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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A cidade vai arder esta noite

Tanta coisa boa (e obrigatória) a que ir:

Os PERE UBU regressam a Lisboa, 14 anos depois. Vai ser na ZDB e a lotação, a menos que haja desistência de reservas, está esgotada.

Os DEAD COMBO dão um daqueles concertos que promete ser inesquecível, no Coliseu de Recreios. O palco vai estar montado na plateia, o público vai dispor-se ao redor. (Curiosamente, já os vi neste formato, mas num espaço várias centenas de vezes mais pequeno.)

O MUSICBOX celebra os sete anos e a festa vai ser de partir os quadris. Destaque total para a presença de Brian Shimkovitz -- o autor do blogue mais notável de sempre, o AWESOME TAPES FROM AFRICA --, mas também para os FUMAÇA PRETA. A festa do Musicbox continua ainda pelo fim de semana (ver mais aqui).

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Trilok Gurtu, Bombino, Manu Dibango e outros em Lisboa

Vai ser lá mais para o fim do mês que decorrerá mais uma edição do festival Lisboa Mistura, que se desdobrará entre o Largo do Intendente, o Martim Moniz, o cinema São Jorge e o MusicBox. A partir de 19 de junho, a cidade vai receber nomes grandes como o de Trilok Gurtu (esta será, salvo erro, a primeira vez que o melhor percussionista do mundo vem a Lisboa), Bombino (também vai ao MED Loulé) ou Manu Dibango, e alguns dos concertos -- aqueles que são ao ar livre -- vão ter entrada livre.

Programa:

Castelo de São Jorge
(Bilhetes a 8€)

19 de Junho, 22h
Trilok Gurtu Band (Índia)

20 de Junho, 22h
Manu Dibango (Camarões/França)

21 de Junho, 22h
Fanfarai (Argélia/Marrocos/França/Turquia)

Largo do Intendente
(Entrada livre)

23 a 25 de Junho
19h - Apresentações Palco OPA

26 de Junho, 20h
20h - Espetáculo OPA "20/40 – 20 anos de Hip Hop em Portugal/40 anos do 25 de Abril"
22h - Bombino (Niger)

27 de Junho
22h - Kazimoto (Alemanha/Tanzânia)
23h15 - Jupiter & Okwess International (Congo)

28 de Junho
22h - General D (Portugal/Moçambique)

Eletrónicas do Mundo
MusicBox, 00h

26 de Junho
Gebrueder Teichmann e Jorge Caiado (Alemanha/Portugal)

27 de Junho
French Beat: Baadman e Don Rimini

28 de Junho
Nova Eletrónica

Cozinha Popular da Mouraria
19 a 21 e 26 a 28 de Junho, a partir das 19h
Cozinha do Mundo Mistura Popular

Martim Moniz
29 de Junho, 19h
Festa Intercultural

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

No Age, Batida e o patrão da Soundway no Musicbox

Vai acontecer mais uma edição, a sétima, do J. Urban Routes do Musicbox. Entre 16 e 26 de outubro, a sala do Cais do Sodré vai receber, entre outros, os No Age, os Batida, James Ferraro e Miles Cleret, o dono da editora Soundway, para uma sessão de DJing. Cartaz:

Dia 18
DARKSTAR
JAMES FERRARO

Dia 19
ROMARE

Dia 25
NO AGE
IF LUCY FELL

Dia 26
CHANCHA VIA CIRCUITO
BATIDA
MILES CLERET (DJ)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dizem os chineses, e com razão, que a palavra é prata e o silêncio é ouro

Começa amanhã, ao fim da tarde na esplanada do Povo, ao Cais do Sodré, mais uma edição do Festival Silêncio. De 26 de junho a 1 de julho, cinco espaços da cidade de Lisboa -- MusicBox, Cinema São Jorge, Pensão Amor, Povo e Fundação José Saramago -- vão receber espetáculos, conversas, sessões de leitura, cinema, etc. Na música, o destaque da edição deste ano vai para os espetáculos dos Irmãos Demónio, grupo formado especialmente para o festival por Filho da Mãe, Hélio Morais, Quim Albergaria e Kalaf, dos Poetas, coletivo recuperado aos anos 90 por Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre outros, dos Pop Dell'Arte, com "Neurotycon", um espetáculo de spoken word, e dos Mão Morta, com "Bate Papo", um reportório especialmente inclinado para a spoken word. Mas há muito mais ao longo desta semana. Fica aqui a parte do programa dedicada aos espetáculos:

