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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O diabo finlandês está de volta

Kimmo Pohjonen, o homem que revolucionou o som do acordeão, está de volta a Portugal, para uma minidigressão a solo com passagem por meia dúzia de localidades portuguesas:

6 de novembro - Torres Vedras, Teatro Cine
9 de novembro - Braga, Theatro Circo
11 de novembro - Lisboa, Tivoli
13 de novembro - Castelo Branco, Cineteatro Avenida
14 de novembro - Faro, Teatro das Figuras
15 de novembro - Ílhavo, Centro Cultural

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #61-65

61. SUPERSILENT @ GULBENKIAN
6 de Agosto de 2000
No ano 2000, Rui Neves regressava à programação do Jazz em Agosto e, com ele, o evento anual da Gulbenkian lançou-se a nomes das fronteiras do jazz, para lá daquele território até, nas opiniões mais conservadoras. Foi neste contexto que surgiram os noruegueses Supersilent, improvisadores de primeira, num registo electro-acústico que faria escola no selo Rune Grammofon. Um privilégio para quem esteve no anfiteatro.

62. KIMMO POHJONEN KLUSTER @ TAGV
1 de Dezembro de 2004
Se o diabo tocasse acordeão, ficaria roído de inveja com Kimmo Pohjonen. Na altura, escrevi, entre outras coisas, que "Pohjonen está para a tradição europeia do acordeão como Diamanda Galás está para os cabarets de Berlim. Está tão distante de Kepa Junkera, para nos situarmos em terrenos dos foles, como a israelita Meira Asher está, no terreno da voz, da inglesa June Tabor. É um autêntico diabo em palco. Ou melhor, é um Dr. Fausto perdido, com a alma já vendida a Méphistophélès, e que em palco tenta esconjurar o demónio."

63. SMOG @ CLUBE LUA
26 de Setembro de 2005
Ele sorriu. Ele não é tão mau assim! Foi a única vez -- com pena -- que vi o Bill Calahan ao vivo.

64. GOGOL BORDELLO @ FMM SINES
28 de Julho de 2007
Escrevi o que se segue na altura e cada vez mais tenho a vontade de carregar em certas palavras: "Sábado à noite, a gogolândia instalou-se no Castelo. Não foi preciso muito para que aqueles milhares de pessoas começassem a suar abundamente aos pulos com que acompanhavam a música. Continuo a achar os Gogol Bordello demasiado azeiteiros, da voz a alguns padrões rítmicos muito semelhantes ao nosso 'pimba', continuo a achar que estão muito longe de serem uma versão balcânica dos Pogues ou dos Ukrainians (porque estes sabiam tocar a sério e sem puxar alarvemente pelo lado "cheesy" da coisa), mas, porra, incendiaram o castelo (calhou-lhes bem o tradicional fogo de artifício do FMM). Fizeram aquilo que era pedido para terminar os concertos no castelo: uma enorme festarola."

65. AAVIKKO @ CAFÉ LUSO
19 de Novembro de 2000
Belo bailarico o que se instalou no mítico Café Luso, ao Bairro Alto. Foi uma óptima oportunidade de celebrar, com estes finlandeses casiomaníacos, a fase boa da electrónica mais lúdica, onde cabia também o alemão Felix Kubin (esteve nesta mesma noite), o russo Olek Kostrow (dos Messer für Frau Müller, do qual derivaram os hoje mais famosos Messer Chups, com o outro Oleg), o polaco Nova Huta, entre outros.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sete essenciais do MED Loulé (começa amanhã!)


Ricardo Ribeiro & Rabih Abou-Khalil "Como um Rio"
Quarta-feira, 21h30


Moriarty "Jimmy"
Quarta-feira, 23h


Horace Andy & Dub Asante Band "Skylarking"
Quinta-feira, 00h30


Orquestra Buena Vista Social Club "El Carretero"
Sexta-feira, 22h


Siba & A Fuloresta
Sábado, 00h


Rokia Traoré "Dounia"
Domingo, 21h30


Kimmo Pohjonen - Uniko
Domingo, 00h30

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Kluster e René Aubry no Museu do Oriente

O Crónicas da Terra dá a notícia: Kimmo Pohjonen volta a Portugal em Novembro, com o projecto Kluster. O espectáculo está marcado para o dia 1 de Novembro, no Museu do Oriente, inserido numa programação que ainda conta com a chinesa Liu Fang (dia 3 de Outubro) e o francês René Aubry (21 de Novembro).

