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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

10 anos, 10 canções

Não é fácil escolher 10 canções para um período de 10 anos, nem é certo que daqui a meia hora a escolha fosse a mesma (ei, a "All Leaves Are Gone", a "Someone Great" e a "Banshee Beat" estariam lá sempre). Aqui ficam, por ordem alfabética, 10 das canções que fizeram mexer os neurónios e os músculos por estas bandas, desde que esta casa amarela abriu, em agosto de 2003:

Adele "Rolling in the Deep" (2010)



Akron/Family "River" (2009)



Animal Collective "Banshee Beat" (2005)



Bombino "Her Tenere" (2013)



Dan Le Sac vs. Scroobius Pip "Thou Shalt Always Kill" (2007)



Edward Sharpe and the Magnetic Zeros "Home" (2010)



Josephine Foster "All Leaves Are Gone" (2004)



LCD Soundsystem "Someone Great" (2007)



Mão Morta "Tiago Capitão" (2010)



Six Organs of Admittance "Lisboa" (2005)


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Josephine Foster de volta!

Mui apreciada por aqui -- alguns recordar-se-ão que a primeira vez que tocou em palcos portugueses, já lá vão sete anos, foi por iniciativa aqui do tasco -- a norte-americana Josephine Foster tem novo álbum, "Blood Rushing" (oiçam mais abaixo), e vai voltar para concertos: 17 de outubro no B.Leza, em Lisboa, e no dia seguinte, no portuense Passos Manuel.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Arquivismo de concertos, pt. 1 - os estrangeiros mais vistos

Não sei se foi a costela de arquivista ou a de coleccionista, não sei se foi o vício de formação e profissão de querer analisar informação em estado bruto como o arqueólogo que se diverte a limpar terra do chão com um pincel, se foi tão só a silly season que ainda aí está para durar ou a completa falta de noção do ridículo, mas lembrei-me, recentemente, de aventurar-me no projecto de tentar reconstruir o mais possível todo o percurso de concertos a que assisti desde que a memória e outras facilidades ao dispor me permitissem.

Experimentem. Chega a ser doentio, bastante mesmo, mas pode ser divertido quando se começa a abrir portas há muito fechadas nas divisões mais esconsas da nossa memória, ora quando encontramos bilhetes antigos, ora quando um amigo nos recorda aquela noite selvagem que suporíamos nunca mais esquecer (e, afinal, esquecemo-nos), ora quando encontramos t-shirts antigas na casa dos pais que nos remetem para aquele festival a que fomos no estádio de Alvalade (verídico), ora quando uma mera lembrança traz à memória meia-dúzia de outras mais. Para quem sofre com a memória perra, esta é uma boa forma de pô-la a fazer exercício.

É um trabalho que nunca ficará completo, tenho a certeza absoluta disso. Mas julgo que o nível de "reconstrução" a que cheguei já me é bastante satisfatório. Mais, nem para todos estes espectáculos me lembro da data, nem para muitos deles me lembrarei sequer de um pormenor que seja da actuação, mas são coisas inultrapassáveis. E se não quisermos fazer da visita a uma instituição de saúde mental um hábito, é melhor parar por aqui.

Pelas contas a que cheguei, assisti a, pelo menos, cerca de 1800 concertos (com os outros que ficam por lembrar, talvez chegue à casa dos dois milhares). Agora, o que tem piada para um gajo que gosta de analisar informação em estado bruto e daí tirar conclusões mais ou menos sérias (nem sempre) é ver coisas como o que se segue, que também ajudam a perceber muito da pessoa que escreve estas linhas:

OS ESTRANGEIROS MAIS VISTOS

Sonic Youth e Young Gods - 7 vezes
Felix Kubin e Panda Bear - 6 vezes
Liars, Six Organs of Admittance, Tindersticks e Nick Cave - 5 vezes
dEUS, Josephine Foster, Lamb, Lee 'Scratch' Perry, Mogwai, Pan Sonic e Yo La Tengo - 4 vezes
16º Alamaailman Vasarat, Animal Collective, Ben Harper, Chicks on Speed, Divine Comedy, Einstürzende Neubauten, godspeed you black emperor!, Goldfrapp, Kepa Junkera, Nova Huta, Plaid, Rokia Traoré, Shellac, Sigur Rós, The Parkinsons, Tinariwen, Tom Zé e Tortoise - 3 vezes

Em próximas ocasiões: os portugueses, as salas, etc.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 16



"ALL I WANTED IS THE MOON", JOSEPHINE FOSTER
(de "This Coming Gladness", Bo'Weavil)

Em "This Coming Gladness" a folk de eco britânico de Josephine Foster voltou a encontrar-se com a angularidade dos arranjos que já havia conhecido na sua grande obra prima, o álbum "All the Leaves Are Gone", de 2004. E o resultado é de novo extraordinário. Na composição, há também belíssimos momentos e este "All I Wanted is the Moon" é o que mais se destaca. O vídeo que acima se apresenta foi gravado no Meu Mercedes é Maior que o Teu, no Porto, durante o espectáculo ali realizado a 12 de Outubro deste ano.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sim Não