26 de junho
18h30 - Festa de abertura @ Povo
21h30 - O fado dos poetas @ Povo

27 de junho
23h00 - Irmãos Demónio @ MusicBox

28 de junho
22h30 - A invenção do dia claro @ MusicBox
23h30 - Beat Hotel @ MusicBox

29 de junho
22h00 - Os Poetas, Entre nós e as palavras @ São Jorge
23h30 - 2Morrows Victory @ MusicBox
00h30 - Capicua @ MusicBox
02h00 - Noite Príncipe #5 @ MusicBox

30 de junho
17h00 - Campeonato de Scrabble @ Povo
22h00 - Pop Dell'Arte, Neurotycon @ São Jorge
22h30 - Silva O Sentinela + Poetry Slam Portugal + Joshua Idehen @ MusicBox
01h30 - Combo Nuevo Los Malditos (Festa de encerramento) @ MusicBox

1 de julho
22h00 - Mão Morta, Bate Papo + Joshua Idehen @ São Jorge

Programa completo e outras informações em www.festivalsilencio.com

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ainda no Cais do Sodré (e esta noite!)

Cinco bares do Cais do Sodré acolhem esta noite 13 projetos do catálogo da Optimus:

Pensão Amor
21h00 - Lucas Bora Bora
22h00 - The Poppers
23h00 - Miúda

Velha Senhora
21h30 - Pedro Cardoso
22h30 - Hello Atlantic

Lounge
23h00 - Nice Weather for Ducks
00h00 - The Doups

Musicbox
22h45 - Best Youth
23h45 - Souls of Fire
01h00 - Pontos Negros
02h00 - Balla Redux

Europa
23h30 - Capicua
00h30 - Chullage

(via Blitz)

Gaiteiros de Lisboa e a recuperação do GAC no MusicBox

De 19 a 21 deste mês, o Musicbox volta a receber o festival "Lisboa, Capital, República, Popular". Na quarta edição, o destaque vai para a recuperação de canções do GAC (Grupo de Acção Cultural) por músicos da nova geração, para o regresso aos concertos dos Gaiteiros de Lisboa e para os Ladrões do Tempo, a banda que reúne Zé Pedro, Tó Trips, Pedro Gonçalves, Paulo Franco e Samuel Palitos. Como sempre, vai também ser editado o jornal de distribuição gratuita, este ano com a manchete "Ser Solidário", que serve ainda de tema geral ao debate que decorrerá no Povo, no primeiro dia do festival, com a participação de dois bloggers (Francisco Silva e Pedro Marques Lopes) e a moderação de Nuno Miguel Guedes, coordenador da edição do jornal.

Quinta-feira, 19:
Ladrões do Tempo
Luís Varatojo (DJ set na 1ª parte)

Sexta-feira, 20:
Toca'Andar
Omiri
Gaiteiros de Lisboa

Sábado, 21
GAC - VOZES NA LUTA
Filho da Mãe, Manuel Fúria, Cão da Morte, Vicente Palma, Bob da Rage Sense, Bruno Vasconcelos, Inês Pereira, Diego Armês, Afonso Cabral, Hélio Morais + Quim Albergaria e Elisa Rodrigues + Júlio Resende c/ banda residente: Flak, Nuno Pessoa e Filipe Valentim.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A música portuguesa a gostar dela própria e em dia de lhe cantarmos os parabéns

Não é só hoje que devemos dar os parabéns ao magnífico projeto independente conduzido por Tiago Pereira e companhia, mas a verdade é que é hoje o dia de celebração do primeiro aniversário deste canal de divulgação de música portuguesa por meio de vídeos em que bandas e artistas, grandes e pequenos, velhos e novos, tradicionais e modernos, conhecidos ou apenas com um único pé fora da garagem ou do quarto, se mostram à sociedade, despidos de subterfúgios técnicos e com a dignidade que merece a arte da qual se ocupam tanto uns (os músicos), como outros (os cineastas).
E a festa vai ser no MusicBox, esta noite, com Elisa Rodrigues, Velha Gaiteira e Manuel Fúria & os Náufragos. A entrada custa seis euros.

