A Britney Spears é gira. Tem uma carinha bonita, é roliça, e não perdeu ainda o ar viçoso de menina, que combina bem com a aura de mãe. Acho-lhe graça.
Esta semana, ou a anterior, resolveu pedir desculpa aos fãs, porque parece que tem andado a portar-se mal desde o divórcio. Tenho de lamentar que se desculpe. Uma estrela não pede desculpas desse género. Nem uma estrela nem ninguém. Pedir desculpas por ter uma vida privada que alguém torna pública? Pedir desculpas por não ser uma santa? Quem espera que uma estrela seja um ícone de santidade? Não chega que assuma a sua condição humana, corruptível, não deixando de ser uma estrela?!
Quanto mais baixo no lodo da humanidade cai uma estrela, mais se levanta enquanto ícone. É o contacto com esse lodo que a constrói. Recordo-me que não tinha comprado um único disco do George Michael, até ao dia em que foi apanhado nas casas de banho públicas de LA, pedindo ou oferecendo fellatios. De repente, o betinho do Last Christmas i gave you my heart tinha-se tranformado num homem palpável, autêntico. Era um ser humano, finalmente. No outro dia, vi-o numa entrevista ao People & Arts, rindo-se das asneiras em que vai sendo apanhado, a maior parte delas relacionadas com sexo ou drogas, e eu também me ri. George Michael aprendeu a tirar partido da sua condição humana para se tornar uma inegável estrela pop, com classe. E, claro, não tem desculpas a pedir.
Eu cá, gosto que vá fazendo asneiras. No final, rimo-nos todos, e não foi nada de especial. Foi só a vida.