Mostrar mensagens com a etiqueta gala drop. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gala drop. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Lisboa, hoje: Sona Jobarteh e Gala Drop

Hoje há duas propostas a não perder para quem vive por Lisboa e arredores. Ao CCB chega-nos Sona Jobarteh, a primeira intérprete feminina da kora, a harpa da África Ocidental. No B.Leza, os nossos Gala Drop apresentam o seu segundo álbum, "II".

Sona Jobarteh, nascida em Londres e de ascendência gambiana, provem de uma das cinco principais famílias griot associadas ao longo de séculos à interpretação da kora. Curiosamente, é prima de Toumani Diabaté, o mais conhecido e talvez o mais virtuoso dos intérpretes daquele instrumento, conforme já tivemos a oportunidade de testemunhar nas várias vezes que nos visitou. Sona, que teve formação clássica de nível superior, é a primeira mulher a pegar num instrumento de homens. Colaborou em filmes e com vários músicos (Damon Albarn, claro, é um deles) e apresenta-se agora a solo, passando por Lisboa para fazer a primeira parte do concerto da brasileira Patrícia Bastos, por ocasião do Misty Fest. Será no pequeno auditório do CCB e está integrado na programação do Misty Fest. O espetáculo começa às 21h e as entradas custam 15 euros.



No B.Leza, os Gala Drop apresentam o álbum "II". Vai haver primeira parte do Coclea, que começará por volta das 22h00. As entradas custam 9,99€ ou 14,99€, e incluem o CD ou o LP, respetivamente, dos Gala Drop. Sábado será a vez da apresentação no Porto, no Plano B.

galadrop.bandcamp.com/album/ii

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Amanhã à tarde, há estacionamento livre no Maria Matos para a nave de Sun Ra

Em junho tivemos o prazer de receber a mítica Arkestra no B.Leza, neste ano em que celebramos os 100 anos de Sun Ra. Entretanto, o Teatro Maria Matos, que chegou à bonita idade dos 45 anos, lembrou-se de prestar tributo ao génio deste que é um dos mais extraordinários compositores da galáxia, e por isso, a festa de amanhã à tarde, apropriadamente intitulada "100 Ra" (glosando a de há dois anos, "100 Cage") promete ser imperdível.

A viagem ao universo musical de Sun Ra, que decorrerá amanhã entre as 16h30 e as 20h30, em vários espaços do Maria Matos, terá por comandantes:

- Bruno Pernadas e o seu ensemble;

- Gala Drop e convidados;

- Mo Junkie;

- Nuno Rebelo com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga (música original, composta especialmente para esta tarde, sob encomenda e produção do Maria Matos e GNRation)

Os bilhetes vão custar 5 euros e o programa pode ser consultado aqui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Novidades para os lados do Maria Matos, também

Para quem não se distrai nos banhos ou outras coisas de verão, o mês de agosto traz sempre novidades interessantes a respeito do que há de aí vir quando as temperaturas já não forem assim tão altas, quando já toda a gente estiver regressada às suas vidas diárias. Há pouco era o Out.Fest, mas também há novidades do Maria Matos para a próxima temporada de concertos:

20 de setembro - peixe:avião + Filho da Mãe & Jibóia (serão filmes-concerto, com os peixe:avião a musicarem "Ménilmontant", filme de 1926, de Dimitri Kirsanoff, e a dupla de guitarras FdM & J com "In the Land of the Head Hunters", filme de 1914, de Edward S. Curtis, ambos os filmes da colheita deste ano do Festival de Curtas de Vila do Conde)

27 de setembro - Steve Gunn & Mike Cooper (reedição em palco da dupla criada no Out.Fest do ano passado, que gravou por cá "Cantos de Lisboa")

