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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

100 de 1977, n.º 4, Iggy Pop



THE IDIOT
IGGY POP (EUA)


Edição original: RCA
Produtor(es): David Bowie, Tony Visconti



segunda-feira, 10 de julho de 2017

100 de 1977, n.º 36, Iggy Pop



LUST FOR LIFE
IGGY POP (EUA)


Edição original: RCA
Produtor(es): David Bowie, Iggy Pop, Colin Thurston



segunda-feira, 15 de maio de 2017

100 de 1977, n.º 92, Iggy Pop & James Williamson



KILL CITY
IGGY POP & JAMES WILLIAMSON (EUA)


Edição original: Bomp!
Produtor(es): James Williamson



quinta-feira, 28 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 6, Iggy & The Stooges (rep.)



RAW POWER
IGGY AND THE STOOGES (EUA)
Edição original: CBS
Produtor(es): Iggy Pop, David Bowie
discogs allmusic wikipedia

Entre esta centena de discos, "Raw Power" é provavelmente o que conheço há mais tempo, de uma velhinha cassette que tanto terá rodado que ainda hoje recordo, quase nota por nota, o fuzz do James Williamson, quase berro por berro, a verborreia do Iggy Pop. Reza a história que, por esta altura, os Stooges já tinham acabado. A Elektra já não queria saber deles. O álbum homónimo de estreia (1969) e "Fun House" (1970) tinham vendido pouco. É neste contexto que Iggy Pop conhece David Bowie. Muda para a mesma empresa de management do inglês e viaja para Londres com Williamson para gravar um disco a solo. Não encontra músicos ingleses que o satisfaçam e chama os irmãos Ron e Scott Asheton. Os Stooges voltavam assim a gravar, mas agora o grupo chamar-se-ia, de forma honesta, Iggy & Stooges. Bowie produziu num só dia sete das oito faixas, a partir de... três pistas que Iggy Pop lhe passou, banda na primeira, guitarra solo na segunda e a voz na terceira. O resultado, ainda que com a limitada cirurgia plástica que Bowie conseguiu fazer, não deixa de ser uma amálgama sonora de fuzz e berraria puxados aos limites, que, para a altura, mesmo para o contexto de Detroit de onde vinham os Stooges, metia medo. Parecia que queriam destruir tudo o que lhes aparecesse pela frente. Parecia tudo aquilo que anos mais tarde se encontraria na explosão do punk em Inglaterra. Mas, muitos anos depois, Iggy Pop, talvez para destruir ainda mais, voltaria a colocar "Raw Power" na história por outros motivos. À produção de Bowie sucedeu-se, em 1995, uma versão pirata, com a primeira mistura de Pop. Mas em 1997, numa reedição em CD da Columbia, Pop pegaria em tudo de novo para produzir aquele que é, mesmo para os dias de hoje, um dos discos com volume permanentemente mais alto de sempre, um trabalho que desagradou meio mundo, incluindo os próprios James Williamson e Ron Asheton.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando os filhos da mãe se juntam

Há quem tenha por gosto desafiar as leis, as conhecidas e as desconhecidas, sobre as quais a realidade se sustenta. Se o fim do mundo bater à porta, lembrem-se que o produtor Hal Willner, o ator-músico Johnny Depp e o realizador Gore Verbinski estão entre os mais prováveis dos responsáveis. Há seis anos, na rodagem do segundo "Pirata das Caraíbas", lembraram-se de juntar num único disco (ou dois, se quisermos ser preciosistas) gente como Bono, Bryan Ferry, os Akron/Family, Jarvis Cocker, Martin Carthy ou Lou Reed. Todos eles cantaram canções de piratas e o disco chamou-se "Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys".

