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terça-feira, 30 de junho de 2015

100 do FMM (até ver), do 71 ao 80


71. KONONO NO.1 (RD Congo)
praia, 30/jul/2005

72. KIMI DJABATÉ (Guiné-Bissau)
Castelo, 30/jul/2010::vídeo::
"Já sabemos, mas ainda não somos muitos, que o Kimi Djabaté é um dos músicos maiores que connosco convivem. É grande nos discos, é grande nas actuações a solo, mas experimentem deixá-lo aparecer com a banda completa, incluindo o genial Galissá na kora."

73. MORIARTY (EUA)
Centro de Artes, 22/jul/2008::vídeo::

74. WALDEMAR BASTOS (Angola)
Castelo, 23/jul/2008::vídeo::

75. SILVÉRIO PESSOA (Brasil)
praia, 24/jul/2008::vídeo::

76. TARAF DE HAÏDOUKS (Roma / Roménia)
Castelo, 0/jul/2001

77. KTU (Finlândia / EUA)
Castelo, 25/jul/2008::vídeo::
"Virtuosos de outro planeta. (…) Qualquer um dos KTU."

78. WIMME (Lapónia)
praia, 29/jul/2010::vídeo::
"Há mais de dez anos que ansiava por um concerto dele por cá e nunca imaginei que fosse tão bem recebido como foi ali em Sines, no palco da praia, ao fim da tarde, para uma música que se imagina nas montanhas, no frio."

79. HANGGAI (China)
Castelo, 23/jul/2009
"Calhou termos assistido ao concerto dos chineses Hanggai ao lado um do outro e o Manuel foi aproveitando os intervalos para discutir algumas ideias interessantes. A que mais guardei prendia-se com a curiosidade de o canto gutural (ou próximo de gutural), algo que os Hanggai transportam para o seu universo rock, se ter desenvolvido em pontos diversos do mundo com uma característica comum: áreas pouco densamente povoadas. (texto completo, "Músicas Universais e Paralelas", aqui.)"

80. UXÍA (Galiza / Portugal / Guiné-Bissau)
Castelo, 22/jul/2009::vídeo::

sexta-feira, 6 de março de 2015

Konono mais Batida e nós temos a sorte de sermos os primeiros a ver o resultado

Uns, os congoleses Konono Nº1, andavam há décadas a tocar pelas ruas de Kinshasa com likembes eletrificadas (*) e sistemas de som rudimentares. Explodiram para o mundo há 10 anos, com a aposta da Crammed, em "Congotronics". Hoje tocam em toda a espécie de festivais, são convidados por gente como Björk ou Herbie Hancock, ganham prémios. Passaram por cá para o FMM de Sines (em 2006 e em 2011, nesta última para um espetáculo coletivo especial com malta dos Kasaï All Stars, Deerhoof e outros) e para uma noite inesquecível em que festejámos o aniversário da ZBD nos jardins do Museu de Arte Natural, em 2009.

Os outros, os Batida, projeto conduzido pelo luso-angolano Pedro Coquenão, tornaram-se finalmente viajantes de primeira classe do circuito europeu da world beat, desde que a Soundway neles apostou com a reedição internacional do primeiro álbum e, já mais recentemente, a edição do segundo.

Hoje, no Lux, e amanhã o Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, vamos poder ver o que resulta da junção dos dois projetos. Pedro Coquenão esteve a produzir aquele que será o próximo álbum dos Konono nº1 e é nestes palcos que uns e outros vão unir esforços e mostrar o que se passou no estúdio que se vai passar pelos palcos desse mundo fora. Os bilhetes custam 15€, no LUX, e 10€, no TAGV.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Konono nº 1 e... Batida?

Pois assim parece. Os congoleses Konono nº1, o grupo de músicos das ruas de Kinshasa que a Crammed ajudou a rebentar por esse mundo fora com o revolucionário "Congotronics", estão a trabalhar com Pedro Coquenão, o senhor Batida. Vem aí álbum e concertos, já muito em breve.
Aguardemos novidades!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

10 anos, 10 concertos

São 10 anos de muitos concertos, estes últimos. Entre perto de dois milhares de espetáculos, eis dez favoritos:

10. AMADOU & MARIAM @ Grande Auditório da Gulbenkian
18 de novembro de 2012
"Se podes ouvir, escuta. Se podes escutar, repara. A citação de Saramago ao "Livro dos Conselhos" não é bem esta, mas assim ajusta-se bem a "Eclipse", o espetáculo que o casal Amadou & Mariam trouxe ontem ao Grande Auditório da Gulbenkian. Um espetáculo que prometia uma experiência multissensorial única, vedado que estava o sentido da visão de se distrair (a sala foi mergulhada durante quase todo o concerto na completa escuridão), deixando livres a audição para a música e os sons ambientes da história subjacente, o olfato para os odores de África e a perceção da temperatura que foi oscilando ao longo do concerto. (...) sentimo-nos felizes por nos terem deixado experimentar o bom que é reparar no que escutamos."


