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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ZDB chega a maioridade e o Thurston Moore, o Peter Brötzmann e os Negativland vêm à festa

18 anos. Dezoito anos. Se fosse gente, a ZDB chegaria no mês de outubro à idade com que já poderia conduzir, comprar tabaco legalmente, consumir álcool sem que lhe apareça uma reportagem da televisão pela frente, dedicar-se ao sexo livre com outros da sua idade.

18 anos pedem uma festa em grande para os lados da rua da Barroca. No que diz apenas respeito à música, o Thurston Moore e os Negativland vão voltar e o Peter Brötzmann surge pela primeira vez na galeria.

O antigo SY vai estar no aquário a 4 de outubro, acompanhado desta vez pelos portugueses Gabriel Ferrandini (bateria) e Pedro Sousa (saxofone tenor), havendo ainda primeira parte, a cargo dos magníficos Sunflare. Já o dinamarquês toca com a Full Blast no dia 15. Os Negativland, que a ZDB já cá trouxe há quatro anos, para um concerto na Lx Factory, apresentam dia 21 o novo projeto, "A Booper Symphony". O mês fecha ainda com os norte-americanos Barn Owl (dia 25) e o rapper LE1f (dia 30).

sábado, 17 de maio de 2008

Momentos na história dos Negativland #4



Negativland, no início do espectáculo "It's All In Your Head FM" (ao vivo em Newport, Kentucky, em 2007). Continuação aqui.

Esta rubrica termina com o espectáculo que os Negativland trazem a Lisboa e Porto este fim-de-semana. A dimensão visual dos Negativland parece marcar ausência neste simulacro de programa de rádio, até porque os espectadores são convidados a colocar vendas nos olhos. "It's All in Your Head FM" recupera a ideia dos programas de rádio apresentados pelo Dr. Oslo Norway, pseudónimo de Don Joyce, um dos Negativland, e, tal como naqueles, procura provar a inexistência de deus, com recorrência a depoimentos e conversas acerca de cristianismo, judaísmo, islamismo e outras religiões. Em 2006, o grupo lançou um álbum com excertos deste espectáculo gravados ao longo de 2005 e que só se encontra à venda nos locais dos concertos (como, presume-se, os de hoje e amanhã).

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Momentos na história dos Negativland #3



Negativland "The Greatest Taste Around" (de "Dispepsi", Seeland, 1997)

Uma vez mais, o mesmo modus operandi: polémica a partir do corte e colagem de samples não autorizados, agora com especial enfoque nas imagens, com este vídeo feito para o segundo single de "Dispepsi" e construído a partir de, entre outras, imagens de anúncios das duas principais marcas de refrigerante. "Dispepsi", que remete de imediato para dispepsia (indigestão), atacava directamente aquelas duas marcas mas acabou por passar ao largo de qualquer acção judicial.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Momentos na história dos Negativland #2



Negativland "I Still Haven't Found What I'm Looking For (Special Edit Radio Mix)" (de "U2", Seeland) [só música; sem vídeo]

Uma fase crucial da carreira dos Negativland, talvez a mais lembrada até aos dias de hoje, iniciou-se em 1991, quando o grupo lançou o EP "U2". Nele podia ouvir-se, além da melodia de "I Still Haven't Found What I'm Looking For", dos U2, diversos samples do grupo irlandês e da voz de Casey Kasem, o apresentador do "American Top 40", a partir de uma gravação deste em microfone fechado (ou não tão fechado assim), que circulava pelos estúdios de toda a América, onde se podia ouvir coisas como: "These guys are from England and who gives a shit?" (para os mais curiosos, aqui há uma transcrição completa da gravação de Kasem.)
A Island -- e não os U2, como habitualmente se vê por aí escrito -- reagiu e levantou um processo contra os Negativland. Não só a gravação violava a lei dos direitos de autor, no entendimento da editora, como a capa trazia estampado a toda a altura e largura da capa a expressão "U2" com o lettering que o grupo usava na altura e sobre o avião com o mesmo nome. O disco saiu de circulação, para aparecer mais tarde, em 2001, na bootleg semi-oficial "These Guys Are from England and Who Gives a Shit", que terá tido a aprovação dos próprios U2. Num episódio curioso decorrido em 1992, The Edge, o guitarrista dos U2 participou numa entrevista para apresentar a digressão Zoo TV (que passou por Portugal), e onde curiosamente se investia intensivamente nas técnicas de corte e colagem, muitas delas sem autorizações prévias, o que, por ironia, constituía precisamente o ofício dos Negativland. A meio da entrevista, The Edge soube que quem lhe estava a fazer as perguntas eram Mark Hosler e Don Joyce, o núcleo principal dos Negativland. Embaraçado, acabou por admitir que a queixa da Island tinha sido levantada sem o conhecimento dos U2 e que já era tarde demais para evitar fosse o que fosse nessa altura.