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Sympathy for the devil

Cá o temos de volta, com um projecto bastante diferente de tudo o que já apresentou por cá: Animator, de Kimmo Pohjonen.

Depois dos concertos no Porto e em Guimarães, ainda é possível vê-lo em:
Aveiro, teatro aveirense (hoje)
Coimbra, teatro académico gil vicente (quinta-feira)
Guarda, teatro municipal (sábado)

terça-feira, 20 de setembro de 2005

...e o Kimmo Pohjonen também

Mas há mais regressos. Kimmo Pohjonen, por exemplo, volta em Outubro, agora com o projecto multimédia Animator, no qual se junta à realizadora Marita Liulia para um espectáculo de música e imagem fora do comum. Datas? Dia 21, na Casa da Música do Porto. Dia 22, no novíssimo Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Dia 25, no Teatro Aveirense. Dia 27, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, e, finalmente, dia 29, no Teatro Municipal da Guarda. Lisboa deverá ficar afastada desta mini-digressão do acordeonista finlandês. A não ser que haja boas notícias entretanto.

domingo, 24 de julho de 2005

O regresso do diabo

Castelo de Sines
Sábado, 30 de Julho, 23h00

Nome: KTU
Origem: Finlândia/Islândia/EUA
Discografia: "8 Armed Monkey" (2005)
Site: www.kimmopohjonen.com
Barómetro de ansiedade: 5/5

Kimmo Pohjonen não pára. O antigo estudante e actual professor da academia Sibelius, inesgotável parideira da música finlandesa, anda sempre um passo à frente de qualquer expectativa que se possamos ter em relação a ele. Ainda o mundo mal se recompôs dos efeitos produzidos pelo projecto Kluster, que Pohjonen partilha com o islandês Samuli Kosminen, e já novos projectos são anunciados, como aquele que pretende assumir-se como um tributo a Jimi Hendrix, onde o acordeão diabólico promete recriar os riffs do guitarrista autor de "Purple Haze". O modo "fast forward" com que Pohjonen explora as possibilidades do acordeão obriga também a um esforço adicional por parte do público para acompanhar o seu trabalho. Há que conhecer o projecto que mantém desde 2001 com o baterista Eric Echampard. Ou o projecto multimédia Animator, que terá apresentação por várias localidades portuguesas no próximo mês de Outubro. Ou ainda o magnífico caso destes KTU, que subirão ao palco de Sines na noite deste próximo sábado. KTU é um super grupo que resulta da junção dos Kluster (Pohjonen e Kosminen) com os TU, dueto formado pelo baterista Pat Mastelotto e pelo guitarrista Trey Gunn, dois virtuosos que integraram a última encarnação dos King Crimson. O quarteto tem um disco gravado -- sai no próximo mês de Agosto, com o nome "8 Armed Monkey" -- que é uma autêntica bomba. Vejam e oiçam, por enquanto, algumas prestações ao vivo gravadas em vídeo e disponibilizados no site oficial de Pohjonen. É ou não é caso para recear pelas muralhas do velhinho Castelo de Sines?

Para mais informações sobre o FMM Sines: www.fmm.com.pt

quinta-feira, 23 de junho de 2005

O assombro

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KTU "8 Armed Monkey" (CD Westpark, 2005)
Hoje não se consegue ouvir outra coisa. Já deve ter rodado umas dez vezes, no mínimo. KTU = Kimmo Pohjonen, Samuli Kosminen, Trey Gunn, Pat Mastelotto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

O balanço do Juramento #7

(ESCOLHAS DOS LEITORES)

Concerto do ano: Franz Ferdinand no Sudoeste.

