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segunda-feira, 18 de abril de 2016

100 de 1974, n.º 79, Mutantes



TUDO FOI FEITO PELO SOL
MUTANTES (Brasil)


Edição original: Som Livre
Produtor(es): Os Mutantes

Estes já não eram Os Mutantes, mas simplesmente Mutantes. Dos outros, já só restava (e até hoje) o guitarrista Sérgio Dias. A música também começava a ser diferente, mas ainda se aguentava.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

100 de 1974, n.º 88, Arnaldo Baptista



LÓKI?
ARNALDO BAPTISTA (Brasil)


Edição original: Philips
Produtor(es): Roberto Menescal, Marco Mazzola

Primeiro álbum a solo do mutante Arnaldo Baptista, habitualmente tido como um dos melhores da produção brasileira destes anos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 14, Os Mutantes (rep.)



O "A" E O "Z"
OS MUTANTES (Brasil)
Edição original: Philips
Produtor(es): Os Mutantes
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

«O "A" e o "Z"» surge nesta lista com, enfim, alguma batotice. Afinal, foi editado apenas em 1992, quase 20 anos depois de ter sido gravado. Em 1973, a Polydor não terá encontrado valor comercial num disco que diz-se ter sido composto e executado sob o efeito de LSD e chegou mesmo a despedir a banda. Foi o primeiro álbum dos Mutantes que comprei e devo confessar que, na altura, não suscitou o mesmo entusiasmo que o conseguido na descoberta (posterior) dos álbuns anteriores, em particular os dois primeiros, homónimos, mas com o tempo e com audições mais atentas, o disco veio crescendo. Já sem Rita Lee, os Mutantes assumiam-se definitivamente progs, épicos até, culminando no assombro de faixa que é "Uma Pessoa Só" ou no tema musical de abertura e fecho, os tais A e Z, com que o disco abre e encerra. Era ácido do melhor.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando o Raul Solnado queria que o Caetano explicasse o que era o Tropicalismo



Chega aos cinemas brasileiros no mês de agosto.

Sinopse:
Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando a várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, "Tropicália" nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

domingo, 8 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 14



O "A" E O "Z"
OS MUTANTES (Brasil)
Edição original: Philips
Produtor(es): Os Mutantes
discogs allmusic wikipedia

«O "A" e o "Z"» surge nesta lista com, enfim, alguma batotice. Afinal, foi editado apenas em 1992, quase 20 anos depois de ter sido gravado. Em 1973, a Polydor não terá encontrado valor comercial num disco que diz-se ter sido composto e executado sob o efeito de LSD e chegou mesmo a despedir a banda. Foi o primeiro álbum dos Mutantes que comprei e devo confessar que, na altura, não suscitou o mesmo entusiasmo que o conseguido na descoberta (posterior) dos álbuns anteriores, em particular os dois primeiros, homónimos, mas com o tempo e com audições mais atentas, o disco veio crescendo. Já sem Rita Lee, os Mutantes assumiam-se definitivamente progs, épicos até, culminando no assombro de faixa que é "Uma Pessoa Só" ou no tema musical de abertura e fecho, os tais A e Z, com que o disco abre e encerra. Era ácido do melhor.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os Mutantes têm novo álbum de originais!

Chama-se "Haih" e vai ser lançado nos EUA pela Anti-, no próximo dia 8 de Setembro. Os Mutantes, que se reuniram de novo para concertos, apenas conservando da formação original, o guitarrista e vocalista Sérgio Dias e o baterista Dinho Leme, vão lançar novo álbum, 35 anos depois de "Tudo Foi Feito Pelo Sol", o último disco de estúdio (em rigor, saíram ainda depois "O A e o Z" e "Tecnicolor", mas foram gravados muito antes). Este "Haih" vai contar com canções escritas por Sérgio Dias, Tom Zé e Jorge Ben Jor, entre outros.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Os mais ouvidos por aqui

O Last.fm dá-nos, como sabemos, uma lista dos artistas e dos temas que mais ouvimos na última semana, no último mês ou desde que nos lá inscrevemos. Mas porque ouvir uma faixa dos godspeed you black emperor! não é o mesmo que ouvir uma outra dos Ramones ou dos Napalm Death, houve quem se lembrasse de fazer um algoritmo que concebe a tabela dos artistas que mais tempo nos fizeram perder. Assim, eis a lista dos dez artistas que mais ouvi ao longo dos últimos três anos (em rigor, desde Novembro de 2004), no PC:

