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sábado, 30 de novembro de 2019

100 de 1979, n.º 32, Caetano Veloso



CINEMA TRANSCENDENTAL
CAETANO VELOSO & A OUTRA BANDA DA TERRA (Brasil)


Edição original: Philips
Produtor(es): Caetano Veloso



terça-feira, 17 de abril de 2018

100 de 1978, n.º 46, Caetano Veloso & A Outra Banda da Terra



MUITO (DENTRO DA ESTRELA AZULADA)
CAETANO VELOSO & A OUTRA BANDA DA TERRA (Brasil)


Edição original: Philips
Produtor(es):



sexta-feira, 28 de julho de 2017

100 de 1977, n.º 18, Caetano Veloso



BICHO
CAETANO VELOSO (Brasil)


Edição original: Polygram
Produtor(es): Perinho Albuquerque



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

100 de 1975, n.º 31, Caetano Veloso



QUALQUER COISA
CAETANO VELOSO (Brasil)


Edição original: Philips
Produtor(es): Caetano Veloso



terça-feira, 8 de novembro de 2016

100 de 1975, n.º 40, Caetano Veloso



JÓIA
CAETANO VELOSO (Brasil)


Edição original: Philips
Produtor(es): Caetano Veloso, Perinho Albuquerque



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando o Raul Solnado queria que o Caetano explicasse o que era o Tropicalismo



Chega aos cinemas brasileiros no mês de agosto.

Sinopse:
Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando a várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, "Tropicália" nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A obra em progresso

Esta vi no blogue do Dário. Ao longo de 2008, Caetano Veloso tem realizado uma série de concertos no Rio de Janeiro à qual deu o nome de "Obra em Progresso". O projecto tem servido para ele e o seu grupo irem dando corpo a novas composições que poderão vir a constituir o tema central do próximo álbum, onde no qual o samba se encontrará com o rock.
Mas a principal novidade é que Caetano é mais um artista a usar a internet como meio de partilha e discussão dos seus processos de criação. A experiência do "transamba", como ele também lhe chama, tem vindo a ser mostrada pelo próprio no blogue www.obraemprogresso.com.br. Nas palavras do próprio:

“O ponto de partida foi desenvolver os tratamentos do ritmo de samba na guitarra elétrica, sugerido pelo modo como Pedro Sá cria “riffs” com sonoridades refinadas. As novas composições, em que comecei a trabalhar no verão em Salvador, serão concebidas tendo em vista esses experimentos rítmicos. Meu desejo é ir mostrando semanalmente o progresso desse trabalho. Não se trata, porém, de ensaios abertos. São shows.”

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

E, para continuar...



Esta versão de "Você Não Entende Nada / Cotidiano", gravada para um programa da Globo em 1986, está já muito distante daquela que era o grande momento do disco que Caetano Veloso e Chico Buarque gravaram ao vivo, no início dos anos 70 (in "Caetano e Chico Juntos e Ao Vivo"). Apresenta, porém, a curiosidade dos dois cantores inverterem os papéis de então: agora, é Chico que canta "Você Não Entende Nada", de Caetano, e Caetano que se intromete com "Cotidiano", de Chico. E a transição continua a ser arrepiante.

Verdade tropical #2

Algumas das muitas referências a Chico Buarque, em "Verdade Tropical":

[Sobre as primeiras reuniões entre músicos organizadas por Gilberto Gil, na génese do tropicalismo] Se, por um lado, Chico, boêmio e desconfiado de programas, embriagava-se e ironizava o que mal ouvia (...). Enfim, Gil não chegou a desistir de se fazer entender, pois os outros é que desistiram de tentar segui-lo. Restava-nos seguir sozinhos.

