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terça-feira, fevereiro 19, 2008

Um vozeirão negro, todo vadio

A voz treme? Vou a pé pela berma, um pouco aos esses, e de vez em quando piso o alcatrão. Salto depressa. Ferve, o cabrão. Quase me mata. Caminho, devagar. Nada previsível. Por aí, vagueando com pouca carga, saltos altos e muito baton. Nada de importante. Canto, mas posso calar-me.
Também cantarolo no chuveiro enquanto ensaboo os sovacos. Enquanto lavo a louça, e sacudo o esfregão de arame após ter areado o fundo dos tachos da sopa. Sem ouvintes. Mais alto. Mudando o ritmo. Murmurando. Mastigando as palavras. Mais depressa. Devagar. Olha, como me apetece. Fora de tom. Falando. Assim, porque sim, assim. Mudando, porque me apetece ouvir de outra maneira. Uma pausa que não estava programada. Uma paródia na melodia. Não tem muita importância. E recomeço. No big deal, isto é apenas a voz com que encomendo os burguers and fries no drivetru, e não me custa nada.



O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...