18 de outubro - 100 Ra (programa cósmico-especial de celebração do 45.º aniversário do Maria Matos, em tributo a Sun Ra, no ano do centenário do seu nascimento, em quatro frentes musicais diferentes: Bruno Pernadas e seu emsemble, Gala Drop e convidados, Mo Junkie e Nuno Rebelo em colaboração com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga)

1 de novembro - Simon James Phillips "Perto do Ar" (regresso do australiano ao Panteão Nacional, para a apresentação de obra inédita para instrumentos de sopro no aniversário do grande terramoto de 1755, dia de Todos os Santos)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O novo Gala Drop sai daqui a um mês



"Broda", o novo álbum dos Gala Drop, sai no dia 30 de março. Foi escrito e gravado com Ben Chasny, o Six Organs of Admittance e guitarrista dos Comets on Fire, durante a sua última passagem por cá para concertos. A mistura e a masterização ficaram novamente a cargo de Rafael Toral. O álbum será editado em 12 polegadas pela própria Gala Drop Records, tendo distribuição nacional da Mbari e internacional (Europa, EUA e Japão) da influente Honest Jon's.

Entretanto, o grupo prepara-se para viajar pela Europa, durante o mês de março, em mais uma digressão:

13 @ Coimbra, Salão Brasil
14 @ Azkoitia, Matadero Ekintzak
15 @ Pau, La Centrifugueuse
16 @ Paris, Espace B
17 @ Caen, La Loupiote
18 @ Lille, La Peniche
20 @ Haia, 330 Live
21 @ Colónia, King Georg
22 @ Bruxelas, Ateliers Claus
23 £ Amesterdão, OCCII
24 @ Antuérpia, Muziekclub Petrol
26 @ Toulouse, TBA
28 @ Barcelona, Centro Gallego
29 @ Madrid, El Perro
30 @ Lisboa, Lux (c/Hype Williams e Tropa Macaca, e DJ sets de Kyle Hall e de Brian DeGraw // bilhetes a 12€ à venda a partir de amanhã)
31 @ Guimarães, Centro Cultural Vila Flor

Os Gala Drop vão ainda também ao Primavera Sound do Porto, no início de Junho, e ao Boom, em Idanha-a-Nova, no início de Agosto.

http://soundcloud.com/gala-drop/broda/s-XmEeD

segunda-feira, 4 de julho de 2011

É segunda-feira, mas há, pelo menos, dois fortes motivos para sair

A ZDB recebe os Gala Drop, que regressam de uma digressão pela Europa (no fim de semana estiveram por Porto e Braga).



No Cascais Cool Jazz Fest, a rainha da soul, solicitada por muitos para que cá voltasse depois de um concerto inesquecível no Santiago Alquimista, há uns bons anos, temos Sharon Jones com os seus Dap Kings.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gala Drop por essa Europa fora

Começa para a semana e apanha ainda o início de Julho, sempre (ou quase) sempre sem parar:

14/6 - Madrid, El Perro
15/6 - Barcelona, Moog
16/6 - Chalon-sur-saone, La Peniche
17/6 - Turim, No Fest
18/6 - Milão, Spazio Concept
19/6 - Munique, Import / Export
20/6 - Berlim, West Germany
21/6 - Copenhaga, TBA
22/6 - Estocolmo, Sodra Bar
23/6 - Malmö, Singsangstudion
24/6 - Dusseldórfia, Salon des amateurs
25/6 - Inglaterra (os Gala Drop ainda não preencheram esta data mas pedem por pistas para tocarem em Oxford, Manchester ou Nottingham para gaugaladrop -at- yahoo.com)
26/6 - Glasgow, BBQ at West End Festival @ Oran Mor
27/6 - Londres, Star of Kings
28/6 - Bruxelas, Cafe Central
29/6 - Paris, L'international
30/6 - Bordéus, Saint Ex
1/7 - Gasteiz, Ibu Hots
2/7 - Porto, Passos Manuel
3/7 - Braga, Vila
4/7 - Lisboa, ZDB

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (31 a 40)

31. Dan Kaufman's Shiboleth @ Lounge (14/10)
Se eu aqui elegesse a figura do ano, Dan Kaufman podia bem estar lá no topo (ou perto dali). Este ano, esteve cá com os Barbez (esperem por mais desta lista) e, mais tarde, com um projecto semi-improvisado, ao lado de dois portugueses, Enrique TK e Gustavo Costa. Composições de origem judaica, algumas delas com mais de dois mil anos, em formato surf-rock, melopeias à Constellation ou outros desvarios sonoros.