[Sobre os tempos em São Paulo] Naquela mesma noite eu estreava na TV e a partir de então meu conhecimento de letras de canções brasileiras e minha memória se tornaram lendários. Chico Buarque era o meu maior competidor, com uma vantagem: seu reportório era extenso como o meu e sua memória igualmente fresca, mas ele era ainda capaz de inventar na hora canções tão bem-feitas que pareciam jóias da nossa tradição aos ouvidos dos responsáveis pelo programa. Ganhámos vários automóveis Gordini -- que vendíamos automaticamente sem averiguar se perdíamos alguma coisa nessa venda -- nos meses que se seguiram à minha estréia. E eu fiquei, além de famoso, rico, para os meus padrões. Passei a ir quase semanalmente a São Paulo. As noitadas com Chico e Toquinho eram deliciosas, e com isso São Paulo deixou de ser o lugar detestável da minha primeira experiência. (...) Chico tinha um carro e sabia tudo da cidade onde crescera e estudara. Muitas vezes ele bebia demais, e nós tínhamos que acordá-lo para que nos levasse de volta para casa. Não nos dava medo o fato de ele ir praticamente dormindo até o assento do carro no qual, uma vez dada a partida, ele exibia uma destreza surpreendente. (...) Chico, com seus lindos olhos verdes que fixavam-se em nós com uma dureza diabólica, era dono de um humor mais sádico do que o de Capinan. Nessa época, sua beleza era extraordinária, mas entre angelical e demoníaca, quase divina em todo o caso, não me parecia sexualmente atraente (...), o que me levou a brincar de chamá-lo, sem que isso causasse constrangimento, "meu noivo". Na verdade, as meninas eram o tema mais freqüente das nossas conversas. Chico fazia ciúmes de suas namoradas comigo e por vezes chegava a dizer a Dedé, no Rio, que eu as assediava. (...) Uma vez, foi aos nossos amigos em São Paulo que Chico assustou com uma história a meu respeito. Assim como eu ia muito a São Paulo, ele vinha muito ao Rio. Numa de suas voltas, ele contou, com grave discrição, que eu tinha enlouquecido. Manteve a mentira até que eu aparecesse por lá. A notícia se espalhou entre os conhecidos, naturalmente, e Chico chegou ao requinte de detalhar para Toquinho, que ficara consternado, uma visita que Bethânia me teria feito no sanatório: quase chorando, ele repetia o que eu teria dito ao vê-la na porta do quarto: "Sai, carcará! sai, carcará!". Quando voltei a São Paulo, encontrei diversas pessoas que se surpreendiam ao me ver, me olhavam demoradamente, prestavam demasiada atenção no que eu dizia. Muitos me perguntavam: "Você está bem?".

[Sobre "Alegria, Alegria", do próprio Caetano] Mas o que ninguém nunca disse -- nem mesmo eu, que até aqui só falei em Beatles, Gilberto Gil e Franklin Dario quando tratei da gênese de "Alegria, alegria" -- é que "Alegria, alegria" foi em parte decalcada exatamente de "A banda" [de Chico Buarque].

(...) Minha primeira lição sobre armadilhas de imprensa se deu exatamente por causa disso. Uma moça simpática, entrevistando-me para a revista InTerValo (...), perguntou-me como eu via a diferença entre mim e Chico. Eu, estimulado pela oportunidade (...), expliquei-lhe que o que eu fazia era expor o aspecto de mercadoria do cantor de TV. Que tanto eu quanto Chico estávamos dizendo muitas coisas com nossas canções, mas que, do ponto de vista da televisão, eu era um cara de cabelo grande e Chico era um rapaz bonito de olhos verdes; e que quanto mais desmascarado estivesse esse jogo, mais nossas canções e nossas pessoas estariam livres. Poucos dias depois saiu a reportagem com minha declaração sumária de que "Chico Buarque não passa de um belo rapaz de olhos verdes". Tom Zé (...) não tinha esses cuidados com Chico Buarque. Perguntado num programa de televisão sobre o confronto tropicalistas versus Chico, respondeu que, de sua parte, respeitava muito Chico Buarque "pois ele é nosso avô". Lembro de, ao ser informado dessa história (...), rir às gargalhadas com Guilherme, comentando o fato de eu ser dois anos mais velho que Chico -- e Tom Zé seis anos mais velho do que eu. (...) Um episódio, no entanto, me pareceu inaceitável. Já no final de 68, Gil estava com Sandra (...), numa frisa do Teatro Paramount, onde se realizava uma eliminatória do festival da Record daquele ano. Um grupo de pessoas na platéia recebeu a entrada de Chico no palco aos gritos de "superado!, superado!". Gil comentou com Sandra que aquilo era inadmissível. Levantou-se investiu contra os manifestantes. Um jornalista quis ver -- e assim publicou depois no seu jornal -- que Gil havia liderado uma vaia ao Chico. (...) Hoje todo o mundo que escreve sobre os acontecimentos de então se compraz em dizer que havia dois lados que se confrontavam nesses festivais: um a nosso favor, outro a favor de Chico. As coisas não eram assim.