9. SWANS @ Aula Magna
9 de abril de 2011
"Quantas bandas viram vocês que, regressadas ao ativo, gravam um disco tremendo como "My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky", dão concertos tão intensos como o de ontem, onde tocam versões demolidoras de temas antigos, com a segurança perfeita de um relógio suíço, e ainda... surpreendem com dois temas inéditos?"




8. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ Teatro Viriato
15 de junho de 2007
"(...) Se os Mão Morta não tivessem nascido em Braga, mas sim em Pernambuco, na pequena cidade de Arco Verde, talvez tivessem sido como o Cordel. E se Adolfo Lúxuria Canibal não crescesse a ler Lautréamont ou outros autores malditos e tivesse os poemas de cordel do interior brasileiro na mesinha de cabeceira, talvez tivesse sido Lirinha, figura epicêntrica deste abalo de terras que dá pelo nome de Cordel do Fogo Encantado. Foi melhor que em Sines? Foi sim, embora não consiga sequer explicar como é que isso ainda pôde ser possível."


7. DIRTY THREE @ Lux
2 de junho de 2007
"(...) é sobre o violino de Warren Ellis que acaba por recair, na maior parte das vezes, a atenção. Ele não fez um pacto com o diabo. Ele é mesmo o diabo. Não que seja o mais virtuoso dos violinistas. (...) Ellis é o 'fiddler' que anima uma tasca barulhenta algures no meio do deserto australiano, acompanhado de bouzukis num numa aldeia grega, musicando lendas de lobos algures na Europa de Leste. E ainda tem a lata de tirar feedbacks do instrumento. O concerto desta noite conseguiu ser, por diversos momentos, e não se tenha pejo em usar a palavra quando ela deve ser efectivamente usada, epifânico. Foi a celebração plena daquilo que a música consegue por vezes produzir ao vivo: um rapto violento da consciência do ouvinte (e tão bem que sabe fechar os olhos e facilitar essa captura) para uma terra de ninguém, onde se experimentam sensações que só algumas drogas poderão produzir."




6. CONGOTRONICS VS. ROCKERS @ FMM Sines (Castelo)
23 de julho de 2011
"Intenso, esgotante. Talvez o melhor concerto que alguma vez o FMM acolheu."




5. KONONO n.º 1 @ Museu de História Natural
4 de julho de 2009
"Totalmente poderosos. A 'orquestra folclórica toda poderosa Konono nº1 de Mingiedi' voltou a mostrar por cá por que é cada vez mais famosa, por que é que o Congo está de volta ao mapa da música reconhecida pelo Ocidente, depois do soukous e kwassa kwassa dos anos 80. (...) Dança-se -- mesmo o pé de chumbo mais empedernido -- como se não houvesse amanhã."




4. DAMO SUZUKI NETWORK @ ZDB
19 de julho de 2004
"(...) A 'comunicação' tinha acontecido e, ao fim da noite, entendia-se melhor o que Damo antes explicava acerca da sua forma de ver a música. Afinal, não se tratava de meros símbolos, de meras teorias de 'proggie'. Era mesmo a música a assumir o seu mais ancestral desígnio, amplamente disseminado pelas civilizações desde a idade da pedra. Magnífica comunhão de espaço e tempo."


3. TOM ZÉ @ FMM Sines (Castelo)
30 de julho de 2004
"(...) Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda."


2. AKRON/FAMILY @ MusicBox
22 de abril de 2007
"(...) como não haveremos nós de reagir perante tipos simples e humildes que tocam bem e suam em palco (conseguido com que a plateia os acompanhe nessa missão), enquanto esticam os limites da imaginação melómana ao jogarem os Can e os Faust com a free folk marada norte-americana, as polifonias do gospel com as polifonias das guitarras?"


1. NEIL YOUNG @ Alive
12 de julho de 2008
"(...) Não é uma banda nova que promete vir a revolucionar a música e que provavelmente estará esquecida daqui a poucos anos. E também não é (só) uma lenda que está ali em palco. É, genuinamente, um músico vivo e transbordante de energia que, à frente da sua banda, mostra, quase como se fosse a primeira vez que o fizesse, uma pequena parte de um reportório tão rico que devia ser património mundial da UNESCO."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Os congotrónicos e os indies no FMM (Konono, Kasaï, Deerhoof, Juana Molina, e muitos outros)!

Serão 10 mais 10 em palco. 10 congoleses, provenientes de projectos como os Konono nº1 e Kasaï All Stars e 10 outros provenientes da música independente dos EUA e da Europa e integrantes de projectos como Deerhoof, Skeletons, Wildbirds & Peacedrums, e ainda Juana Molina e talvez a simpática Micachu. 20 músicos, ao todo. E a tocarem em conjunto. A digressão com que a Crammed vai celebrar o seu 30º aniversário, é a primeira novidade do FMM Sines 2011. Vai ser a 23 de Julho, no primeiro dos dois fins-de-semana que constituem a programação do festival deste ano.

