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terça-feira, março 11, 2008

"Um desejo absurdo de sofrer"

Enquanto saboreio um talharim cozinhado no meu tacho, penso que gostaria de ser italiana para sofrer imenso de todas as vezes que tivesse de comer fora da pátria, e poder dizer, "não, não é massa, é pasta", e "esta pasta está insuportavelmente cozida", e "o molho de tomate não está suficientemente natural", bem como outras afirmações gastronómicas igualmente temperadas.


quarta-feira, janeiro 23, 2008

Os escritores do mais-que-perfeito-simples

Cá por coisas, desconfio sempre de quem escreva mensagens de post it usando o mais-que-perfeito simples. Tal como os ovos, o pretérito-mais-que-perfeito simples é impossível de manter em pé sobre uma folha de papel.

segunda-feira, junho 04, 2007

nº 162, do lado direito de quem sobe, e eu sou o mais bonito

Ao final do dia, quando encerra a feira do livro, resta sempre muito lixo, muita papelada que os empregados da câmara maldizem, mas têm de recolher. É para que serve a criadagem, mesmo a dos serviços públicos de limpeza!


Fiz copy/paste deste poste de ontem, no Da Literatura, que é um blogue sobre literatura, louça Limoges e lojas gourmet, variado, portanto, como O Mundo Perfeito, mas não de tão baixo coturno.
Considero que qualquer blogger responsável deverá saber escrever um poste igualmente rico em informação sobre feiras do livro, localização dos pavilhões, edições próprias, et coetera.
Publico por motivos puramente didácticos.
Também acabei agora de ler o Cidade Proibida, e declaro-me mortinha por trocar impressões literárias com alguém!

Sábado, Junho 02, 2007
FEIRAS DO LIVRO

Hoje à tarde, das 16:30h às 18:00h, vou estar na Feira do Livro de Lisboa, no pavilhão da QuidNovi [n.º 162, lado direito de quem sobe do Marquês], a assinar três livros: o romance Cidade Proibida, os contos reunidos em Persona e o soi disant livro do blogue, Intriga em Família. Os dois primeiros são da QuidNovi e o terceiro da Quasi (mas hoje estão todos à venda no pavilhão n.º 162). No próximo sábado, dia 9, farei o mesmo no Porto.

posted by Eduardo Pitta at 10:40 AM


quarta-feira, maio 30, 2007

Duelo entre Só-Cartos e Filho-da-Putin

Só-Cartos - Eu cá faço sempre jogging em viagens oficiais!
Filho-da-Putin - Eu, em viagens oficiais, corro a meia-maratona, de preferência por zonas com curvas acentuadas e percursos sinuosos.

Só-Cartos - Pisei o solo da baía de Luanda. Paisagem maravilhosa!
Filho-da-Putin - Pisei o solo à volta da Casa Branca até Bush se sentir agoniado.

S-C - Pisei Copacabana. O Brasil parou para me ver.
F-d-P - Pisei Londres até Blair acusar vertigens.

S-C - Pisei o Parque de Beihai, em Pequim, com 10 graus negativos, e iam-me caindo os tim-tins.
F-d-P - Pisei Bona até o presidente alemão me gritar "ok, rendo-me, grande Filho-da-Putin".

S-C - Não se escandalize por ainda não ter tido tempo para descalçar os ténis, mas é que acabei agorinha mesmo de pisar a monumental Praça Vermelha.
F-d-P - Não há problema, eu piso frequentemente todo o povo russo sem que dele ouça um único lamento.
S-C - Ah, que aborrecimento para si, realmente! Eu também piso todos os dias os portugueses, mas, no meu caso, felizmente, eles aplaudem-me de pé e pedem bis.

cartos - dinheiro (galego)