Fica o último vídeo deixado no A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. Projeto n.º 372 (e é este ainda o primeiro aniversário da MPGDP...): Balão Dirigível, gravados por Marina Guerreiro no início deste ano em pleno Baixo Alentejo, de onde são naturais.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um sábado daqueles, em Lisboa

Para quem estiver por Lisboa e puder, a noite de amanhã oferece dois ou mais motivos para sair e curtir como se não houvesse domingo. Há concerto a não perder no Lounge, há concertos a não perder no Musicbox. Talvez as duas coisas não sejam inteiramente conciliáveis (quase de certeza que serão), mas aqui fica o conselho.

Vamos por partes. Primeiro, o Lounge recebe os franco-italianos L'Enfance Rouge. Quem por aqui passa com alguma regularidade, sabe que nunca poupei palavras a descrever os concertos deste "trio-poder", ora quando estiveram junto à praia de Sines, no FMM 2009, acompanhados dos músicos tunisinos que então ajudaram a fazer o magnífico "Tràpani - Halq Al Waady", penúltimo álbum, ora quando passaram pelo Musicbox, na última edição do Festival Terapêutico do Ruído. Nesta segunda vez, escrevi na altura palavras carregadas de um entusiasmo que até hoje mantenho:

“Os L'Enfance Rouge não são franceses, como dizem por aí. Não são italianos, como sugerem os nomes Locardi e Andreini, a secção rítmica. Não são europeus, como disse o Thurston Moore quando lhe chamou uma das melhores bandas do velho continente. Não são tunisinos, como podia indicar o álbum anterior e a formação com que chegaram há dois anos a Sines. Os L'Enfance Rouge são uma raça alienígena proveniente de um planeta longínquo. Planeta de cujo o mais insigne espécie até cá chegado dá pelo nome de Steve Albini, compreendem? São daquela sociedade em que as crianças aprendem Black Flag na creche, Swans na primária e Big Black no ciclo, enquanto em simultâneo resolvem de cabeça inequações de 967º grau. Na verdade, os L'Enfance Rouge não existem. Ontem, no encerramento do Festival Terapêutico do Ruído, o que houve foi uma magnífica alucinação colectiva que vai ser motivo de conversa para muitos anos.”



Depois, manda este vosso amigo que se ponham a andar para o Musicbox. Em mais uma noite do festival patrocinado por uma marca de uisge beatha de bom gosto (ei, a propósito, hoje há Tom Vek) vão lá estar, entre outros, a Owiny Sigoma Band, os portugueses Tigrala e um DJ set que muito promete, pelas mãos dos The Very Best e com a voz do MC Mo Laudi. A Owiny Sigoma Band é um dos casos mais felizes de interesse ocidental pela música africana, em particular pelo Quénia. Notem que não é música benga, como se escuta na colaboração dos Golden com músicos dos Quénia, que resultou nos Extra Golden, mas é igualmente viciante. Reza a história que, em 2009, um conjunto de músicos londrinos viajaram para Nairobi para colaborar com músicos locais. Houve gravações que chegaram às mãos de Gilles Peterson, que logo as editou através do seu selo Brownswood. Veio depois um álbum (aproveitem a ocasião para comprá-lo, que vale bem a pena) e remisturas de tipos como o Theo Parrish, o Quantic, etc. É um privilégio único poder tê-los aqui num palco próximo de nós. Privilégio também será o de poder dançar às batidas dos The Very Best. Não fiquem de pé atrás por ser DJ set. No ano passado, o Radioclit e TVB Johan Karlberg também passou por um Baile na Lx Factory que, além de desafiar o próprio conceito de DJ set, ajudou a produzir uma festarola inesquecível. Com eles vem Mo-Laudi, MC originário da África do Sul, que rebentou em Londres e agora vive em Paris (escutem-no aqui). E ainda há Tigrala, a superbanda de Norberto Lobo, e mais gente nos pratos (Granada e Medásosangue). Querem mais do que isto para saírem de casa?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje e quinta são dias de Pop Dell'Arte