Outros concertos mais votados: Kimmo Pohjonen Kluster em Famalicão, Tom Zé em Sines e Kraftwerk no Coliseu.
Fazendo a contagem de votos em função da banda ou do artista, os Franz Ferdinand mantém a liderança, seguidos dos Mão Morta (quatro concertos) e de Kimmo Pohjonen Kluster (Lisboa e Famalicão).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Sobre o diabo

Ontem peguei no carro e juntei amigos para fazermos uns quilómetros até Coimbra, para ver o Kimmo Pohjonen ao vivo. À medida que a cidade dos estudantes se ia aproximando, a ansiedade por ver pela primeira vez o acordeonista finlandês ia ganhando proporções maiores, o que nem sempre é bom, já que expectativas demasiado altas rotundam, muitas das vezes, em desilusões proporcionalmente esmagadoras. "Quanto mais alto se é, maior é o tombo." Não foi o caso. Se algo houve de esmagador foi mesmo a actuação de Kimmo e do também finlandês Samuli Kosminen, no projecto que ganhou o nome Kluster, sob o qual foi no ano passado editado um álbum.

O concerto começou da maneira porventura mais difícil, com Pohjonen a tratar o acordeão num improvável estilo para quem é já rotulado como um virtuoso (e ele é mesmo, como se testemunharia ao longo do concerto), afagando as teclas e o corpo do instrumento ao de leve, progressivamente criando as bases para uma amálgama sonora, cada vez mais amplificada, transformada e soberbamente pontilhada pelos bleeps e clicks de Kosminen. Estávamos mais perto de uma sessão de noise improvisado do que de um espectáculo de um acordeonista. Como ponto de partida, como instrumento de choque para uma plateia que aguardava com atenção o que se ia desenrolar, não estava nada mal. Mas o melhor viria daí para a frente.

Pohjonen está para a tradição europeia do acordeão como Diamanda Galás está para os cabarets de Berlim. Está tão distante de Kepa Junkera, para nos situarmos em terrenos dos foles, como a israelita Meira Asher está, no terreno da voz, da inglesa June Tabor. É um autêntico diabo em palco. Ou melhor, é um Dr. Fausto perdido, com a alma já vendida a Méphistophélès, e que em palco tenta esconjurar o demónio. Tal como aconteceu naquela brilhante performance conduzida sensivelmente a meio do espectáculo. Dando, porventura, a ideia que todo o vício que habita a alma daquela personagem perdida se concentrava no acordeão, o tocador liberta-se do instrumento maldito enquanto faz esgares de horror e de exorcismo que fariam corar Linda Blair de vergonha. Mas o processo de fuga é infrutífero... Os dedos de Pohjonen começam a tremer e a sentir a falta das teclas, como se de uma dor fantasma posterior a uma amputação se tratasse, e depressa o instrumento volta ao seu colo. O vício é irreversível and the show must go on.

O concerto não termina sem dois encores e longas ovações em pé. O público de Coimbra mostrou que ficou rendido ao Fausto de Pojohnen. Hoje e amanhã será a vez de Lisboa e Famalicão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2004

Ele vai regressar!



Em Dezembro, teremos de novo o finlandês Kimmo Pohjonen em Portugal, desta vez para três concertos dispersos pelo país: Coimbra (dia 1, no TAGV), Lisboa (dia 2, no Forum Lisboa) e Famalicão (dia 3, na Casa das Artes). Pohjonen vem sob a forma de Kluster, projecto que partilha com Samuli Kosminen (Fat Beat Sound System, Pepe Deluxe e Múm). Os bilhetes vão ser postos muito em breve e oscilam entre os 12? (Famalicão) e os 15? (Lisboa e Coimbra, sendo que nesta última, os estudantes têm desconto).