"Verdade Tropical", Caetano Veloso (Companhia das Letras, 1997; Quasi Edições, 2003)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Verdade Tropical #1

No seu "Verdade Tropical", ensaio biográfico do tropicalismo, Caetano Veloso refere-se poucas vezes a Tom Zé, por comparação com outros companheiros da altura (Gilberto Gil, Gal Costa, os Mutantes, etc.) e mesmo outros não tropicalistas (João Gilberto, Chico Buarque, cineastas, escritores, filósofos, etc.). Mas a dada altura conta este episódio sobre o último dos sobreviventes tropicalistas:

A simples viagem de avião com Tom Zé de Salvador para São Paulo já deu o tom do que seria sua atuação. O Caravelle da Cruzeiro do Sul -- aeronave cuja modernidade de linhas me encantava como um samba de Jobim ou um prédio de Niemeyer --, voando em céu azul, parecia que ia explodir com a vibração da presença de Tom Zé. E isso chegou a exteriorizar-se até o conhecimento da aeromoça e quem sabe de outros passageiros. Não que ele se mostrasse nervoso por estar voando -- embora sua ostentação de estranheza em relação a tudo o que se passava no avião indicasse (talvez enganosamente) que ele nunca tinha voado --, mas seu sotaque e suas expressões arcaicas pareciam agredir a realidade tecnológica da aviação e o conforto burguês dos "serviços" de consumo: ele estava me dizendo -- e dizendo a si mesmo e ao mundo -- que ia, sim, para São Paulo, mas que permaneceria irredutível quanto a certos princípios e traços de caráter. Ele lidava de modo inventivo -- e bizarramente elegante -- com o medo da mudança de situação. Referia-se ao avião em que estávamos como "essa caravela", indicando intimidade e estranheza ao mesmo tempo, e, por trás dessa ironia, comentando o sentido de partida para outro continente que essa viagem tinha para ele. Quando a aeromoça se aproximou para perguntar o que queríamos beber, ele respondeu certamente: "Cachaça". Havia humor na obviedade de seu conhecimento de que não deviam servir cachaça a bordo. Mas a sinceridade de seu ar desafiador -- embora não impolido -- levava a pensar em como era ridícula a pretensão de refinamento da freguesia desses serviços (não havia, por exemplo, uma só aeromoça preta em qualquer companhia de aviação brasileira) tornados amorfamente "internacionais", e em como Tom Zé estava disposto a não contemporizar com isso. À esperada resposta da aeromoça -- "Desculpe, não temos" -- ele começou a desapertar o cinto de segurança e, fazendo menção de levantar-se, disse -- dirigindo-se a minha, não a ela: "Então eu vou-me embora. Mande parar essa caravela". A verdade com que essas palavras foram ditas assustou-nos, a mim e à moça, pois, embora, soubéssemos impossível obedecer a tão absurda ordem, sentíamos, na determinação com que esta fora dada, que ela se imporia de alguma maneira."

terça-feira, 23 de agosto de 2005

A Festa

Aproxima-se mais uma Festa do Avante. Eis alguns dos nomes que pisarão os palcos, no que diz respeito à música:

Sexta Feira, dia 2 de Setembro de 2005

- Carlos Bica
- The Act Ups
- Vera Mantero e Gabriel Godói interpretam Caetano Veloso

Sábado, dia 3 de Setembro de 2005

- Brigada Victor Jara
- Bunnyranch
- Clã
- Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música
- Cristina Branco
- Janita Salomé
- Linda Martini
- Ljiljana Buttler & Mostar Sevdah Reunion
- Lupanar
- Primitive Reason
- Realejo
- Refilon
- Skareta
- Skàrnio
- Telectu
- Tomás Pimentel
- Xutos & Pontapés

Domingo, 4 de Setembro

- Blasted Mechanism
- Da Weasel
- Dazkarieh
- Galandum Galundaina
- Gandaia
- Terrakota

Mas há muitos mais nomes e muito mais que fazer na Quinta da Atalaia do que ouvir música, conforme se pode ver aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Recordação do dia


Magia. Caetano Veloso e Chico Buarque juntos no mesmo palco só podia dar nisto. Na altura -- 1972 -- dizia-se que Caetano, que tinha acabado de regressar do exílio, e Chico Buarque andavam de costas voltadas, mas aquele espectáculo do Teatro Castro Alves, em Salvador da Bahia, viria afastar os rumores, como se percebe desta simbiose quase perfeita que existe entre as duas vozes, especialmente notada no arrepiante "Você Não Entende Nada / Cotidiano", ou entre as duas almas criadoras, como quando Caetano canta "Rita", de Buarque, e lhe acrescenta "Esse Cara", ou quando o carioca interpreta "Janelas Abertas nº2", do Bahiano. E aquele final com "Os Argonautas" a dois? Magia.