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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

100 de 1979, n.º 6, Neil Young & Crazy Horse



RUST NEVER SLEEPS
NEIL YOUNG & CRAZY HORSE (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, David Briggs, Tim Mulligan



quinta-feira, 31 de maio de 2018

100 de 1978, n.º 2, Neil Young



COMES A TIME
NEIL YOUNG (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, David Briggs, Ben Keith, Tim Mulligan



sábado, 1 de julho de 2017

100 de 1977, n.º 45, Neil Young



AMERICAN STARS 'N BARS
NEIL YOUNG (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, David Briggs, Tim Mulligan



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

100 de 1976, n.º 45, The Stills-Young Band



LONG MAY YOU RUN
THE STILLS-YOUNG BAND (EUA/Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Tom Dowd, Don Gehman, Stephen Stills, Neil Young



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

100 de 1975, n.º 3, Neil Young & Crazy Horse



ZUMA
NEIL YOUNG & CRAZY HORSE (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, David Briggs,Tim Mulligan



sábado, 10 de dezembro de 2016

100 de 1975, n.º 8, Neil Young & Crazy Horse



TONIGHT'S THE NIGHT
NEIL YOUNG & CRAZY HORSE (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): David Briggs, Neil Young,Tim Mulligan



domingo, 26 de junho de 2016

100 de 1974, n.º 10, Neil Young



ON THE BEACH
NEIL YOUNG (Canadá)


Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, David Briggs, Mark Harman, Al Schmitt



quinta-feira, 5 de março de 2015

100 de 1973, n.º 90, Neil Young (rep.)



TIME FADES AWAY
NEIL YOUNG (Canadá)
Edição original: Reprise
Produtor(es): Neil Young, Elliot Mazer
discogs allmusic wikipedia

É ao vivo, a digressão começou assombrada com a morte por overdose de Danny Whitten, do guitarrista de longa data de Neil Young, continuou em rota de colisão, ora com o público que queria mais "Harvest" do que estes temas não gravados até à altura, ora nos desentendimentos entre os músicos, ora na tequila que corria pelos bastidores. Em 1987, Young dizia a uma rádio inglesa, que "este foi pior disco que alguma vez fiz -- mas, como um documentário do que me estava a acontecer, foi um grande disco. Estava em palco a tocar todas estas canções que ninguém havia ouvido antes, gravando-as e não tinha a banda a certa. Foi apenas uma digressão desconfortável. Senti-me um produto e estava com esta banda de músicos all-star que não podiam sequer olhar uns para os outros." Este e "Journey Through The Past", de 1972, são os dois únicos discos de Young que nunca tiveram uma edição em CD, nem mesmo quando os outros "missing six" ("On the Beach", "American Stars 'n Bars", "Hawks and Doves" e "Re*Ac*Tor") foram reeditados em 2003.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O tio fala, nós ouvimos, nós sorrimos



Discurso de Neil Young da passada terça-feira, quando recebeu o prémio de mérito atribuído pelo presidente da academia de profissionais de gravação, associada à estrutura dos Grammy.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

10 anos, 10 livros (#10: Waging Heavy Peace: a Hippie Dream)

(Faltava este para completar a lista e encerrar o período de celebração do aniversário desta casa amarela:)



WAGING HEAVY PEACE: A HIPPIE DREAM
Neil Young
Primeira edição: Viking, 2012

A autobiografia do Neil Young não iria poder ficar de fora desta pequena lista de livros. A primeira coisa importante a realçar é que não há aqui escritores-fantasma. As palavras que aqui se percorrem -- a boa velocidade, diga-se -- saíram dos dedos do próprio músico. E saíram de uma forma que alguns acharão confusa, outros natural. Young vai avançando no livro ao sabor do momento, como se embarcássemos com ele numa das suas longas viagens de carro, com tempo suficiente para escutarmos alguns dos momentos mais marcantes da sua vida, da sua carreira ou até mesmo do que vai acontecendo no presente. Tanto podemos estar a ouvir a história de como, há muitos anos, conseguiu comprar uma carrinha funerária que serviu de viatura para transportar a sua primeira banda, como logo a seguir muda agulhas para a reunião recente com executivos da indústria musical a propósito do formato digital de música que lançará em breve, o Pono, para as histórias que envolvem o seu outro grande projeto, o carro híbrido Lincvolt, para o seu incrível conjunto de comboios miniatura da Lionel, para o amor que tem pela família, pela vida no rancho e pela coleção de carros antigos, para a mítica carrinha Pocahontas, para as histórias de drogas e outras aventuras ao longo de toda a carreira, para os filmes que realizou, as músicas que fez e que vai fazer, tudo e isto e muito mais. Como numa conversa livre, sem fronteiras de estilo, sem amarras de guião.

