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sexta-feira, 19 de maio de 2017

100 de 1977, n.º 88, Daevid Allen



NOW IS THE HAPPIEST TIME OF YOUR LIFE
DAEVID ALLEN (Austrália)


Edição original: Affinity
Produtor(es): Daevid Allen



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

100 de 1976, n.º 85, Daevid Allen & Euterpe



GOOD MORNING
DAEVID ALLEN & EUTERPE (Austrália/Espanha)


Edição original: Virgin
Produtor(es): Daevid Allen



quarta-feira, 27 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 7, Gong (rep.)



FLYING TEAPOT
GONG (França/Inglaterra)
Edição original: Virgin
Produtor(es): Giorgio Gomelsky
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Se isto fosse a lista dos discos mais chanfrados de 1973, este estava batido no topo. A chanfradice não vem só do tema cósmico que atravessa todo o disco, apesar de ser uma história que merece a pena ser contada. Inspirada numa alegada visão do vocalista australiano Daevid Allen durante uma lua cheia na páscoa de 66, a história de "Flying Teapot" fala de um egiptologista suinicultor, Mista T Being, a quem um vendedor de rua de bules antigos e colecionador de rótulos de chá, Fred the Fish, vende um brinco mágico, o qual é capaz de captar mensagens do planeta Gong através de uma estação pirata de rádio chamada Radio Gnome Invisible. Os dois viajam para o Tibete onde se encontram com o abominável homem da cerveja, Banana Ananda, que passa o tempo a cantar "Banana Nirvana Mañana" e se embebeda com Foster's... Só por isto, já merece a pena ir até ao fim do mundo à procura deste disco. Esta história está então na base da trilogia aqui iniciada e prosseguida em "Angel's Egg" -- 64.º nesta lista -- e em "You" (1974). Mas, dizia atrás, a chanfrandice não vem só da história. Musicalmente, "Flying Teapot" é um disco de loucos. Só tipos completamente fora do registo de lucidez que a sociedade entenda como normal seriam capazes de chegar a composições e a arranjos desta natureza, um autêntico frenesi de géneros (jazz, rock, prog e muito mais), de instrumentos, de ritmos, de tempos. É o melhor, a par com "Camembert Electrique" (1971), da fase Allen. Pode não chegar para dar alucinações como a que ele teve naquela tal páscoa, mas poucas vezes a música consegue chegar tão perto de ser assim tão alucinante.

sexta-feira, 13 de março de 2015

E lá vai Daevid para o planeta Gong

Ficámos a saber, há pouco tempo, que ele não ia estar muito mais tempo entre os vivos. Hoje chega-nos a notícia, pelo facebook do seu filho, de que Daevid Allen, fundador dos Soft Machine e dos Gong, sucumbiu ao cancro que lhe havia sido diagnosticado no ano passado. Tinha 77 anos.

«And so dada Ali, bert camembert, the dingo Virgin, divided alien and his other 12 selves prepare to pass up the oily way and back to the planet of love. And I rejoice and give thanks. Thanks to you dear dear daevid for introducing me to my family of magick brothers and mystic sisters, for revealing the mysteries, you were the master builder but now have made us all the master builders. As the eternal wheel turns we will continue your message of love and pass it around. We are all one, we are all gong. Rest well my friend, float off on our ocean of love. The gong vibration will forever sound and its vibration will always lift and enhance. You have left such a beautiful legacy and we will make sure it forever shines in our children and their children. Now is the happiest time of yr life. Blessed be.»

Vemos a música popular perder uma dose imensurável de loucura, irreverência e poesia (e tanta falta que lhe fazem todos estes ingredientes indispensáveis, nos dias formatados e sérios que vivemos). Precisamos tanto de mais Daevids e outros camemberts chanfrados...


(Daevid Allen em 1961, à porta da casa de Robert Wyatt, em Canterbury.)