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domingo, 5 de julho de 2015

100 do FMM (até ver), do 21 ao 30


21. WARSAW VILLAGE BAND (Polónia)
Castelo, 29/jul/2004
"Esta foi a primeira vez que os polacos da Warsaw Village Band foram a Sines. Centrados na tradição folk do Norte da Europa, evocativos em parte dos Hedningarna e de outros projectos nórdicos, o grupo teve nesta edição uma actuação explosiva que não encontraria tanto eco assim no regresso ao local do crime, [em 2009]."

22. MOR KARBASI (Israel)
Centro de Artes, 20/jul/2009::vídeo::
"Ao meu lado, uma mulher batia com a mão no peito. Eu sentia os olhos a lacrimejarem. No palco, a israelita Mor Karbasi começava a cantar os primeiros versos de 'Rua do Capelão', de Amália Rodrigues, num português magnífico, com um arrojo vocal de fazer cair os queixos. Foi o momento da noite, será certamente um dos episódios mais notáveis desta edição do FMM, mas o espectáculo da israelita, acompanhada por piano, guitarra eléctrica, baixo e percussão, não se resumiu apenas a tal. Se há noites para a qual a palavra beleza existe é para descrever tanto Mor Karbasi como o seu espectáculo."

23. BARBEZ (EUA)
Castelo, 19/jul/2013::vídeo::
"É, pessoalmente, uma sensação forte esta de ter um coletivo como os Barbez, da vanguarda nova-iorquina, num festival como este. Diz muito sobre o que é esta festa. Os Barbez, esses, dão-se também lindamente com esse espírito. Uma vez mais, trouxeram ao palco um arranjo caleidoscópico de frases médio-orientais, de folclore do leste da Europa, de drones (os musicais, não os dos EUA) e outros arrepiamentos rock, de canções de revolta como a magnífica versão de "Bella Ciao". Fizeram ainda encore com uma versão dos Residents (e parecia que não podia ser mais natural a invocação). "

24. TOUMANI DIABATÉ (Mali)
Castelo, 27/jul/2006::vídeo::

25. KTU (Finlândia / EUA)
Castelo, 30/jul/2005::vídeo::

26. MARC RIBOT & THE YOUNG PHILADELPHIANS (EUA)
Castelo, 29/jul/2005
"(…) nómada da música (das músicas), doutor da guitarra (das guitarras). Neste FMM, só os KTU de Kimmo Pohjonen [e Amadou & Mariam] o ultrapassaram na lista de preferências."

27. SEPTETO ROBERTO JUAN RODRIGUEZ (Cuba)
Castelo, 31/jul/2004
"A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco."

28. GAITEIROS DE LISBOA (Portugal)
Castelo, 27/jul/2006
"Vi os Gaiteiros o mais que pude nos anos 90. Depois, o grupo deixou de ter uma presença habitual nos palcos, na mesma medida que se levantaram complicações às edições de novos trabalhos. O espectáculo no Castelo de Sines serviu de reencontro com o que continuo a achar ser o que melhor aconteceu à música portuguesa nos tempos recentes. E não falo apenas no ghetto das tradicionais, porque reduzir os Gaiteiros a tal é nunca ter compreendido aquilo que eles fazem."

29. SHIBUSA SHIRAZU ORCHESTRA (Japão)
Castelo, 26/jul/2013::vídeo::
"Mais de 30 japoneses em palco, uma orquestra psicadélica, um maestro que bebe cerveja e fuma, uma personagem na frente que parece o Kratos do God of War e outros mimos que lhe sucedem, duas bailarinas que passam o espetáculo inteiro a fazer coreografias com bananas de plástico, um tipo a pintar um dragão-largarto-golfinho numa tela branca que vai subindo com o andar da noite, uma medusa gigantesca que aparece mais para o fim e flutua sobre o castelo. É isto um teatro japonês, um noh, um kabuki? Se ignorarmos algumas pequenas incursões fáceis pelas ondas balcãs-ska, serão os Pink Floyd e os Gong de olhos rasgados a triparem numa comuna teatral? Incrível."

