Mas eis que alguém relembra a história. A Blitz, a revista, faz um especial com as melhores histórias de festivais (edição de agosto). O Blitz, o site, publica um excerto do mesmo, precisamente sobre o tal dos Arcos de Valdevez. É ler aqui, para conhecer ou para voltar a lembrar.
Mostrar mensagens com a etiqueta blitz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blitz. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Reviver o passado em Arcos de Valdevez
Um tipo tenta esquecer-se do festival de Arcos de Valdevez de há 13 anos. Não por ter ido, mas precisamente porque não foi e não testemunhou aquele que terá sido, a avaliar pelos relatos de então, o mais selvagem de todos os festivais de rock realizados neste retângulozito à beira mar. Um tipo passa por estas coisas com inveja mesquinha dos outros, os que foram. Um tipo já não ouvia falar disto há algum tempo e estava quase, quase, quase a esquecer.
Mas eis que alguém relembra a história. A Blitz, a revista, faz um especial com as melhores histórias de festivais (edição de agosto). O Blitz, o site, publica um excerto do mesmo, precisamente sobre o tal dos Arcos de Valdevez. É ler aqui, para conhecer ou para voltar a lembrar.
Mas eis que alguém relembra a história. A Blitz, a revista, faz um especial com as melhores histórias de festivais (edição de agosto). O Blitz, o site, publica um excerto do mesmo, precisamente sobre o tal dos Arcos de Valdevez. É ler aqui, para conhecer ou para voltar a lembrar.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Alguém se lembra do que é uma surpresa?
Por falar em Blitz, não resisto a voltar a citar aqui parte de uma das crónicas de Miguel Esteves Cardoso publicou no jornal fez ontem, curiosamente, cinco anos:
A BATALHA MAIS IMPORTANTE DO NOSSO TEMPO
«(...) Alguém se lembra do que é uma surpresa? Alguém se lembra de ouvir uma estação de rádio e não fazer ideia da música que vão passar a seguir?
«Faz parte da essência do entretenimento sermos entretidos. Mesmo na mais primitiva história da carochinha, a narrativa é concebida para nos colocar numa situação deliciosa de impotência e de captura: 'O que irá acontecer a seguir?'.
«Na música, precisamos da mesma dependência: temos de ser assaltados; confrontados; sacudidos; perturbados; comovidos. Se ouvimos um bom programa de rádio, temos de sentir que 'isto, sim, é música!' ou 'não, isto não pode ser música!' ou, melhor do que tudo, 'será isto música?'.
«Hoje, quando ligamos o rádio, apenas bocejamos: vemo-nos ao espelho. Isto aqui é para as minhas filhas; isto é para a minha empregada; isto é para os meus pais e, mais desolador de todas as experiências, isto aqui é para mim. (...)
«Impõe-se a desobediêcia; o comportamento imprevisível e a recusa absoluta de ser segmentado, arrumado e classificado. E sempre que lhe pedirem para responder a uma sondagem, sacrifique uns minutos e responda tudo torto. (...)»
22 anos do Blitz mais três anos da Blitz dá igual a 25
1. Carlos Paredes - Guitarra Portuguesa
2. Amália Rodrigues - Busto
3. José Afonso - Cantares de Andarilho
4. Filarmónica Fraude - Epopeia
5. Alfredo Marceneiro - The Fabulous Marceneiro
6. Adriano Correia de Oliveira - Margem Sul
7. José Afonso - Contos Velhos Rumos Novos
8. José Afonso - Baladas e Canções
9. Carlos e Lucília do Carmo - Fado Lisboa - An Evening at The Faia
10. Pop Five Music Incorporated - A Peça
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O velho Blitz!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Os sons urbanos como sussurros da alma das cidades que a têm (*)
É esta relação que Manuel Fernandes Vicente explora, num registo enciclopédico, no seu livro "Música nas Cidades", recentemente dado à estampa pela RésXXI. "Música nas Cidades" recupera os textos que, em tempos, o Blitz, ainda em formato jornal, publicava semanalmente. "Rock progressivo de Amesterdão", "A rembetika de Atenas", "Trip-hop, o som de Bristol", "Canterbury Scene", "Os ritmos Gnawa de Marraquexe", "Menphis Soul", são alguns dos inúmeros capítulos que MFV aqui apresenta. Com textos escritos de forma pedagógica e rigorosa (na medida do possível, dado que o rigor máximo só poderia ser obtido numa enciclopédia de muitos volumes), "Música nas Cidades" ajuda a perceber as razões que levaram ao nascimento de muitos destes fenómenos e serve como um excelente ponto de partida para entusiastas e curiosos.