Hoje, porque daqui a nada, pelas 22h, o Henrique Amaro mete os Pop Dell'Arte no estúdio da Antena 3, para no Portugália falarem do "Free Pop", da sua mais recente reedição e de outras coisas sobre as quais mereça a pena serem gastas palavras. Na quinta, porque eles vão estar ao vivo no MusicBox, para o lançamento dessa mesma reedição, e segundo consta, tocarem o álbum na íntegra. Entradas a 12 euros (Adolfo Luxúria Canibal não incluído).

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vocês sabiam que...

...a ideia dos concertos Don't Look Back já chegou cá? E da melhor maneira possível: os Pop Dell'Arte vão tocar o "Free Pop" na íntegra, já na próxima semana, dia 9 (é uma quinta-feira), no MusicBox. Não há como perder isto. Os bilhetes custam 12 euros e já estão à venda.

Onde estavam vocês em Dezembro de 1987?

E hoje há também aniversário da Groovie

Ao longo dos últimos seis anos, temos tido a sorte de ter edições de velhas pérolas do rock'n'roll, seja garage com fuzz a escorrer pelas estrias do disco, seja iê-iê para cantarolar, seja surf para dançar sem parar, pérolas perdidas nos anos 60 portugueses ou brasileiros -- e até de outros recantos africanos ou asiáticos onde não julgávamos que houvesse rock naquela época. Temos também tido edições de grupos atuais, como os "nossos" Act-Ups ou os brasileiros Haxixins e Autoramas, os mexicanos Los Explosivos ou os japoneses The Routes.

A culpa é da Groovie Records, o selo do Edgar Raposo e do Luís Futre, colecionadores incansáveis que têm trazido um pouco dos seus tesouros cá para fora. E a Groovie comemora, justamente, o seu sexto aniversário. Vai, claro, haver festa e é logo à noite, no Musicbox e no Muv.

No Musicbox, há concertos com Os Steamers (PT), Los Explosivos (México), The Act-Ups (PT) e The Del-Shapiros (Espanha). A festa começa às 23h e os bilhetes custam oito euros. Mais ou menos em simultâneo, mas acabando mais tarde, no Muv, o novo bar que abriu perto do Lounge, há DJs: Milkshake (o Futre), Leo (do The Beat Mod Club), Witchel (do Wonderland Club), Sir G (da Alemanha), Tiago Santos (Mecânico do Amor), Pedro Temporão (da Dance Craze Mod Society) e ainda Heitor Vasconcelos (aquele colecionador veterano de discos do qual se diz ter a maior coleção de Amália do mundo).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Chain and the Gang: é hoje!

Ele já foi Nation of Ulysses, ele já foi Make-Up, ele já foi Weird War, ele já foi uma data de coisas boas. E, desde há dois ou três anos, é também Chain and the Gang. O novo projeto de Ian Svenonius, o rocker mais gospel, o soulman mais branco (literalmente) de Washington apresenta-se hoje ao vivo no MusicBox. A entrada custa oito euros. Não há como perder isto, gente.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um power trio maior que a tua mãe

Os L'Enfance Rouge não são franceses, como dizem por aí. Não são italianos, como sugerem os nomes Locardi e Andreini, a secção rítmica. Não são europeus, como disse o Thurston Moore quando lhe chamou uma das melhores bandas do velho continente. Não são tunisinos, como podia indicar o álbum anterior e a formação com que chegaram há dois anos a Sines. Os L'Enfance Rouge são uma raça alienígena proveniente de um planeta longínquo. Planeta de cujo o mais insigne espécie até cá chegado dá pelo nome de Steve Albini, compreendem? São daquela sociedade em que as crianças aprendem Black Flag na creche, Swans na primária e Big Black no ciclo, enquanto em simultâneo resolvem de cabeça inequações de 967º grau. Na verdade, os L'Enfance Rouge não existem. Ontem, no Musicbox, no encerramento do Festival Terapêutico do Ruído, o que houve foi uma magnífica alucinação colectiva que vai ser motivo de conversa para muitos anos.
(Título gentilmente roubado e alterado aos Paus.)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Os cartazes bonitos são para se ver em tamanho grande e outra vez, especialmente quando foram actualizados

