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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

20 000 dias já em exibição

(Fotografia confortavelmente surripiada ao camarada Dinis.)

Lisboa, Cinema Nimas (todos os dias, 13h45, 15h45, 17h45, 19h45 e 21h45)
Porto, Teatro do Campo Alegre (dias úteis, 18h30 e 22h; fim de semana, 15h30, 18h30 e 22h)
Almada, Academia Almadense
(Informação do Cinecartaz)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando os filhos da mãe se juntam

Há quem tenha por gosto desafiar as leis, as conhecidas e as desconhecidas, sobre as quais a realidade se sustenta. Se o fim do mundo bater à porta, lembrem-se que o produtor Hal Willner, o ator-músico Johnny Depp e o realizador Gore Verbinski estão entre os mais prováveis dos responsáveis. Há seis anos, na rodagem do segundo "Pirata das Caraíbas", lembraram-se de juntar num único disco (ou dois, se quisermos ser preciosistas) gente como Bono, Bryan Ferry, os Akron/Family, Jarvis Cocker, Martin Carthy ou Lou Reed. Todos eles cantaram canções de piratas e o disco chamou-se "Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys".

Ainda estamos vivos hoje, mas Willner e Depp quiseram voltar a baralhar as cartas e arriscar de novo. Agora, juntam, preparem-se, TOM WAITS com KEITH RICHARDS (!!!), SHANE MACGOWAN com os próprios DEPP e VERBINSKI, IGGY POP com A HAWK AND A HACKSAW, NICK CAVE, WARREN ELLIS, PATTI SMITH, MICHAEL STIPE com COURTNEY LOVE, MARIANNE FAITHFULL, BROKEN SOCIAL SCENE, SEAN LENNON, GAVIN FRIDAY, e tantos, tantos outros. Este segundo volume recebeu o nome "Son of Rogue’s Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs & Chanteys" e sai na próxima semana, dia 19. Por enquanto, podemos escutá-lo na sempre atenta NPR (aqui).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Abrir o apetite para o novo de Nick Cave

A não ser que haja nisto um mecanismo automático de redirecionamento para serviços de streaming locais, Nick Cave e os Bad Seeds colocaram o novo álbum, "Push the Sky Away", para pré-escuta no serviço online de música da... PT. Pelo menos, ali se vai parar a partir do link deixado pelo grupo no Facebook, há poucos minutos. Aos não assinantes, contudo, está só disponível a escuta de curtíssimos excertos de cada uma das faixas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chieftains e Bon Iver também no jardim dos salgueiros

A balada "Down in the Willow Garden", também conhecida por "Rose Connelly", foi gravada por muito boa gente. Já conhecíamos a versão de Kristin Hersh, que abre a sua coleção de canções de faca e alguidar apalachianas, o álbum "Murder, Misery and then Goodnight", de 1998:



Diz-se que a balada inspirou Nick Cave a escrever "Where the Wild Roses Grow", que para lado B daquele single usou uma versão gravada com os Bad Seeds e cantada pelo Conway Savage:



Se recuarmos mais no tempo, até 1947, temos uma das versões mais populares, a de Charlie Monroe and His Kentucky Pardners:



Mas... desengatemos a marcha atrás da máquina do tempo e voltemos a 2012. Há nova versão, agora pelos irlandeses Chieftains, que para a voz foram buscar Justin Vernon, o Bon Iver. Pode ser escutada aqui. A versão faz parte de "Voice of Ages", álbum com que os Chieftains vão celebrar, em fevereiro, 50 anos de carreira. E há mais convidados: The Decemberists, The Low Anthem, The Civil Wars, Pistol Annies, Lisa Hannigan, entre outros.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Arquivismo de concertos, pt. 1 - os estrangeiros mais vistos

Não sei se foi a costela de arquivista ou a de coleccionista, não sei se foi o vício de formação e profissão de querer analisar informação em estado bruto como o arqueólogo que se diverte a limpar terra do chão com um pincel, se foi tão só a silly season que ainda aí está para durar ou a completa falta de noção do ridículo, mas lembrei-me, recentemente, de aventurar-me no projecto de tentar reconstruir o mais possível todo o percurso de concertos a que assisti desde que a memória e outras facilidades ao dispor me permitissem.

Experimentem. Chega a ser doentio, bastante mesmo, mas pode ser divertido quando se começa a abrir portas há muito fechadas nas divisões mais esconsas da nossa memória, ora quando encontramos bilhetes antigos, ora quando um amigo nos recorda aquela noite selvagem que suporíamos nunca mais esquecer (e, afinal, esquecemo-nos), ora quando encontramos t-shirts antigas na casa dos pais que nos remetem para aquele festival a que fomos no estádio de Alvalade (verídico), ora quando uma mera lembrança traz à memória meia-dúzia de outras mais. Para quem sofre com a memória perra, esta é uma boa forma de pô-la a fazer exercício.

