A menina recebeu uma carta de um ex-namorado que, segundo parece, num episódio anterior, se havia descoberto esconder-lhe factos graves sobre o seu passado; qualquer coisa deste género. Embora gostasse dele, a menina debatia-se com o seguinte problema, abrir ou não a carta e, portanto, ler ou não as justificações do dito macho, sabendo que ali poderia estar uma segunda mentira.
A amiga, vendo-a abraçada a essa carta fechada, muito apertada contra o peito, atirou-lhe, “Se os homens já mentem tão bem de improviso, imagina como é de papel e lápis?”
A menina devolveu a carta.
A isto chama-se discernimento.