Pois é, acontece que, por coincidência, ambos os cartazes que aqui mostrei há dias (este e este) foram entretanto corrigidos. Se não tiverem nada mais importante que fazer, sempre podem passar o tempo a descobrir as diferenças. Aqui ficam, então, as duas peças de arte devidamente corrigidas:



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os cartazes bonitos são para se ver em tamanho grande, parte 1



Este é do Rodrigo "Katafú", ilustrador sul-americano que vive em Barcelona e cujo trabalho, absolutamente delicioso, pode ser acompanhado aqui: krafica.blogspot.com.

E, claro, fica também a não menos importante referência ao interessante festival que o MusicBox vai albergar daqui a dias.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O MusicBox faz três anos!

É sempre bonito ver os anos passarem pelas salas de concertos que frequentamos. Muitos de nós já vimos inúmeras salas a abrirem e a fecharem pouco tempo depois. Vimos também, alguns de nós, diversos projectos de novos espaços que não saíram sequer da gaveta. E, felizmente, aquele tempo em que não havia sequer uma única sala em Lisboa com programação regular parece já fazer parte do passado.

O MusicBox, por exemplo, comemora neste próximo fim-de-semana a passagem do seu 3º aniversário. E vai fazê-lo com muitos espectáculos de entrada livre (até às 2h da manhã, pelo menos). Na sexta-feira, o destaque vai para a presença de Quantic, o produtor inglês que se apaixonou pelas cumbias e chichas colombianas. Antes, o palco é tomado por revivalismos mod dos portugueses The Poppers e Corsage. No sábado, a Filho Único ajuda à festa, trazendo ao MusicBox Sei Miguel, Aquaparque e Tigrala, o novo projecto de Norberto Lobo.

Parabéns, MusicBox. Parabéns, Lisboa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sofa Surfers e música de Lisboa numa revista austríaca

Esta aqui ao lado é a capa do novo número da Fleisch, uma revista austríaca de artes, tendências, política, etc. Traz na capa os Sofa Surfers, que vão ter novo álbum em Janeiro do próximo ano. Mas este número da Fleisch traz também várias páginas dedicadas a Lisboa, por encomenda da publicação a Wolfgang Schlögl, o Sofa Surfer mais lisboeta do grupo, pelas várias vezes que por cá tem estado, boa parte delas para trabalhar com os Hipnótica, os quais, a propósito, também já têm novo álbum gravado e que vai uma vez contar com a ajuda do austríaco na produção e masterização.

O que há aqui então sobre Lisboa? Primeiro, uma compilação em CD, com Coldfinger, DJ Ride, Cacique 97, Cool Hipnoise, Dead Combo, Hipnótica, Noiserv, Micro Audio Waves, Gnu e B Fachada. Depois, um texto de Wolfgang Schlögl sobre a cidade. Finalmente, um texto sobre bandas actuais de Lisboa, aqui deste sempre vosso.

Aproveito para reproduzir o texto aqui, já que a Fleisch não é distribuída por cá, nem tão pouco haverá lojas de importação que a tenham. Na revista, tudo aparece, claro está, em alemão, mas deixo aqui a versão original em inglês, sem quaisquer cortes da edição. (Reparem que o texto foi escrito em Julho, antes da notícia do fim dos Vicious Five, e quando o Musicbox tinha aquelas quintas-feiras de afro beat.


Lisbon beyond the Fado
By Vítor Junqueira
July 2009

Nearly 500 thousand people live in the inner skirts of the city of Lisbon, a number that hits almost three million in the greater metropolitan area factsheet. There’s no surprise that most of the music acts that come from Lisbon were in fact raised over its suburbs. Take out the first name from the Lisbon band you’ll probably know best in these days: Buraka Som Sistema. Buraca, spelled with a C, is one of these suburbs. There lives a vast community of first through third generation African immigrants and it is a very common place to hear kuduro, the urban Angolan dance beats that BSS are taking all around the world. The hip hop scene, fronted by long lived Da Weasel or the producer and MC Sam the Kid, amongst endless other examples, also lives in suburbs of the same kind.