A digressão "Congotronics vs Rockers" representa o passo seguinte depois da edição aventurosa da Crammed, em Novembro do ano passado, com o título "Tradi-mods vs. Rockers", que reuniu estes e outros artistas, da qual aqui foi feito eco.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quando se alinham planetas de galáxias diferentes, tudo pode acontecer

A Crammed continua a explorar (e ainda bem) o seu filão congotrónico. A mais recente novidade explosiva da editora belga tem esta capa:



Foi ontem lançado e é um álbum duplo que reúne nomes como Deerhoof, Animal Collective, Micachu, entre muitos outros, a reinterpretarem o catálogo congotrónico da Crammed (Konono nº1, Kasaï Allstars, etc.). Eis o alinhamento completo:

1. DEERHOOF vs KASAI ALLSTARS : Travel Broadens The Mind
2. ANIMAL COLLECTIVE vs KASAI ALLSTARS : Quick as White
3. ANDREW BIRD vs KONONO N°1 & SOBANZA MIMANISA : Ohnono/Kiwembo
4. TUSSLE vs KONONO N°1 : Soft Crush
5. GLENN KOTCHE vs KONONO N°1 : Traducteur de transmission
6. LONELY DRIFTER KAREN vs KASAI ALLSTARS : Hunting on the Moon
7. JHEREK BISCHOFF vs KONONO N°1 : Kule Kule (Orchestral Version)
8. WOOM vs KASAI ALLSTARS : Enter The Chief
9. JUANA MOLINA vs KASAI ALLSTARS: Hoy supe que viajas
10. MARK ERNESTUS vs KONONO N°1 : Masikulu Dub
11. SKELETONS vs SOBANZA MIMANISA : Kiwembo/Unstuck
12. JOLIE HOLLAND & JOEL HAMILTON vs KASAI ALLSTARS : Nyeka Nyeka
13. AKSAK MABOUL vs KASAI ALLSTARS : Land DisputeDISC 2

1. SHACKLETON vs KASAI ALLSTARS : Mukuba Special
2. HOQUETS vs KONONO N°1 : Likembes
3. MICACHU & THE SHApES vs KONONO N°1 : NO.K
4. MEGAFAUN vs KISANzI KONGO : Conjugal Mirage
5. AU vs MASANKA SANKAYI : Two Labors
6. ALLA vs BASOKIN : Mulu(me)
7. BEAR BONES, LAY LOW vs KONONO N°1 : Kuletronics
8. BURNT FRIEDMAN vs KONONO N°1 : Rubaczech
9. ONEIDA vs KONONO N°1 : Nombre 1!
10. OpTIMO vs KONONO N°1 : Wumbanzanga
11. BASS CLEF vs KASAI ALLSTARS : The Incident At Mbuji-Mayi
12. EYE vs KONONO N°1 : Konono Wa Wa Wa
13. SYLVAIN CHAUVEAU vs KONONO N°1 : Makembe

O primeiro single do álbum, com a versão dos Deerhoof, está disponível para descarga gratuita no site da Crammed. Mais informações aqui.

sábado, 17 de abril de 2010

E, já agora, também sobre a celebração do objecto

Por trás da celebração das lojas de discos, naturalmente se esconde a celebração do próprio objecto que naquelas é transaccionado, consultado, discutido, admirado. A esse propósito, veja-se, por exemplo, esta edição luxuosa que a editora belga Crammed acabou de lançar:




Congotronics Vinyl Box Set


Imaginem que, sob este aspecto deslumbrante, se podem encontrar:
- O primeiro álbum dos Konono nº1, "Congotronics";
- O segundo álbum, a editar em breve, dos mesmos Konono nº1, "Assume Crash Position" (LP duplo);
- A compilação "Congotronics 2";
- O álbum dos Staff Benda Bilili, "Très Très Fort", uma das grandes obras primas lançadas no ano passado (e que vamos poder assistir ao vivo no próximo FMM Sines);
- O álbum dos Kasaï Allstars, "In The 7th Moon, The Chief Turned Into A Swimming Fish And Ate The Head Of His Enemy By Magic";
- Um livro de fotografias tiradas em Kinshasa sobre toda a cena "Congotronics";
- Uma pen de 2GB com nove vídeos e mp3s de todos os cinco álbuns aqui incluídos;
- Um sete polegadas com faixas inéditas dos Kasaï Allstars, uma das quais com a colaboração dos norte-americanos... Akron/Family!

