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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Festivais e números

O Blitz publica hoje alguns números a respeito das entradas nos seis festivais de rock mais mediáticos, citando as respetivas organizações como fontes. Filtrando o que interessa, dá mais ou menos isto:



Como se vê, Alive e Sudoeste (produtora contra produtora, operadora contra operadora) disputam o topo das afluências. O Alive manteve-se, o Sudoeste subiu e ultrapassou o primeiro. Mas uma outra maneira, talvez mais justa, de comparar afluências, é encontrar as médias diárias para cada um dos festivais (nota: sem contar com os dias de receção ou os últimos dias de descompressão como o domingo do Primavera Sound):



Posições à parte, o que mais salta à vista são mesmo os grandes números. Quem diria, há 10 ou 20 anos atrás, que havia possibilidade de se ter estes públicos em festivais realizados em Portugal, tanto mais aos preços que são geralmente praticados (ainda que estes números incluam os convidados)?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Primavera Club, agora também por cá

Marquem nos calendários o fim de semana de 30 de novembro a 2 de dezembro. O Primavera Club, versão de outono, reduzida e em sala fechada, do festival Primavera Sound, que Madrid e Barcelona se habituaram a conhecer todos os anos, vai também ter versão em Portugal. Neste primeiro ano, a cidade eleita é Guimarães, que atualmente celebra o programa da Capital da Cultura 2012, devendo as próximas edições do Primavera Club português estabelecer-se noutra cidade, provavelmente o Porto, que este já recebeu a primeira edição do "nosso" Primavera Sound. Para a edição de 2013 deste são também já conhecidas as datas: 30 de maio a 2 de junho.

sábado, 9 de junho de 2012

Volta a haver Primavera em 2013

No meio da chuva que hoje encharcou meio mundo que assistia à primeira edição do Primavera Sound no Parque da Cidade, no Porto, a organização veio já avisar, como manda a praxe nestas coisas, uue em 2013 o festival regressará (ver notícia Blitz). Nos tempos que correm, não é nada má esta notícia.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cartaz dia após dia do Primavera do Porto

Já é possível saber em que dias vai tocar cada uma das bandas presentes na primeira edição do festival Primavera no Porto.

Quinta-feira, 7 de junho (Parque da Cidade)
Atlas Sound, Bigott, Explosions In The Sky, StopEstra!, Suede, The Drums, The Rapture, Yann Tiersen

Sexta-feira, 8 de junho (Parque da Cidade)
Beach House, Black Lips, Chairlift, Codeine, Esperit!, Linda Martini, M83, Neon Indian, Numbers Showcase (Jackmaster, Oneman, Deadboy, Spencer, Redinho), Other Lives, Rafael Toral, Rufus Wainwright, Shellac, Tall Firs, Tennis, The Flaming Lips, The Walkmen, The War On Drugs, Thee Oh Sees, Ultramagnetic MC's, We Trust, Wilco, Wolves In The Throne Room, Yo La Tengo

Sábado, 9 de junho (Parque da Cidade)
Baxter Dury, Björk, Death Cab For Cutie, Death Grips, Demdike Stare, Dirty Three, Erol Alkan, Forest Swords, Gala Drop, I Break Horses, James Ferraro and the Bodyguard, John Talabot (Live), Lee Ranaldo, Mujeres, Saint Etienne, Siskiyou, Sleepy Sun, Spiritualized, The Afghan Whigs, The Right Ons, The Weeknd, The xx, Veronica Falls, Washed Out, Wavves

Domingo, 10 de junho (Casa da Música)
Jeff Mangum, The Olivia Tremor Control

quinta-feira, 15 de março de 2012

Black Lips no Primavera Sound do Porto

A programação do Primavera Sound do Porto continua a encher. Foi entretanto anunciada a vinda dos Black Lips, já muito habituados ao Primavera Sound original. Entre os nomes agora anunciados há também Lee Ranaldo, Wolves in the Throne Room e Rufus Wainwirght.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Se não é desta que ele vem a Portugal...