For rock matters, the river Tagus’ south bank has always been a fertile ground for new and enduring acts. Barreiro, a town in the old industrial belt south of Lisbon, is today’s rock’n’roll and avant rock place par excellence. That’s where growingly acclaimed festivals like Barreiro Rocks and Out.Fest are manned every year by groups of young people who amongst themselves play in several bands, many of the times with almost the same line-ups. That’s the case of Los Santeros, three manic Mexican-wannabes playing surf rock, The Act-Ups, psych-garage, or Frango, a noisy experimental act. And if you’re into avant rock, you should check Os Loosers, fronted by Lux DJ and bassist-guitarist Tiago Miranda, who along people from Out.Fest also started Gala Drop, whose dub-infected grooves are being acclaimed everywhere (check out their self-titled debut record).

Communities like these help to describe the way most bands are born all around Lisbon. In fact, it’s just a small capital and everyone knows each other. Even if not, there’s always a friend of a friend. Everyone ends up at the same venues, like the Galeria Zé dos Bois (ZDB for short), MusicBox, Lux, Lounge, Bacalhoeiro, to name a few of the ever growing list of places where bands can play live in Lisbon. The development in the Lisbon music scene owes significantly to this increase and diversification of venues over the last 10 years. People from Lisbon, and from all around Portugal in a broader sense, have more places to play but, perhaps more important, they also have more places to learn from bands that come more and more from everywhere in the world, and more places to hang out, to discuss their methods and ideas, to form new projects with akin souls.

One of the most peculiar communities to rise recently in Lisbon comes out from the Baptist Christian Church grounds. FlorCaveira (SkullFlower) is the name of the religion meets rock movement which nowadays comprises almost 20 acts that have been gaining an increasing space in the radio waves, a territory that, believe it or not, has been uncharted waters for the most of the new Portuguese bands for several years. Amongst these acts, the most acclaimed are Os Pontos Negros (The Strokes’ kind of mainstream rock) and singer songwriters Tiago Guillul, B Fachada, Samuel Úria and Bruno Morgado. “The new wave of Portuguese rock”, as every newspaper is now calling it, also embraces the Amor Fúria label, whose acts, Os Golpes being the most celebrated, share stages regularly with those from FlorCaveira.

All these bands from this “new wave of Portuguese rock” sing in Portuguese, something that became out of fashion since the eighties wide explosion of rock. Apart from groups like Madredeus and some few other bands, mostly of them coming from outside Lisbon, shame of being Portuguese was the most striking anathema for Portuguese rock in the nineties. The nation was still suffering from years of enclosure from the outside world, and it was adhering to everything it could that came from abroad. And that also showed up in the music itself. But the times are changing again. A project like Dead Combo (electric guitar and doublebass only) does hold on to Ennio Morricone spaghetti western kind of landscapes, but there is a quite subtle inner feeling of Portuguese sound coming from it, tracing out to common memories like those left by the late great guitarist Carlos Paredes. Also Norberto Lobo, a young, celebrated, and crafted fingerpicker does bring something evoking Paredes. In a clearer way, groups like Deolinda, who take the Madredeus heritage to present days, and O’Questrada are also making people realize that Fado – or some of its essence – it’s not only sorrow. It can also mean partying; it can also mean dancing with a shinny happy smile.

Over the last years, Lisbon also became home sweet home for a growing community of European young people, mostly Spaniards and Italians, who also started to create interesting bands, like the Italian-Swiss Anonima Nuvolari, who play old Italian songs in a Pogues-ish way. In the same scene, Farra Fanfarra and Kumpania Algazarra take the fit of the Balkan brass bands to play the streets and parties everywhere around town. On the grounds of noise and experimental music, Mécanosphère is one band living in Lisbon and it’s mainly operated by French artists. Panda Bear, from Animal Collective fame, also lives in the city.

