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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Movimento, dispersão, disparidade

O Lava-Pés, Tintoretto, 1547, Museu do Prado, Madrid

(clicar na imagem para aumentá-la)

Quando vou ao Prado costumo sentar-me durante largos minutos frente ao Lava-pés, tela de cinco metros e meio, e projectar-me inteira para dentro desse espaço, pelo prazer puro de me perder da minha realidade, e porque é fácil. A impressão tridimensional consegue-se, na perfeição, se nos colocarmos do lado direito da obra, observando-a de frente.
Não sendo grande apreciadora de pintura com temática religiosa, adoro Tintoretto. Considero que o pintor se serviu de encomendas bem pagas pela Igreja para transformar cenas bíblicas em instantâneos quotidianos animados de movimento. Gosto dos corpos que surpreende enquanto gesticulam, reagem. Dos azuis e rosas. Dos ferros. Da dispersão e disparidade. Da tridimensionalidade, a qual advém de um domínio extraordinário da perspectiva.
Esta tela pertence à exposição permanente do museu, mas o Prado acolhe, até Maio, uma exposição temporária de Tintoretto, composta por 70 das suas obras maiores, vindas de museus de todo o mundo. Desde 1937 que não se reúnem tantas obras deste pintor. Mas releva que em Portugal não veremos nada semelhante nem em 2037.
Um bilhete de autocarro para Madrid, ida e volta, custa 69 euros, partindo da Gare do Oriente. Comprando a viagem com alguma antecedência, consegue-se o mesmo preço, ou pouco mais, pela Vueling, e é só uma horinha. Às vezes demoramos mais a atravessar a ponte.



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