É um trabalho que nunca ficará completo, tenho a certeza absoluta disso. Mas julgo que o nível de "reconstrução" a que cheguei já me é bastante satisfatório. Mais, nem para todos estes espectáculos me lembro da data, nem para muitos deles me lembrarei sequer de um pormenor que seja da actuação, mas são coisas inultrapassáveis. E se não quisermos fazer da visita a uma instituição de saúde mental um hábito, é melhor parar por aqui.

Pelas contas a que cheguei, assisti a, pelo menos, cerca de 1800 concertos (com os outros que ficam por lembrar, talvez chegue à casa dos dois milhares). Agora, o que tem piada para um gajo que gosta de analisar informação em estado bruto e daí tirar conclusões mais ou menos sérias (nem sempre) é ver coisas como o que se segue, que também ajudam a perceber muito da pessoa que escreve estas linhas:

OS ESTRANGEIROS MAIS VISTOS

Sonic Youth e Young Gods - 7 vezes
Felix Kubin e Panda Bear - 6 vezes
Liars, Six Organs of Admittance, Tindersticks e Nick Cave - 5 vezes
dEUS, Josephine Foster, Lamb, Lee 'Scratch' Perry, Mogwai, Pan Sonic e Yo La Tengo - 4 vezes
16º Alamaailman Vasarat, Animal Collective, Ben Harper, Chicks on Speed, Divine Comedy, Einstürzende Neubauten, godspeed you black emperor!, Goldfrapp, Kepa Junkera, Nova Huta, Plaid, Rokia Traoré, Shellac, Sigur Rós, The Parkinsons, Tinariwen, Tom Zé e Tortoise - 3 vezes

Em próximas ocasiões: os portugueses, as salas, etc.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eles estão de volta

E era francamente bom que aproveitassem esta segunda oportunidade para por cá passarem. "Grinderman 2" sai a 13 de Setembro. O (estupidamente magnífico) teledisco para o primeiro single foi realizado pelo já conhecido John Hillcoat:



E há uma versão diferente da que se pode escutar no álbum (ou no vídeo acima deixado) com um solo do Robert Fripp (SIM, O FRIPP COM OS GRINDERMAN) a entrar no tema tão bem como faca quente em manteiga. Vale bem a pena escutá-lo aqui.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Do tempo em que fazia colecção de setlists, nº4


Nick Cave and the Bad Seeds, Festival Imperial, relvado de treinos do Estádio das Antas, 1 de Julho de 1998

Esta é uma das minhas favoritas. Está assinada pelo Jarvis Cocker, que aproveitou para apontar o seu tema favorito dos Bad Seeds. Os Pulp também tocaram neste festival.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Shane McGowan e amigos pelo Haiti



Na sequência do terramoto que abalou o Haiti, Victoria Clarke, a namorada de Shane McGowan, e o próprio reuniram uma série de amigos e gravaram "I Put a Spell on You", de Screamin' Jay Hawkins, para um single cuja receita da venda online reverterá para a Concern, uma agência humanitária com sede na Irlanda. Com McGowan gravaram nomes como os de Nick Cave, Crissie Hynde, Glen Matlock, Mick Jones, Johnny Depp e Bobby Gillespie, entre outros.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 9



"DIG, LAZARUS, DIG!!!", NICK CAVE AND THE BAD SEEDS
(de "Dig, Lazarus, Dig!!!", Mute)

Se não fossem os Grinderman a fornecerem a esperança, quem é que esperaria que Nick Cave e os Bad Seeds voltassem a gingar desta maneira?
(Não reparem, mas a canção até foi apresentada no final de 2007. Pormenores aos quais devemos fechar os olhos, certamente.)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Meio 2008

O fim do primeiro semestre de 2008 aproxima-se e, claro, está mesmo a pedir uma lista de discos. São dezasseis e representam o que mais se ouviu e o que mais se gostou por estas bandas. Há uma pequena batota no caso dos Vampire Weekend e do El Guincho, cujos discos são do final de 2007, mas não façam caso. Os melhores entre os melhores, primus inter pares, la crème de la crème, estão marcados a bold.