30. GOGOL BORDELLO (EUA / Ucrânia)
Castelo, 28/jul/2007::vídeo::
"Sábado à noite, a gogolândia instalou-se no Castelo. Não foi preciso muito para que aqueles milhares de pessoas começassem a suar abundamente aos pulos com que acompanhavam a música. Continuo a achar os Gogol Bordello demasiado azeiteiros, da voz a alguns padrões rítmicos muito semelhantes ao nosso 'pimba', continuo a achar que estão muito longe de serem uma versão balcânica dos Pogues ou dos Ukrainians (porque estes sabiam tocar a sério e sem puxar alarvemente pelo lado "cheesy" da coisa), mas, porra, incendiaram o castelo (calhou-lhes bem o tradicional fogo de artifício do FMM). Fizeram aquilo que era pedido para terminar os concertos no castelo: uma enorme festarola."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #61-65

61. SUPERSILENT @ GULBENKIAN
6 de Agosto de 2000
No ano 2000, Rui Neves regressava à programação do Jazz em Agosto e, com ele, o evento anual da Gulbenkian lançou-se a nomes das fronteiras do jazz, para lá daquele território até, nas opiniões mais conservadoras. Foi neste contexto que surgiram os noruegueses Supersilent, improvisadores de primeira, num registo electro-acústico que faria escola no selo Rune Grammofon. Um privilégio para quem esteve no anfiteatro.

62. KIMMO POHJONEN KLUSTER @ TAGV
1 de Dezembro de 2004
Se o diabo tocasse acordeão, ficaria roído de inveja com Kimmo Pohjonen. Na altura, escrevi, entre outras coisas, que "Pohjonen está para a tradição europeia do acordeão como Diamanda Galás está para os cabarets de Berlim. Está tão distante de Kepa Junkera, para nos situarmos em terrenos dos foles, como a israelita Meira Asher está, no terreno da voz, da inglesa June Tabor. É um autêntico diabo em palco. Ou melhor, é um Dr. Fausto perdido, com a alma já vendida a Méphistophélès, e que em palco tenta esconjurar o demónio."

63. SMOG @ CLUBE LUA
26 de Setembro de 2005
Ele sorriu. Ele não é tão mau assim! Foi a única vez -- com pena -- que vi o Bill Calahan ao vivo.

64. GOGOL BORDELLO @ FMM SINES
28 de Julho de 2007
Escrevi o que se segue na altura e cada vez mais tenho a vontade de carregar em certas palavras: "Sábado à noite, a gogolândia instalou-se no Castelo. Não foi preciso muito para que aqueles milhares de pessoas começassem a suar abundamente aos pulos com que acompanhavam a música. Continuo a achar os Gogol Bordello demasiado azeiteiros, da voz a alguns padrões rítmicos muito semelhantes ao nosso 'pimba', continuo a achar que estão muito longe de serem uma versão balcânica dos Pogues ou dos Ukrainians (porque estes sabiam tocar a sério e sem puxar alarvemente pelo lado "cheesy" da coisa), mas, porra, incendiaram o castelo (calhou-lhes bem o tradicional fogo de artifício do FMM). Fizeram aquilo que era pedido para terminar os concertos no castelo: uma enorme festarola."

65. AAVIKKO @ CAFÉ LUSO
19 de Novembro de 2000
Belo bailarico o que se instalou no mítico Café Luso, ao Bairro Alto. Foi uma óptima oportunidade de celebrar, com estes finlandeses casiomaníacos, a fase boa da electrónica mais lúdica, onde cabia também o alemão Felix Kubin (esteve nesta mesma noite), o russo Olek Kostrow (dos Messer für Frau Müller, do qual derivaram os hoje mais famosos Messer Chups, com o outro Oleg), o polaco Nova Huta, entre outros.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Kill Your Idols

A pitchfork apresenta aqui um documentário interessante a respeito da no wave que surgiu em Nova Iorque, no final dos anos 70, e do seu impacto sobre a música que daí surgiu. Atenção que a transmissão do documentário é limitada no tempo. Depois, só comprando o DVD.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Relato mais do que telegráfico do Alive de ontem