32. Anonima Nuvolari @ Musicbox (7/1)
Dêem-lhes um palco, dêem-lhes público, se querem ver. Fazem um festão. Aliás, nem é preciso dar-lhes nada. Palco para eles é qualquer sítio. O público, esse, anda sempre atrás do combo de doidos. A festa está, por isso, sempre garantida.

33. Beak≫ @ Primavera (28/5)
Geoff Barrows, dos Portishead, a fazer... kraut à moda dos Neu!. Pode estar na moda, mas foi muito bom. VÍDEO

34. Panda Bear @ Lux (12/2)
O disco tarda a sair, mas vamos tendo a oportunidade de ouvir as novas canções em concertos como este. E quando a coisa rola em sítios como o Lux, rola bem. VÍDEO

35. Tiguana Bibles @ Barreiro Rocks (14/11)
A árvore genealógica do rock'n'roll de Coimbra já é imensa e poucos são os que se deixam dormir à sua sombra. Victor Torpedo, Kaló, Pedro Serra e a suprema voz de veludo da inglesa Tracy Vandal metem-nos dentro de um filme do David Lynch (qual 3D, qual quê).

36. Oquestrada @ Tasca Do Chico (11/3)
Os últimos anos têm trazido aos Oquestrada novos e maiores palcos, discos (edição nacional e uma edição internacional regravada), mas é bonito ver que o grupo continua fiel aos espaços onde nasceu, onde a Lisboa popular ainda escorre pelas paredes. VÍDEO

37. Ruby Suns @ Lx Factory (18/6)
Chegaram a Lisboa em formato reduzido, mas nesta noite pouco se perdeu da essência deste magnífico tropicalismo made in Nova Zelândia.

38. Gala Drop @ Coliseu Dos Recreios (22/4)
O entusiasmo da banda em abrir para Sonic Youth, no Coliseu dos Recreios, foi tanto que a luz foi abaixo. Mas o que se tinha passado até então mostrou que, aos poucos e poucos, o projecto vem a merecer ter a atenção de todo o mundo posta neles. VÍDEO

39. Beach House @ Primavera (28/5)
A noite ia caindo, compondo o cenário para um dos mais belos espectáculos da edição deste ano do Primavera. Menos gente houvesse e teria sido quase perfeito. VÍDEO

40. Real Combo Lisbonense @ Alameda (4/10)
Só indo a um baile do Real Combo é que se percebe a festança que João Paulo Feliciano e companhia montaram. Não é indicado, contudo, para pés-de-chumbo. VÍDEO

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amanhã, Gala Drop no M

Os Gala Drop acabaram de lançar, pela norte-americana Golf Channel Recordings, o EP "Overcoat Heat" (único formato: 12"). Já se encontra à venda na Flur e na Louie Louie e a banda vai apresentá-lo ao vivo amanhã, no Espaço M (antiga Casa d'Os Dias da Água, na rua D. Estefânia, 175). Do cartaz da festa, que está agendada para iniciar-se às 22h, fazem também parte Magina, que acabou de editar o CD-R "Nazca Lines", e, para o resto da noite, o japonês DJ Kent (Force of Nature e Backwoods).