Ufa. Até dói.
Tudo isto por 80 libras (para já, em pré-compra durante quatro semanas) e com entrega para o final do mês de Junho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Wumbanzanga

É o primeiro tema que podemos escutar de "Assume Crash Position", o novo álbum dos Konono nº1, cuja saída está prevista para o início de Junho, na Crammed, e está disponível para descarga livre na Rolling Stone.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #8

8. KONONO Nº1 @ MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL
4 de Julho de 2009
Espécie de reportagem de então: "Totalmente poderosos. A 'orquestra folclórica toda poderosa Konono nº1 de Mingiedi' voltou a mostrar por cá por que é cada vez mais famosa, por que é que o Congo está de volta ao mapa da música reconhecida pelo Ocidente, depois do soukous e kwassa kwassa dos anos 80. Já o tinham deixado bem claro em Sines, há três anos, mas na noite de ontem conseguiram ir ainda mais longe, tocar mais fundo nos cérebros e corpos de centenas de pessoas que se entregaram ao baile 'congotrónico' por ocasião da festa de aniversário da ZDB nos arruamentos do Museu de História Natural. Não é fácil descrever este poder 'congotrónico', que para sempre ficará associado aos Konono, a quem nunca os viu ao vivo. Há temas que se prolongam e conduzem a estados de autêntico transe, no desenvolvimento dos ritmos minimais produzidos pelo veterano e fundador Mawangu Mingiedi. As mbiras (ou likembés) electrificadas e distorcidas, quando entram, criam momentos de euforia que não encontramos noutras músicas de dança. Dança-se -- mesmo o pé de chumbo mais empedernido -- como se não houvesse amanhã. (...)".

domingo, 5 de julho de 2009

Tout puissant

Totalmente poderosos. A "orquestra folclórica toda poderosa Konono nº1 de Mingiedi" voltou a mostrar por cá por que é cada vez mais famosa, por que é que o Congo está de volta ao mapa da música reconhecida pelo Ocidente, depois do soukous e kwassa kwassa dos anos 80. Já o tinham deixado bem claro em Sines, há três anos, mas na noite de ontem conseguiram ir ainda mais longe, tocar mais fundo nos cérebros e corpos de centenas de pessoas que se entregaram ao baile "congotrónico" por ocasião da festa de aniversário da ZDB nos arruamentos do Museu de História Natural.
Não é fácil descrever este poder "congotrónico", que para sempre ficará associado aos Konono, a quem nunca os viu ao vivo. Há temas que se prolongam e conduzem a estados de autêntico transe, no desenvolvimento dos ritmos minimais produzidos pelo veterano e fundador Mawangu Mingiedi. As mbiras (ou likembés) electrificadas e distorcidas, quando entram, criam momentos de euforia que não encontramos noutras músicas de dança. Dança-se -- mesmo o pé de chumbo mais empedernido -- como se não houvesse amanhã.
Concerto do ano, até ver, e um 10/10 sem espinhas, se isso ajudar a explicar o quão bom foi (e eu a pensar que, depois da epifania com o Neil Young, no ano passado, ia demorar eternidades a voltar a ter uma experiência destas...).

Alguém gravou no telemóvel os primeiros oito minutos do espectáculo (obrigado, Nuno). A qualidade da captação não ajuda, mas ainda assim dá para perceber parte do furor da noite de ontem:

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quinze anos, mas já faz aniversários de gente grande

Já se sabia que os Konono nº1 iam voltar a Portugal neste início de Julho, e que Lisboa teria uma das datas (sendo que no Porto vão ao Mestiço), só não se sabia onde e em que contexto. A ocasião é o 15º aniversário da Galeria Zé dos Bois, que este ano terá lugar ao ar livre, no Museu Nacional de História Natural, no dia 4 de Julho. E há mais além dos Konono.

Também proveniente de África, vai estar presente o Guiné All Stars, um colectivo de músicos que habitualmente passam pela ZDB e que foi especialmente seleccionado para esta noite de aniversário: Kimi Djabaté (voz, balafon e guitarra acústica), Maio Coopé (voz, cabaça, m'bira e percussões), N'Dara Sumano (voz), Braima Galissá (kora), Sadjo (guitarra eléctrica) e Gelajo Sane (percussão).

Da Not Not Fun, editora de Los Angeles pela qual os Loosers já chegaram a gravar, vêm dois projectos, Pocahaunted e, de um colaborador regular destes, Sun Araw.

A festa começa às 19h e os bilhetes custam 10€, se comprados antecipadamente na Flur, na Louie ou na ZDB, ou 12€, se comprados no próprio dia.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Regressos a ter em conta na agenda

As Crónicas da Terra dão algumas novidades importantes:

1. Os Konono nº1 parecem estar mesmo de volta, com vistos passados, ou seja, com a garantia que desta vez a coisa não falha. Há datas marcadas para a Casa da Música (dia 2 de Julho), Torres Novas (3 de Julho) e para Lisboa (algures entre 31 de Julho e 2 de Agosto, provavelmente no CCB) - ver notícia.

2. De volta a Sines, e um ano depois de um belo convívio na Póvoa de Varzim, estão os finlandeses Alamaailman Vasarat, que se encontram com novo álbum gravado. Os "martelos do subterrâneo" vão invadir o Castelo de Sines no dia 25, o último dia do FMM, o que significa que o cartaz do castelo, para esta noite, estará já preenchido, juntamente com os nomes de Lee "Scratch" Perry e de James "Blood" Ulmer. Ver notícia.