[Entrada no goodreads]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

10 anos, 10 concertos

São 10 anos de muitos concertos, estes últimos. Entre perto de dois milhares de espetáculos, eis dez favoritos:

10. AMADOU & MARIAM @ Grande Auditório da Gulbenkian
18 de novembro de 2012
"Se podes ouvir, escuta. Se podes escutar, repara. A citação de Saramago ao "Livro dos Conselhos" não é bem esta, mas assim ajusta-se bem a "Eclipse", o espetáculo que o casal Amadou & Mariam trouxe ontem ao Grande Auditório da Gulbenkian. Um espetáculo que prometia uma experiência multissensorial única, vedado que estava o sentido da visão de se distrair (a sala foi mergulhada durante quase todo o concerto na completa escuridão), deixando livres a audição para a música e os sons ambientes da história subjacente, o olfato para os odores de África e a perceção da temperatura que foi oscilando ao longo do concerto. (...) sentimo-nos felizes por nos terem deixado experimentar o bom que é reparar no que escutamos."


9. SWANS @ Aula Magna
9 de abril de 2011
"Quantas bandas viram vocês que, regressadas ao ativo, gravam um disco tremendo como "My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky", dão concertos tão intensos como o de ontem, onde tocam versões demolidoras de temas antigos, com a segurança perfeita de um relógio suíço, e ainda... surpreendem com dois temas inéditos?"




8. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ Teatro Viriato
15 de junho de 2007
"(...) Se os Mão Morta não tivessem nascido em Braga, mas sim em Pernambuco, na pequena cidade de Arco Verde, talvez tivessem sido como o Cordel. E se Adolfo Lúxuria Canibal não crescesse a ler Lautréamont ou outros autores malditos e tivesse os poemas de cordel do interior brasileiro na mesinha de cabeceira, talvez tivesse sido Lirinha, figura epicêntrica deste abalo de terras que dá pelo nome de Cordel do Fogo Encantado. Foi melhor que em Sines? Foi sim, embora não consiga sequer explicar como é que isso ainda pôde ser possível."


7. DIRTY THREE @ Lux
2 de junho de 2007
"(...) é sobre o violino de Warren Ellis que acaba por recair, na maior parte das vezes, a atenção. Ele não fez um pacto com o diabo. Ele é mesmo o diabo. Não que seja o mais virtuoso dos violinistas. (...) Ellis é o 'fiddler' que anima uma tasca barulhenta algures no meio do deserto australiano, acompanhado de bouzukis num numa aldeia grega, musicando lendas de lobos algures na Europa de Leste. E ainda tem a lata de tirar feedbacks do instrumento. O concerto desta noite conseguiu ser, por diversos momentos, e não se tenha pejo em usar a palavra quando ela deve ser efectivamente usada, epifânico. Foi a celebração plena daquilo que a música consegue por vezes produzir ao vivo: um rapto violento da consciência do ouvinte (e tão bem que sabe fechar os olhos e facilitar essa captura) para uma terra de ninguém, onde se experimentam sensações que só algumas drogas poderão produzir."




6. CONGOTRONICS VS. ROCKERS @ FMM Sines (Castelo)
23 de julho de 2011
"Intenso, esgotante. Talvez o melhor concerto que alguma vez o FMM acolheu."




