaria melhor se Carlos e Camilla, não sentindo qualquer necessidade de casar, vivessem felizes para sempre...
O tempo de um gelado no McDonalds
Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...