1. Animal Collective. 412 faixas. 2050 minutos.
2. Sonic Youth. 389 faixas. 1796 minutos.
3. LCD Soundsystem. 209 faixas. 1371 minutos.
4. Six Organs of Admittance. 253 faixas. 1286 minutos.
5. The National. 318 faixas. 1161 minutos.
6. The Angels of Light. 191 faixas. 993 minutos.
7. Liars. 251 faixas. 933 minutos.
8. Current 93. 211 faixas. 932 minutos.
9. Os Mutantes. 243 faixas. 911 minutos.
10. Univers Zero. 138 faixas. 909 minutos.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Uma espécie de mixtape

Quem quiser um cheirinho concentrado de Bailarico Sofisticado pode ir aqui ou aqui. Da parte que me toca (Siga II), fica o agradecimento a: Mestre Ambrósio, Silvério Pessoa, O Cordel do Fogo Encantado, Os Mutantes, Love, Count Five, Nancy Sinatra + Lee Hazlewood, T-Rex, David Bowie, Neil Young, The Undertones e Peste & Sida.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Verdade Tropical #1

No seu "Verdade Tropical", ensaio biográfico do tropicalismo, Caetano Veloso refere-se poucas vezes a Tom Zé, por comparação com outros companheiros da altura (Gilberto Gil, Gal Costa, os Mutantes, etc.) e mesmo outros não tropicalistas (João Gilberto, Chico Buarque, cineastas, escritores, filósofos, etc.). Mas a dada altura conta este episódio sobre o último dos sobreviventes tropicalistas:

A simples viagem de avião com Tom Zé de Salvador para São Paulo já deu o tom do que seria sua atuação. O Caravelle da Cruzeiro do Sul -- aeronave cuja modernidade de linhas me encantava como um samba de Jobim ou um prédio de Niemeyer --, voando em céu azul, parecia que ia explodir com a vibração da presença de Tom Zé. E isso chegou a exteriorizar-se até o conhecimento da aeromoça e quem sabe de outros passageiros. Não que ele se mostrasse nervoso por estar voando -- embora sua ostentação de estranheza em relação a tudo o que se passava no avião indicasse (talvez enganosamente) que ele nunca tinha voado --, mas seu sotaque e suas expressões arcaicas pareciam agredir a realidade tecnológica da aviação e o conforto burguês dos "serviços" de consumo: ele estava me dizendo -- e dizendo a si mesmo e ao mundo -- que ia, sim, para São Paulo, mas que permaneceria irredutível quanto a certos princípios e traços de caráter. Ele lidava de modo inventivo -- e bizarramente elegante -- com o medo da mudança de situação. Referia-se ao avião em que estávamos como "essa caravela", indicando intimidade e estranheza ao mesmo tempo, e, por trás dessa ironia, comentando o sentido de partida para outro continente que essa viagem tinha para ele. Quando a aeromoça se aproximou para perguntar o que queríamos beber, ele respondeu certamente: "Cachaça". Havia humor na obviedade de seu conhecimento de que não deviam servir cachaça a bordo. Mas a sinceridade de seu ar desafiador -- embora não impolido -- levava a pensar em como era ridícula a pretensão de refinamento da freguesia desses serviços (não havia, por exemplo, uma só aeromoça preta em qualquer companhia de aviação brasileira) tornados amorfamente "internacionais", e em como Tom Zé estava disposto a não contemporizar com isso. À esperada resposta da aeromoça -- "Desculpe, não temos" -- ele começou a desapertar o cinto de segurança e, fazendo menção de levantar-se, disse -- dirigindo-se a minha, não a ela: "Então eu vou-me embora. Mande parar essa caravela". A verdade com que essas palavras foram ditas assustou-nos, a mim e à moça, pois, embora, soubéssemos impossível obedecer a tão absurda ordem, sentíamos, na determinação com que esta fora dada, que ela se imporia de alguma maneira."

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Foi imenso

Astronauta libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia

Eu quase posso palpar
A minha vida que grita
Emprenha e se reproduz
Na velocidade da luz
A cor de céu me compõe
O mar azul me dissolve
A equação me propõe
Computador me resolve

Amei a velocidade
Casei com 7 planetas
Por filho, cor e espaço
Não me tenho nem me faço
A rota do ano-luz
Calculo dentro do passado
Minha dor é cicatriz
Minha morte não me quis

Nos braços de 2.000 anos
Eu nasci sem ter idade
Sou casado sou solteiro
Sou baiano es estrangeiro
Meu sangue é de gasolina
Correndo não tenho mágoa
Meu peito é de sal de fruta
Fervendo no copo d'água


("2001", o tema que Tom Zé compôs a meias com Rita Lee e que os Mutantes chegaram a gravar no segundo álbum, de 1969. É provavelmente o mais belo tema do tropicalismo e foi ontem tocado na Culturgest, depois de uma longa explicação que veio oferecer novas luzes sobre o tema e sobre toda a aventura do tropicalismo... Como se não fossem já mais que evidentes as provas de genialidade de Tom Zé...)