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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

100 de 1979, n.º 7, Pink Floyd



THE WALL
PINK FLOYD (Inglaterra)


Edição original: Harvest
Produtor(es): Bob Ezrin, David Gilmour, James Guthrie, Roger Waters



quarta-feira, 26 de julho de 2017

100 de 1977, n.º 20, Pink Floyd



ANIMALS
PINK FLOYD (Inglaterra)


Edição original: Harvest
Produtor(es): Pink Floyd



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

100 de 1975, n.º 24, Pink Floyd



WISH YOU WERE HERE
PINK FLOYD (Inglaterra)


Edição original: Harvest
Produtor(es): Pink Floyd



quarta-feira, 13 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 21, Pink Floyd (rep.)



THE DARK SIDE OF THE MOON
PINK FLOYD (Inglaterra)
Edição original: Harvest
Produtor(es): Pink Floyd
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Não há muito que dizer. Toda a gente conhece "The Dark Side of the Moon". Todas as palavras que ao longo destes quase 40 anos foram usadas para descrever o oitavo álbum dos Pink Floyd dariam várias voltas ao mundo, mesmo a tamanho 1. Afinal de contas, vendeu 34 milhões de cópias em todo o mundo, manteve-se no Billboard 200 durante... 741 semanas (15 anos, portanto). "Dark Side of the Moon" fez os Pink Floyd saltarem em definitivo para outra liga, sem que por isso deixassem cair os parentes na lama. Isso veio mais tarde. Depois de lançarem para as lojas o resultado de um longo processo de composição e acerto dos arranjos em espetáculos ao vivo e de um meticuloso trabalho de estúdio com os melhores meios técnicos da altura, os Pink Floyd tornavam-se multimilionários (ironicamente, é aqui que se encontra "Money"), compravam casas de campo (Roger Waters) ou Ferraris (Nick Mason) e até financiavam os Monty Python ("Monty Python and the Holy Grail"). "The Dark Side of the Moon" passou a ser figura habitual das listas de melhores discos de sempre e, com o tempo, foram sucedendo-se inúmeros tributos por outras bandas. No início dos anos 90, foi protagonista de um dos primeiros e mais celebrados celebrados mitos da internet, aquele em que se dizia que o disco era, afinal, uma banda sonora alternativa para o... "Feiticeiro de Oz".

domingo, 1 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 21



THE DARK SIDE OF THE MOON
PINK FLOYD (Inglaterra)
Edição original: Harvest
Produtor(es): Pink Floyd
discogs allmusic wikipedia

Não há muito que dizer. Toda a gente conhece "The Dark Side of the Moon". Todas as palavras que ao longo destes quase 40 anos foram usadas para descrever o oitavo álbum dos Pink Floyd dariam várias voltas ao mundo, mesmo a tamanho 1. Afinal de contas, vendeu 34 milhões de cópias em todo o mundo, manteve-se no Billboard 200 durante... 741 semanas (15 anos, portanto). "Dark Side of the Moon" fez os Pink Floyd saltarem em definitivo para outra liga, sem que por isso deixassem cair os parentes na lama. Isso veio mais tarde. Depois de lançarem para as lojas o resultado de um longo processo de composição e acerto dos arranjos em espetáculos ao vivo e de um meticuloso trabalho de estúdio com os melhores meios técnicos da altura, os Pink Floyd tornavam-se multimilionários (ironicamente, é aqui que se encontra "Money"), compravam casas de campo (Roger Waters) ou Ferraris (Nick Mason) e até financiavam os Monty Python ("Monty Python and the Holy Grail"). "The Dark Side of the Moon" passou a ser figura habitual das listas de melhores discos de sempre e, com o tempo, foram sucedendo-se inúmeros tributos por outras bandas. No início dos anos 90, foi protagonista de um dos primeiros e mais celebrados celebrados mitos da internet, aquele em que se dizia que o disco era, afinal, uma banda sonora alternativa para o... "Feiticeiro de Oz".

sábado, 6 de janeiro de 2007

The dark side of Oz

O meu amigo Gonçalves diz que viu o futuro das revistas ao "folhear" a magwerk. Eu acho que ele está a ver demais, mas... um dia ainda lhe vou dar razão. Agora, o que interessa mesmo é ver, entre outras coisas, a brincadeira entre as imagens do Feiticeiro de Oz e a música do "Us & Them" dos Pink Floyd. Corram até à página 13.