Bon Iver - For Emma, Forever Ago (Jagjaguwar)

Bonnie "Prince" Billy - Lie Down in the Light (Drag City)

The Fall - Imperial Wax Solvent (Sanctuary)

Fuck Buttons - Street Horrsing (ATP)

El Guincho - Alegranza (Discoteca Océano)

Mão Morta - Maldoror (Cobra Discos)

Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!! (Anti-)

No Age - Nouns (Sub Pop)

Portishead - Third (Mercury)


R.E.M. - Accelerate (Warner)

Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea (Drag City)

Stephen Malkmus & The Jicks- Real Emotional Trash (Matador)

Times New Viking - Rip it Off (Matador)

Toumani Diabaté - The Mande Variations (Nonesuch)

Vampire Weekend - Vampire Weekend (XL)

Why? - Alopecia (Anticon)

terça-feira, 22 de abril de 2008

O ensaio

Foi bom. Chegou mesmo a ser muito bom, muito bom, mas não entremos em grandes alaridos. Falo, claro, do concerto desta noite, no Coliseu dos Recreios, de Nick Cave and the Bad Seeds. Em tópicos muito breves (e totalmente atabalhoados):

Um arranque em casa
Nick Cave sente-se em casa no Coliseu dos Recreios. Sabe dirigir-se aos camarotes cercanos do palco, sabe dirigir-se à plateia, enfim, apresenta-se descontraído. E o espectáculo desta noite serviu de arranque para a digressão de apresentação de "Dig, Lazarus, Dig!!!" por essa Europa fora. O Coliseu dos Recreios serviu assim de sala para o ensaio geral da digressão. Os novos temas requerem ainda alguma rodagem. "Dig, Lazarus, Dig!!!" ou "Today's Lesson" podem dar muito mais do que deram esta noite. Não, não acredito que seja por caírem nessa categorização meio depreciativa do "pub rock". Há vários temas de "pub rock" na obra dos Bad Seeds que foram ganhando cada vez mais força ao vivo e são hoje momentos altos de qualquer concerto, como é o caso de "Deanna", por exemplo.
Os dois longos encores vieram ainda reforçar mais esta ideia de descontracção do grupo em palco. "What do you want to hear now?", repetiu por várias vezes Nick Cave. O grupo conferenciava e daí a pouco voltava com um tema antigo ou novo.

Versões quase irreconhecíveis
Já sei que a versão do "Your Funeral My Trial" abalou os sentimentos de alguns. Mas eu adorei. O violino do Warren Ellis ajudou a transformar o tema numa bela balada irlandesa. Outro dos temas quase irreconhecíveis, com um groove jazzístico no baixo, foi "Stagger Lee".

Wanted Man
Sexta faixa de "The Firstborn is Dead", segundo álbum do grupo. Talvez seja o meu tema favorito dos Bad Seeds. Resume na perfeição uma característica frequente no reportório: a criação de momentos de tensão, sem que necessariamente expludam (ok, ao vivo, explodem e é bom). Foi tocado, algures no primeiro encore. Se o concerto tivesse acabado aqui, poderia ter sido quase perfeito.

Warren Ellis
Não é ele que preenche o lugar deixado vago por Blixa Bargeld. No capítulo instrumental, esse lugar é capaz de ser preenchido pelo próprio Nick Cave, que desde os Grinderman abraçou a guitarra para fazer, apenas, barulho (e o barulho é necessário, claro). Agora, com Warren Ellis, notam-se de forma mais evidente (e a disposição em palco também ajuda a criar essa imagem) as duas forças que entram em disputa num concerto dos Bad Seeds. De um lado, Mick Harvey, urbano, compositor clássico (dir-se-ia, por outro lado, conservador) de canções. Do outro, Warren Ellis, o velho fiddler enraizado na terra, elemento de distorção nas regras mais convencionais, passe o exagero, ditadas pelo outro. Até na percussão se nota algo semelhante entre o suíço Thomas Wydler e norte-americano Jim Sclavunos (agora também baterista com maior frequência). Disto tudo, resultam os Bad Seeds que já conhecemos.

Canções de igreja
Felizmente, houve poucas. Mas continua a fazer-me confusão como é que todo um Coliseu se rende, com coros e outras manifestações diversas de adoração a temas como "Into My Arms". É mau demais para entrar num alinhamento de um concerto dos Bad Seeds, quanto mais ser seguido daquela forma pelo público. Não entendo, mesmo. Há grupos de igreja que fazem aquilo e não são adorados por mais do que meia dúzia de fiéis...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O concerto favorito