Com a cortesia dos Gala Drop, e com um agradecimento especial ao António do Vai uma Gasosa pela dica do player, aqui estão os temas de "Overcoat Heat":

1. Drop








2. Rauze








3. Izod








4. Overcoat Heat








quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gala Drop na Governors Island

Panda Bear tem uma data marcada para a Governors Island, aquele pedaço de terra abaixo da ponta Sul de Manhatan, e vai contar com os portugueses Gala Drop na primeira parte. E não só. Vai também haver concerto de Teengirl Fantasy (aos habituais aqui da casa, pu-lo numa "mixtape da casa" qualquer) e Dave Portner, o Avey Tare dos Animal Collective a pôr discos.
A data? 11 de Setembro...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mas este gajo só fala de alinhamentos?

Como é que dois alinhamentos tão semelhantes...
Perdoem-me os que não tiveram oportunidade de ver os Sonic Youth, no ano passado, no Primavera Sound, mas não consigo deixar de reagir ao concerto desta noite sem ter por referencial aqueloutro. Como é que dois espectáculos com alinhamentos tão semelhantes, conseguem ser tão diferentes, pelo menos nas reacções que provocaram a mim e, suspeito, a outros que, como eu, também lá estiveram? Será porque hoje estávamos numa sala cheia, comprimida, com muito calor e muito suor, e não numa doca, ao ar livre, entre largos milhares de pessoas, entre horários de dezenas e dezenas de outras actuações? Será porque os temas mais recentes estão agora mais rodados ao vivo? Será porque hoje a banda esteve efectivamente melhor, sem ostentar aquele ar de frete do ano passado? Será porque a empatia com o público foi outra? Será pelo clima de euforia com que toda a gente -- pelo menos ao meu redor -- ansiava pelo concerto de hoje? Não sei. O que sei é que tudo hoje, desde os temas mais recentes até coisas antiquíssimas como "Shadow of a Doubt", "Schizophrenia", "Cross the Breeze" ou "Death Valley '69" soava (e fazia suar) de uma forma que me fez sentir um miúdo a ir aos seus primeiros concertos no Coliseu (tal como o André, que tem 14 anos e saiu de lá com um sorriso de orelha a orelha). Estes foram os "meus" Sonic Youth. Os meus e os de muita gente, ao longo de várias gerações. E provavelmente vão por cá andar ainda em 2020 ou 2030, a conquistar novos públicos e a manter estas relações "para a vida" com as gerações mais antigas. Pelo menos, é o que o espectáculo de hoje sugere.
Muito bem estiveram também os Gala Drop. Surpresa ou não, o cosmos alucinante que o grupo serve tão bem modo dub -- hoje com uma incursãozita por uma cena mais disco-trashy -- acabou por colher bastante entusiasmo junto de público que não os conhecia e que até protestou pelo acontecimento estranho ao último tema. É que as luzes apagaram-se e, segundos depois, aconteceu o mesmo ao som. Toda a gente ali por perto imaginou que terão sido "calados", mas fontes próximas da banda (sempre quis usar esta expressão) garantiu que foi uma falha técnica. Há quem não acredite...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Esta noite somos visitados por um daqueles colossos imensos



Há quarenta e tal anos, Holger Czukay, então aluno de Stockhausen, então professor de música, então pouco fã de rock, não imaginava provavelmente que viria a ficar com o nome gravado profundamente na história relevante daquele género popular da música moderna, ao fundar e constituir-se como um dos principais motores criativos desse formidável grupo que foram os CAN. Em 11 anos, os CAN vieram e foram, não deixando porém de ficar na cartilha de milhares e milhares de bandas que ainda hoje trilham os caminhos abertos pelos alemães. Czukay continuou com os seus projectos em nome próprio, brincou com a rádio de ondas curtas, fez-se pioneiro da arte do sampling, cortando as fitas das gravações e colando-as, e colaborou com um número infindável de boa gente, com gente mais nova, mas clientes da mesma fonte de génio, como David Sylvian, Brian Eno ou Jah Wobble.