No seu mais recente álbum (e que bonito trabalho, a propósito), Josephine Foster incluiu uma canção com o título "Sim Não", cuja letra se reparte entre o inglês e um português particularmente indecifrável (o que também não deixa de ser válido para o inglês, naquele registo semi-operático de Josephine).
O português surge de vez em quando nas canções de artistas não lusófonos. Num esforço breve de memória, ficam aqui alguns exemplos, além de um repto para aumentarem esta lista com o que se lembrarem:

David Byrne - Dreamworld: Marco de Canaveses
Na verdade, tinha um artista lusófono à mistura. "Dreamworld", a canção de tributo a Carmen Miranda, é dueto de Byrne com Caetano Veloso, que escreveu a letra. Mas não deixa de ser engraçado ouvir Byrne a cantar em português.

Love and Rockets - Saudade
Tema instrumental, um dos mais bonitos da discografia dos Rockets.

Faith No More - Caralho Voador
Era o título de uma canção cuja letra continha esta parte: Eu não posso dirigir / E agora aparece / Meu dedo enterrado / No meu nariz. Lindo.

Éttiene Daho - Saudade
Havia um tema com este nome, não havia?

Devendra Banhart - Santa Maria da Feira
Os versos estão em castelhano e a rima de "comiendo pera" com "Santa Maria de La Feira" não é inteiramente conseguida, mas pronto.

Durutti Column - Amigos em Portugal
É o título do álbum editado pela Fundação Atlântica em 1983, onde se podem encontrar temas como aquele que dá nome ao disco, "Lisboa", "Sara e Tristana" (as filhas de Miguel Esteves Cardoso), "Estoril à Noite", "Vestido Amarrotado" ou Saudade".

Lluis Lach - Abril 74
É cantado em catalão, mas é, sem dúvida, uma homenagem ao portuguesíssimo Abril de 74. Pascal Comelade também tem uma versão (aliás, também uma versão para "Grândola Vila Morena", mas não nos percamos nas versões de canções portuguesas por músicos estrangeiros, já que são imensas).

E depois há, claro, os Julio Iglesias, Laura Pausinii e Ricky Martins deste mundo, que fazem versões das suas canções nas línguas dos mercados onde vendem mais discos.

sábado, 4 de outubro de 2008

Josephine Foster de volta!

Josephine Foster tem novo álbum, "This Coming Gladness", e está de regresso a Portugal, para mais uma série de três concertos, já no próximo fim-de-semana:

9 de Outubro: Aveiro, Mercado Negro
10 de Outubro: Porto, O Meu Mercedes É Maior que o Teu
11 de Outubro: Lisboa, ZDB (*)

(*) O concerto na ZDB insere-se na noite de celebração do 14º aniversário da galeria. Além de Josephine Foster, vai também haver mais dois concertos, pelo saxofonista Sonny Simmons, num trio de free jazz, acompanhado do pianista Bobby Few e do contrabaixista Masa Kamaguchi, e ainda pelos portugueses Osso Exótico. Os bilhetes custam €10 e estão vão estar em venda antecipada na AnAnAnA, na Flur, na Louie Louie e na Trem Azul.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Josephine Foster no Má Fama

Hoje, segunda-feira, o programa de rádio Má Fama conta com a presença de Josephine Foster, para uma entrevista e uma pequena sessão ao vivo. Oiçam, a partir das 22h, na Rádio Zero (ou então mais tarde, através do podcast).

quinta-feira, 8 de março de 2007

Josephine Foster na ZDB, hoje

A norte-americana Josephine Foster volta a apresentar-se no nosso país, para concertos em Lisboa (ZDB, hoje) e em Sines (Centro de Artes, Sábado), em mais uma iniciativa da Filho Único, a promotora formada por Pedro Gomes e Nélson Gomes. Vai ser mais uma oportunidade para assistir auma das jóias da coroa do "songbook" dos Estados Unidos desta década, como lhe chama o PR da ZDB. Do cartaz para a noite de hoje fazem também parte os free-rockers Warmer Milks.
Mais informação em www.zedosbois.org

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

"Jo" de volta


Josephine Foster vai regressar a Portugal, em Março. Dia 8 toca na ZDB, em Lisboa, com Warmer Milks mas há mais concertos marcados (Sines, por exemplo, no dia 10). "A Wolf in Sheep's Clothing" (Locust) é o último álbum.
www.100songsising.com
www.myspace.com/warmermilks

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Fico contente...