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Uma racha no crâneo (por Fernando Magalhães)

Os discos importados e as interferências da rádio, a bizarria progressiva, o krautrock e o ódio ao punk. Mas o que realmente fica é a revelação de que os perigos que o consumo e audição desenfreados de álbuns podem não ser psicológicos. É o que acontece quando um disco dos Public Image Ltd nos acerta em cheio no crâneo.


O disco que mais me marcou em toda a minha vida foi, sem dúvida, "Metal Box", dos Public Image Lda. Vinha embalado numa caixa circular em metal. Calhou, numa certa data fatídica, cair da estante em que se encontrava, atingindo-me em cheio no crâneo. Fiquei marcado para sempre. Cinco pontos no occipital mais um trauma profundo que me fez odiar para sempre John Lydon e a música dos PIL. Foi, de qualquer forma, o contacto mais físico que alguma vez tive com um disco.

Mas a minha relação com a música popular e com os discos começara muitos anos antes do acidente. Carregando na tecla "rewind", chego a 1968, aos 13 anos de idade. Como ainda não possuía gira-discos, ouvia rádio. Aliás, como toda a gente interessada pela música nessa época. Só mais tarde me apercebi dos perigos, não só lesivos da integridade física, como, sobretudo, psicológicos, que o consumo e audição desenfreados de álbuns de música pop/rock implicava.

No início, ouvir música era uma actividade inocente. Fixava o nome de canções, por vezes tomava notas ou elaborava as minhas próprias listas de preferências. Lembro-me de escutar até ao enjoo, quer obras-primas como "The Dock Of The Bay", de Otis Redding, quer coisas tão prosaicas como "The Legend Of Xanadu", de Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich ou "Bonnie & Clide", de George Fame. "Light My Fire", escutei-a pela primeira vez na voz de José Feliciano. Quando ouvi o original, dos Doors, senti-me chocado. A voz de Jim Morrison não tremia o suficiente...

Fui passando o tempo desta maneira até que, na transição para a década de 70, a loucura explodiu, tornando-se galopante como o passar dos anos. Um programa da Rádio Renascença fez nascer em mim o gosto pelas músicas bizarras e pelas sonoridades mais retorcidas da então emergente "música progressiva", esse papão das décadas seguintes. Chamava-se o programa Página Um, com locução e realização de José Manuel Nunes. Abriram-se mundos. Cada audição de ábuns com o selo de editoras, como a Vertigo, Island, Harvest ou Neon constituía uma descoberta: Trees, Savoy Brown, Jethro Tull, Forest, Incredible String Band, Gracious, The Greatest Show on Earth, Warm Dust, Quatermass eram nomes que se me iluminavam na imaginação envolvidos numa mística própria. A música tinha cor e sabor. Nas discotecas (por vezes minúsculas lojas de electrodomésticos) encontravam-se muitos desses discos (invariavelmente com capas de abrir) que hoje são preciosidades para o coleccionador. Comprei uns tantos e desdenhei uma quantidade de outros. "It's All Work Out In Boomland", dos T2, "Ben", dos Ben, "Pre-Flight", dos Room, "Three Parts Of My Soul", dos Dr. Z, "The Polite Force", dos Egg, "Sorcerers" dos Jan Dukes de Grey, entre outras raridades, passaram-me pelas mãos...

Também ganhei o hábito de escutar -- em péssimas condições, diga-se de passagem, tal a quantidade de interferências -- a Rádio Luxembourg, só por causa de um programa chamado Dimensions. A locução estava a cargo de Kid Jensen, que hoje ganha a vida a fazer anúncios de colectâneas saudosistas no Quantum Channel, mas nessa altura era um guru, concorrente de John Peel. Por vezes passava faixas inteiras, interessantíssimas, de 20 minutos, de bandas desconhecidas. Quem seriam? Terrível expectativa. Quando, finalmente, o Kid se prestava a revelar o segredo, lá vinha a onda de ruído tapar a audição do nome do intérprete. Mas lá fui apanhando uns quantos nomes: Focus, Clarck Hutchinson, Dando Shaft, Mogul Trash, entre dezenas de outros que hoje preenchem o catálogo de reedições em compacto da Repertoire.