A boa gente do Primavera Sound acaba de enviar aos seus contactos um mail com a frase "Jonathan Richman y Sonny and The Sunsets de gira por España" por assunto (email reproduzido abaixo). Em Março, o músico norte-americano prepara-se para dar seis concertos (SIM, MEIA DÚZIA DE CONCERTOS, LERAM BEM) por várias cidades de Espanha:

17 - Madrid, Casa de América
18 - Múrcia, 12&Medio
20 - Barcelona, Cinemes Girona
21 - Bilbau, Kafe Antzokia
22 - Avilés, Centro Cultural Internacional Avilés
23 - Zarautz, Lizardi Antzokia

É verdade que Jonathan Richman tem passado boa parte da sua vida recente aqui neste país que no mapa aparece ao nosso lado. Ainda assim, não costumam chegar notícias como esta, a darem conta de atividade, leia-se concertos. Esta podia ser uma boa oportunidade para finalmente o termos por cá. Há uma meia dúzia de anos, chegou a estar agendado concerto no Santiago Alquimista, que acabou por ser cancelado. No ano passado, gorou-se nova oportunidade de o vermos num palco nacional. SERÁ DESTA? Fariam este vosso escriba ficar feliz, senhores promotores.
(Entretanto, alguém para partilhar carro até Avilés ou Madrid?)



Jonathan Richman y Sonny and The Sunsets de gira por España

El veterano e influyente Jonathan Richman vuelve de gira a nuestro país con una extensa lista de fechas confirmadas en las que se verá acompañado del habitual Tommy Larkins a la batería. Richman comenzó su carrera al frente del grupo de culto The Modern Lovers, una de las piedras angulares del proto-punk, aunque poco después arrinconará la distorsión para consagrar su vida a ese rock'n'roll repleto de dispares influencias y tocado en acústico con puntuales acompañamientos. Algunos de sus discos más aplaudidos son "Rockin'n'Romance", "Rock'n'roll with the Modern Lovers" y la banda sonora de "There's Something About Mary" (película en la que también aparece narrando la historia a través de sus canciones). Su último disco es "O Moon, Queen of Night on Earth".

Sonny Smith es uno de los artistas más interesantes de los últimos tiempos. Escritor de teatro y novela, no fue hasta pasada la treintena que decidió coger una guitarra y ponerse a cantar canciones. Primavera Sound y Buenritmo le traen en marzo con una gira muy especial: unos Sunsets españoles formados para la ocasión por Germán Carrascosa (Los Bananas, La Otra Gloria, Orquesta del Caballo Ganador…) y Jordi Irizar (La Estrella de David, Sedaiós,…), un supergrupo que serán sus compañeros de gira también en Europa, donde viajarán para presentar "100 Records, vol.3" (Buenritmo / Glitter End, 2012) y “Hit After Hit” (Fat Possum, 2011), su último disco como Sonny and the Sunsets hasta la fecha.

Los detalles de fechas, salas y precios son:

SONNY AND THE SUNSETS
- Viernes 2 de marzo. Sala Bukowski (Donostia). Anticipada 10€ / Taquilla 12€
- Sábado 3 de marzo. Sidecar (Barcelona). Anticipada 12€ / Taquilla 15€
- Domingo 4 de marzo. Siroco (Madrid). Anticipada 12€ / Taquilla 15 €
- Lunes 5 de marzo. Colegio Mayor (Valencia). Entrada gratuita.

Organizado por Primavera Sound y Buenritmo

JONATHAN RICHMAN
- Sábado 17 de marzo (+ Las Ruinas). Casa De América (Madrid). Anticipada 15€ / Taquilla 20€
- Domingo 18 de marzo. 12&Medio (Murcia). Anticipada 9€ / Taquilla 12€
- Martes 20 de marzo. Cinemes Girona (Barcelona). Anticipada 17€ / Portal 15€ / Taquilla 20€
- Miércoles 21 de marzo. Kafe Antzokia (Bilbao). Anticipada y taquilla 15€
- Jueves 22 de marzo. Centro Cultural Internacional Avilés (Avilés). Anticipada 8€ (socios 6€) / Taquilla: 8€
- Viernes 23 de marzo. Lizardi Antzokia (Zarautz). Anticipada y taquilla 7€