Image hosted by Photobucket.com...por saber que a Josephine Foster pode cumprir o seu desejo de voltar a Portugal em Setembro (bom, não vai ser exactamente em Setembro, mas no primeiro dia de Outubro). Vai ser no Festival para Gente Sentada, em Santa Maria da Feira, e o cartaz já está completo, como se pode ver pela imagem ao lado.

segunda-feira, 28 de março de 2005

Espécie de rescaldo breve

E chegou ao fim um agradável (e cansativo) fim-de-semana. Todos os concertos de Josephine Foster e James Blackshaw correram bem e o público respondeu ao convite, mesmo nesta época pascal. Resta deixar uma promessa (mais coisas destas irão acontecer) e alguns agradecimentos especiais: Paulo Vinhas (Matéria Prima), Nélson Gomes (ZDB), Paulo Brandão (Casa das Artes de Famalicão) e Julio Gomez (Sinsalaudio).

segunda-feira, 21 de março de 2005

Josephine Foster: Porto troca data com Vigo

As datas de Josephine Foster e James Blackshaw para Vigo e Porto tiveram que ser uma vez mais trocadas. Assim, volta-se ao plano inicial, ou seja:
Dia 23 - Porto, Passos Manuel Vigo, Museu Marco
Dia 24 - Vigo, Museu Marco Porto, Passos Manuel
Dia 25 - Famalicão, Casa das Artes
Dia 26 - Lisboa, ZDB

ACTUALIZAÇÃO: Esqueçam, esqueçam, esqueçam, esqueçam o que aqui deixei à tarde. Trapalhada total, fruto de confusão alheia. As datas mantém-se como estavam até aqui, ou seja, os portistas poderão ver Josephine Foster e James Blackshaw na próxima quinta-feira.
ACTUALIZAÇÃO 2: Eheh, "portistas" deve ter sido influência desta noite de futebol. O que eu queria dizer mesmo era "portuenses"... ;)

Entretanto, a Mondo Bizarre publicou hoje, no seu site, uma entrevista com Josephine Foster.

quarta-feira, 16 de março de 2005

Josephine Foster confirmada no Passos Manuel

Só faltava confirmar em definitivo o local do concerto no Porto. Josephine Foster e James Blackshaw vão também estar ao vivo no renovado Passos Manuel. Mais informações em www.pascoacomjosephine.tk.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Josephine Foster em minidigressão

O Juramento Sem Bandeira tem a honra de apresentar Josephine Foster em Portugal e na Galiza. A autora de "All the Leaves Are Gone", um dos melhores discos da folk do ano passado, vai passar pelas seguintes localidades: Porto (23 de Março), Vigo (24), Famalicão (25) e Lisboa (26). Vai ser uma santa páscoa. Mais informações em breve.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Disco da semana #1



JOSEPHINE FOSTER AND THE SUPPOSED, "All the Leaves are Gone"
(CD Locust, 2004)


"All the Leaves are Gone" já é de Setembro do ano passado, mas não terá tido, ainda, a divulgação que efectivamente merece por cá. E será uma pena se esse estatuto persistir, pois a impressão que deixa é a de que estamos perante uma daquelas obras maiores da música popular dos nossos tempos. Ainda que a primeira ideia que se tem ao ouvir logo desde o início "All the Leaves are Gone" é a de que este é um disco com mais de trinta anos, feito por uma qualquer obscura voz da folk psicadélica de então, entretanto remetida durante todo este tempo a outras actividades, como a... agricultura. Mas não é essa a história que este disco tem para contar. Josephine Foster recorda efectivamente Joan Baez ou Vashti Bunyan, embora estes doze temas -- inicialmente concebidos para uma ópera rock --, surtam hoje efeitos que estão longe de ficar pela mera evocação de um determinado passado da música. É certo que aquela guitarra faz também lembrar os Jefferson Airplane, por exemplo, mas, se calhar o que a torna ainda mais excitante é o facto dela deixar perceber que há também ali muito da liberdade de alguém como os Pavement. É, contudo, a voz graciosa de Josephine que assume maior protagonismo neste seu projecto a solo (a propósito, Josephine pertence aos Born Heller, grupo de Chicago com tendência a ganhar cada vez maior visibilidade no circuito da nova folk norte-americana). A atenção do ouvinte é raptada logo desde o primeiro instante pela forma como ela deixa a sua voz dispersar-se segundo padrões livres q.b., alternando rapidamente entre frequências graves e agudas, remetendo-se corajosamente a fugas de tom e a vibratos arrebatadores que acabam por ganhar todo o sentido no espaço de cada uma destas canções.

Mais (con)texto

Tem faltado, por norma, tempo para publicar aqui no tasco apreciações mais profundas sobre o que vai acontecendo no campo da música popular, como era desde o início o objectivo do Juramento. Já anda prometido há imenso tempo o regresso de rubricas como aquela em que se revisitava a música feita em Portugal há 10, 20 ou 30 anos. Na maior parte das vezes, a opção acaba por recair nas notas breves e relativamente superficiais sobre os mais diversos assuntos ou nas meras brincadeiras com o intuito de animar as hostes, como é o caso das charadas. Fica, no entanto, a promessa de voltar a perder um pouco mais de tempo a abordar os temas de um ponto de vista mais sério e profundo, e, se possível, de forma rotineira. Sem se perder o resto. O primeiro passo para essa tarefa é dado já hoje, com uma nova rubrica, genial e originalmente intitulada de "Disco da Semana". A primeira escolha recai sobre o disco do ano passado de Josephine Foster & The Supposed. Para disco da semana, começa mal, já que é do ano passado, mas foi seguramente a coisa mais ouvida por estes lados nos últimos dias, daí a opção.