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domingo, julho 06, 2008

Ingrid e os media



Estamos todos de acordo relativamente à boa nova que constituiu a libertação de uma série de reféns em poder das FARC. Imagino o calvário que será para os que ficaram ainda aprisionados. De que medidas de retaliação terão sido alvo devido à fuga deste grupo? Onde estarão, e em que condições, neste momento?

Falo do assunto porque, no meio de todo este barulho, há algo que me incomoda. Primeiro, no meio de todos reféns chegados, fala-se e filma-se sobretudo a antiga candidata presidencial colombiana, Ingrid Betancourt. Ingrid Betancourt tranforma-se, assim, de mártir às portas da morte, em estrela mediática que descreve o seu dia-a-dia perante as câmaras.
Segundo, o presidente Sarkozi vai retirando dividendos políticos da libertação: beija-a respeitosamente, em exuberante campanha de marquetingue da sua pessoa, escuta-a reverencialmente, enquanto a doce Carla Bruni se arrepia, de mão na cara, cada vez que Ingrid fala na experiência da selva: os picos, as pulgas, as carraças, as tarântulas, e o resto da bicharada... Depois, no hotel, o filho de Betancourt apaga-lhe a luz do wc, sem querer, e ela declara ter pensado estar de novo em poder das FARC. Não sei, não sei, não quero ser injusta, mas acho que nesta altura esperaria mais contenção mediática da parte de uma pessoa que sofreu experiências tão traumatizantes.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...