Organizado por Primavera Sound y Heart Of Gold

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não há Primavera sem Shellac

Não importa onde se realize o Primavera Sound, que é seguro que os Shellac estarão por lá. Foi hoje anunciada pela Antena 3 a presença do trio demolidor de Steve Albini (e também dos Walkmen) na versão portuguesa do festival Primavera, que vai decorrer na cidade do Porto, entre 7 e 10 de Junho próximos. Shellac e Walkmen juntam-se assim aos nomes já anunciados de Björk, Yo La Tengo, Neon Indian, Other Lives, Jeff Mangum e Codeine. O Primavera vai ter lugar no Parque da Cidade e os bilhetes podem ser comprados por via online ao preço de 75€, mais custos administrativos. Este preço é válido até 31 de Dezembro, aumentando depois, não só porque vai ser revista a tabela do IVA, mas também porque é política do festival praticar uma política de preços diferenciados em função da data de aquisição.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Primavera Sound no Porto?

Falou-se há dias que o Porto podia vir a receber, em 2012, uma edição do Primavera Sound, que todos os anos se realiza em Barcelona e Madrid (aqui apenas no complemento da versão mais ligeira, o "Primavera Club") e o site Festivais de Verão alega hoje ter tido confirmação...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

É viajar, gentes

Cartaz do Coachella (Indio, Califórnia, 15 a 17 de Abril):

!!!, 12th Planet, Afrojack, Ariel Pink's Haunted Graffiti, A-Trak, Beardyman, Black Joe Lewis and the Honeybears, Boys Noize, Brandon Flowers, Brandt Brauer Frick, Breakage, Caifanes, Cee Lo Green, Clare Maguire, Cold Cave, Cold War Kids, Crystal Castles, Cut Copy, Emicida, Erick Morillo, Excision, Flogging Molly, Gayngs, Glasser G.Q., Gypsy and the Cat, Hurts, Interpol, Jakes, Kele, Kings of Leon, Klaxons, Kyle Hall, Magnetic Man, Marina and the Diamonds, Monarchy, Mount Kimbie, Moving Units, Ms. Lauryn Hill, Nosaj Thing, OFWGKTA, Omar Rodriguez Lopez, Ozomatli, Robyn, Sander Kleinenberg, Sasha, Scala & Kolacny Bros., Skrillex, Sleigh Bells, Tame Impala, The Aquabats, The Black Keys, The Chemical Brothers, The Drums, The Morning Benders, The Pains of Being Pure at Heart, The Rural Alberta Advantage, Titus Andronicus, Warpaint, YACHT, Alf Alpha, Andy C, Animal Collective, Arcade Fire, Big Audio Dynamite, Bomba Estereo, Bright Eyes, Broken Social Scene, Cage the Elephant, Chuckie, Cults, Daedelus, Delta Sprirt, DJ Hype, DJ Kentaro, DJ Marky, EE, Elbow, Electric Touch, Empire of the Sun, Erykah Badu, Fat Freddy's Drop, Fedde Le Grand, Foals, Francis and the Lights, Freelance Whales, Gogol Bordello, Goth Trad, Here We Go Magic, Jenny and Johnny, Joachim Garraud, Laidback Luke, Lil’ B The Based God, Mariachi El Bronx, Mary Anne Hobbs, Mumford & Sons, One Day as a Lion, Paul van Dyk, Phosphorescent, Raphael Saadiq, Ras G, SBTRKT, Scissor Sisters, Shpongle presents The Shpongletron Experience, Steve Angello, Thao with the Get Down Stay Down, The Felice Brothers, The Henry Clay People, The Joy Formidable, The London Suede, The Kills, The Love Language, The New Pornographers, The Radio Dept., The Swell Season, The Tallest Man on Earth, The Twelves, Trampled by Turtles, Two Door Cinema Club, Wire, Yelle, Angus and Julia Stone, Axwell, Best Coast, Bloody Beetroots Death Crew 77, Caspa, Chromeo, City and Colour, CSS, Death From Above 1979, Delorean, DJ Zinc, Duck Sauce, Duran Duran, Eliza Doolittle, Ellie Goulding, Fistful of Mercy, Foster the People, fun., Good Old War, Gord Downie, Green Velvet, HEALTH, High Contrast, Jack Beats, Jack's Mannequin, Joy Orbison, Kanye West, Kode9, Jimmy Eat World, Leftfield, Lightning Bolt, Lorn, Los Bunkers, MEN, Menomena, Nas & Damian Marley, Neon Trees, New Pants, OFF!, Phantogram, PJ Harvey, Plan B, Ramadanman, Ratatat, Riva Starr, Roska, Rye Rye, She Wants Revenge, Sven Vath, Take, Terror Danjah, The National, The Presets, The Strokes, Thunderball, Trentemoller, Tinie Tempah, Tokimonsta, Twin Shadow, Wiz Khalifa, Zed Bias