Claro que, entretanto, a compra de álbuns já se tornara um imperativo estético e moral (há quem lhe chame vício). Com o "pequeno" senão da mais do que frequente falta de liquidez obstar a aquisição de todos os objectos de desejo. Acabei por descobrir que saía mais barato mandar vir os discos de fora. Através de firmas exportadoras como a Tandy's e, mais tarde, a COB. Horas e horas de angústia, com as semanas a passar devagar, até a campainha da porta tocar, por fim, de uma forma especial, e aparecer-me pela frente o carteiro segurando nas mãos o mágico embrulho de cartão. Rasgado furiosamente o pacote, seguia-se o prazer da revelação, o manuseamento da capa, terminando na audição de álbuns que muitas vezes encomendava sem nunca os ter ouvido antes, apenas pela foto da capa ou pela leitura de uma crítica mais sugestiva no "Melody Maker", no "New Musical Express" ou nas revistas francesas "Rock & Folk" e "Best". Muitas vezes por simples intuição.

Anos de magia, em que parecia dispor de todo o tempo para ouvir um disco, as vezes que quisesse, até conhecer de cor as letras e as melodias. Um, dois por mês, chegavam, a princípio, para me ocupar até à encomenda seguinte. Depois, à medida que as posses iam aumentando, aumentava proporcionalmente o ritmo de compra com o consequente descalabro económico. Era o vício a ditar as suas leis.

Foram esses os anos do deslumbramento, da procura inflamada da criatividade e da diferença que determinariam a partir daí a minha forma de ouvir música.

A aventura continuou por outras descobertas e latitudes. Do "krautrock" (Tangerine Dream, Harmonia, Cluster, Kraftwerk, Neu!, Yatha Sidhra, Release Music Orchestra, Parzival, Klaus Schulze, Eroc, Wallenstein, as edições originais encontravam-se com facilidade...), dos tesouros de Canterbury (Soft Machine, Hatfield and the North, Caravan, Khan, Gong, Gilgamesh, National Health, Kevin Ayers...) das pérolas da Virgin (David Vorhaus, Comus, Henry Cow, Faust...). E ouvia os programas de rádio do António Sérgio. Até ao ano da grande desilusão: 1976. Confesso: odiei o "punk" desde o primeiro momento. Curiosamente, foi o mesmo António Sérgio o primeiro a divulgar a praga em Portugal. Ouvia e amaldiçoava os Sex Pistols, Sham 69, X-Ray Spex, 999, The Damned (apesar de Lol Coxhill tocar num dos seus discos...). A salvação chegou dos Estados Unidos, com os Suicide, Devo, Talking Heads, Pere Ubu. A Inglaterra contribuiu com os Cabaret Voltaire e os Human League, de "Reproduction", "Travelogue" e do EP "The Dignity Of Labour".

O passo seguinte foi o mergulho insano nos "industriais" (o que prejudicou grandemente a minha saúde mental). O lema era Einstürzende Neubauten, Test Department e SPK; bidões, Black & Decker e martelos pneumáticos. Mas antes o fogo e metal das fábricas do apocalipse que o pontapé na avó da punkalhada.

Com a chegada dos anos 80, após um flirt com a Made To Measure (Hector Zazou, Daniel Schell, Benjamin Lew & Steven Brown) transferi-me com armas e bagagem para o universo da Recommended Records, onde o espírito do Progressivo adquirira novas formas de beleza e esquizofrenia criativa: Roberto Musci & Giovanni Venosta, Doctor Nerve, Jocelyn Robert, Biota, Steve Moore, Wha Ha Ha, Boris Kovac, Non Credo, Wondeur Brass... Alguém se deve lembrar de uma certa lista dos melhores álbuns dos anos 80 que apareceu publicada, em duas semanas, consecutivas, no jornal "Blitz"... Quando, por fim, já nos anos 90, comecei a escrever sobre música, a razão deu início à sua actividade de médico legista. Mas as autópsias não conseguiram arrefecer a paixão. Foram milhares e milhares de sons sulcados pela agulha do gira-discos e pelo laser do CD que sulcaram igualmente a minha alma.