É hoje, sexta-feira. Aos 72 anos, Czukay a Lisboa, ao palco do Lux, num espectáculo promovido pela Filho Único. A primeira parte vai estar por conta dos Gala Drop, que aproveitam para lançar a versão LP do seu magnífico álbum de estreia (e que, entre outras coisas, os vai levar também ao palco do Coliseu dos Recreios, para a primeira parte dos Sonic Youth). Os bilhetes custam 15€, estão à venda na Flur e na Louie Louie ou, depois, na bilheteira do Lux.

quarta-feira, 31 de março de 2010

As primeiras partes de Sonic Youth

Em Lisboa, Gala Drop. No Porto, Manuel Mota. Pedido expresso do grupo, diz o ípsilon no Facebook.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hoje há dedilhar no Nimas

Que é, como quem diz, fingerpicking. E pelas mãos, aliás, pelos dedos, de Ben Chasny, um dos mais nobres dos guitarristas a ter recuperado a técnica, por via da escola Fahey/Takoma, no seu projecto a solo Six Organs of Admittance. O projecto é solitário, mas, ainda assim, Chasny vem acompanhado de um grupo composto pelas guitarras de Elisa Ambrogio (Magik Markers) e Andrew Mitchell e pela bateria de Alex Nielsen (Tight Meat Duo, Bonnie 'Prince' Billy).
As portas do Nimas abrem às 21h15, assegurando a Filho Único que o bar vai estar a funcionar, e o concerto começa por volta das 22h. A entrada custa 10€.

Este é o primeiro concerto de uma digressão europeia de Ben Chasny, que vai contar, em algumas das datas, com a primeira parte dos Gala Drop: Donostia (25), Utrecht (27), Paris (28), Brighton (30) e Penryn (na Cornualha, a 1 de Dezembro).

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sofa Surfers e música de Lisboa numa revista austríaca

Esta aqui ao lado é a capa do novo número da Fleisch, uma revista austríaca de artes, tendências, política, etc. Traz na capa os Sofa Surfers, que vão ter novo álbum em Janeiro do próximo ano. Mas este número da Fleisch traz também várias páginas dedicadas a Lisboa, por encomenda da publicação a Wolfgang Schlögl, o Sofa Surfer mais lisboeta do grupo, pelas várias vezes que por cá tem estado, boa parte delas para trabalhar com os Hipnótica, os quais, a propósito, também já têm novo álbum gravado e que vai uma vez contar com a ajuda do austríaco na produção e masterização.

O que há aqui então sobre Lisboa? Primeiro, uma compilação em CD, com Coldfinger, DJ Ride, Cacique 97, Cool Hipnoise, Dead Combo, Hipnótica, Noiserv, Micro Audio Waves, Gnu e B Fachada. Depois, um texto de Wolfgang Schlögl sobre a cidade. Finalmente, um texto sobre bandas actuais de Lisboa, aqui deste sempre vosso.

Aproveito para reproduzir o texto aqui, já que a Fleisch não é distribuída por cá, nem tão pouco haverá lojas de importação que a tenham. Na revista, tudo aparece, claro está, em alemão, mas deixo aqui a versão original em inglês, sem quaisquer cortes da edição. (Reparem que o texto foi escrito em Julho, antes da notícia do fim dos Vicious Five, e quando o Musicbox tinha aquelas quintas-feiras de afro beat.


Lisbon beyond the Fado
By Vítor Junqueira
July 2009

Nearly 500 thousand people live in the inner skirts of the city of Lisbon, a number that hits almost three million in the greater metropolitan area factsheet. There’s no surprise that most of the music acts that come from Lisbon were in fact raised over its suburbs. Take out the first name from the Lisbon band you’ll probably know best in these days: Buraka Som Sistema. Buraca, spelled with a C, is one of these suburbs. There lives a vast community of first through third generation African immigrants and it is a very common place to hear kuduro, the urban Angolan dance beats that BSS are taking all around the world. The hip hop scene, fronted by long lived Da Weasel or the producer and MC Sam the Kid, amongst endless other examples, also lives in suburbs of the same kind.

