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quarta-feira, 25 de março de 2009

Lisboa, Capital, República, Popular!

É incrível o cartaz que o Musicbox vai promover em Abril, sob a designação "Lisboa, Capital, República, Popular":

Quinta-feira, 16 de Abril
Sérgio Godinho + J.P. Simões + Couple Coffee
Sexta-feira, 17 de Abril
Janita Salomé + Sam the Kid + Cool Hipnoise
Sábado, 18 / 04
José Mário Branco + Camané + Dead Combo

O PR deste evento, que a seguir se publica, explicita de forma perfeita o leitmotiv destas noites. Os bilhetes custam 10 euros/dia e podem ser comprados nos locais habituais, além da própria bilheteira do MusicBox.

Será que hoje, volvidos 35 anos sobre a revolução dos cravos, em plena era digital em que as novas velocidades da comunicação alteraram quer a ordem mundial quer a forma como vemos e nos vemos no mundo, ainda farão sentido as palavras de ordem que foram apanágio do 25 de Abril?

Será que o combate pela Liberdade, Igualdade e Democracia ainda está na ordem do dia?

Será que, neste momento da história em que se questionam todos os sistemas políticos, os ideais humanistas e o desejo de criar uma sociedade mais justa, ainda prevalecem como razões para a luta?

Será que os ideais que moveram os capitães de Abril ainda se justificam como motor de um qualquer movimento social?

Apesar de nas últimas três décadas a nossa sociedade ter assistido a um desenvolvimento crescente, e de actualmente o acesso à saúde, à educação e à cultura - e a muitas das outras chamadas conquistas de Abril - serem um facto adquirido para a generalidade da população, é inegável o desconforto social vigente, tenha ele origem nas crescentes assimetrias, desigualdades e falta de oportunidades, ou no colapso do “el dourado” sistema económico liberal.

Numa era em que se vislumbram novas formas de controlo do tecido e contestação social, em que alguns agentes nos impõem novos formatos de censura através de uma profusão de informação em que se torna difícil descortinar a verdade faz, ainda e como é óbvio, sentido falar de Liberdade; dessa Liberdade que nos urge a não deixar apagar da memória colectiva as lutas e os combates travados por ideais que são de sempre. Mas, mais do que lembrar Abril, há que dar-lhe vida e fazer da Revolução que elegeu uma flor – o cravo – como símbolo de paz, mudança e transformação, o motivo e o mote para uma reflexão permanente e actual.

Aqui lançamos debate: Quais são hoje as grandes causas? Como nos relacionamos com elas? Como é que as comunicamos? Como, e para quê, se mobilizam as novas gerações? Como se motivam as mais velhas?

Aqui estamos prontos para o combate e a nossa arma é uma das mais poderosas: a Canção. Eis pois Lisboa, Capital, República, Popular! Um evento para lembrar Abril e os seus arquitectos, um acontecimento que queremos como inspiração para pensar e agir, como ponte entre o passado e o futuro.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O arranque do ano ao vivo

Para aquecer o corpo e a alma nestes dias de frio polar, nada melhor que... concertos. Entre os décibeis (ou não), a agitação física (ou não) ou o prazer de uma companhia (ou não), algo haverá para nos salvar de morrermos congelados (ou não). Já hoje, vindos directamente do Mississipi que lhes corre nas veias, a Nobody's Bizness regressa às Catacumbas, no Bairro Alto. Entrada livre, claro, e concerto a começar às 23h. Amanhã, directamente do Iucatão que lhes pesa no fígado, os Los Santeros comemoram dez anos desde que vieram desaguar na costa barreirense, quando pensavam que estavam a ver Miami. É no Alburrica Bar, no Barreiro, a partir das 23h. Por Lisboa, atenção na ZDB para b fachada, curioso projecto acústico (provavelmente o único realmente importante proveniente da cena baptista), entretanto documentado pelo realizador Tiago Pereira em "b fachada - Tradição Oral Contemporânea", filme que irá ser estreado amanhã, antes do concerto. É uma sexta-feira com Lisboa a acolher bastantes nomes portugueses: JP Simões com Sérgio Costa no MusicBox, Carlos Barretto no Hot Club, Rocky Marsiano no Lounge (toca no dia seguinte no MusicBox), Feromona no Maxime... Pelo Porto, o grande destaque, grande mesmo, vai para o espectáculo de Jandek, no sábado, na Fundação de Serralves. Depois do concerto de Glasgow, em 2004, tem vindo a participar em mais espectáculos ao vivo, ainda que de forma muito esparsa e tímida, pelo que esta oportunidade oferecida pela Fundação de Serralves e pela Filho Único se reveste de toda a importância. É o primeiro grande destaque deste 09.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vem aí a MONSTRA

