É verdade que este blogue tem aumentado o número de visitas, mas nunca imaginei que a fama do MP chegasse à Imprensa diária.
Hoje, lendo o DN, p. 6, fiquei a saber que José Lello desafia Ana Gomes a levar ao MP a tal questãozinha dos voos da CIA que terão feito escala nos Açores, com prisioneiros em trânsito, bem agrilhoados, situação que a eurodeputada tem denunciado, com base em testemunhos directos de que teve conhecimento.
Ana Gomes responde-lhe que não "perde pela demora", e que considera, de facto, recorrer ao MP.
Ora bem, o MP antecipa-se, e esclarece a situação sem delongas: Ana Gomes nunca foi mentirosa! Já José Lello, sabe-se, é um fantoche que movimenta os membros ao gosto do manipulador de serviço! Ana Gomes tem mais tomates no dedo mindinho que a família inteira de José Lello, reunidos os sacos testiculares viáveis.
O MP não gosta de José Lello. Mas o MP gosta da Ana Gomes, a qual não tem, felizmente, tento algum na língua, virtude tão esclarecedora como mal amada em Portugal, sobretudo pela classe política.
O MP sabe, porque sabe, que Ana Gomes jamais se envolveria na denúncia de uma situação a tal nível, se não tivesse provas em que sustentar as suas declarações. Não é uma mentirosa! Não é parva!
O MP reconhece que a autenticidade das afirmações de Ana Gomes vem incomodando, de há muito, o seu partido, e a classe política, em geral. Chamam-lhe emocional, descontrolada, histérica. Em suma, chamam-lhe mulher, e remetem-na para o gueto das que, tendo entrado na política, não cumprem as regras sagradas dos discursos hipócritas, dos discursos pour épater le bourgeois. Por isso, o MP chama-lhe cidadã de consciência activa, corajosa. É uma mulher do caraças, porque é um ser humano do caraças. Por esse motivo, o MP está com Ana Gomes para o que der e vier, e será feliz quando puder votar nela para liderar um governo. O MP tem dito.
Hoje, lendo o DN, p. 6, fiquei a saber que José Lello desafia Ana Gomes a levar ao MP a tal questãozinha dos voos da CIA que terão feito escala nos Açores, com prisioneiros em trânsito, bem agrilhoados, situação que a eurodeputada tem denunciado, com base em testemunhos directos de que teve conhecimento.
Ana Gomes responde-lhe que não "perde pela demora", e que considera, de facto, recorrer ao MP.
Ora bem, o MP antecipa-se, e esclarece a situação sem delongas: Ana Gomes nunca foi mentirosa! Já José Lello, sabe-se, é um fantoche que movimenta os membros ao gosto do manipulador de serviço! Ana Gomes tem mais tomates no dedo mindinho que a família inteira de José Lello, reunidos os sacos testiculares viáveis.
O MP não gosta de José Lello. Mas o MP gosta da Ana Gomes, a qual não tem, felizmente, tento algum na língua, virtude tão esclarecedora como mal amada em Portugal, sobretudo pela classe política.
O MP sabe, porque sabe, que Ana Gomes jamais se envolveria na denúncia de uma situação a tal nível, se não tivesse provas em que sustentar as suas declarações. Não é uma mentirosa! Não é parva!
O MP reconhece que a autenticidade das afirmações de Ana Gomes vem incomodando, de há muito, o seu partido, e a classe política, em geral. Chamam-lhe emocional, descontrolada, histérica. Em suma, chamam-lhe mulher, e remetem-na para o gueto das que, tendo entrado na política, não cumprem as regras sagradas dos discursos hipócritas, dos discursos pour épater le bourgeois. Por isso, o MP chama-lhe cidadã de consciência activa, corajosa. É uma mulher do caraças, porque é um ser humano do caraças. Por esse motivo, o MP está com Ana Gomes para o que der e vier, e será feliz quando puder votar nela para liderar um governo. O MP tem dito.