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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (21 a 30)

21. Diplo @ Primavera (28/5)
Os puristas do rock nunca chamariam a isto um concerto. Deu para pular, deu para dançar, deu para fazer um festão pela noite dentro como poucas bandas conseguem fazer. Foi o quê, então? (Foi uma pena não ter conseguido ver Major Lazer...) VÍDEO

22. Lee 'Scratch' Perry @ Primavera (29/5)
Já começo a perder a conta ao número de vezes que vi o senhor Perry (e para o ano vai haver mais). Talvez, por isso mesmo, ele não fosse a opção mais óbvia no cartaz ultra-congestionado do Primavera, mas o destino prega partidas porreiras e esta foi uma delas. VÍDEO

23. Vitorino e Janita Salomé Com Grupo De Cantadores De Redondo @ FMM (28/7)
O Alentejo não seria o mesmo se não tivessemos os irmãos Salomé. E este foi um dos momentos mais bonitos, arrepiantes até, do FMM, que este ano inaugurou o slot no horário para o final de tarde no castelo (curiosamente, dois outros espectáculos que surgem mais abaixo, Kimi Djabaté e 34 Puñaladas, foram também à mesma hora, no mesmo espaço). VÍDEO

24. Kimi Djabaté @ FMM (30/7)
Já sabemos, mas ainda não somos muitos, que o Kimi Djabaté é um dos músicos maiores que connosco convivem. É grande nos discos, é grande nas actuações a solo, mas experimentem deixá-lo aparecer com a banda completa, incluindo o genial Galissá na kora. VÍDEO

25. Paus @ Churrasco (3/7)
Ok, foi um acontecimento. Churrasco para os amigos à porta da garagem onde a banda ensaia, bateria siamesa cá fora e, claro, uma apresentação dessa incrível máquina de ritmo com energia a rodos. E ainda há mais Paus nesta lista, mais acima.

26. Oquestrada @ Incrível Club (23/3)
Outros que abriram a porta de casa ao público. Ver os Oquestrada no Incrível, que os viu nascer, é uma experiência única.

27. 34 Puñaladas @ FMM (29/7)
Quem os viu e quem os vê. Cinco anos depois, os 34 Puñaladas voltaram a Sines, voltaram a dar um espectáculo ao fim de tarde, mas agora, numa formação mais reduzida, e com as guitarras e o tremendo calor da voz do Alejandro Guyot a darem ao tango a dignidade e a ousadia que realmente merece. VÍDEO

28. Lee Ranaldo & Rafael Toral @ ZDB (21/4)
Não é em qualquer noite de copos que esbarramos sem querer num Steve Shelley ou que vemos o seu parceiro Lee Ranaldo numa pequena sala cujos cantos conhecemos melhor que certas partes da nossa casa, mas, para lá do acontecimento social, e tal como nas vezes anteriores que este por cá passou a solo (Gulbenkian ou São Jorge, por exemplo), houve texturas e outras brincadeiras com a guitarra que nos fizeram subir à estratosfera da imaginação. VÍDEO

29. Pavement @ Primavera (27/5)
Eram o principal motivo para a romaria ao Primavera deste ano. E, mesmo que tudo o resto houvesse corrido mal, restar-nos-ia este belo momento. VÍDEO

30. Mission Of Burma @ ZDB (24/5)
Não saírem ofuscados pela actuação dos Shellac, na mesma noite, era missão quase impossível, mas foi magnífico ouvir "That's When I Reach For My Revolver" e outras por um trio de veteranos pelos quais não se sentiu a passagem da idade.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Shellac da Nort'América

Os Shellac não são uma banda. São um relógio suíço de frontispício em que, no lugar do cuco ou dos paisanos da aldeia surge um power trio clássico. São um metrónomo de três hastes, cada uma delas com um tique-taque sincronizado ao limite do absurdo, mais preciso que o relógio atómico de Greenwich. Eles nem se olham entre si quando acertam entre si as paragens, os arranques, as mudanças de tempos. E Steve Albini, como se tornou hábito dizer-se, é deus. E também é um óptimo guitarrista, que extrai da sua Travis Bean de alumínio o som rude, sujo e áspero do metal com que a maior parte de nós cresceu ao ouvir as bandas que Albini gravou e produziu ao longo das duas últimas décadas. E é ainda um poeta rock, em diferentes momentos do espectáculo, como em "The End of Radio". Nessas alturas, Albini pisa com toda a segurança o caminho de outros poetas americanos de palco como Patti Smith, Jim Morrison ou Jello Biafra. Mas Shellac não é só Albini. Bob Weston, que tem o sangue do hardcore de DC a correr pelas cordas do baixo, e Todd Trainer, um autêntico demónio na bateria (nota: não é figurativo), são as duas outras engrenagens do tal relógio suíço. O alinhamento teve vários pontos de contacto com o concerto do ano passado, no Primavera, e ainda mais terá certamente com o deste ano no mesmo local. Quem nunca passou pela experiência Shellac e na próxima sexta-feira, em Barcelona, se propuser a trocar parte dos Pixies ou dos The King Khan & BBQ Show, que tocam quase à mesma hora noutros palcos, não ficará seguramente a perder.
Assistiu-se, esta noite, a um dos maiores concertos deste ano. (Mission of Burma foi bom, óptimo até, mas depois do estrondo shellaquiano, fica-se com pouco para se dizer.)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quem se atreve a perder isto, hoje?





Hoje, na ZDB, a partir das 22h.
Como é que alguém no seu perfeito juízo se atreve a perder estes dois colossos do rock americano num cenário tão intimista (e tão sudorífero também) como o do aquário da ZDB?