Muita gente. Gente demais. Poucos pontos de venda de cerveja. A lição outros festivais urbanos no passado (e aparentemente aprendida no entretanto) parece não ter servido de nada. Os Vampire Weekend não deixam de ser bons, mas tocam tal e qual como no disco. Os MGMT são uma seca. Os National estiveram quase perfeitos e tiveram um som bastante melhor que o da Aula Magna, que até foi bom para abafar as palminhas e outras histerias do público. Os Gogol Bordello precisam de quatro muralhas e fogo de artifício. Os Hercules and Love Affair são o pastiche dos anos 80 e do mutant disco mais ridículo e mais fútil dos últimos tempos. Os Rage Against the Machine são entediantes.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O fim da world music tal como a conhecemos?

Esta questão decorre de uma conversa ocasional com o director artístico do FMM Sines. Para onde vai a world music? Falamos na mesma coisa quando falamos de world music hoje ou como quando falávamos há 10 anos? E como será daqui a outros tantos? Continuaremos a colocar eventos magníficos como o FMM e o MED (oxalá resistam à passagem do tempo!) na categoria da world music?

Nos anos 80, as lojas de discos introduziram nos escaparates a secção da world music, a partir de um termo originalmente usado pelo etnomusicólogo Robert E. Brown (o primeiro grande divulgador das tradições indonésias do gamelão), para ali disporem tudo o que não fosse produção não ocidental. O interesse crescente do público e dos próprios músicos ocidentais, foi aproveitado pelo mercado e a especialização tornou-se uma realidade viável: nasceram as publicações, as editoras europeias e americanas, as lojas, os festivais, etc. Tal como jazz ou no heavy metal, por exemplo, havia um nicho do mercado que sustentava a especialização.

Hoje, o retrato que se tira à cena das músicas do mundo é diferente. A especialização deixou de ser assim tão clara como era há dez anos. Os públicos, os festivais, as publicações, as lojas, as editoras e os próprios músicos demonstram ser cada vez mais heterogéneos. E no que antes era dedicado apenas ao rock, à música nova ocidental, o mesmo se sucede. A secção da loja de discos está cada vez mais diluída pelas restantes e vice-versa.

Talvez a principal razão para esta evolução se deva à desfragmentação ou liberalização, se assim lhe quisermos chamar, do mercado da música, tal como proporcionada pela internet. A instituição de uma rede social com grande impacto na divulgação da música como o myspace.com ou a generalização do download gratuito de todo o tipo de música, trouxe uma nítida alteração nos comportamentos de todos os agentes envolvidos neste negócio, desde a origem, os músicos, até ao destino, os ouvintes. E se o mercado discográfico quase pede a extrema unção, o mercado dos espectáculos cresce a olhos vistos, o que explica que haja cada vez mais bandas a aparecer, cada vez mais digressões, cada vez mais festivais, cada vez mais promotores, cada vez mais público. Seja no rock, seja nas músicas do mundo. E este crescimento rápido em todas direcções estéticas está a trazer consequências para as antigas fronteiras de géneros e de mercados específicos. O fim do mainstream, de que tanto se fala, encontra o reflexo na diluição dos nichos.

Veja-se o caso dos festivais. Em Portugal, o MED trouxe este ano a lenda da soul Solomon Burke e os belgas Zita Swoon, dois nomes que dificilmente entrariam no clube fechado da world music de há dez anos. O FMM traz nomes como os Last Poets, o Nortec Collective ou os Firewater. Em Inglaterra, o Womad de Charlton Park apresenta o regresso dos Chic (sim, os do disco dance dos anos 70) e o Roni Size no cartaz. Nos festivais de rock é também cada vez mais frequente encontrar por lá artistas associados às músicas do mundo. O Sudoeste, por exemplo, tem feito aposta todos os anos no reggae. Os Gogol Bordello tocaram em 2007 no FMM, mas também em Paredes de Coura, e este ano regressam para o Alive. No fim-de-semana que passou, Glastonbury teve um palco que contou com Rachel Unthank, Justin Adams & Juldeh Camara (tocam ambos no FMM deste ano), Balkan Beat Box (estiveram no MED), etc.