Está aí às portas a sétima edição do MONSTRA, Festival de Animação de Lisboa, com muito cinema de animação para ser visto entre 8 e 18 de Maio, em espaços como o Teatro Maria Matos, o Cinema São Jorge, o Cinema King ou o Museu do Oriente. A programação é bastante extensa e inclui uma retrospectiva da cinematografia inglesa (desde os pioneiros aos estúdios Aardman), a secção de competição de curtas-metragens (depois das longas-metragens do ano passado) e programas infantis e juvenis, entre muitas outras actividades.
Na próxima quinta-feira, a abertura do festival vai ser feita com um espectáculo encomendado ao duo Ela-Não-É-Francesa-Ele-Não-É-Espanhol, que desta vez terá um nome ainda mais comprido (junte-se "...Mas-Ele-É-Inglês"), em virtude da colaboração ao vivo com o realizador Thomas Hicks. Vai ser no Maria Matos e começa às 21h30. Nos outros dias, haverá concertos de Rubber Soul Project (dia 9), de München e JP Simões (dia 10) e do Ensemble JER (dia 16). Estão também previstas diversas sessões de giradisquismo no café do Maria Matos.
Para mais informações, é favor visitar o www.monstrafestival.com

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Dez dias

Para um tipo que viva em Lisboa, que tenha a carteira mais ou menos tranquila, que não tenha responsabilidades familiares e que tenha conseguido arranjar bilhetes para espectáculos que se encontram esgotados, os próximos dias são valentes:

Hoje, dia 17 - Rrriot grrls na ZDB (Partyline, Noisy Pig, Adorno).
Amanhã, 18 - Os Haxixins no Lounge (e Bailarico Sofisticado no Left, já agora!)
Sábado, 19 - Magik Markers e Pumice no Sarau da Filho Único, no Museu do Chiado (começa às 18h30).
Domingo, 20 - Como se sabe, é dia de descanso (ainda que, para quem goste, haja Fat Freddy's Drop no Casino).
Segunda-feira, 21 - Nick Cave no Coliseu dos Recreios.
Terça-feira, 22 - Black Lips no Lux.
Quarta-feira, 23 - Mão Morta, com "Maldoror", na Culturgest.
Quinta-feira, 24 - JP Simões no Maxime. Ou, então, os Haxixins novamente, agora num Wonderland Club!, que se realiza no Gasoil, ali algures na rua da Madalena.
Sexta-feira, 25 - Festival japonoca na ZDB.
Sábado, 26 - Green Machine no MusicBox.

Ah, e claro, ainda há o Indie para complicar mais isto.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Listas 2007: os melhores álbuns portugueses para os leitores

Por larga vantagem (dificilmente se esperaria outra coisa), o álbum de estreia do Norberto Lobo é o mais votado dos álbuns portugueses de 2007 para os leitores do tasco.



1. NORBERTO LOBO "Mudar de Bina" (Bor Land)
2. HIPNÓTICA "New Communities for Better Days" (Som Livre)
3. LOBSTER "Sexually Transmited Electricity" (Bor Land)
4. WRAYGUNN "Shangri-La" (EMI)
5. JP SIMÕES "1970" (Nortesul)

quarta-feira, 7 de março de 2007

Frágil ao ritmo da poesia

As próximas noites de quarta-feira no Frágil, a começar já pela de hoje, são dedicadas à poesia. Pelo bar do Bairro Alto vão passar diversos músicos e outros artistas que vão interpretar textos de Al Berto, José Agostinho Baptista, Herberto Helder e Mário Cesariny. A noite de hoje é dedicada a Al Berto e vai contar com a presença de JP Simões e Miguel Nogueira, dos Quinteto Tati, e ainda Vera Paz, Adriano Filipe, Bernardo Gomes de Amorim e JP Diniz. Para a semana, o poeta eleito é José Agostinho Baptista, com Nuno Gonçalves, dos The Gift, a musicar os textos lidos por Francisco Costa, e ainda um concerto dos Cindykat e música escolhida por Miguel Ribeiro, outro The Gift. No dia 21, Graciano Dias Paulo Abelho, João Eleutério os Danças Ocultas prestarão tributo a Herberto Helder. Na última quarta-feira do mês, Rogério Samora, Gabriel Gomes, Rodrigo Leão e Os Naifa trabalharão os poemas de Mário Cesariny.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

O roquenró de hoje

O Ateneu Comercial de Lisboa, ali na rua das Portas de Santo Antão, mesmo ao lado da Sol-Mar, anda animado. Hoje, por exemplo, e além dos concertos do Natal Social que a Crew Hassan tem andado a promover ao longo da semana (ver programação), a casa vai receber, no bar, a ilustre presença dos mexicanos mais mexicanos do Barreiro, essa trupe inqualificável de roquenroleiros chanfrados que dá pelo nome de Los Santeros. E vem acompanhada do grande bluesman do Cais do Sodré e Conde Barão, Mad Dog Clarence. A entrada custa apenas três euros.

Mas há mais coisas hoje. O João Palma tcc Erro! toca no Lounge, a Mojo Hand regressa às Catacumbas, o Bernardo Sassetti continua pelo São Luiz, os Buraka Som Sistema tocam no Mercado (é oficial: o Mercado vai fechar no final do ano), a Tora Tora Big Band vai encher o palco da ZDB... Não falta por onde escolher. E quem estiver com pedalada, ainda pode dar um salto ao Left, onde os meus amigos J.G, Inominável e Gonçalo Castro vão giradiscar o aniversário da Raquel Pinheiro.
No Porto, há a destacar o concerto de JP Simões, no Passos Manuel.