Ainda estamos vivos hoje, mas Willner e Depp quiseram voltar a baralhar as cartas e arriscar de novo. Agora, juntam, preparem-se, TOM WAITS com KEITH RICHARDS (!!!), SHANE MACGOWAN com os próprios DEPP e VERBINSKI, IGGY POP com A HAWK AND A HACKSAW, NICK CAVE, WARREN ELLIS, PATTI SMITH, MICHAEL STIPE com COURTNEY LOVE, MARIANNE FAITHFULL, BROKEN SOCIAL SCENE, SEAN LENNON, GAVIN FRIDAY, e tantos, tantos outros. Este segundo volume recebeu o nome "Son of Rogue’s Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs & Chanteys" e sai na próxima semana, dia 19. Por enquanto, podemos escutá-lo na sempre atenta NPR (aqui).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 6



RAW POWER
IGGY AND THE STOOGES (EUA)
Edição original: CBS
Produtor(es): Iggy Pop, David Bowie
discogs allmusic wikipedia

Entre todos estes discos, "Raw Power" é provavelmente o que conheço há mais tempo, de uma velhinha cassette que tanto terá rodado que ainda hoje recordo, quase nota por nota, o fuzz do James Williamson, quase berro por berro, a verborreia do Iggy Pop. Reza a história que, por esta altura, os Stooges já tinham acabado. A Elektra já não queria saber deles. O álbum homónimo de estreia (1969) e "Fun House" (1970) tinham vendido pouco. É neste contexto que Iggy Pop conhece David Bowie. Muda para a mesma empresa de management do inglês e viaja para Londres com Williamson para gravar um disco a solo. Não encontra músicos ingleses que o satisfaçam e chama os irmãos Ron e Scott Asheton. Os Stooges voltavam assim a gravar, mas agora o grupo chamar-se-ia, de forma honesta, Iggy & Stooges. Bowie produziu num só dia sete das oito faixas, a partir de... três pistas que Iggy Pop lhe passou, banda na primeira, guitarra solo na segunda e a voz na terceira. O resultado, ainda que com a limitada cirurgia plástica que Bowie conseguiu fazer, não deixa de ser uma amálgama sonora de fuzz e berraria puxados aos limites, que, para a altura, mesmo para o contexto de Detroit de onde vinham os Stooges, metia medo. Parecia que queriam destruir tudo o que lhes aparecesse pela frente. Parecia tudo aquilo que anos mais tarde se encontraria na explosão do punk em Inglaterra. Mas, muitos anos depois, Iggy Pop, talvez para destruir ainda mais, voltaria a colocar "Raw Power" na história por outros motivos. À produção de Bowie sucedeu-se, em 1995, uma versão pirata, com a primeira mistura de Pop. Mas em 1997, numa reedição em CD da Columbia, Pop pegaria em tudo de novo para produzir aquele que é, mesmo para os dias de hoje, um dos discos com volume permanentemente mais alto de sempre, um trabalho que desagradou meio mundo, incluindo os próprios James Williamson e Ron Asheton. E, convenhamos, é uma merda.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #96-100

96. L'ENFANCE ROUGE @ FMM SINES
22 de Julho de 2009
É por isto que eu gosto do FMM. Abertura na programação, para pessoas com mentes abertas, passe a tentativa de recorrer a um slogan gasto. Junto à praia, num festival que muitos ainda pensam tratar-se daquela coisa fechada da world music, que em tempos marcou tudo o que era evento do género por cá, apareciam uns franceses contagiados pela raiva sónica dos Sonic Youth, dos Shellac ou dos This Heat, com algum sabor magrebino.

97. LIGHTNING BOLT @ PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO LARGO CAMÕES
23 de Novembro de 2008
Por falar em sítios estranhos para os To Rococo Rot tocarem, o parque de estacionamento não ajudou a que as más profecias de abalo estrutural e tragédia humana resultante do terrorismo sonoro dos Bolt se cumprisse, mas, da parte deste que vos escreve, chegou-se a sentir falta de oxigénio (e o tinittus nos ouvidos por vários dias). Foi um concerto para se sentir e não para se ver (a não ser para quem estivesse na primeira fila que rodeava o combo do ruído). Destaco este relativamente a outro espectáculo a que assisti em 2009, no Primavera Sound, onde o duo tocou, imagine-se, em palco, e em que o som estava muito abaixo do desejável.