Veja-se os músicos. Os Balkan Beat Box, por exemplo, que levam os Balcãs para a pista de dança. Os Extra Golden, que hoje tocam na ZDB, que promovem um encontro entre o rock e a música benga queniana. Os israelitas Boom Pam, que metem no mesmo saco o klezmer, a música cigana e as guitarras surf do rock'n'roll dos anos 60. Os Vampire Weekend que recuperam o legado deixado por Paul Simon em "Graceland", um exemplo perfeito de outra era de como a mestiçagem pode produzir excelentes resultados. O caso de Beirut ou do amigo Hawk and a Hacksaw, que transportam para a sua visão ocidental elementos que outrora faziam apenas parte da cena da world music. Os exemplos são infindáveis.

Veja-se o público. O castelo e toda a cidade de Sines enche-se de gente das mais diversas idades, das mais diversas "tribos", no último fim-de-semana de Julho. Os Tinariwen esgotam numa hora ou pouco mais o São Jorge, com um público que não é apenas o público da world music, no conceito que tínhamos até aqui. O público típico dos festivais de rock, outrora mais fechado e mais preconceituoso, ouve com mais respeito a "contaminação" das músicas do mundo.

Veja-se as publicações. Já repararam como, em publicações mais generalistas, já não se chuta um artigo sobre um qualquer artista do Mali para a secção das músicas do mundo? E que já não é sempre o mesmo especialista a assinar esses artigos?

Daqui a dez anos, estará tudo definitivamente diluído?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Rescaldo do FMM (A-I)

Ando desde ontem a abrir e fechar a página de edição de posts do blogger. Há naturalmente que falar destes nove dias fantásticos passados em Sines, mas tem sido doloroso recordar esta experiência. Mas antes que isto se arraste mais, aqui vai o rescaldo, servido através de um truque jornalístico frequentemente utilizado (e um tudo nada idiota):

A de Amigos.
Ninguém alguma vez pense ir para e estar em Sines sozinho. O FMM é para ir com amigos, é para estar com amigos, é para fazer novos amigos, é para celebrar esta capacidade tão engraçada que mulheres e homens têm de se relacionar uns com os outros.

B de Bellowhead.
Festa. Canções inglesas, ritmos irlandeses e muita festa no dia em que o castelo abriu as portas pela primeira vez à edição deste ano do festival.

C de Castelo.
Lá continua a servir de sala principal ao festival. Agora tem uma porta adicional, que facilita as entradas e saídas. No sábado à noite encheu ao ponto de ficar insuportável. Uma viagem da frente do palco até às casas de banho demorava imenso tempo.

D de Djambés.
Esta mania de alguns levarem djambés, pandeiretas, megafones e outros instrumentos para os recintos para com eles participarem nos concertos para os quais não foram convidados tem que acabar. Não foi nada que estivesse sempre a acontecer, mas se isto continua, ainda vou ficar com saudades do pessoal que bate palmas a acompanhar os temas por tudo e por nada.

E de Estrelas do céu de Porto Covo.
Nos primeiro fim-de-semana do FMM, que teve lugar em Porto Covo, o céu estrelado dava um ambiente magnífico aos concertos. A Lua, por sua vez, foi sempre crescendo até chegar à sua plenitude no último dia do festival.

F de Festival.
O FMM (ainda) é um festival na acepção mais genuína do termo. É sinónimo de festa entre todos, no público, na produção, nos artistas. É neste ambiente que acontecem de forma natural encontros como aquele que juntou Harry Manx com o percussionista da orquestra latina do Señor Coconut, numa improvisação que decorre da descontracção da festa.

G de Gogol Bordello.
Sábado à noite, a gogolândia instalou-se no Castelo. Não foi preciso muito para que aqueles milhares de pessoas começassem a suar abundamente aos pulos com que acompanhavam a música. Continuo a achar os Gogol Bordello demasiado azeiteiros, da voz a alguns padrões rítmicos muito semelhantes ao nosso "pimba", continuo a achar que estão muito longe de serem uma versão balcânica dos Pogues ou dos Ukrainians (porque estes sabiam tocar a sério e sem puxar alarvemente pelo lado "cheesy" da coisa), mas, porra, incendiaram o castelo (calhou-lhes bem o tradicional fogo de artifício do FMM). Fizeram aquilo que era pedido para terminar os concertos no castelo: uma enorme festarola.

