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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os mundos colidem mais uma vez

Os Deerhoof e a Micachu com os Konono ou os Kasaï All Stars? Os Tinariwen com os TV on the Radio (é, vai acontecer no próximo álbum dos berberes)? Os Animal Collective a misturarem brass bands das balcãs? Os Chicha Libre com os Etran Finatawa? O Diplo a remisturar os Black Lips?

Há aí outra colisão a acontecer.

Ela é a Björk e até já está habituada a este tipo de colisões, gostando como gosta de se reunir de gente importante nos meios mais alternativos, desde os Plaid, já lá vão quase 20 anos, até às mais recentes colaborações com malta dos Lightning Bolt ou dos Dirty Projectors.

Ele é o Omar Souleyman e é certamente um dos artistas da cassette pirata mais azeiteiros que a Síria conheceu. E ao mesmo tempo, um dos mais cativantes. Pelo menos durante os primeiros 10 minutos.

Sim, encontraram-se os dois:

-- OPS. O VÍDEO FOI REMOVIDO --

domingo, 21 de junho de 2009

O guitar hero do deserto e o azeite da Síria

É bonito ver o anfiteatro da Gulbenkian quase cheio e a dançar a músicas pouco frequentes por Lisboa, interpretadas por grupos que poucos terão ouvido previamente, de uma pequena editora norte-americana cujo magnífico trabalho de pesquisa poucos conhecerão. O final da digressão europeia da Sublime Frequencies aconteceu neste fim-de-tarde de domingo, num clima de grande festa, num espaço cuja descrição fica sempre a carecer de superlativos suficientes. Tirando o Jazz em Agosto, que outros eventos tomam desta forma partido das características magníficas do anfiteatro ao ar livre e do jardim que o circunda?
O palco abriu com o Group Doueh. Duas vozes, uma masculina e uma feminina, e um teclista com programações de percussão um tanto ou quanto parolas orbitam à volta da guitarra eléctrica de Salmou "Doueh" Baamar (é, a propósito, o senhor que encabeça esta página por estes dias). Encantaram o público durante uma hora -- pena que não tenha sido mais -- com uma qualidade de som excelente, por comparação com aquilo que se encontra nos dois discos que a Sublime Frequencies lançou, incluindo o recente "Treeg Salaam". E Doueh é mesmo o guitar hero do deserto, como alguns lhe chamam, tendo aliás feito gala de imitar um dos seus "mestres", Jimi Hendrix, quando se pôs a tocar com a guitarra às costas.
Depois veio Omar "carrinhos de choque" Souleyman, acompanhado de outro teclista-programador, particularmente ágil, um saz eléctrico e um... poeta, supostamente o autor das letras que a estrela cantava, com direito a permanência, nitidamente desconfortável, em palco. Ao vivo, o grupo de Omar Souleyman fez lembrar, por vezes, aqueles grupos espanhóis com gajas boas que se ouviam em tudo o que era discoteca de nuestros hermanos nos anos 90 (uma chungaria pegada que rapidamente chegaria a nós para dar origem ao "pimba"), com as excepções de não haver gajas boas, por um lado, e de haver um saz, uma espécie de alaúde mais pequeno típico do Médio Oriente, a substituir a guitarra clássica do flamenco que aqueles grupos tinham. Fez também lembrar os grupos indianos e paquistaneses do Bhangra Pop, mas numa versão mais despida, mais pobre, mais cansativa. Foi divertido, ao princípio, mas às tantas a música de feira começou a fartar por estes lados (numa opinião que não será certamente partilhada pela boa parte do público que dançou do princípio ao fim). Se ao menos houvesse farturas na Gulbenkian... Azeite não faltou.
Para a semana há mais na Gulbenkian, no âmbito da programação "Próximo Futuro", com a fusão afro-britânica de A.J. Holmes, no sábado (21h30), e os tangos dos argentinos Dema y su Orquesta Petitera, no domingo (19h).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Domingo de frequências sublimes



Group Doueh, um dos nomes da Sublime Frequencies que vai passar pelo anfiteatro ao ar livre dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo domingo. O outro é o sírio Omar Souleyman. Os concertos começam às 19h, mas a festa começa mais cedo, com música e filmes da SF. (É ou não é uma bela oportunidade para se fazer um pic-nic, pegando na deixa do Tony Carreira?)

terça-feira, 31 de março de 2009

Group Doueh e Omar Souleyman em Junho!



Entre as datas conjuntas que o Group Doueh e Omar Souleyman vão fazer na Europa, há uma para Lisboa, a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian, com mão da Filho Único: 21 de Junho.
Group Doueh é um dos nomes mais relevantes (e em actividade, diga-se de passagem) do catálogo Sublime Frequencies, o selo norte-americano que desde há meia-dúzia de anos tem vindo a editar gravações mais ou menos obscuras de artistas mais ou menos obscuros de paragens mais ou menos obscuras dos continentes africano e asiático. Há dois anos, a Sublime Frequencies deu a conhecer ao mundo mais atento este grupo de guitarras eléctricas do Sahara Ocidental através do LP de edição limitada "Guitar Music from the Western Sahara", excelente como documento, embora o péssimo som lhe manche a ambição de objecto de entretenimento que se encontra noutros trabalhos recentes também vindos do Norte de África, onde também blues, guitarras eléctricas e deserto costumam ser as quatro palavras mais citadas nos textos sobre eles discorridos. Não deixa, porém, de ser um documento fantástico. E também ali se assiste a uma contaminação interessante de influências ocidentais nas tradições locais, em proporções muito semelhantes aos grupos antes citados de rés-vés. Vai ser interessante deixar para trás a imaginação que o disco proporciona e comprovar ao vivo o valor do Group Doueh.
A acompanhá-los vai estar outro nome do catálogo da SF, o sírio Omar Souleyman. Meio folk, meio pop, completamente chunga, está para a folk local quase como o fasil das pistas de dança actual está para o fasil turco antigo, ou como o Bhangra Pop está para a folk indiana. Não há como perder esta noite. 21 de Junho na Gulbenkian.