3. Finalmente, registe-se o regresso do mestre libanês do alaúde, Rabih Abou-Khalil, que se junta uma vez mais ao fadista português Ricardo Ribeiro, com o qual gravou o álbum "Em Português", desta vez por ocasião de um festival, o "Tocar de Ouvido", que Évora recebe entre 18 e 20 de Junho e que contará ainda com Dazkarieh, Sara Tavares, A Barca (Brasil), Leilia (Galiza) e Kepa Junkera (País Basco). Ver notícia.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Brancos a tocarem música de pretos?

O meu bom amigo Carlos mandou-me este artigo do Alex Minoff, dos Extra Golden (e dos Weird War, dos Golden, dos Make-up e, uff, dos Six Finger Sattelite), colectivo americano-queniano que se encontra actualmente em Portugal, prevendo-se para amanhã noite de arromba na ZDB, alguns dias depois do espectáculo oferecido ao público do Mestiço, na Casa da Música. No artigo, Minoff aborda, não só no caso dos Extra Golden como num contexo mais global, a questão da autenticidade, da mistura da música africana com o rock, dos Toubab Krewe (grupo de música africana composto por americanos, a não perder na edição deste ano do FMM), das inovações dos Konono no.1, enfim, de mestiçagens e de racismos. O texto foi originalmente publicado na revista MungBeing (cujo site se encontra, aparentemente, inacessível). Já agora, parte disto faz-me lembrar a magnífica citação do compositor Gustav Mahler que o camarada António Pires tem no seu Raízes & Antenas: "A tradição é a transmissão do fogo e não a veneração das cinzas".

Extra Golden is a musical group consisting of two Americans (myself and Ian Eagleson) and two Kenyans (Opiyo Bilongo and Onyango Wuod Omari). The story of our formation is well-documented in other places, so I won't go into it here. The issue of how four musicians from such disparate economic and cultural backgrounds are able to create sounds sympathetic to each other's ears doesn't matter now. Instead, what I hope to address are the questions of Authenticity that relate to Extra Golden and our audience, as well as the general presentation of, and critical approach to, African music.

One of the most frequent questions asked of me is: "How do Africans react when they see a couple of white guys up on stage playing African music?" This is really just a coded way of asking, "Do they think you're fake or do they accept you as one of them?"

When I'm asked this question I usually explain that, at first, the Kenyans in the audience express a friendly disbelief, a sort of "I gotta see this!" mentality. But, after a few moments, any skepticism disappears, and they quickly revert to what they are there to do in the first place - have fun. That, of course, is the goal of the band. However, it is also the goal of the audience, which is why you'll never find a patron at a Kenyan bar watching the band from a distance with their arms folded, scratching their chin.

But there is more to this question than meets the ear. To a lot of people, nothing oozes Authenticity more than a couple of poor, African musicians ("These guys are the real deal, man!"). There is a subtle racism at work here, presupposing some sort of initiation into a mystical cult of Africanness, which would explain why I've never been asked, "How do Americans react when they see a couple of Africans playing rock music?"

Questions of Authenticity also arise when it comes to language. On our upcoming record, Hera Ma Nono, all four members of Extra Golden sing in English, Luo and Swahili. This raises all sorts of red flags with studious, world music types, and a recent review of a group called Toubab Krewe illuminates this point.

Toubab Krewe is a quintet from North Carolina who perform songs from the West African repertoire, incorporating the indigenous instruments of the region (kora, kamelengoni, etc.). They honed these difficult skills through various trips to Mali, Guinea and the Ivory Coast. This hard work is not lost on the critic, who compliments the group for the results of their travails. However, an interesting comment is added at the end of the review:

"The decision to include no singing on the album was both brave and wise. When Americans add English lyrics to African music, or sing in African languages, a line is crossed and a whole new set of compromises must be breached."

I am wondering about this. Earlier, the critic notes that Toubab Krewe, "have made this music their own with inventive, natural sounding arrangements that never lag or fall back on clichés." What is it about singing that would make Toubab Krewe's efforts inauthentic? The irony, of course, is that this group is performing using the instruments and songs of cultures far removed from their own.

It would be easy for a cynic to label them inauthentic without ever hearing a note. Yet, to this critic, the line between authenticity and inauthenticity is a lyrical one. What is it about the voice that makes it sonically more expressive than a guitar or kamelengoni? More important than a drum?

In Extra Golden, everybody sings together because we are a team. Sound is the most important thing, and everybody knows a chorus sounds better with four voices rather than two, no matter what language it is - it is called a chorus after all! (A quick sidenote: English happens to be an official language, not only of Kenya, but of such world music titans as Nigeria and Ghana, too.) To me, only allowing vocals to be sung by native speakers would be the real "compromise". Would it be a problem for me to sing in French? Probably not. This point of view is consistent with the one that exoticizes the African musician as possessing some form of inherent purity or Authenticity, ignoring the fact that most would put a bagpipe solo on their record in exchange for a new set of guitar strings!