98. TOUMANI DIABATÉ @ CCB
2 de Agosto de 2008
Das várias vezes que o maliano e "dieu de la kora" Toumani Diabaté por cá passou e eu estive lá a assistir, destaco este, não só porque terá sido aquele que a tranquilidade do evento me permitiu desfrutar quase em pleno do seu génio, particularmente visível no álbum que trazia consigo nesta altura ("The Mandé Variations"), como também guardo para mim o registo de ter sido o primeiro concerto a sério na vida do meu filho. E, ainda por cima, gostou e lembra-se dele sempre que vê um africano a pegar numa kora. (Já agora, uma das regras desta listagem dos 100 melhores concertos da década prende-se com a não repetição de nomes, mesmo quando até se justificasse incluir mais do que um concerto).

99. TO ROCOCO ROT @ ESTAÇÃO BAIXA-CHIADO
16 de Janeiro de 2004
Mas quem é que se lembrou de fazer um concerto na longa descida de escadas-rolantes da estação de Metro da Baixa-Chiado? Também por isso destaco esta actuação deles, quatro anos depois da participação no Número Festival, numa magnífica estrutura montada ao início do Parque Eduardo VII ("estes portugueses só nos arranjam concertos em sítios estranhos", pensarão ainda hoje os alemães).

100. IGGY & THE STOOGES @ SBSR
29 de Maio de 2005
Formação original quase completa, já que o irrequieto Mike Watt tomava conta do baixo de Dave Alexander (falecido em 2003), mas onde não faltou o saxofonista Steve Mackay (já no início do presente ano, outra baixa viria a acontecer nos Stooges regressados, com a morte do guitarrista Ron Asheton). Houve direito a "I Wanna Be Your Dog" e muitos outros hits, pela voz de um Iggy Pop endiabrado como sempre.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Nevralgia #7



Esta tem sido uma noite à volta de Nova Iorque, muito por culpa da senhora Patti Smith. Nesta viagem, deu para ir buscar ao baú "Sonic Reducer", o clássico dos Dead Boys, um daqueles temas que me fazia destruir a mobília do quarto na casa dos pais... :)
Era uma vez uma banda chamada Rocket from the Tombs, de Cleveland, aos quais pertencem aliás os créditos deste tema. Quando acabaram, uns formaram os insuspeitos Pere Ubu, os outros juntaram-se ao frenético Stiv Bator (vejam o vídeo), fazendo assim nascer os Frankenstein, que depois, já em Nova Iorque, se passariam a chamar Dead Boys. "Primeiro chamaram-nos cópias do Iggy Pop, depois chamaram-nos cópias dos Ramones. Depois cortámos o cabelo e passaram-nos a chamar cópias dos Sex Pistols", terá dito Stiv Bators.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Elijah Wood de Iggy Pop?

De acordo com a revista Variety, o actor Elijah Wood deverá vir a desempenhar o papel de Iggy Pop em "Passenger", a biopic sobre os primeiros anos do artista nos Stooges. A realização cabe a Nick Gomez e a estreia deverá acontecer por alturas do Verão de 2008.

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Os sobreviventes

O rapazito rebelde que em tempos se terá chamado James Newell Osterberg já tem 58 anos, mas a sua entrega em palco supera a de muitos "early twenties" que lideram as bandas de hoje. Do peito nu de Iggy Pop ainda escorrem fios de sangue, exactamente como há mais de dez anos, quando cá veio em nome próprio. Ontem, apareceu acompanhado pelos irmãos Asheton, com os quais formou os Stooges há quase quarenta anos, e por um Mike Watt absolutamente eléctrico no tratamento do baixo. T.V. Eye, Dirt, I Wanna Be Your Dog (duas vezes), No Fun (que me fez saltar para o pogo dancing da frente, de onde não mais saí), 1969, 1970, e muito mais... Foi alucinante.

