Esta manhã, pela primeira vez na vida, vi o Cristo-Rei.
O Sol batia-lhe de Sul, e distingui o seu recorte escuro no céu muito azul. Os braços abertos. As mangas largas da túnica, caídas abaixo do pulso. Direito como deve ser um homem e uma mulher. De braços abertos, como deve um homem e uma mulher.
Vi-o pela primeira vez na vida. Atravessava a ponte. O Sol batia de Sul e aquecia o carro, como um ninho; atravessava-me; o sol atravessa-me muito: tenho segundos em que penso ser feita de átomos de Sol, porque ele não bate em mim: passa através de mim e somos a mesma luz.
O Cristo-Rei abria os braços para mim, todos, largamente.
Senti o seu abraço muito apertado, e, pela primeira vez, percebi que, afinal, não faz mal ter as costas voltadas para Sul, porque quando venho de Norte, de regresso a casa, recebe-me de frente; de regresso a casa, abraça-me. De frente.
Nunca tinha compreendido.
O Sol batia-lhe de Sul, e distingui o seu recorte escuro no céu muito azul. Os braços abertos. As mangas largas da túnica, caídas abaixo do pulso. Direito como deve ser um homem e uma mulher. De braços abertos, como deve um homem e uma mulher.
Vi-o pela primeira vez na vida. Atravessava a ponte. O Sol batia de Sul e aquecia o carro, como um ninho; atravessava-me; o sol atravessa-me muito: tenho segundos em que penso ser feita de átomos de Sol, porque ele não bate em mim: passa através de mim e somos a mesma luz.
O Cristo-Rei abria os braços para mim, todos, largamente.
Senti o seu abraço muito apertado, e, pela primeira vez, percebi que, afinal, não faz mal ter as costas voltadas para Sul, porque quando venho de Norte, de regresso a casa, recebe-me de frente; de regresso a casa, abraça-me. De frente.
Nunca tinha compreendido.