For rock matters, the river Tagus’ south bank has always been a fertile ground for new and enduring acts. Barreiro, a town in the old industrial belt south of Lisbon, is today’s rock’n’roll and avant rock place par excellence. That’s where growingly acclaimed festivals like Barreiro Rocks and Out.Fest are manned every year by groups of young people who amongst themselves play in several bands, many of the times with almost the same line-ups. That’s the case of Los Santeros, three manic Mexican-wannabes playing surf rock, The Act-Ups, psych-garage, or Frango, a noisy experimental act. And if you’re into avant rock, you should check Os Loosers, fronted by Lux DJ and bassist-guitarist Tiago Miranda, who along people from Out.Fest also started Gala Drop, whose dub-infected grooves are being acclaimed everywhere (check out their self-titled debut record).

Communities like these help to describe the way most bands are born all around Lisbon. In fact, it’s just a small capital and everyone knows each other. Even if not, there’s always a friend of a friend. Everyone ends up at the same venues, like the Galeria Zé dos Bois (ZDB for short), MusicBox, Lux, Lounge, Bacalhoeiro, to name a few of the ever growing list of places where bands can play live in Lisbon. The development in the Lisbon music scene owes significantly to this increase and diversification of venues over the last 10 years. People from Lisbon, and from all around Portugal in a broader sense, have more places to play but, perhaps more important, they also have more places to learn from bands that come more and more from everywhere in the world, and more places to hang out, to discuss their methods and ideas, to form new projects with akin souls.

One of the most peculiar communities to rise recently in Lisbon comes out from the Baptist Christian Church grounds. FlorCaveira (SkullFlower) is the name of the religion meets rock movement which nowadays comprises almost 20 acts that have been gaining an increasing space in the radio waves, a territory that, believe it or not, has been uncharted waters for the most of the new Portuguese bands for several years. Amongst these acts, the most acclaimed are Os Pontos Negros (The Strokes’ kind of mainstream rock) and singer songwriters Tiago Guillul, B Fachada, Samuel Úria and Bruno Morgado. “The new wave of Portuguese rock”, as every newspaper is now calling it, also embraces the Amor Fúria label, whose acts, Os Golpes being the most celebrated, share stages regularly with those from FlorCaveira.

All these bands from this “new wave of Portuguese rock” sing in Portuguese, something that became out of fashion since the eighties wide explosion of rock. Apart from groups like Madredeus and some few other bands, mostly of them coming from outside Lisbon, shame of being Portuguese was the most striking anathema for Portuguese rock in the nineties. The nation was still suffering from years of enclosure from the outside world, and it was adhering to everything it could that came from abroad. And that also showed up in the music itself. But the times are changing again. A project like Dead Combo (electric guitar and doublebass only) does hold on to Ennio Morricone spaghetti western kind of landscapes, but there is a quite subtle inner feeling of Portuguese sound coming from it, tracing out to common memories like those left by the late great guitarist Carlos Paredes. Also Norberto Lobo, a young, celebrated, and crafted fingerpicker does bring something evoking Paredes. In a clearer way, groups like Deolinda, who take the Madredeus heritage to present days, and O’Questrada are also making people realize that Fado – or some of its essence – it’s not only sorrow. It can also mean partying; it can also mean dancing with a shinny happy smile.

Over the last years, Lisbon also became home sweet home for a growing community of European young people, mostly Spaniards and Italians, who also started to create interesting bands, like the Italian-Swiss Anonima Nuvolari, who play old Italian songs in a Pogues-ish way. In the same scene, Farra Fanfarra and Kumpania Algazarra take the fit of the Balkan brass bands to play the streets and parties everywhere around town. On the grounds of noise and experimental music, Mécanosphère is one band living in Lisbon and it’s mainly operated by French artists. Panda Bear, from Animal Collective fame, also lives in the city.