So, does Extra Golden stand any real chance of being considered "authentic"? Well, if the above sentiments are any indication, then the answer would have to be a resounding "NO". Of course, these assumptions, and what they imply, would mean that nothing really could be. Too often, Authenticity is really just a synonym for cultural ignorance or misunderstanding. Fodeba Keita, who almost single-handedly modernized (inauthenticated?) Guinean music in the 1950s and 1960s, asked:

"How often do we hear the word authentic used here, there, and everywhere to describe folkloric performances? Come to the point! Authentic compared to what? To a more or less false idea which one has conceived about the sensational primitiveness of Africa?"

In coveting what is essentially a colonialist's concept of foreign cultures, Authenticity discourages innovation. In its place is a preference for stasis or genre music. Even though Africa contains thousands of cultures, each with their own unique traditions, it is much easier to understand a continent of aural oddities populated with half-naked men creating rhythmic cacophony. In fact, when I explain to people that I play with African musicians, the typical response is: "So you guys have a bunch of drums?"

Lost in all of these discussions are the musicians themselves. I can confidently say that, for the African half of Extra Golden, music is a true passion - however, it is also a job. This point cannot be emphasized enough, especially as it is ultimately the determining factor behind most decisions. Authenticity can be a diverting topic for scholars to kick about, but for the working African musician economics will usually defeat academics.

No finer example of economics factoring into the lives of African musicians (only to be misunderstood by Western critics) exists than the Congolese group Konono No. 1. Founded almost 30 years ago, Konono play a form of traditional Bazombo music that features several likembes (thumb pianos). In order to compete with the urban noise pollution of Kinshasa, the group devised their own collection of microphones and amplifiers built from spare auto parts and the like. This helped create a unique sound but also, more importantly, kept the group working feverishly. It also allowed the band to gain exposure in Europe, where their inventiveness earned them the dubious classification of "Afro-punk". While it has undoubtedly done wonders for the group's wallets, this odious appellation is condescending and confused, representative of commercial considerations and unrealistic expectations.

If a rock group from Atlanta or Amsterdam built their own amplification system, as Konono did, then they might be acting in the DIY spirit often equated with the "punk" movement. This implies a choice. Could they have opted for a complete backline of vintage Fender tube amplifiers? Yes, but they made a conscious decision about their own identity by going against the perceived mainstream. Many Western groups define themselves through decisions like this, their music a decorative afterthought. Konono, like most African groups, did not have the luxury of this kind of fashionable declaration. For them, the choice was get louder or lose business. Konono did what they had to do, and Western critics have placed them at the forefront of a punk/industrial/trance/experimental/electronica movement for it. Won't they be surprised!?!

Before I conclude, I must mention something that has been playing around in my head ever since I started contemplating the Authenticity issue. Almost a decade before they became the Hollywood cocaine consorts of Stevie Nicks and Lindsey Buckingham, Fleetwood Mac were a rocking, British band led by the incomparable Peter Green. They specialized in faithful renditions of the blues, exactly the sort of formulaic genre music that proponents of Authenticity tend to champion. Of course, until the sixties, blues had generally been the exclusive domain of African-American musicians. In this writer's opinion, Fleetwood Mac's first couple of records stand as some of the finest recordings of blues music of the decade - from either side of the Atlantic. While the idea of "British Blues" has always ruffled the feathers of true blues purists, anyone who has spent January in Birmingham (Midlands, not Alabama) can surely sympathize.

Somewhere around 1968, Peter Green seemed to decide that a purely blues template was becoming a bit limiting. He started to incorporate elements of pop, rock and even African music into the group's work, culminating in one of the greatest albums of the decade, 1969's Then Play On. Hints of Green's boredom with the blues could be found on the single "Albatross", an astonishingly beautiful instrumental paean to the ambient resplendence of the guitar, released a mere eight months before what would be his last LP as a member of the group. The song was a huge success in England reaching #1 on the charts in February of that year.

Why do I mention all of this? On Samba Gaye, his 1997 collaboration with wife Djanka, Guinean guitarist Sekou Diabate Bembeya recorded his own version of Peter Green's "Albatross". While most critics reviled it as "tasteless" and "inauthentic", one could imagine Diamond Fingers (one of the many sobriquets Diabate's sparkling guitar work has earned him over the years) revelling in it, perhaps eliciting one of his trademark laughs that pepper the album. You see, Mr. Diabate gets it. The question shouldn't be is it Authentic, but, rather, is it good?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Porto ou Loulé?