5. KONONO n.º 1 @ Museu de História Natural
4 de julho de 2009
"Totalmente poderosos. A 'orquestra folclórica toda poderosa Konono nº1 de Mingiedi' voltou a mostrar por cá por que é cada vez mais famosa, por que é que o Congo está de volta ao mapa da música reconhecida pelo Ocidente, depois do soukous e kwassa kwassa dos anos 80. (...) Dança-se -- mesmo o pé de chumbo mais empedernido -- como se não houvesse amanhã."




4. DAMO SUZUKI NETWORK @ ZDB
19 de julho de 2004
"(...) A 'comunicação' tinha acontecido e, ao fim da noite, entendia-se melhor o que Damo antes explicava acerca da sua forma de ver a música. Afinal, não se tratava de meros símbolos, de meras teorias de 'proggie'. Era mesmo a música a assumir o seu mais ancestral desígnio, amplamente disseminado pelas civilizações desde a idade da pedra. Magnífica comunhão de espaço e tempo."


3. TOM ZÉ @ FMM Sines (Castelo)
30 de julho de 2004
"(...) Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda."


2. AKRON/FAMILY @ MusicBox
22 de abril de 2007
"(...) como não haveremos nós de reagir perante tipos simples e humildes que tocam bem e suam em palco (conseguido com que a plateia os acompanhe nessa missão), enquanto esticam os limites da imaginação melómana ao jogarem os Can e os Faust com a free folk marada norte-americana, as polifonias do gospel com as polifonias das guitarras?"


1. NEIL YOUNG @ Alive
12 de julho de 2008
"(...) Não é uma banda nova que promete vir a revolucionar a música e que provavelmente estará esquecida daqui a poucos anos. E também não é (só) uma lenda que está ali em palco. É, genuinamente, um músico vivo e transbordante de energia que, à frente da sua banda, mostra, quase como se fosse a primeira vez que o fizesse, uma pequena parte de um reportório tão rico que devia ser património mundial da UNESCO."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 7

"Ontem, estávamos nós a caminho do cinema, e ouvi um tipo qualquer na rádio a despejar o seu coração numa canção. Disse ao Ben Bourdon, o assistente e amigo do Ben Young [filho de Neil Young]: 'Isto parece o Jimmy Fallon a fazer de mim. O que raio significa isto?' Foi giro. Soava mesmo como eu. Fartámo-nos de rir. O Ben Young achou histérico. O Fallon soava como uma versão de mim aos vinte anos. Talvez não tão bom. Talvez melhor.
"O que dizer deste Jimmy Fallon? É um clássico. Faz de mim tão bem que não preciso de me preocupar mais. Tem um ótimo ar e eu sou um tipo velho que não quer estar na televisão. O Jimmy fez todas as minhas atuações na televisão para o ano que passou ou mais. Obrigado, Jimmy!"


Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

A propósito, uma das muitas imitações pelo Jimmy Fallon:

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O tio Neil enganou-se?



A páginas tantas da sua autobiografia, Neil Young refere-se às nacionalidades dos Crazy Horse, seus habituais companheiros de estrada e de estúdio. A respeito do baterista Ralph Molina, apresenta-o como... português. Por seu turno, as boas gentes do wikipedia dizem que Molina nasceu em Porto Rico. Claro está, muito pode estar a acontecer aqui:

1) Local de nascimento é diferente de nacionalidade;
2) As boas gentes do wikipedia frequentemente se enganam;
3) O tio Neil, como muita outra gente daquele lado do Atlântico (ou do Pacífico, para sermos mais rigorosos), pode estar apenas a falar de descendência, mais do que nacionalidade;
4) O tio Neil trocou-se todo, coitado.

Mas, entre as mil e uma coisas pouco importantes (e até mesmo idiotas) a que uma pessoa se possa dedicar, urge confirmar se, de facto, temos um português na bateria dos Crazy Horse, não?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 6

