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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Por falar em sobreposição de espectáculos...

Nem era preciso haver o festival de Dezembro a forçar o conceito. Ele já acontece por razões naturais:

Por exemplo, na sexta-feira, como é que alguém que goste de ver um bom intérprete de guitarra dedilhada, na escola do "primitivismo americano" de Fahey, vai decidir entre o Ben Chasny, dito Six Organs of Admittance, na Caixa Económica Operária, ou o miúdo maravilha inglês James Blackshaw, na ZDB? Bom, no primeiro caso, há sempre a hipótese de ver a estreia dos Wooden Shjips ou o regresso dos Sic Alps, assim como na segunda há o bónus dos portugueses München. A escolha não é fácil e ainda por cima invalida a deslocação ao Musicbox para rever o one-man-band [D-66] e os barreirenses Act-Ups, naquela que será a noite de apresentação do Barreiro Rocks. Se quisermos ser quadrados o suficiente, diríamos que não é exactamente o mesmo tipo de público... Ou é?

Avancemos uma semana e dois dias, para chegar ao Domingo, 16. No Lounge, há Radar Bros. No Maxime, há Beach House e Jana Hunter. Ok, dois nomes importantes do slowcore dos últimos anos e só vamos poder ver um. A entrada é gratuita no caso dos Radar Bros. Boa. Mas os Beach House até chamam mais e vêm acompanhados da Jana Hunter. E agora? E é um domingo, senhores.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vem aí a MONSTRA

Está aí às portas a sétima edição do MONSTRA, Festival de Animação de Lisboa, com muito cinema de animação para ser visto entre 8 e 18 de Maio, em espaços como o Teatro Maria Matos, o Cinema São Jorge, o Cinema King ou o Museu do Oriente. A programação é bastante extensa e inclui uma retrospectiva da cinematografia inglesa (desde os pioneiros aos estúdios Aardman), a secção de competição de curtas-metragens (depois das longas-metragens do ano passado) e programas infantis e juvenis, entre muitas outras actividades.
Na próxima quinta-feira, a abertura do festival vai ser feita com um espectáculo encomendado ao duo Ela-Não-É-Francesa-Ele-Não-É-Espanhol, que desta vez terá um nome ainda mais comprido (junte-se "...Mas-Ele-É-Inglês"), em virtude da colaboração ao vivo com o realizador Thomas Hicks. Vai ser no Maria Matos e começa às 21h30. Nos outros dias, haverá concertos de Rubber Soul Project (dia 9), de München e JP Simões (dia 10) e do Ensemble JER (dia 16). Estão também previstas diversas sessões de giradisquismo no café do Maria Matos.
Para mais informações, é favor visitar o www.monstrafestival.com

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Acorda!

Henrique Amaro teve a ideia e a Cobra, editora ligada a elementos dos Mão Morta, levou-a avante. Sessenta temas em formato mp3, gravados por trinta bandas portuguesas sem edição -- ou apenas com edições de autor ou através de editoras independentes -- fazem parte da colectânea "Acorda!". O objectivo é, claro, a divulgação da música portuguesa, mas há mais: todos os autores abdicaram dos seus direitos e, por cada disco vendido, o Instituto Português de Oncologia recebe 5 euros que ajudarão o serviço de pediatria do hospital.
Bandas participantes: Ovo + The Weatherman + Spartak! + Buraka Som Sistema + Nigga Poison + Vicious 5 + Linda Martini + Dead Combo + Old Jerusalem + Cacique 97 + Tora Tora Big Band +Sativa + Kumpánia Algazarra + Freddy Locks + Coca o F.S.M. + Mazgani + Nuno Prata + 2008 + Rock Group Tiger + Sizo + Fat Freddy + Partisan Seed + Houdini Blues + Rocky Marsiano + Sagas + Camarão & Dk + O Projecto é Grave! + SP/Wilson + Sir Scratch +Soma + Micro Audio Waves + Nicorette + 1 Uik Project + Cartell 70 + One Sun Tribe + SAMP +Gaia Beat + The Ultimate Architects + Novembro +Frequency +Electric Willow + The Soaked Lamb + Munchen + The Boy With the Broken Leg + Genius Loki + Hiena + Green Machine + Tatsumaki + Orangotang + Monstro Mau + L ? Hyo + Woman in Panic + Alex Fx + Erro! + Gnu + At Freddy´s House + Veados com Fome + Intermission + Oddawn + StereoBoy

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Sines histórico

A 6ª edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines fica marcada na História a letras bem carregadas. O melhor cartaz de sempre (e não houve um mau concerto), o concerto do século (Tom Zé, ora) e um conjunto agradável de acções paralelas aos espectáculos do castelo.

Quinta-feira
À tarde, o ambiente no backstage era castiço. Aos poucos e poucos iam chegando os grupos de cante alentejano e demais músicos que acompanhariam à noite a Ronda dos Quatro Caminhos em palco (seriam mais de uma centena de elementos), afirmando o alentejano como língua oficial e espalhando a boa disposição por aqueles lados. De polaco ainda nada se ouvia, pois os Warsaw Village Band tinham perdido o voo para Portugal. Um percalço que não veio manchar a actuação explosiva do grupo ao fim da noite. Se a comparação é permitida, os Hednignarna dicilmente fariam melhor. Do lado dos alentejanos ficou a ideia que os grupos corais ali estavam apenas para fazer boneco.
Notas: Ronda dos Quatro Caminhos (6,5/10), Warsaw Village Band (9,5/10)

Sexta-feira
É o grande dia do festival. As dezenas de pessoas que encheram a capela da Misericórdia para ouvir Tom Zé na sua "conferência-de-não-conferencista" e os cinco ou seis milhares que assistiram ao seu concerto dificilmente terão abandonado Sines com opinião diferente. Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda. O único senão desta sexta-feira esteve nas condições sonoras dos espectáculos, com volumes demasiado baixos para se poder assistir aos concertos noutros pontos do castelo que não as primeiras filas em frente ao palco, algo que já não se veria ou, melhor, ouviria no último dia. Talvez por isso tenha sido tão frio o concerto da grega Savina Yanatou. Talvez por isso as opiniões se dividam em relação ao espectáculo de jazz meets caraíbas de David Murray e Pharoah Sanders. Mas tanto num como noutro espectáculo houve momentos particularmente interessantes.
Notas: Savina Yannatou (7/10), David Murray e Pharoah Sanders (8/10), Tom Zé (10/10)
(Ah, dão-se alvíssaras às equipas de imagem que gravaram o Tom Zé tanto na capela como em palco...)

Sábado
A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco. A bela Rokia Traoré trouxe a sua revisão aos sons dos griots do Mali e para o fim um Femi Kuti em grande forma.
Notas: Septeto Roberto Juan Rodriguez (9,5/10), Rokia Traoré (7,5/10), Femi Kuti (8,5/10)

Concertos e outras actividades paralelas
Destaque para o concerto de Vítor Gama/Pangeia Instrumentos (9/10), na capela, local onde ainda tocaram os München (o apelo ao descanso, à cerveja, a uma cartada, etc., foi mais forte). No palco secundário, junto à praia, houve também bons concertos, com realce para as "kusturicadas" dos alemães Di Grine Kuzine (6,5/10) e dos portugueses Nike Ensemble (7/10). No sábado ainda tocaram os luso-cabo-verdianos Refilon (5,5/10), antes da sessão de giradisquismo a meias entre o escriba e o grande Mário Dias, que durou até às... 8 e tal da manhã!