Tal como lembrou o leitor que ontem comentou esta rubrica, o concerto dos Negativland no próximo domingo, em Serralves, vai também ser transmitido pela rádio. "It's All In Your Head FM" vai poder ser ouvido através das emissões da Rádio Universitária do Minho (RUM), Rádio Zero e Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Começa às 22h.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Momentos na história dos Negativland #1



Negativland "Christianity is Stupid" (de "Escape from Noise", 1987)

Retirado de "Escape from Noise", o primeiro álbum gravado pelos Negativland para a SST Records, a editora originalmente associada ao movimento hardcore californiano (Black Flag, Minutemen, Meat Puppets, etc.), "Christianity is Stupid" explorava o tema do corte e colagem pelo efeito oposto que é possível obter quando se retira frases e palavras do contexto original. A voz que se ouve é do reverendo Estus Pirkle, no filme cristão baptista "If Footmen Tire You, What Will Horses Do?", onde, com a intenção contrária ao que soa o tema dos Negativland, aquele se referia à ameaça da invasão do comunismo na América com o exemplo de um regime totalitarista onde as colunas debitavam mensagens como esta para os cidadãos.
Para a digressão que se seguiu à edição de "Escape from Noise", os Negativland foram ainda mais longe e emitiram um press release inventado onde se afirmava que o tema tinha incitado um jovem a matar os seus pais à machadada, um caso real que abalou os EUA em 1988. A história correu rapidamente pelos meios de comunicação, que não se preocuparam em verificar outras fontes. De repente, os Negativland estavam no centro de uma polémica enorme, o que acabou por servir de conceito para o álbum seguinte, "Helter Stupid".

Entretanto, fica a notícia de que os Negativland vão também tocar em Serralves, no Porto, com o espectáculo "It's All In Your Head FM", a 18 de Maio. Dois dias antes, ou seja, na véspera do concerto em Lisboa, Mark Hosler, um dos elementos principais dos Negativland, vai estar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, para uma conferência que abordará certamente a posição crítica do colectivo no seio da indústria cultural ao longo de quase trinta anos, designadamente nas questões relativas a direitos de autores, sobre as quais se fala sempre que se pensa nos Negativland. Começa às 14h30.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O LX Factory. Onde?

Há por aí gente que vem ter comigo a dizer que o concerto dos Negativland, no sábado (e, já agora, a etapa lisboeta dos Boris e Growing, no dia 27) é na ZDB. Também eu cheguei a pensar que era, mas não é. Apesar de produzidos pela ZDB, estes concertos vão ter lugar no LX Factory. Na sequência, há também quem pergunte pela localização exacta do LX Factory.
Muito bem, antes de mais, LX Factory é o nome da imobiliária que gere o projecto Test, on art-Centro de Arte Contemporânea, futuro novo espaço dedicado às artes em Lisboa, mais precisamente na zona do Calvário, em Alcântara, nas instalações da antiga Gráfica Mirandela (vejam notícia da TimeOut ou da RTP.
Melhor ainda, eis um mapa da localização:

terça-feira, 29 de abril de 2008

Esse Maio, maldito Maio, que aí vem

Heavy Trash (1 - MusicBox; 2 - TAGV; 3 - Plano B)
Rockabilly nas guitarras de Jon Spencer (da Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (ex-Madder Rose, ex-Speedball Baby).

Einstürzende Neubauten (3 - Casa da Música; 4 - Aula Magna)
A brigada de demolição Bargeld & Irmãos regressa, agora com um novo álbum, Alles Wieder Offen. Nem que o concerto tivesse metade da intensidade do último (no CCB), já seria uma experiência absolutamente imperdível. Ainda há muitos bilhetes... Como é que é possível?

Mão Morta "Maldoror" (3 - Theatro Circo)
O adeus definitivo a "Maldoror", que a casa retorna. Depois da estreia, naquele mesmo espaço, há cerca de um ano, "Maldoror" percorreu o país, para agora chegar ao fim. A partir daqui, vai ser sempre... "Foste? Sim? Foi tão bom, não foi? Não foste? Não sabes o que perdeste!".

Diamanda Galás (6 - Theatro Circo; 8 - Casa da Música; 10 - Aula Magna)
A senhora Galás apresenta-se com o espectáculo "Guilty Guilty Guilty", onde no qual abre o seu palco de horrores a composições tornadas populares por Johnny Cash, Edith Piaf e outras vozes.

The National (11 - Aula Magna)
Eles gostaram do nosso país e só este ano vêm cá por três vezes. Ou nós é que gostámos deles e queremos que por cá dêem um salto sempre que vierem visitar os primos na Europa. Este espectáculo na Aula Magna foi literalmente comprado por uma marca de comunicações e já está "esgotado" (com muitas aspas) há muito tempo. Por falar nisso, alguém arranja um bilhetinho?

James Blackshaw & Josef van Wissem (11 - ZDB)
Conheci o Jim quando a amorosa Josephine Foster o trouxe consigo na primeira série de concertos (promovidos aqui pelo tasco) que realizou por cá. Miúdo de poucas falas, deixou toda a gente extasiada com a forma como dedilhava a guitarra de doze cordas.