"(...) Estava anunciado como "Rust Never Sleeps: A Concert Fantasy" e era ainda mais estranho para o público porque o meu novo álbum, Comes a Time, tinha justamente acabado de sair.
"O
Comes a Time tinha sido um tipo completamente diferente de música, gravada em Nashville com uma banda diferente! Nessa altura, eu tinha o hábito de tocar primeiro todas as minhas canções novas ao vivo, gravando-as assim e depois tirando o público das misturas. E depois lançava-as como álbuns de estúdio. Os Crazy Horse eram fantásticos ao vivo e esta era a maneira mais divertida de o fazer.
"Claro, isto foi antes da Internet e já não é mais possível trabalhar-se assim. Qualquer coisa que eu experimente no palco é logo atirada para o YouTube, onde pessoas que acham que sabem o que eu devo fazer começam logo a pôr defeitos, mesmo antes de ser o resultado final. Isto é o desafio mais intimidante que a Internet trouxe juntamente com todas as coisas boas. O palco costumava ser o meu laboratório.(...)
"As primeiras duas apresentações de
Rust Never Sleeps tiveram imensos desastres, de coisas que não funcionavam bem a coisas que não funcionavam de todo. Se fosse hoje, o chorrilho de críticas na Net teria sido tão mau que mataria o espetáculo mesmo antes de este nascer por completo.

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 5

"(...) apareceu um tipo, pegou na minha guitarra e começou a tocar uma data de canções nela. Chamava-se Charlie. (...) As suas canções eram improvisações que ele ia fazendo e nenhuma era igual à anterior. Parecido com o Dylan, ainda que diferente porque era difícil encontrar uma mensagem nelas, mas as canções eram fascinantes. Era muito bom.
"Perguntei-lhe se tinha um contrato de gravação. Disse-me que não e que queria gravar discos. Falei dele ao Mo Ostin da Reprise. O Terry Melcher era um produtor da altura que fazia discos de sucesso influentes. Aparentemente, o Melcher já tinha andado a ver o Charlie e tinha optado por não o fazer.
"Pouco depois, os homicídios Sharon Tate-LaBianca aconteceram e, de súbito, o nome Charlie Manson dava a volta ao mundo."


Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 4

"Há uma série de coisas que podem correr mal na estrada. Se adoeces, tens que tocar à mesma, mas as pessoas acham que estás a perder a pica. Se tens a casa meio cheia, as pessoas não se sentem como fazendo parte de alguma coisa. Se não tiveres uma equipa fantástica, a tua cena não soa bem. Se não tiveres o melhor material, o teu espetáculo pode não soar tão fantástico como o anterior ou o próximo. Se tiveres uma reputação, ela está em jogo. Se te esqueces do que estás a fazer, aparece no YouTube. Se te lembras do que estás a fazer, aparece no YouTube. Se fazes algo novo que ainda não esteja pronto, ou algo de antigo em que fazes asneira, aparece no YouTube. Se sai ranho do teu nariz enquanto tocas a harmónica e escorrega por esta até chegar à T-shirt, aparece no YouTube. Se disseres alguma coisa estúpida..."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 3

"Lembram-se da galinha dos ovos de ouro? Este livro é todo sobre isso. Este livro vai manter-me fora dos palcos (além de uns poucos concertos de caridade -- Farm Aid e a Bridge School) por mais de um ano. Preciso de me afastar e recuperar energias. Este livro é algo que faço para me manter afastado dos palcos. Tudo começou quando eu parti um dedo do pé na piscina. (...)
"Por isso, tenho que ir devagar. Daí estar a escrever este livro
agora.
"Ou então é porque já não fumo erva. Estou mais focado agora. É estranho. Por um lado, ponho a imaginar-me se consigo escrever canções limpo e, por outro, estou a dizer que é por estar limpo que estou, provavelmente, a escrever este livro. Alguém devia tomar nota disto para a sua investigação no assunto da sobriedade, mas não eu.
"Sinto-me muito na moda por ter parado de fumar e de beber. Devia estar na revista
People ou na Entertainment Tonight. Estou a perder imensa exposição. (Na verdade, não consigo imaginar algo tão mais distante do que me vai na cabeça do que fazer esse tipo de coisas, graças a Deus).
"Não tem piada ver TV comigo ao lado. Estou constantemente a fazer apartes, a criticar e a fazer piadas. Suponho que venha a estar na TV a vender este livro, contudo.
"O Jonathan Demme fez recentemente outro filme com uma das minhas atuações. É o último de uma trilogia. (...) Ao promovê-lo, eu podia ir ao
Colbert! Esse gajo é mesmo cómico. Ou o Jon Stewart! Graças a Deus pelo humor! Estes gajos são brilhantes. Tenho sempre medo que vá a meio da descrição longa de uma história e que me esqueça do que estava a falar. Vai espalhar-se o segredo de que estou a perder a minha razão aos poucos e poucos. É um medo real. Toda a gente vai saber! Mas não é novo. Não é uma evolução recente. Fui sempre assim. É o que torna tão difícil a deteção dos primeiros níveis da demência em mim. Talvez nunca venham a existir. Talvez esteja tudo na minha cabeça."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 2