As a matter of fact, in the recent years, if not always in its history, Lisbon became home for many cultures. For instance, it’s common to cross by excellent players from the old African colonies (Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, …) who live in the city. Take Kimi Djabaté and Braima Galissá, for instance, from the young generation of “griots” from Guinea-Bissau to come by. Music from Africa and other continents is also present in some other interesting bands from Lisbon, like Terrakota or Cacique ’97, whose members gather up regularly along with those of Cool Hipnoise, a quite interesting and nearly veteran funk local band, to produce the most intense afrobeat party (every second Thursday of the month, at MusicBox, if you’re thinking dropping by).

I’ve been talking mostly of new bands from Lisbon. There are also, of course, the veteran ones, the mainstream rockers Xutos & Pontapés being the most celebrated one with a 30 year old career. Emerging from the eighties, the dadaists Pop Dell’Arte, one of the most interesting acts to arise in Lisbon, are still running up, playing gigs and recording tracks. From the nineties, there’s Hipnótica, who started with the trip hop explosion and evolved to a kind of post rock, post jazz stuff over which Wolfgang Schlögl of Sofa Surfers collaborated.

Two final namedrops for The Vicious Five, who started around in the hardcore underground, developing a faithful mass of fans ever since, and for Bypass, scholar post rockers who deserve to jump out borders anytime soon.

There are a lot of bands in Lisbon. A great lot of good bands, indeed. This is only a tiny shortlist. Many of them were ignored over the above lines, due to lack of remembering, due to lack of space, due to intention on not letting this grow to a mere namedropping. Still, the best way to know bands from Lisbon (and Portugal) is to stay for sometime in the city and to attend to the venues cited above whenever you can.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Álbuns portugueses do 08 (lista dos leitores)



1. "Gala Drop", Gala Drop
2. "Black Diamond", Buraka Som Sistema
3. "Maldoror", Mão Morta
4. "Sempre de Mim", Camané
5. "Lusitânia Playboys", Dead Combo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Álbuns portugueses do 08 (lista da gerência)



1. "Maldoror", Mão Morta (Cobra)
2. "Gala Drop", Gala Drop (ed. autor)
3. "The Act-Ups Play the Old Psychedelic Sounds of Today", The Act-Ups (Hey, Pachuco!/Groovie Records)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Gala Drop e Religious Knives

O acontecimento musical deste fim-de-semana reparte-se entre Bragança, Porto e Lisboa, na sexta, no sábado e no domingo, respectivamente. Os Gala Drop, o colectivo formado por Nélson Gomes (meio-Filho Único), Tiago Miranda (Loosers, Lux, etc.) e o recém-chegado Afonso Simões (Fish and Sheep), apresentam-se agora em palcos portugueses, depois de mais uma digressão por terras europeias. Para breve, está a edição do álbum de estreia, homónimo, produzido por Rafael Toral, e que tem tido óptimas reacções lá por fora (como esta). Não é nada de espantar, tendo em conta a última aparição do trio na ZDB, então na primeira parte dos Dirty Projectors. Foi um concerto memorável, foi.
Com os Gala Drop vão estar também os seus companheiros de viagem pela Europa, os Religious Knives, de Brooklyn, que reúnem elementos dos Double Leopards e dos Mouthus, e cujo próximo álbum, "The Door", terá carimbo Ecstatic Peace e produção do próprio Thurston Moore, juntamente com a banda.

Falta só dizer onde vão ocorrer os concertos deste fim-de-semana:

Sexta-feira (hoje) - Bragança, Central Pub
Sábado - Porto, Maus Hábitos
Domingo - Lisboa, Museu do Chiado (entrada €7; a partir das 22h - malta, atrasai isso para dar tempo para ver o Sporting-Porto descansado)