Cartaz (ainda por fechar) do ATP curado pelos Animal Collective (Minehead, 13 a 15 de Maio)

Animal Collective, Big Boi (Outkast), Beach House, Gang Gang Dance, Lee 'Scratch' Perry, Terry Riley, Ariel Pinl's Haunted Graffiti, Thinking Fellers Union Local 282, Black Dice, Atlas Sound, Meat Puppets performing Up On the Sun, The Frogs performing It's Only Right & Natural, I.U.D., Micachu and the Shapes, Omar-S, Prince Rama, Spectrum, Dent May, Group Doueh, The Brothers Unconnected (Sun City Girls), Slubime Frequencies DJs + Films, Deradoorian, Zomby, Vladislav Delay, The Entrance Band, Orthrelm, Tickley Feather, Drawlings, Teengirl Fantasy, Kría Brekkan, Eric Copeland (Black Dice), Ear Pwr, Floating Points, Mick Barr (solo) e Highlife.


Cartaz do Primavera Sound (Barcelona, 26 a 28 de Maio)

Aias, Animal Collective, Ariel Pink's Haunted Graffiti, Autolux, Belle & Sebastian, Blank Dogs, BMX Bandits, Caribou, Cloud Nothings, Comet Gain, Dan Melchior und Das Menace, Das Racist, Deakin, Dean Wareham plays Galaxie 500, Echo & The Bunnymen performing Heaven Up Here & Crocodiles, Emeralds, Factory Floor, Fleet Foxes, Games, Gang Gang Dance, Grinderman, Half Japanese, Islet, John Cale & Band + Orchestra perform PARIS 1919, Julian Lynch, Las Robertas, Lichens, Low, Male Bonding, Me And The Bees, Mercury Rev perform Deserter's Songs, Mogwai, Money Mark, My Teenage Stride, Nisennenmondai, Oneohtrix Point Never, Papas Fritas, Phosphorescent, Pissed Jeans, Pulp, Salem, Seefeel, Shellac, Sonny & The Sunsets, Suicide, Swans, Tennis, The Album Leaf, The Fiery Furnaces, The Flaming Lips, The Fresh & Onlys, The Jon Spencer Blues Explosion, The National, The Vaccines, The Walkmen, Triángulo De Amor Bizarro, Twin Shadow, Wolf People e Yuck.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Horários do Primavera Sound 2010

Já há horários para o Primavera Sound. E quando o cartaz é composto por várias dezenas de nomes e diferentes palcos a funcionarem em simultâneo, o espectador "primaveril" incauto facilmente se baralha, facilmente se perde, facilmente chega ao que quer ver quando já acabou e regressa ao ponto de partida quando já nada há para ver entre o pretendia ver de início. Entre as opções de horários disponibilizados pela organização, mesmo o guia portátil distribuído no dia do festival, falta sempre, por exemplo, uma distribuição ordenada das actuações num mesmo dia. Algo que permita aos olhos facilmente percorrerem uma lista e perceberem que se os Tortoise começam às 23h, se pode ir, por enquanto, até ao palco ATP, para no fim fazer o percurso até ao principal, para ver os Pavement à 1h da manhã, porque já não vai dar para ver os Mission of Burma no Vice, pois o início está marcado para um quarto de hora antes da malta do "Slanted and Enchanted". Confuso? Pois é. Agora experimentem estes raciocínios às tantas da noite, com os horários que a organização oferece.
À semelhança do que julgo que partilhei no ano passado, aqui fica um instrumento essencial:
Horários do Primavera Sound

quarta-feira, 10 de março de 2010

Depois deste Inverno, nunca uma Primavera foi tão desejada

Imaginem o que será juntar:

STEVE SHELLEY, o baterista dos Sonic Youth, com...