H de Hypnotic Brass Ensemble.
Andaram pela praia, andaram pelas tasquinhas, andaram pelas ruas de Sines. Uma das mais belas surpresas deste FMM foi a brass band formada na sua maioria por filhos do trompetista da Arkestra de Sun Ra.

I de Instrumentos.
Todos os anos, o festival (como outros do género) ajuda a conhecer novas culturas e, com elas, novos instrumentos. Quem já viu Kepa Junkera ao vivo, já saberia o que é uma txalaparta, mas os outros tiveram oportunidade de a conhecer através das duas irmãs que formam o grupo Ttukunak. Outros instrumentos foram também protagonistas ao longo do festival, como as gaitas (no pun intended) dos Galandum Galundaina, a flauta (no pun intended again) do Rão Kyao, as percussões do Trilok Gurtu, a "sitarra" do Harry Manx, os gira-discos do DJ Ill Vibe, os saxofones de David Murray e amigos do WSQ, a voz de Erika Stucky, etc.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Que festival este, pá.

É sexta-feira, acho. O ritmo vertiginoso que se tem vivido aqui por Sines ao longo destes últimos sete dias esgotou o discernimento necessário para se poder afirmar com certeza que hoje é sexta-feira. Mas se assim é, de facto, se hoje é sexta-feira, temos um problema entre mãos. Está prestes a descer o pano do FMM 2007. Estes dias de música, praia, música, copos, música, festa, música, (des)amores e (des)humores e música, vão terminar amanhã. Os amigos que por aqui se encontram todos os anos, bem como os novos que aqui se fazem, vão regressar às suas terras de origem. Amanhã, dir-se-á "até para o ano, pá, e, olha, que festival este, pá".

Que festival este, pá. O festival das irlandices trazidas pelo Jacky Mollard (tanto no Centro de Artes como na jam no Salão Musical) ou pelos Bellowhead ou até mesmo pelo fiddler da banda de Trilok Gurtu. O festival do apelo irresistível do Mali e do deserto com os Etran Finatawa, os Tartit e a Oumou Sangaré. O festival das actuações explosivas do Hypnotic Brass Ensemble pelas ruas de Sines, o tal dos sete ou oito filhos do trompetista da Arkestra de Sun Ra. O festival do encontro improvisado em palco -- e só possível em ambientes como este -- do bluesman Harry Manx e um percussionista da orquestra latina de Señor Coconut. O festival da folia dos Galandum Galundaina e dos pauliteiros. O festival das fronteiras abertas do Azul de Carlos Bica (melhor concerto até agora?). O festival dos discos da Raquel, do António, do Gonçalo e do Álvaro pela madrugada fora.

Ainda que estejamos perto do fim, há tanto para acontecer nestas duas últimas noites: o raï chunga do Rachid Taha, o hip hop africano do K'Naan, a punk azeiteira dos Gogol Bordello, o jazz político do World Saxophone Quartet do David Murray, os merengues, salsas e chachachas sofisticados do Señor Coconut. E, claro, o bailarico de fim de festa até depois do sol nascer pela última vez na edição deste ano deste festival. E que festival este, pá.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Actualizando Coura

Dia 12 de Agosto - Devotchka, ...
Dia 13 de Agosto - Mando Diao, Low Budget Research Kitchen, Blasted Mechanism, Sparta, ...
Dia 14 de Agosto - Gogol Bordello, New York Dolls, Architecture in Helsinki, Spoon, Mão Morta, ...
Dia 15 de Agosto - Sonic Youth, Cansei de Ser Sexy, Sunshine Underground, Electrelane, ...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Bis

Um sinal da loucura que reina nos concertos e nos festivais é a lista de bandas que não vêm uma mas duas vezes ao nosso país, algo que era quase inédito até agora. Cansei de Ser Sexy, Scissor Sisters, Bloc Party e Gogol Bordello são alguns dos nomes que repetem presenças em 2007. Mais haverá, com certeza, que ainda há muitos cartazes a serem fechados. Os palcos portugueses estão cada vez mais na rota das digressões europeias. E ainda bem.