"Um dia, quando o Ben Young era pequeno e nós procurávamos uma escola para ele, a Pegi ficou quase em lágrimas depois de uma vista de olhos particularmente deprimente que demos a uma sala de aula para deficientes, na Califórnia. Saiu-lhe então: 'por que é que não chamamos os nossos amigos, fazemos um concerto para angariar fundos e abrimos uma escola? Podíamos ter o Bruce Springsteen!' Limitei-me a olhar para ela, calado que fiquei com esta ideia audaciosa.
"Graças à sua bondade, o Bruce fê-lo e esgotou os nossos primeiros concertos. Abrimos a escola com estes fundos. O Bruce Springsteen é coisa séria. Estava no seu primeiro pico de carreira e a sua aparição foi magnífica a todos os níveis. (...)
"O Bruce ainda é meu amigo. Não falamos muito. Não precisamos de o fazer. Ele é genial e na sua própria liga. Eu não sou ele, nem ele é eu. Mas fazemos caminhos semelhantes, escrevendo e cantando o nosso tipo de canções pelo mundo fora, tal como o Bob e alguns outros cantautores. É uma espécie de fraternidade silenciosa. Ocupamos este espaço na mente das pessoas com a nossa música. No ano passado, perdi o homem à minha direita, o 'pedal steel guitarist' Ben Keith. Este ano, o Bruce perdeu o homem à sua direita, o saxofonista Clarence Clemons. É altura para outra conversa; os amigos podem ajudar-se uns aos outros apenas estando lá. Agora, cada um de nós vai olhar para a sua direita e ver um buraco gigantesco, uma memória, o passado e o futuro. Eu não tocarei com outro músico de 'pedal steel' tentando recriar as partes do Ben, e sei que o Bruce não tocará com outro homem do saxofone que tente fazer as do Clarence. Essas partes não vão voltar a acontecer. Já aconteceram. E isso tira muito dos nossos repertórios."


Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 1

"E então que faço agora, que tenho 65 anos? Reformo-me? Népia. Não consigo parar de me mexer o suficiente para o fazer. Amanhã vou até ao Havai e vou continuar a escrever isto. Adoro aquilo por lá. Deixo-me, sei lá, descomprimir. A Pegi vai para o Havai, também, daqui a alguns dias, mas eu não posso esperar tanto tempo para ir para lá. Ela acabou agora mesmo de fazer um grande disco e quer terminar tudo o que tenha a ver com isso antes de se juntar a mim. E não será assim tanto tempo para voltarmos a estar juntos. Adoro isso. Ela é a minha parceira de vida. A minha confidente. Posso contar-lhe tudo. Depois de todos estes anos juntos, ainda estou a conhecê-la. Eu seria uma ilha sem o meu oceano se não estivéssemos juntos nos nossos corações. Sou o homem mais sortudo do mundo por poder ir até ao Havai, descansar um pouco e esperar que ela se junte. Não que eu saiba descansar como as outras pessoas fazem. Trabalho criativo e a escrita são relaxantes para mim."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O tio Neil tem novo álbum! E com os Crazy Horse!

É o primeiro álbum que Neil Young grava com os Crazy Horse -- Billy Talbot, Ralph Molina e Frank "Poncho" Sampedro -- desde "Greendale", de 2003. É uma coleção de temas clássicos da folk americana e chama-se, claro está, "Americana" (fora do tema, há ainda que contar com a a interpretação do hino real "God Save the Queen", mesmo a fechar o disco). Sai dia 5 de junho mas pode desde já ser escutado na íntegra via Rolling Stone.