Nos próximos dias, Portugal acolhe dois festivais com cartazes de se lhes tirar o chapéu. No Porto, na Casa da Música, decorre o Festival de Mestiço. 449 quilómetros mais a Sul, há o MED de Loulé. Vejamos o cartaz de cada um, dia a dia (para a programação mais detalhada, principalmente no que diz respeito ao MED, cujo cartaz é particularmente extenso, o melhor é consultar o site oficial):

Quarta-feira, dia 25
O MED antecipa-se ao Mestiço e amanhã já há música na cidade algarvia, com os seis palcos do festival a oferecerem propostas diversas, desde a pop gourmet dos franceses Caravan Palace às tradições de Madagáscar, com os Kilema, ou o flamenco da espanhola La Shica. Um dos destaques da noite vai para os israelitas Balkan Beat Box, que, ao longo dos últimos anos, têm trazido os ritmos ciganos para a pista de dança. E há ainda, entre outros nomes, os portugueses Al-Driça e Susana Travassos.

Quinta-feira, dia 26
Primeiro dia para o Mestiço. A noite começa com os Kumpania Algazarra, prossegue com o sérvio Boban Markovic e termina com a orquestra de Señor Coconut, que regressa novamente a Portugal. Em Loulé, o MED apresenta o reggae de uma lenda, Jimmy Cliff, o siciliano Roy Paci e, entre outros, os catalães Muchachito Bombo Infierno.

Sexta-feira, dia 27
Esta é a grande noite de pecado do MED 08 (leia-se "fuga ao cartaz convencional de músicas do mundo"). Em estreia no nosso país, aos 68 anos de idade, chegado directamente do mundo da soul e do rock'n'roll, o grande cabeça-de-cartaz da edição deste ano do festival algarvio, a lenda viva que dá pelo nome de... Solomon Burke. Bastava só este nome para o MED 08 ter um cartaz de respeito. Depois de Burke, os holandeses Zuco 103 pegam nos ritmos latinos para fazer a festa durar. Noutro palco -- já se disse que esta era a grande noite de pecado do MED 08 -- tocam os belgas Zita Swoon. Sim, os Zita Swoon. Antes ainda dos Zita Swoon, tocam os Deolinda, fenómeno raro de sucesso entre portas (e, quem sabe, extra portas).
No Mestiço, a noite também é de contaminações (ou mestiçagens, como propõe o festival), com a noite partilhada entre africanos (MC K, Manif3stos com Dany Silva, Azagaia) e o brasileiro Marcelo D2.

Sábado, dia 28
O Mestiço vira-se para o reggae. Da Jamaica, os lendários Toots & the Maytals. De França, The Dynamics (os autores da versão reggae de "7-Nation Army", que de vez em quando se ouve num Bailarico Sofisticado). No início da noite, os portugueses Freddy Locks que, por sinal, tocam um dia depois de terem estado no MED.
A Sul, o MED traz a banda mais antiga do mundo, ou seja, os Master Musicians of Jajouka, numa noite que ficará marcada certamente pelo espectáculo do casal Amadou et Mariam (vão ao Mestiço no dia seguinte). No palco da Matriz, há fado com Ana Moura e rock mexicano com os Café Tacuba.

Domingo, dia 29
Esta é a grande noite do Mestiço. Diria até que se trata do acontecimento musical do ano, no Porto. Em palco estarão os americano-quenianos Extra Golden, dos quais se tem falado por aqui, os moçambicanos Timbila Muzimba (espreitem o myspace para ficarem viciados) e, a fechar em grande, os malianos Amadou et Mariam.
Em Loulé, já não haverá Konono no.1. O último dia do festival apresenta, entre outros nomes, o israelita Idan Raichel e, a fechar, os 17 músicos que compõe o grupo de percussões francês Tambours du Bronx.

sábado, 21 de junho de 2008

Substituições em Sines

As más notícias, primeiro (uma delas já era conhecida): os Kasaï All Stars e os Antibalas já não vão ao FMM Sines. Os congoleses não obtiveram os seus vistos de entrada na Europa, à semelhança do que aconteceu com os compatriotas Konono no.1. Mas também o afro-beat dos nova-iorquinos Antibalas vai estar ausente no FMM. Por motivos de agenda, a banda cancelou a apresentação que faria no último dia do festival.

A organização do FMM já encontrou, entretanto, nomes para as vagas deixadas em aberto. Assim, para a substituição dos Kasaï All Stars, que tocavam no Castelo de Sines no dia 23, está escalado o italiano Vinicio Capossella. Em função desta troca, a ordem do programa para esse dia sofre algumas alterações. A noite começa no castelo com Waldemar Bastos (21h30), ao qual se segue Vinicio Capossela (23h). Depois, no palco da praia, tocam Justin Adams & Juldeh Camara (00h15), fechando a noite com Anthony Joseph & The Spasm Band feat. Joe Bowie (2h30).

