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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

domingo, 9 de outubro de 2016

segunda-feira, 13 de abril de 2015

100 de 1973, n.º 51, Soft Machine (rep.)



SIX
SOFT MACHINE (Inglaterra)
Edição original: CBS
Produtor(es): Soft Machine
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Os Soft Machine da cena de Canterbury já não eram bem, por esta altura, os Soft Machine da cena de Canterbury, os Soft Machine da chanfradice sofisticada, do rock trabalhado à imagem do jazz mais livre, da paternidade do prog. Robert Wyatt já tinha saído há muito, Kevin Ayers ainda há mais tempo (esperem por um disco dele nesta lista), Daevid Allen nem se fala (esperem também por mais Gong por aqui). Karl Jenkins, ex-Nucleus, trazia o oboé e composições mais convencionais, mais estruturadas, mais próximas do jazz de fusão estabelecido (o Melody Maker chegou a consagrar este disco como o melhor de jazz neste ano). Em resumo, as rédeas já não estavam tão soltas como nos primeiros discos, mas "Six" não deixa por isso de ser um trabalho notável e ambicioso (já o mesmo não se dirá de "Seven", também saído em 1973, mas isso é a opinião deste escriba).

sexta-feira, 13 de março de 2015

E lá vai Daevid para o planeta Gong

Ficámos a saber, há pouco tempo, que ele não ia estar muito mais tempo entre os vivos. Hoje chega-nos a notícia, pelo facebook do seu filho, de que Daevid Allen, fundador dos Soft Machine e dos Gong, sucumbiu ao cancro que lhe havia sido diagnosticado no ano passado. Tinha 77 anos.

«And so dada Ali, bert camembert, the dingo Virgin, divided alien and his other 12 selves prepare to pass up the oily way and back to the planet of love. And I rejoice and give thanks. Thanks to you dear dear daevid for introducing me to my family of magick brothers and mystic sisters, for revealing the mysteries, you were the master builder but now have made us all the master builders. As the eternal wheel turns we will continue your message of love and pass it around. We are all one, we are all gong. Rest well my friend, float off on our ocean of love. The gong vibration will forever sound and its vibration will always lift and enhance. You have left such a beautiful legacy and we will make sure it forever shines in our children and their children. Now is the happiest time of yr life. Blessed be.»

Vemos a música popular perder uma dose imensurável de loucura, irreverência e poesia (e tanta falta que lhe fazem todos estes ingredientes indispensáveis, nos dias formatados e sérios que vivemos). Precisamos tanto de mais Daevids e outros camemberts chanfrados...


(Daevid Allen em 1961, à porta da casa de Robert Wyatt, em Canterbury.)

quinta-feira, 22 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 31



BANANAMOUR
KEVIN AYERS (Inglaterra)
Edição original: Harvest
Produtor(es): Kevin Ayers, Andrew King
discogs allmusic wikipedia

É o mais acessível, mas também o mais eclético, o mais completo e, provavelmente, o melhor disco a solo de Kevin Ayers, um dos fundadores dos Soft Machine, o homem de cujo talento John Peel disse ser "tão aguçado que se pode fazer cirurgia ocular profunda com ele". Ao quarto álbum, Ayers exprime-se das mais diversas formas. Anda pela soul à Van Morrison, pela pop freak à Robert Wyatt, pelo blues rock e até pelo ska (num dos temas bónus da reedição). Mas o tema central de "Bananamour", diferente de tudo o resto no disco, e que deixa todos os ouvidos estupefactos, é a majestosa composição épica "Decadence", um poema dedicado a Nico e uma cópia chapada, não fosse ter sido escrito muitos anos antes, daquilo que os Spiritualized viriam a fazer. Jason Pierce deve ter passado anos inteiros da sua vida a ouvir "Decadence". Só pode. "Bananamour" é também um ponto de encontro de velhos amigos de Ayers: Robert Wyatt participa nos coros de "Hymn"; Mike Ratledge, outro Soft Machine, toca orgão em "Interview"; Steve Hillage, guitarrista dos Gong, participa em "Souting In A Bucket Blues"; David Bedford, o maestro da versão orquestral de "Tubular Bells", dirige "Beware Of The Dog" (Bedford e Oldfield tinham feito parte da primeira banda de suporte de Ayers, The Whole World).

sexta-feira, 2 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 51



SIX
SOFT MACHINE (Inglaterra)
Edição original: CBS
Produtor(es): Soft Machine
discogs allmusic wikipedia

Os Soft Machine da cena de Canterbury já não eram bem, por esta altura, os Soft Machine da cena de Canterbury, os Soft Machine da chanfradice sofisticada, do rock trabalhado à imagem do jazz mais livre, da paternidade do prog. Robert Wyatt já tinha saído há muito, Kevin Ayers ainda há mais tempo (esperem por um disco dele nesta lista), Daevid Allen nem se fala (esperem também por mais Gong por aqui). Karl Jenkins, ex-Nucleus, trazia o oboé e composições mais convencionais, mais estruturadas, mais próximas do jazz de fusão estabelecido (o Melody Maker chegou a consagrar este disco como o melhor de jazz neste ano). Em resumo, as rédeas já não estavam tão soltas como nos primeiros discos, mas "Six" não deixa por isso de ser um trabalho notável e ambicioso (já o mesmo não se dirá de "Seven", também saído em 1973, mas isso é a opinião deste escriba).