Tinha apenas 15 anos em Dezembro de 1988. Não podia ir à estreia ao vivo em palcos portugueses de Nick Cave e dos seus Bad Seeds. Mas, quatro anos depois, estava lá. No dia 3 de Setembro de 1992, eu e o J., cavemaníaco desde que o conheço, fomos para as Portas de Santo Antão bastante cedo, para sermos os primeiros a entrar e, quem sabe, ver algum dos artistas a chegar. E até assistimos, na verdade, à chegada do Blixa Bargeld, na companhia da sua excêntrica namorada de então. Voyeurismos de adolescentes. Assim que as portas junto à rampa abriram, desatámos a correr pela sala do Coliseu adentro (J., lembras-te do teu histórico trambolhão?). A primeira fila estava garantida. E não era uma primeira fila qualquer. Naquele tempo, não havia gradeamentos, não havia fosso a separar público e palco. Estávamos, literalmente, apoiados no palco. Algumas horas depois -- creio que não houve primeira parte -- as luzes apagaram-se e a ansiedade que sentíamos desde há alguns dias deu lugar a algo que mais se assemelhava a um estado de histeria. Num piscar de olhos, a banda estava em palco e o Nick Cave ali mesmo a um palmo de distância. E os seus sapatos de verniz prontos a pisar-nos a qualquer momento (ou a pontapear-nos, como nós nos recordávamos das imagens dos Birthday Party). Mais rápido ainda do que tinham aparecido em palco, atacaram logo o primeiro tema da noite, de uma forma que eu nunca mais me esquecerei. Era "Jack the Ripper". Começar assim um concerto, a toda a brida, não era algo a que estivesse propriamente habituado. E sempre que hoje vejo uma banda a começar um concerto desta forma, lembro-me desse momento ocorrido há quase 16 anos. Depois, ainda que esta fosse a digressão de apresentação de "Henry's Dream", seguiu-se "From Her to Eternity", do já quase distante primeiro álbum. Todo o Coliseu ficou, naturalmente, rendido desde o início. E o miúdo que eu era, pouco habituado ainda a rotinas de concertos de rock, estava ali a levar, praticamente de forma literal, com uma banda que deixava todo o suor em palco. Lá mais para o fim, no encore, houve ainda um motivo de orgulho juvenil para esse miúdo. Para lá de histérico, chamei por duas ou três vezes o Martyn Casey, baixista dos Bad Seeds e dos Triffids, para me dar a palheta com que tocava. Começaram a tocar, julgo, o "Black Betty" do Leadbelly. No final, a banda abandonou o palco para não mais regressar. Apenas Martyn Casey regressou, para me dar a palheta, que ainda hoje guardo junto do bilhete do concerto. Faz parte da minha cápsula do tempo, tal como estas memórias do que será provalmente o meu concerto favorito de sempre. Várias outras oportunidades houve para assistir aos Bad Seeds -- daí a dois anos, no mesmo local; no Porto, por ocasião do Festival Imperial; já nesta década, novamente no Coliseu dos Recreios; etc. -- mas nenhum espectáculo foi para mim tão importante como este de 1992. E houve alturas até que o entusiasmo pelo trabalho de estúdio de Nick Cave e dos Bad Seeds esmoreceu, principalmente desde "The Boatman's Call". Mas "Dig, Lazarus, Dig!!!" (e "Grinderman", no projecto paralelo do ano passado) é sinónimo, entre os senhores que governam o meu pavilhão auditivo, de redenção (abençoado sejas, Warren Ellis, por voltares a conduzir o mestre pelos bons caminhos). E o filho pródigo regressa hoje ao Coliseu. E a ansiedade também.

(Imagem do bilhete de 1992 gentilmente roubada ao site com bilhetes de concertos do José Polido.)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Dez dias

Para um tipo que viva em Lisboa, que tenha a carteira mais ou menos tranquila, que não tenha responsabilidades familiares e que tenha conseguido arranjar bilhetes para espectáculos que se encontram esgotados, os próximos dias são valentes:

Hoje, dia 17 - Rrriot grrls na ZDB (Partyline, Noisy Pig, Adorno).
Amanhã, 18 - Os Haxixins no Lounge (e Bailarico Sofisticado no Left, já agora!)
Sábado, 19 - Magik Markers e Pumice no Sarau da Filho Único, no Museu do Chiado (começa às 18h30).
Domingo, 20 - Como se sabe, é dia de descanso (ainda que, para quem goste, haja Fat Freddy's Drop no Casino).
Segunda-feira, 21 - Nick Cave no Coliseu dos Recreios.
Terça-feira, 22 - Black Lips no Lux.
Quarta-feira, 23 - Mão Morta, com "Maldoror", na Culturgest.
Quinta-feira, 24 - JP Simões no Maxime. Ou, então, os Haxixins novamente, agora num Wonderland Club!, que se realiza no Gasoil, ali algures na rua da Madalena.
Sexta-feira, 25 - Festival japonoca na ZDB.
Sábado, 26 - Green Machine no MusicBox.