...MICHAEL ROTHER, meio NEU! (e também um terço dos Harmonia e uma parte dos Kraftwerk iniciais)...

...e ainda Aaron Mullan, dos Tall Firs e colaborador habitual dos SY na gravação dos discos mais recentes.

O projecto tem, por enquanto, o nome Rother/Shelley/Mullan e vai actuar no Primavera Sound, em Barcelona, de acordo com a notícia hoje avançada pela organização.

Outras das novidades hoje anunciadas vão para presença do veterano Van Dyke Parks e dos Chrome "blargh" Hoof. O Primavera decorre entre 27 e 29 de Maio próximos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só boas notícias para quem vai ao Primavera Sound

Já havia...

...Apse, Atlas Sound, Ben Frost, Bis, Built To Spill, Camaron, La Leyenda Del Tiempo, Circulatory System, Cold Cave, Delorean, Dr. Dog, Dum Dum Girls,
Fake Blood, Fuck Buttons, Ganglians, HEALTH, Here We Go Magic, Hope Sandoval & The Warm Inventions, Japandroids, Joker featuring Nomad, Lee "Scratch" Perry, Liquid Liquid, Low performing "The Great Destroyer", Mission Of Burma, Monotonix, Mujeres, No Age, Orbital, Panda Bear, Pavement, Pixies, Polvo, Real State, Seefeel, Shellac, Sian Alice Group, Sic Alps, Spoon, Standstill, Superchunk, The Antlers, The Big Pink, The Bloody Beetroots, The Clean, The Fall, The King Khan & BBQ Show, The New Pornographers, The Psychic Paramount, The XX, Thee Oh Sees, Ui, Wilco, Wild Beasts, Wire e Yeasayer.

Agora sabe-se que também vai haver...

Grizzly Bear! Built To Spill! Tortoise! Condo Fucks (ou seja, Yo La Tengo)! Major Lazer!

E ainda... Seefeel, Beak> (kraut pelas mãos de Geoff Barrows, o maquinista dos Portishead), Monotonix, Ben Frost, Mujeres, Apse, Thee Oh Sees, Black Math Horseman, Sian Alice Group e Fake Blood.

O Primavera Sound tem lugar em Barcelona no último fim-de-semana de Maio, de 27 a 29. Mais informação do cartaz aqui.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

PÁRA TUDO. PAVEMENT CONFIRMADOS NO PRIMAVERA SOUND

E eis que o desejo aqui formulado há dias ganhou mesmo corpo. OS PAVEMENT VÃO AO PRIMAVERA SOUND DE BARCELONA! Foi a própria organização que confirmou a presença dos norte-americanos no cartaz, através de notícia avançada hoje no site oficial. Hoje também foram postos à venda os bilhetes que, até 30 de Novembro, custam 95€ (mais comissões).

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quem mais está a torcer pela vinda dos Pavement ao Primavera Sound 2010 ou ainda mais perto?


Foi o meu amigo Dário que primeiro me lembrou da possibilidade, muito wishful thinking, da participação dos Pavement, agora reunidos de novo, na próxima edição do Primavera Sound de Barcelona. O regresso do grupo, que começou por ser anunciado como apenas uma única data no Central Park de Nova Iorque, a Setembro de 2010, tem vindo a ganhar novos contornos de dia para dia. Àquela data única do Central Park, para a qual os bilhetes esgotaram em apenas dois minutos (!), juntaram-se mais três. Entretanto, os Pavement foram convidados para serem os curadores do All Tomorrow's Parties de Minehead, Inglaterra, entre 14 e 16 de Maio do próximo ano. Os bilhetes esgotaram uma vez mais em tempo recorde. Na manhã de hoje foram postos à venda, apenas para assinantes da O2, os bilhetes para mais outra data, 11 de Maio, agora em Londres, na Brixton Academy, a sala onde os Pavement deram o último concerto, já lá vão 10 anos. Também são conhecidas datas para a Austrália e a Nova Zelândia, a ocorrerem durante o mês de Março.
O Primavera Sound 2010 realiza-se entre 27 e 29 de Maio. Ai wishful thinking.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ainda a propósito do Primavera