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Curtas em Vila do Conde

À 12ª edição, o Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde volta a surpreender com mais um excelente programa, a decorrer entre os próximos dias 3 e 11 deste mês. Em paralelo com as compitas internacional e nacional, que levarão alguma tela algumas das melhores propostas de curtas metragens, o festival vai proporcionar uma série de eventos, com especial evidência para a música, patente em secções de programação como "Electric Guitar!" ou "Work in Progress". A primeira é uma mostra de filmes e instalações sobre a guitarra eléctrica e alguns dos artistas que a celebraram, como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, The Monkees, Andy Warhol e os Velvet Underground, Iggy Pop, Les Paul and Mary, The Cure, entre muitos outros. A segunda trata-se de uma secção iniciada em 2002 onde são exploradas as relações do cinema com outras artes. Transversal a ambas é a realização dos chamados "filmes-concerto", como lhes chama a organização, e outras festas. A programação, no que diz respeito aos concertos, vai decorrer assim:

Sábado, 3 de Julho
Hipnótica
La Chute de la Maison Usher, Jean Epstein e Luis Buñuel, 1928
Auditório Municipal
@c
Solar S. Roque
Plaza
Tota Bar

Quinta, 8 de Julho
Tom Verlaine (Television) e Jimmy Rip
Vários filmes: Fall of the House of Usher, Emar Bakta, Étoile de Mer, Autumn Mist, Ballet Mécanique, They Caught the Ferry
Auditório Municipal
Addictive TV
Tota Bar
The Film Remix Project
(DJs, VJs e artistas de audiovisual a fazerem remisturas de uma série de filmes - "Bruce Li The Invicible", "Nosferatu", "Charada", "Vengeance Valley", "A Noite dos Mortos Vivos" e "Os Sete Samurais")
Quinta, 8 de Julho, 01.30
Tota Bar

Sexta, 9 de Julho
X-Wife
Sleazy Rider
Legendary Tiger Man + Zé Pedro
The Paleface
Auditório Municipal

Sábado, 10 de Julho
Legendary Tiger Man
Solar S. Roque
DJ Food
Head, Cinetrip Re-Score
Local a anunciar

Para mais informações sobre o extenso programa do festival, é favor consultar:

Site oficial do festival
PDF com o programa completo

terça-feira, 9 de março de 2004

De onde raio é que vem o nome? #8: Iggy and the Stooges

James Newell Osterberg, o senhor Iggy Pop, começou por tocar bateria numa banda chamada The Iguanas (daí a origem do seu alter ego). Mais tarde, já como vocalista, inspirado por Lou Reed e Jim Morrison, juntar-se-ia a Dave Alexander
e aos irmãos Ron e Scott Asheton, para formar os Psychedelic Stooges, designação que se veria reduzida mais tarde, tal como a conhecemos. "Stooges" derivava mesmo dos "Three Stooges" ("três estarolas") dos desenhos animados que conhecemos da televisão e que passavam nos cinemas norte-americanos antes das longas metragens começarem, por volta dos anos 30 e 40.

terça-feira, 16 de setembro de 2003

Rock no hospital

No trabalho de pesquisa que tenho levado a cabo para a biografia dos Mão Morta, deparei aqui há tempos com um excelente artigo de Miguel Francisco Cadete, no Blitz de 2 de Novembro de 1993, e com o mesmo título desta posta. Basicamente, o jornalista foi à procura de casos de violência no rock em Portugal e compilou-os em duas páginas de jornal recheadas de histórias interessantes. Ali fala-se da violência infligida pelas forças de ordem, antes e depois do 25 de Abril, nos concertos rock. Fala-se da violência da segurança, como o caso dos profissionais que pontapeavam os "crowd-surfers" que caíam no fosso do concerto dos Stranglers. Fala-se na violência dos próprios músicos, como quando um dos guitarristas de Sepultura, em Cascais, atingiu um segurança (que se estava a exceder -- eu estive nesse concerto) com a guitarra. Fala-se violência do público, e nas vezes que UHF ou os Guns n'Roses foram arremessados com cerveja. Fala-se nas situações de limite a que os músicos se entregaram e que, por tal, se viram obrigados a fazer viagem do palco para o hospital, como a facada de Adolfo Luxúria Canibal. Fala-se em muitas outras espécies de distúrbios, mas as situações mais interessantes (e cómicas) são aquelas que envolvem músicos e críticos. Entre os exemplos dados, "Rui Veloso encostou o crítico do Expresso, João Lisboa, à parede, nos corredores do Teatro São Luiz, por altura do concerto de Marc Ribot" ou "O autor de "A Arte Eléctrica de Ser Português" [António Duarte] foi vítima de uma tentativa de agressão por parte de Iggy Pop"...