Para a substituição dos Antibalas, no último dia, surge o trio de Jean-Paul Bourelly. Bourelly, guitarrista que já tocou com Miles Davis, Elvin Jones, Roy Haynes, Cassandra Wilson, entre outros nomes, junta-se ao baixista da Rollins Band, Melvin Gibbs, e ao baterista dos Living Colour, Will Calhoun, para uma noite de blues, funk, com muito sabor a áfrica e com muita pedalada rock, como se depreende dos nomes envolvidos.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Konono no.1: um passo atrás

Afinal, e de acordo com mensagem do promotor do MED Loulé, toda a digressão dos Konono no.1 foi cancelada. Afinal, não foi mesmo possível obter vistos de entrada na Europa. Significa isto que não haverá, a não ser que ocorra outro volte-face pouco ou nada provável, Konono em Loulé (no festival MED, daqui a menos de duas semanas) ou no CCB, no início de Agosto. Recai agora a dúvida sobre os também malfadados Kasaï All Star, que actuam no FMM Sines.

ACTUALIZAÇÃO: Confirma-se. Pelo segundo ano consecutivo, os Kasaï All Stars vêem-se obrigados a ficar em casa, uma vez mais pelo mesmo motivo: recusa de visto de entrada na Europa. É um assunto que tem causado bastante polémica a nível europeu e, pelos vistos, vai continuar a dar que falar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Konono no.1 e Kasaï All Stars com vistos

O promotor do MED de Loulé já aqui tinha dado conta que os Konono no.1, que não puderam vir ao fim-de-semana de festa em Serralves por recusa de visto de entrada na Europa, já ultrapassaram o problema, podendo respeitar a data anunciada para o festival algarvio. Igualmente sob risco encontrava-se a passagem de visto aos também congoleses Kasaï All Stars, que actuam no FMM Sines, no final de Julho. Fica aqui a notícia de que, tal como nos Konono no.1, os Kasaï All Stars têm já visto de entrada na Europa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

As 40 horas de Serralves

Por falar nos Konono no.1 e em Serralves, aqui fica o destaque a mais um belo fim-de-semana de festa. A festa começa logo na sexta, com animação na baixa portuense, mas as 40h nas instalações da Fundação Serralves têm início marcado para as 8h de sábado, terminando, contas feitas, às 24h de domingo. O programa das festas engloba mais de 80 actividades, nas áreas da música, ópera, dança, performance, teatro, novo circo, leitura, cinema, vídeo, fotografia, oficinas, visitas orientadas e exposições.
No que diz respeito à música, o grande destaque vai para o concerto dos Wire, que acontecerá a partir das 00:15 de sábado (ou já de domingo, se quisermos ser mais rigorosos). Há também Dirty Projectors (18h de domingo) e muitos outros projectos (consultem a secção da música no site da festa de Serralves). Os Konono no.1 foram cancelados (ver postagem abaixo), tendo sido substituídos pelos norte-americanos Neung Phak (23h de sábado). Quem cancelou também a sua actuação foi Dan Deacon, mas por motivos diferentes dos dos congoleses.

Konono no.1 sem vistos para entrarem na Europa

Foram cancelados os concertos que os congoleses Konono no.1 tinham programados para Portugal (este fim-de-semana em Serralves, no MED Loulé no final do mês e no CCB no início de Agosto), em virtude de não terem obtido visto para entrarem em alguns países onde decorreria a maior parte da digressão europeia (ver notícia nas Crónicas da Terra).
Pelo mesmo problema passaram no ano passado os conterrâneos Kasaï All Stars. O colectivo composto por 25 músicos viu-se impedido de participar no FMM Sines 2007, estando prevista a actuação na edição deste ano, que se realiza no final de Julho, embora exista o risco de tal voltar a não acontecer, principalmente depois desta notícia dos Konono no.1.
Relativamente a Serralves, a organização das magníficas 40 horas non-stop que se iniciam no sábado, já substituiu os Konono no.1 pelos norte-americanos Neung Phak.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Os palcos principais do MED

Por falar em António Pires, ele dá conta no Raízes & Antenas de mais novidades na quinta edição do MED de Loulé, com o cartaz completo dos palcos da Cerca e da Matriz, os dois pontos principais do festival de world music que este ano leva a definição do conceito bem mais longe do que é habitual. Ora veja-se:
(Dia 25 de Junho)
La Shica (Espanha), Balkan Beat Box (Israel/Estados Unidos) e Caravan Palace (França).
(Dia 26)
Roy Paci & Aretuska (Itália), Jimmy Cliff (Jamaica) e Muchachito Bombo Infierno (Espanha)
(dia 27)
Deolinda (Portugal), Zita Swoon (Bélgica), Zuco 103 (Brasil/Holanda) e Solomon Burke (Estados Unidos)
(dia 28)
Master Musicians of Jajouka (Marrocos), Ana Moura (Portugal), Amadou & Mariam (Mali) e Café Tacuba
(dia 29)
The Idan Raichel Project (Israel), Konono nº1 (Congo) e Les Tambours du Bronx (França)
...
E ainda faltam, de acordo com a promessa da organização, mais 23 nomes, entre grupos e DJs, para ocuparem os restantes três palcos da festa. É obra!