segunda-feira, 19 de julho de 2004

A boa notícia do dia

Há certezas de que a edição de 2004 do Festival Sons Em Trânsito (SET) vai para a frente, na cidade de Aveiro, como seria natural, e com a participação da câmara local no projecto. Ultrapassa-se assim uma situação que se assumia como complicada e que colocava em risco a continuação da importante mostra de música que é o SET.
Ainda não há nomes para o SET, que se realizará assim em Novembro, mas já se sabe que a organização do festival pretende trazer de volta a cantora Lhasa, que tão bem recebida foi pelas plateias portuguesas, lá mais para o final do ano, num conjunto de datas que deverá ser maior do que esta recente mini-digressão por Portugal. No mesmo esquema de digressão, é certo também o regresso do grande nome da edição do ano passado do SET, o finlandês Kimmo Pohjonen.
Óptimas notícias, sem dúvida.

sábado, 10 de janeiro de 2004

Balanço de 2003: melhores álbuns



1. mogwai - happy songs for happy people (matador)
2. kimmo pohjonen - kluster (rockadillo)
3. iron & wine - the creek drank the cradle (sub pop)
4. lightning bolt - wonderful rainbow (load)
5. lisa germano - lullaby for liquid pig (ineffable)
6. rachel's - systems/layers (quarterstick)
7. animal collective - here comes the indian (paw tracks)
8. the silver mt zion orchestra & tra-la-la band - this is our punk-rock, thee rusted satellites gather + sing (constellation)
9. matmos - the civil war (matador)
10. john fahey - + vermelha (revenant)
11. brokeback - looks at the bird (thrill jockey)
12. arab strap - monday at the hug and pint (matador)
13. yann tiersen - c'était ici (labels)
14. lhasa - the living road (World)
15. the cramps - fiends of dope island (vengeance)
16. howe gelb - the listener (thrill jockey)
17. sunn o))) - white 1 (southern lord)
18. david sylvian and fennesz - blemish (p-vine)
19. the kills - keep on your mean side (sanctuary)
20. chicks on speed - 99 cents (efa)
21. peaches - fatherfucker (beggars xl)
22. polmo polpo - like hearts swelling (constellation)
23. ui - answers (southern)
24. blur - think tank (virgin)
25. yeah yeah yeahs - fever to tell (interscope)

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Balanço 2003: a descoberta

É mais do que altura de fazer também o meu balanço do ano que passou. Começo pela maior descoberta de 2003, aqui entendida como aquilo que só a espaços acontece na nossa relação pessoal com a música, aquilo que nos mexe com a cabeça (e/ou com o corpo) de tal forma que não conseguimos ficar indiferentes. O eleito é o finlandês Kimmo Pohjonen. A ignorância levou a que só o tivesse descoberto no ano passado, apesar do trabalho deste acordeonista diabólico, no sentido mais literal do termo, já venha de antes. Na sua discografia, conta com três álbuns -- Kielo (1999), Kluster e Kalmuk (ambos de 2002), todos eles obrigatórios -- além de participações noutros projectos da efervescente cena world music da finlândia, como é o caso dos Ottopasuuna. Por falar na cena finlandesa, Pohjonen é também professor convidado da grandiosa Sibelius-Akatemia (um dia destes tenho que falar mais desta enorme escola de música de Helsínquia), de onde têm saído os mais proeminentes músicos deste país escandinavo.
Inscrevo também Pohjonen no meu "amargo de boca de 2003", por não ter podido vê-lo ao vivo em Aveiro, no Festival Sons em Trânsito. Mais ocasiões acontecerão, espero.

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

Um cartaz magnífico

É o mínimo que se pode dizer da programação da segunda edição do festival Sons em Trânsito, que este ano decorre entre 20 e 30 de Novembro, em Aveiro. Alguns dos nomes mais solicitados e mais conceituados da actual música do mundo vão lá estar. É ou não é um luxo de cartaz aquele que apresente Klezmatics, Mari Boine, Susheela Raman e Kimmo Pohjonen (na foto), entre outros? Para mais informações vejam o cronicasdaterra.blogspot.com, o blogue do Luís Rei, que acabou de dar esta "caixa".