«O cérebro emocional é um cérebro lento. Vem de há milhões de anos. É um cérebro que tem certas características de sistema neuronal, de mediador de estímulos, e que funciona numa escala relativamente lenta. É uma escala de segundos a, por vezes, minutos. O cérebro cognitivo funciona numa escala de centenas de milisegundos. Muito, muito rápido. Portanto, é perfeitamente possível para nós aprendermos muito rapidamente uma quantidade de factos, recolhermos uma quantidade de imagens e lembrarmo-nos delas, manipularmos essas imagens de uma forma inteligente. E, ao mesmo tempo, as emoções que deviam ser disparadas em relação a certos factos, em relação a certos acontecimentos, não conseguem ser disparadas porque não há tempo. Portanto, estamos a fazer uma separação, um divórcio completo entre estes dois cérebros, e isso, sim, isso pode ser muito perigoso.»

Lembrando de novo o passado fim-de-semana em Barcelona, coisa frequente destes dias, em particular a última entrada da espécie de reportagem que publiquei na segunda-feira (ver mais abaixo), fui parar às palavras do neurologista António Damásio, que acima cito (e das quais já falei aqui e aqui) e ainda às do músico António Pinho Vargas (aqui). De facto, foi uma bela oportunidade para vermos dez, vinte ou trinta das bandas que mais gostamos. Vermos, ouvirmos e sentirmos dez, vinte ou trinta concertos essenciais nos tempos que correm. Mas, conseguimos verdadeiramente digerir aquilo que nos foi oferecido, quando não tivemos nem sequer um minuto de silêncio que fosse para deixarmos as emoções tomarem conta de nós, para, enfim, reflectirmos? É o inevitável trade-of entre concertos individuais e o conceito de festival como é o do Primavera Sound. Cada qual terá as suas vantagens e os seus inconvenientes. Uma coisa é certa, porém: são duas coisas muito, muito diferentes.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Records catalans

Aproveito para partilhar alguns dos momentos vividos ao longo de um fim-de-semana com tanto de inesquecível quanto de cansativo:

U. Os dez melhores concertos, por ordem de preferência: Neil Young, Shellac, My Bloody Valentine, Jason Lyttle, Liars, Black Lips, The Jesus Lizard, Spectrum, Sonic Youth, The Vaselines.

Dos. Neil Young curto demais. Houve vários pontos de contacto com o concerto em Lisboa, no ano passado. Das canções mais conhecidas, não houve (e foi uma pena) o "Words" e várias outras, mas houve "Cinnamon Girl", "Down by the River", "Mansion on the Hill" e, a única nova, "Get Behind the Wheel". Mas do que mais se notou a falta, e daí também o concerto ter sido relativamente curto face ao que se esperava, foi dos temas longos, daqueles em que Young abraça a guitarra, explora a distorção, procura o feedback, sem pressa de terminar a relação de amor com as seis cordas. Alinhamento: Mansion on the Hill, Hey Hey My My, Are you Ready for the Country, Everybody Knows this is Nowhere, Pocahontas, Spirit Road, Cortez the Killer, Cinnamon Girl, Oh Mother Earth (Natural Anthem), Needle and the Damage Done, Unknown Legend, Heart of Gold, Old Man, Down by the River, Get Behind the Wheel, Rockin' in the Free World, A Day in the Life (encore).