Boas práticas na administração pública

Ontem, o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão suicidou-se na sequência de graves suspeitas relacionadas com dinheiros que terá recebido indevidamente, etc, etc.
Hoje, o ex-director de uma agência ligada ao referido ministério seguiu o mesmo caminho.
Mesmo mantendo grande estranheza relativamente às idiossincrasias da cultura japonesa, considero que há que destacar aqueles hábitos salutares que muito me agradaria ver chegar à politicagem nacional.
O primeiro-ministro, a ministra da Educação, o da Saúde, tal como o da Economia não quererão seguir o exemplo das nações civilizadas?


sábado, maio 19, 2007

O amor é cego



Fico sempre toda babada quando descubro que pessoas importantes, com nome de família, seis ou sete apelidos à vez, se pelam por ler, às escondidas, o blogue da filha do electricista, o tal que reparava os curtos circuitos nas aparelhagens das respectivas mamãs, enquanto os papás laboravam na repartição.
Claro que, no caso do Mexia, a gente aqui já não quer saber nada. E sempre que quisermos, inventamos - única forma de lhe tornar a vida pessoal realmente interessante!
No mínimo, caía bem um obrigadinho, doutor Mexia!

quinta-feira, maio 17, 2007

Meninos de berço


O príncipe Harry já experimentara todas as emoções de risco, mas guardava o sonho de saber-se assassinado, em directo, para todos os telejornais do mundo, filmado por câmaras de vídeo manhosas, numa produção parapornográfica cuidadosamente pensada por um qualquer grupo terrorista eficaz e sanguinário, sediado no coração do deserto iraquiano. Quem é que ainda não sabia como ia acabar o príncipe?!
Finalmente, alguém do exército inglês veio pôr cobro aos caprichos do reizinho de terceira escolha, que tanto desejava brincar às guerras como as pessoas normais, que são tão giras a morrer normalmente, e a fazer falta à família chorosa.
O príncipe ficou desolado. A família real censurou a decisão.
Compreendo a rainha de Inglaterra: está certo que é o netinho, mas
perdia-se pouco. O orçamento de Estado britânico livrava-se de uma despesa avultada, ela, de trabalhos, e, quem lê revistas do coração, de repetitivas notícias sobre tendências nazis, linhas de coca, carros de luxo espatifados, e namoradas indescritivelmente velhas aos 20.
Falta-me toda a paciência para meninos de bercinho de ouro!


Série Venenos Letais

terça-feira, maio 15, 2007

Os actos comunicativos das pessoas finas


Na sua coluna de opinião, no Público de sábado passado, Pedro Mexia manifesta-se contra a exclamação. O correspondente sinal gráfico, escreve o cronista, é espalhafatoso, imita o desabafo juvenil, tem falta de subtileza, de ambiguidade, de criatividade, é inestético e serve só inábeis e pobres de espírito. Enfim, não passa de "foguetório carnavalesco".
Finalmente, no panorama das grandes letras, surge alguém com coragem - eu até ia a dizer com tomates! - para arrumar o ponto de exclamação no seu devido lugar.
É verdade, sim senhor: uma pessoa fina não exclama nem faz espalhafato: exprime-se monocordica e letalmente até ao juízo final do acto comunicativo. Uma pessoa fina não entoa, não grita. No máximo, esboça um disfarçado trejeito facial de prazer ou dor, ou melhor, de satisfação ou insatisfação.
Conheci muita gente fina que sempre me censurou, e com veemência, o ponto de exclamação, e também a falta de criadagem que me levasse os canídeos à rua, e lhes apanhasse as poias quentes com os sacos de plástico do Sanecan.
É incomodativo. O ponto de exclamação.
O raio do sinal não tem controlo algum: emociona-se e cresce sozinho. O raio do sinal mantém-se direito e não verga. O raio do sinal termina com firmeza os actos expressivos que inicia. Isto é muito mais do que a auto-estima das pessoas finas - eu até ia a dizer do Pedro Mexia! - pode suportar.

Série Venenos Letais


sábado, maio 12, 2007

sexta-feira, maio 11, 2007

Poder da Direita

Estava eu a dizer à minha prima afastada que até não me importaria de dormir com um homem de Direita desde que ele a endireitasse.

Série Venenos Letais

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...