1. Cenário: a minha rua e ruas adjacentes. As iluminações natalícias sino-histéricas diminuíram este ano uns bons cinquenta por cento.
2. Cenário: exposição de bolos nos cafés da minha rua: 18 horas do dia 24. O café dos homens e o café das senhoras não conseguiram, este ano, vender todos os bolos-rei, troncos de Natal, trufas de chocolate e azevias expostos para venda.
3. Cenário: café dos homens: 18h00 de dia 24. Todos bêbados. Para estes já não há ceia.
4. Cenário: contentores do lixo frente ao café das senhoras, meio-dia de 25 de Dezembro.
Um casal de ciganos romenos remexe caixas e caixas amontoadas ao lado dos contentores de lixo repletos, de onde tira camisolas, lençóis, objectos que não distingo bem. Uma senhora loura e alta vai passando, pára e diz-lhes, levem, levem... ainda dizem que há crise, que há miséria... e agora volta-se para mim e esclarece, eu trabalho num café... ontem, houve clientes que levaram aos 100 e 200 euros de valor em bolos e guloseimas... há agora miséria! Levem, levem, coitados...
5. Cenário: a minha televisão na SIC. Telejornal de um dia desta semana. Tema da reportagem: como passam o Natal aqueles que não são cristãos. Entrevistas a hindus, a chineses, japoneses, muçulmanos... Um muçulmano interrogado ganha o meu prémio "Natal a sério". Diz o senhor, passo o Natal rezando a Jesus, porque as escrituras da minha religião falam dele e dizem que há-de voltar. Devo dizer que tirando a minha mãe, que efectivamente reza durante o Natal, não conheço mais nenhum cristão que nesta época considere oportuno rezar a Jesus.
6. Cenário: ruas vazias, 15 horas do dia 25. O dia de Natal serve para curar a ressaca da comezaina e da bebida em excesso. Feriado religioso?!
2. Cenário: exposição de bolos nos cafés da minha rua: 18 horas do dia 24. O café dos homens e o café das senhoras não conseguiram, este ano, vender todos os bolos-rei, troncos de Natal, trufas de chocolate e azevias expostos para venda.
3. Cenário: café dos homens: 18h00 de dia 24. Todos bêbados. Para estes já não há ceia.
4. Cenário: contentores do lixo frente ao café das senhoras, meio-dia de 25 de Dezembro.
Um casal de ciganos romenos remexe caixas e caixas amontoadas ao lado dos contentores de lixo repletos, de onde tira camisolas, lençóis, objectos que não distingo bem. Uma senhora loura e alta vai passando, pára e diz-lhes, levem, levem... ainda dizem que há crise, que há miséria... e agora volta-se para mim e esclarece, eu trabalho num café... ontem, houve clientes que levaram aos 100 e 200 euros de valor em bolos e guloseimas... há agora miséria! Levem, levem, coitados...
5. Cenário: a minha televisão na SIC. Telejornal de um dia desta semana. Tema da reportagem: como passam o Natal aqueles que não são cristãos. Entrevistas a hindus, a chineses, japoneses, muçulmanos... Um muçulmano interrogado ganha o meu prémio "Natal a sério". Diz o senhor, passo o Natal rezando a Jesus, porque as escrituras da minha religião falam dele e dizem que há-de voltar. Devo dizer que tirando a minha mãe, que efectivamente reza durante o Natal, não conheço mais nenhum cristão que nesta época considere oportuno rezar a Jesus.
6. Cenário: ruas vazias, 15 horas do dia 25. O dia de Natal serve para curar a ressaca da comezaina e da bebida em excesso. Feriado religioso?!