Tres. A maior desilusão do festival? Sonic Youth. Foi, em matéria de pesos e medidas, um bom espectáculo. Ouvir o "Brother James", o "Hei Joni" ou o "Tom Violence", só para citar algumas das mais antigas, num mesmo concerto, é coisa pela qual um tipo se deve sentir privilegiado. Mas, e é um grande "mas", estando-se num festival em que metade do cartaz deve a sua existência aos Sonic Youth e usa mesmo o palco, como filhos de peixe que sabem nadar, para desafiar algumas das convenções que estes vieram a derrubar ao longo dos anos é, no mínimo, decepcionante ver os progenitores, para mais elevados a cabeças-de-cartaz principais, pouco capazes de arriscar fosse o que fosse (uma ausência total de coragem se nos lembrarmos da actuação dos My Bloody Valentine, por exemplo) ou de mostrarem algo mais do que aquele ar de tédio com que enfrentaram o palco (parecia até haver algum desconforto entre os elementos do grupo, quem sabe sintoma do regresso a uma editora independente). Foi tudo tão diferente quando, há oito anos, os vi nesta mesma Barcelona, a apresentarem o projecto "Goodbye 20th Century". Agora, no Primavera, foram apenas mais uma banda... como as outras, com um bom concerto... como os outros. Alinhamento (com * os temas do novo álbum, "The Eternal"): Brother James, Sacred Trickster*, Hey Joni, No Way*, Calming The Snake*, Antenna*, The Sprawl, Cross The Breeze, Anti-Orgasm*, Leaky Lifeboat*, What We Know*, Tom Violence, Pink Steam, Bull In The Heather (encore), Expressway To Yr Skull (encore).

Quatre. Steve Albini é Deus. Pouco depois de Jarvis Cocker, a quem Albini produziu o mais recente álbum, acabar no palco principal, voltou com os seus parceiros Bob Weston e Todd Trainer ao palco ATP, para ali produzir um dos maiores estrondos do festival. Som perfeito, coisa pouco frequente neste palco (pior ainda era o RockDeluxe, já agora), experiência e técnica a rodos entre os três, permitindo um entrosamento magnífico como banda, coisa também nem sempre frequente em muitas das outras bandas, especialmente as deste palco, e um alinhamento magnífico (fez falta o "Prayer to God"). Grande final com "The End of Radio", uma de várias que foram buscar ao último álbum, numa performance apoteótica, onde nem sequer a bateria, que foi desmontada peça a peça por Albini e Weston, sobrou. Memorável. Só por isto já teria valido a pena este Primavera.

Cinc. Os tampões para My Bloody Valentine. À entrada, nos dois primeiros dias, respectivamente os dos concertos dos irlandeses no palco principal e no auditório, a organização distribuía aos participantes tampões para os ouvidos. É que -- e eu só vi o concerto do palco principal -- o volume e o ruído que ali se produziram desafiou tudo o que até hoje já se viu, perdão ouviu, à frente de um palco. Não espanta que haja quem fique com a audição reduzida depois destes concertos de regresso da banda de Kevin Shields (a começar pelo próprio). A demonstração de maior coragem, tanto por parte da banda como do público, veio com "You Made Me Realise", com que os MBV têm encerrado estes concertos, onde no meio surgem quase vinte minutos de ruído intenso, só eventualmente comparável ao que se ouvirá no interior de um reactor de um avião ou pairando por entre nuvens em permanente colisão.