John Cale (16 - Casa das Artes de Famalicão; 17 - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre)
A descentralização, a descentralização. Uma figura destas vem a Famalicão e a Portalegre. Nada de Lisboa ou Porto. É bonito!

Negativland (17 - LX Factory)
Alguém me corrija, mas não será esta a primeira vez que os veteranos do corte e colagem vêm ao nosso país, não? O concerto está previsto para o LX Factory, o nome eventualmente provisório de um espaço novo para os lados de Alcântara.

Kronos Quartet (20 - CCB)
Igualmente veteranos, mas já mais vistos por cá, o quarteto de cordas volta com um programa constituído por composições de JG Thirwell (dito Foetus), Rokia Traoré (na companhia da própria), Amon Tobin e John Zorn, entre outros.

Animal Collective (26 - Cinema Batalha; 29 - Lux)
Depois da inesquecível viagem de cacilheiro até à margem sul, o colectivo zoológico traz agora novos pretextos para fazer abanar alma e corpo. Traz também Bradford James Cox, o vocalista dos Deerhunter, no seu projecto Atlas Sound, para as primeiras partes.

Boris (26 - Porto-Rio; 27 - ZDB LX Factory)
Vão ser as noites dos amplificadores. Drones e heavy metal pelas mãos dos japoneses Boris. Nas primeiras partes outros adoradores de amplificadores, os norte-americanos Growing. Vai ser imperdível mas... é aconselhável levar tampões, pela vosse saúde auditiva (sem qualquer tom pejorativo, leia-se).

Cat Power (26 - Coliseu dos Recreios; 28 - Coliseu do Porto)
Mais uma visita da menina Marshall. Agora com direito a coliseus e tudo.

CocoRosie (26 - TAGV)
As manas Casady também estão de volta, agora com passagem por Coimbra.

Toumani Diabaté (28 - Casa da Música; 31 - Culturgest)
Ninguém fez tanto pela kora, guitarra da África Ocidental, nos últimos tempos. O mestre já não é uma cara estranha por cá e até podia cá vir com maior frequência, que a gente não se importa.

Young Marble Giants (30 - Casa da Música)
Reverenciados por muitos ao longo de quase três décadas (eu confesso, correndo o risco de ser agredido: sempre me passaram ao lado), reuniram-se e voltaram aos palcos. E ali estão eles na Casa da Música.

Vampire Weekend (30 - Casa da Música)
No mesmo dia e também na Casa da Música, uma das propostas mais interessantes vindas da pop americana. (Alguém arranja bilhete para estes, também, faxavor?)

É um mês tramado. E nem sequer falei da digressão pelo país dos Irmãos Verdades, entretanto regressados.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Pára tudo, não importa que horas sejam

Negativland na ZDB! A sério, dia 17 de Maio.
Eis a programação para os próximos meses:

21 de Março: Murdering Tripping Blues (PT) e Born a Lion (PT)
22 de Março: Variable Geometry Orchestra (PT)
28 de Março: Tape That (HOL), CAVEIRA (PT), MoHa! (NOR)
29 de Março: Linda Martini (PT)
3 de Abril: Humanization 4tet(PT/EUA)
4 de Abril: Nathan Fuhr's Demonshaker / Curadoria de Rui Faustino(PT/EUA) e Open SPEECH trio (PT)
5 de Abril: John Zorn's Cobra / Direcção Nathan Fuhr (PT/EUA)
12 de Abril: Dorit Chrysler (AUS) e Rita Braga & Bernardo Devlin (PT)
18 de Abril: The Vicious Five (PT)
25 de Abril: JAPANESE NEW MUSIC FESTIVAL: Acid Mother Temple SWR (JP), Ruins Alone (JP), Zubi Zuva X (JP), Akaten (JP), Zoffy (JP), Ubi Zuva X (JP), Tsuyama Atsushi (JP) e Kawabata Makoto (JP)
26 de Abril: François Virot (FR) e No Snow (FR)
2 de Maio: Anonima Nuvolari (ITA/PT)
11 de Maio: BRETHREN OF THE FREE SPIRIT: James Blackshaw (ING) & Josef Van Wissem (HOL)
17 de Maio: Negativland (EUA)
22 de Maio: Tom Brosseau (EUA)
23 de Maio: Bunnyranch (PT)
27 de Maio: Boris (JP) e Growing (EUA)
30 de Maio: Scout Niblett (EUA)
6 de Junho: Dirty Projectors (EUA)
8 de Junho: Sunset Rubdown (CAN)

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Eu quero ir viver para o Porto

A juntar à já extensa lista de concertos imperdíveis:

Black Dice ao vivo e Negativland em formato conferência vão a Serralves este ano, entre muitos outros eventos interessantes que por ali vão acontecer (ver notícia da edição de hoje do Público).