Ah, e claro, ainda há o Indie para complicar mais isto.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Por falar em Nick Cave...

Não há nenhuma desistência? Alguém pendurado com um bilhete a mais?

As guestlists das marcas

Mas chegou a moda das marcas comprarem os espectáculos com lotação eventualmente esgotável para "oferecerem" a plateia (ou parte dela) nas suas campanhas, foi? The National, Nick Cave and The Bad Seeds, Aşa...
Não tem lá muita graça.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A distracção devia ser crime #2

Feito estúpido, deixei que os bilhetes para o Nick Cave esgotassem. Alguém tem um bilhete a mais? (Ei, não se aproveitem para aumentar o preço!)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Última hora!

Nick Cave and the Bad Seeds em Lisboa e Porto, a 21 e 22 de Abril, respectivamente. Weeeeeeeee!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

E já que se fala na Lydia Lunch...

...eis a deixa ideal para falar de Nick Cave. "Dig, Lazarus, Dig!!!" é o nome do novo disco, agora de volta aos Bad Seeds. A saída está marcada para dia 3 de Março mas já se pode escutar o single homónimo no site oficial ou até mesmo ver o vídeo respectivo. Os Grinderman fizeram-lhe muito bem, pelos vistos. Este, aliás, arrisca-se a ser mais um ano Nick Cave (existe uma certa tendência para que os anos bissextos sejam anos Nick Cave, vá-se lá perceber porquê), tanto mais depois dessa excelente banda sonora produzida a meias com o outro Grinderman e Bad Seed Warren Ellis para o filme "The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford" (bom, é do ano passado mas não interessa).

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Um vídeo por dia traz cor e alegria #23

No Pussy Blues

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GRINDERMAN "NO PUSSY BLUES" (videoclip)

DATA: 2007
"No Pussy Blues" é uma das primeiras faixas dos Grinderman, a nova banda de Nick Cave. Juntamente com três Bad Seeds (Martyn Casey no baixo, Warren Ellis nas cordas e Jim Sclavunos na bateria), Cave, agora também guitarrista, volta a ser mau como as cobras nesta investida pelo rock de garagem, pesado, bruto, feio e cabeludo. "Get it On", primeiro single, de edição bastante limitada, pode também já ser escutado no myspace da banda. O álbum, homónimo, sai já no mês que aí vem.

"No Pussy Blues", nas palavras dos próprios músicos:

"As our dreams and desires are hung on the butcher's hook of rampant consumerism, and the mirage and the illusion and the Nike trainers are served up on the trembling quim of an impossibly nubile girl-thing, No Pussy Blues tells it like it is," suggests Cave. "It is the child standing goggle-eyed at the cake shop window, as the shop-owner, in his plastic sleeves, barricades the door and turns the sign to "CLOSED". It is the howl in the dark of the Everyman."
"Set over a throbbing pornographic bass line, the world holds its breath for the onslaught of the wah's shriek of frustration and dirty water," counters Casey. "No Pussy Blues continues in the blues tradition and its timeless fascination with getting laid...or not."
"It's 'Back Door Man', it's 'Crawling King Snake', it's 'Tiger Man'," says Ellis.


E, já agora, a letra:

My face is finished, my body's gone.
And I can't help but think standin' up here in all this applause and gazin' down at all the young and the beautiful.
With their questioning eyes.
That I must above all things love myself.

I saw a girl in the crowd,
I ran over I shouted out,
I asked if I could take her out,
But she said that she didn't want to.

I changed the sheets on my bed,
I combed the hairs across my head,
I sucked in my gut and still she said
That she just didn't want to.

I read her Eliot, read her Yeats,
I tried my best to stay up late,
I fixed the hinges on her gate,
But still she just never wanted to.

I bought her a dozen snow-white doves,
I did her dishes in rubber gloves,
I called her Honeybee, I called her Love,
But she just still didn't want to. She just never wants to.

I sent her every type of flower,
I played her guitar by the hour,
I patted her revolting little chihuahua,
But still she just didn't want to.

I wrote a song with a hundred lines,
I picked a bunch of dandelions,
I walked her through the trembling pines,
But she just even then didn't want to. She just never wants to.

I thought I'd try another tack,
I drank a litre of cognac,
I threw her down upon her back,
But she just laughed and said that she just didn't want to.

I thought I'd have another go,
I called her mah little O,
I felt like Marcel Marceau
must feel when she said that she just never wanted to. She just didn't want to.

I got the no pussy blues.