Sis. Outros concertos, outros barulhos. Houve outros momentos dignos de nota. Os Spectrum a tocarem Mudhoney; O stage diving de David Yow, dos Jesus Lizard, que apareceram em grande forma, mesmo passados todos estes anos; A simpatia dos Vaselines; A estranheza de ver Lightning Bolt num palco e com som baixo, o que foi uma pena, o que também afectou os Sunn O))); A presença em palco de Jarvis Cocker, que bastou para agarrar o público mesmo antes de cantar fosse o que fosse (nota curiosa - a dada altura, Cocker dirigiu-se ao público em castelhano macarrónico, que depois traduziu para "my hovercraft is full of eels", do célebre "Dirty Hungarian Phrasebook" dos Monty Python, sendo que pouco depois Bob Weston, baixista dos Shellac, repetiria a piada no palco ATP; A pop country do Jason Lyttle, que ainda tocou vários temas dos Grandaddy; a irreverência ié-ié dos Black Lips no final do festival, os quais ainda cheguei a ver num pequeno e surpreendente set acústico na tenda da Ray Ban; A bebedeira dos dois putos dos Wavves, que levou a que o concerto se tornasse, possivelmente, no mais caótico do festival; O nervosismo dos chineses Carsick Cars, que possivelmente nem tinham idade para entrar no festival sem ser acompanhados por adultos; O enorme colectivo -- parecia quase uma banda de afrobeat, de tantos que eram -- que acompanhava o Dan Deacon, outro espectáculo que ameaçou o caos, quando o músico fazia birra para que o público fizesse o círculo de dança; etc.
Não foi fácil conseguir ver-se tudo o que se queria, num festival como estes. Alguns tiveram que ficar de fora (Gang Gang Dance é o caso que mais me custou), outros foram apanhados a meio e/ou abandonados antes do final. Só não houve silêncio. Mesmo nos poucos momentos em que não havia ninguém a tocar nos palcos mais cercanos, era o barulho, curioso por sinal, dos copos de plástico a serem pisados e chutados por quem caminhava pelos acessos. E as conversas dos espanhóis.

Set. ¿Por qué no te callas? No público, ninguém conseguia comunicar, a não ser por gestos, durante o final do concerto dos My Bloody Valentine. Ninguém? Bom, talvez os espanhóis conseguissem. Como todos sabemos desde há muitos anos, o desporto favorito dos nossos vizinhos é falar, falar, falar, falar, falar o mais alto possível, do erguer ao deitar. É impressionante como, às cinco da manhã, no interior das carruagens de metro ou dos autocarros de Barcelona, se continua a ouvir a mesma cacofonia que já se ouvia durante o dia. A estas horas, qualquer português vai cansado, calado, mono, a dormir até. Mas em toda a Espanha escuta-se sempre o mesmo matraquear, seja que horas forem. Ora, nos concertos, especialmente aqueles em que o som é mais baixo ou nas periferias da plateia, nos outros, é impossível ignorar o adstrato sonoro produzido por estes grupos de espanhóis, que só param de falar no intervalo dos temas, para levantarem os braços e aplaudirem algo que não estiveram a escutar antes. É tão cómico que quase nos faz esquecer não nos terem deixado ouvir a música.

Vuit. O Forum cheira mal. A zona do Forum, junto ao mar que banha Barcelona, é um espaço cuja dimensão e configuração oferecem características ideais para se organizar um festival como este. Mas fede que se farta. Não é o mau cheiro típico de Barcelona. É um pivete proveniente ora de descargas de dejectos químicos, ora de esgotos, que se torna insuportável por vezes.

Nou. Primavera Marcas. Apesar de vocacionado para os públicos afectos a círculos mais independentes na música -- ou talvez mesmo por causa disso... -- o Primavera não deixa de ser um palco enorme para as duas principais marcas do festival, a da cerveja e a dos óculos escuros. A primeira é das piores bebidas que a Catalunha tem para oferecer (até a San Miguel sabe a cerveja por comparação). E se aquela andava nas mãos do público, a segunda outra marca omnipresente tinha o seu público nas mãos. Em cada um destes três dias, parecia que estávamos não num festival de rock, mas numa qualquer concentração ibérica de wayfarers...

Deu. Me duelen las rodillas, tio. Aguentar três dias de um festival como estes até ao fim é pôr à prova o corpo, principalmente dos joelhos para baixo. Percorrem-se quilómetros de palco em palco, da banca de cerveja às casas-de-banho, sem contar com as as caminhadas sempre obrigatórias pelas ruas de Barcelona. E, ao cansaço físico, junta-se o intelectual. Obrigamos o cérebro a mudar rapidamente de um Jason Lyttle, por exemplo, para uns Sunn O))) ou de um Jarvis Cocker para uns Shellac. Não é fácil, mas o esforço é recompensador e a vontade de voltar é algo que surge assim que os primeiros sinais de cansaço se dissipam.