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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

What a swell party

Ainda a propósito dos Swell, descobri um texto meu com dez anos, a reportagem àquele fantástico concerto do São Luiz, de 20 de Setembro de 1998:

Foi num clima de festa de amigos que decorreu o concerto dos Swell no São Luiz. Logo ao fim do segundo tema, e a convite do vocalista David Freel, cerca de metade da plateia do teatro subiu para o palco e sentou-se no espaço livre que havia entre a linha dos monitores e o início do palco, ficando aí sentada até ao final do concerto como se banda e público fossem amigos de longa data e o que houvesse ali não fosse mais um concerto mas sim um serão entre amigos com muita música e muita conversa à mistura.

O espectáculo do grupo de São Francisco fez lembrar outros grandes concertos de estreia em Lisboa de bandas como os Spain, os Soul Coughing, dEUS, etc. Não no que diz respeito à música propriamente dita mas sim pelo facto de ainda serem projectos relativamente desconhecidos do público em geral e que na altura eram promovidas por uma rádio então extinta. Sim, os Swell também faziam parte dos grupos com forte airplay na Xfm.

David Freel, vocalista e guitarrista, e Monte Valier, baixista, são o "núcleo duro" de um grupo que desde o início do espectáculo rejeitou qualquer ponta de vedetismo, deixando que a música falasse por si. Nem mesmo as próprias luzes do espectáculo iam além de uns sóbrios focos imóveis de luz branca. Ficaram excelentes momentos proporcionados por músicas como "Make Up Your Mind" ou "Oh My My", do último álbum, "For all the Beautiful People" e "Sunshine Everyday", "What I Always Wanted" ou aquele outro tema tocado num dos três encores da noite, com Freel e Valier a solo, em que o jack da guitarra acústica de Freel não estava nas melhores condições, problema o que o próprio resolveu de forma eficiente, puxando o microfone para a boca da guitarra. Ao fim de quase duas horas o público não queria deixar os Swell acabarem o concerto e o grupo já não tinha mais temas ensaiados para tocar (os próprios pareciam estar tão sensibilizados com a recepção que até chegaram a tocar músicas improvisadas, onde não faltou uma cómica referência aos Led Zeppelin...). What a swell party! (*)

(*) Que festa formidável

Por falar em sobreposição de espectáculos... (parte II)

Depois disto (e ainda não me conformei que para ver os Beach House -- concerto magnífico, a propósito -- tive de perder os Radar Bros. no Lounge), chega a notícia de mais uma sobreposição domingueira.
Poderão dizer, e com alguma razão, que os públicos são diferentes. Poderão dizer que esta novidade já cá veio uma série de vezes, ao São Luiz, ao Garage, ao T-99 no Jamor... Mas, caramba. Eu gostava de rever os Swell, mesmo que pela quarta vez, no dia 23 de Novembro, no Lounge, mas claro que não vou perder os Lightning Bolt na ZDB. Irra, que já chateia.

(Os Swell têm uma mini-digressão agendada para Portugal, começando a dia 20 no Mercado Negro, em Aveiro, passando no dia seguinte pelo Armazém do Chá, no Porto, a 22 por Coimbra, em local a anunciar, e terminando a 23 no Lounge, em Lisboa.)