As a matter of fact, in the recent years, if not always in its history, Lisbon became home for many cultures. For instance, it’s common to cross by excellent players from the old African colonies (Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, …) who live in the city. Take Kimi Djabaté and Braima Galissá, for instance, from the young generation of “griots” from Guinea-Bissau to come by. Music from Africa and other continents is also present in some other interesting bands from Lisbon, like Terrakota or Cacique ’97, whose members gather up regularly along with those of Cool Hipnoise, a quite interesting and nearly veteran funk local band, to produce the most intense afrobeat party (every second Thursday of the month, at MusicBox, if you’re thinking dropping by).

I’ve been talking mostly of new bands from Lisbon. There are also, of course, the veteran ones, the mainstream rockers Xutos & Pontapés being the most celebrated one with a 30 year old career. Emerging from the eighties, the dadaists Pop Dell’Arte, one of the most interesting acts to arise in Lisbon, are still running up, playing gigs and recording tracks. From the nineties, there’s Hipnótica, who started with the trip hop explosion and evolved to a kind of post rock, post jazz stuff over which Wolfgang Schlögl of Sofa Surfers collaborated.

Two final namedrops for The Vicious Five, who started around in the hardcore underground, developing a faithful mass of fans ever since, and for Bypass, scholar post rockers who deserve to jump out borders anytime soon.

There are a lot of bands in Lisbon. A great lot of good bands, indeed. This is only a tiny shortlist. Many of them were ignored over the above lines, due to lack of remembering, due to lack of space, due to intention on not letting this grow to a mere namedropping. Still, the best way to know bands from Lisbon (and Portugal) is to stay for sometime in the city and to attend to the venues cited above whenever you can.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Música (actual) na TV

Há dias, na enxurrada de nostalgia que por aqui passou, muito se falou do Pop-Off, o programa produzido pela Latina Europa para a RTP, no início dos anos 90, e do seu papel de charneira na música moderna de então. Foi fundamental, especialmente num contexto em que não havia mais do que o canal estatal (a SIC abriria emissões já na recta final da vida do programa), podendo por aí captar mais facilmente a atenção dos interessados e daqueles que se vieram a interessar, à sua custa, pela música, pelas bandas que então por cá lutavam por visibilidade, pelos espaços e por todas as pequenas coisas que faziam esse complexo e vasto mundo da música em Portugal.
O fim do Pop-Off não significou, apesar de tudo, o fim da música -- ou, se quisermos, para sermos mais certeiros no assunto, daquelas músicas -- na televisão. Logo de seguida, houve o Vira o Vídeo, programa diário de videoclips apresentado por Xana, Henrique Amaro e Zé Pedro, que ajudou muitas bandas a saírem da garagem (os Lulu Blind, por exemplo) ou a saltarem para outro patamar no que diz respeito à atenção do público (os Mão Morta de "Budapeste"). Também com Henrique Amaro e, uma vez mais, na televisão estatal, houve, anos mais tarde, o Spray. Noutros canais, os novos canais de cabo, a produção nacional continuou a ter alguma visibilidade. Ainda recentemente, e novamente na televisão pública, houve um curioso programa (Quilómetro Zero) apresentado por J.P. Simões, em digressão pelas salas de ensaio de bandas espalhadas por esse país fora. Claro que nunca, por uma vez que fosse, se chegou a fazer a tangente ao nível de genialidade e criatividade a que o Pop-Off se elevou, mas será injusto dizer que não houve nada depois daquele.

Servem estas notas para introduzir uma nova aposta da RTP2, o Club Docs. Produzido pelo grupo de realizadores independentes Droid-I.D., em parelha com o Musicbox, o Club Docs vai ser um programa de 50 minutos sobre um artista ou grupo, tendo por base a gravação de um concerto, realizado naquele clube lisboeta, por onde se intercalarão entrevistas, imagens de arquivo e outros conteúdos alusivos ao sujeito de cada emissão. Para já, estão programadas cinco emissões, havendo o desejo de ir mais longe e de tornar o programa regular na grelha da RTP2. Os concertos que servirão de suporte às emissões realizam-se durante este mês e são os seguintes:

11 de Setembro - Nigga Poison
12 de Setembro - Terrakota
17 de Setembro - J.P.Simões
18 de Setembro - Micro Audio Waves
19 de Setembro - X-Wife

Os bilhetes custam 8€ e já estão à venda nos locais habituais.