Discos da minha vida, há vários. Contudo, apenas um me fez chorar, quando o ouvi pela primeira vez: "Pawn Hearts" dos Van der Graaf Generator, onde percebi que a santidade e a loucura podiam ser só uma e a mesma coisa e coexistir num homem só. Fui conferindo a minha própria loucura pelos poemas e pela música de Peter Hammill. Estremeci com "In Camera", que me fez compreender onde termina uma canção e começa o inferno.

É verdade, e a folk? Essa é outra história. Uma história de amor sem o reverso da medalha. Encetou-se em 1969 quando uma amiga me ofereceu "Liege & Lief" dos Fairport Convention. A partir daí fluiu como um rio com o caudal cada vez mais forte. Até hoje.

Termino com uma lista (não há quem lhes resista) de dez discos cujas primeiras audições, no mínimo, me fizeram acreditar que a música popular pode ser algo mais do que uma maquinação da indústria. Discos que me fizeram sentir o mesmo frémito da "primeira vez":

"Ummagumma" (o disco de estúdio) (Pink Floyd, 69)
"Acquiring the Taste" (Gentle Giant, 70)
"Magma" (Magma, 70)
"Faust" (Faust, 71)
"Ege Bamyasi" (Can, 72)
"The Henry Cow Leg End" (Henry Cow, 73)
"Rock Bottom" (Robert Wyatt, 74)
"Autobahn" (Kraftwerk, 74)
"Suicide" (Suicide, 77)
"Low" (David Bowie, 77)
"Berlin" (Art Zoyd, 87)


Fernando Magalhães
Supl. Sons, Público
08/01/99

quinta-feira, 7 de abril de 2005

MOJO especial punk

A Mojo (ou a Q, no Reino Unido) já tinha feito um excelente trabalho sobre o ska britânico. Não li os outros números da colecção de especiais (Bowie, rock psicadélico, Pink Floyd, entre muitos outros assuntos), mas estou novamente viciado num outro compêndio, acabadinho de sair: punk!
São quase cento e cinquenta páginas, com entrevistas (actuais e antigas), relatos de várias vozes que viveram os anos 70 (e não só), selecções de discos e tudo o que mais se possa desejar num trabalho destes. Logo a abrir, surge o relato abrangente de alguém que esteve no epicentro do nascimento do punk: Nick Kent, escriba do NME que chegou a tocar com os Sex Pistols. Depois, uma biografia livre e inquietante de Johnny Thunders (e, claro, dos New York Dolls e dos Heartbreakers). Depois, a primeira entrevista feita aos Sex Pistols... E isto é só o início. Ainda tenho muito para ler...

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

Música e política

Depois de ler um texto sobre os pigs do "Animals", dos Pink Floyd, dei por mim a pensar na música feita em Portugal nos últimos 20 anos e na forma como esta (não) tem usado temas políticos na sua agenda. Os exemplos raros que temos resumem-se, por um lado, aos Mão Morta, que abordam a política numa vertente mais moderna, isto é, entendendo política como algo que já fugiu da há bastante tempo da esfera da Assembleia da República ou do Conselho de Ministros. Por outro lado, temos a cena punk/hardcore, muito ghettificada, que, em boa parte das vezes, aborda a política de maneira ingénua, de inconformismo puro, indissociável ao próprio género musical, quase nunca se apoiando em bases teóricas significantemente consistentes. E mais? Mesmo falando de política na sua acepção mais histórica -- i.e., ataques aos homens e mulheres com cargos políticos --, haverá alguma coisa? Porque é que nem sequer uma canção ou outra a mandar o Paulo Portas ir plantar cogumelos para o Iucatão?
E ainda outra questão: será que este "afastamento" da música em relação à política tem alguma coisa a ver com a ressaca da revolução e, designadamente, da canção de intervenção, tão popular até então?