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terça-feira, outubro 30, 2007

Zen 1

Sol das oito da manhã.
Os pombos arrulhando quietos, quentes, sobre os telhados dos prédios vizinhos.

quinta-feira, março 08, 2007

Espírito

Tenho os olhos amarelos de tanto me virar para o Sol.
O sol aquece o embrião da terra e medra a carne, que é de terra.
Não encontro serenidade na luz cega do Sol, mas movimento e estridência. O Sol brilha tolamente feliz e, quando estou triste, todo o seu riso dentado me hostiliza. Hoje, não estou triste, e o Sol pôde atravessar−me como uma radiografia, deixando−me transparente e volátil como alguém que já não existe.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Sobre o sentido de humor português


Margarida Rebelo Pinto tem uma crónica no Sol. Esta semana, abordava um assunto de fácil debate, já muito explorado, mas, sobre o qual, eu, como qualquer mulher normal, me tenho debruçado amiúde: a semelhança entre os comportamentos masculinos e caninos, sendo que o cão ganha, por ser fiel. É uma comparação feliz; cai sempre bem. As meninas divertem-se com o reconhecimento; eles fazem de conta que não percebem, ou levam a coisa com humor, ou atacam venenosamente, ou insurgem-se, clamando pela honra, a moral e os bons costumes. O costume.
O que achei estranho na crónica da Rebelo Pinto foi a advertência com que achou por bem, ela, ou as chefias do Sol, encabeçar a referida crónica. Antes de lermos o primeiro parágrafo deparamo-nos com a seguinte nota:
Advertência: esta crónica foi pensada e escrita em tom lúdico. Pede-se aos leitores mais ferozes e/ou conservadores que não transformem o seu conteúdo num cavalo de batalha.
Foi a primeira vez que me confrontei com um texto acompanhado de instruções sobre a forma como deveria ser lido. Pensei que era parvoíce, dirigindo, imediatamente, uma série de pensamentos depreciativos em relação ao Sol e à Margarida Rebelo Pinto. É óbvio que quem lê um texto irónico percebe a ironia. A ironia tem um registo excessivo, caricatural, paradoxal. Caramba, é preciso avisar sobre um texto irónico? Não é, claro, não é! Que parvoíce!
Mas, afinal, a parvoíce justifica-se! Os homoristas repetem constantemente a ideia de que é muito difícil fazer humor, em Portugal, sem se ofender algo ou alguém. Em Portugal é tudo muito sagrado, tudo sério. Podemos dizer "caralho, foda-se" cento e onze vezes por dia, mas uma piadinha sobre Fernando Pessoa, sobre a Senhora de Fátima, sobre a bandeira nacional, sobre Deus Nosso Senhor... e levanta-se a pátria contra os gentios infames!
Eu não tenho crónica alguma em sítio algum, porque se tivesse, não me autorizavam nenhuma sem advertência. "É a brincar, é só a brincar... a brincalhona!"
Felizmente, ainda não me tiraram o blogue, e aqui posso alargar-me bem, contra seja quem for, sem ter que dar satisfações a meia dúzia de caralhos que sa fodam, dos que até lavam a pássara antes de abrir um livro, um blogue, ou a puta que os pariu.



O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...