"(...) dentro da música que consumia (...) cedo comecei a coleccionar com particular empenho discos de rock alemão, hoje mais conhecidos por krautrock. Queria saber tudo, mas mesmo tudo, sobre aquelas bandas alemãs. (...) Apercebi-me porém gradualmente que as bandas de Berlim não tocavam como as de Munique, eram hipnóticas mas eram diferentes. Havia de haver razões. As de Berlim, deviam ter o estigma do muro, não o suportavam, e vingavam-se em viagens pelo Cosmos. Munique era mais libertária, tinha comunidades de jovens universitários e um sentido profundo de revolta pelo passado. E os Amon Düül II traduziam tudo isso muito bem. E as bandas de Dusseldorf eram bastante diferentes dos grupos de Hamburgo ou de Colónia. Além disso parecia haver sempre um elo comum que marcava quase todos os seu músicos. Dei comigo, quando ouvia um grupo alemão novo nos anos 70 (eram muitas centenas) a questionar-me de que cidade seriam com base nas suas texturas musicais (acertei a maior parte das vezes)", dizia-me por mail o MFV, num raciocínio que define bem a ideia patente ao longo destas 360 páginas.
"Música nas Cidades" tem apresentação pública agendada para o próximo sábado, 25 de Outubro, na FNAC do Chiado, a partir das 17h.
(*) Título gentilmente roubado ao prefácio de MFV (já agora, o livro conta ainda com um prefácio do António Pires).
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Estas cidades dão livro
Os leitores do Blitz, nos últimos anos enquanto jornal, lembrar-se-ão de uma rubrica onde música e geografia eram temas que se tocavam em pedaços de prosa bastante cuidados e extremamente pedagógicos. Todas as semanas, Manuel Fernandes Vicente escrevia sobre uma cidade do mundo e da música dali efluente. Há cerca de três anos, escrevi neste fundo amarelo que "seria bom que todos os textos publicados na rubrica 'Estas Cidades', da autoria do Manuel Fernandes Vicente, fossem compilados em formato livro, no final". Ora, o desejo foi cumprido (e, segundo o autor, aquela observação teve um papel importante na concretização da ideia de edição, o que muito orgulhosa deixa a gerência deste tasco). "Estas Cidades" já se encontra disponível em algumas livrarias e lojas de discos, estando prevista uma festa de lançamento no próximo mês de Setembro. Em breve, haverá mais detalhes por aqui.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Como comprar a última Blitz sem dar nas vistas
Antes que alguém tope a Beyoncé descascada na FHM, perdão, na Blitz que hoje compremos (se a conseguirmos encontrar, já que é parece ser raro o quiosque que tenha recebido hoje a revista...), há que ter o cuidado de evitar os olhares alheios de quem possa logo imaginar coisas como "ei, este tipo é dos que compram revistas para esgaramentear a laustríbia". Portanto, algumas ideias úteis:
1) Comprar logo um jornal qualquer, menos o 24 Horas (ou o efeito acumulado arrisca-se a ser explosivo), dobrá-lo e colocar a Blitz no meio;
2) Virar imediatamente a revista e olhar para o anúncio de telemóveis com um ar de quem ainda não tinha reparado nessa última maravilha da tecnologia que é poder-se ouvir música no telemóvel (err... tcharan!);
3) Dizer em voz alta "o meu irmão mais velho pediu-me uma revista que saiu hoje... acho que se chama Blitz?";
...
(contribuam com mais sugestões)
1) Comprar logo um jornal qualquer, menos o 24 Horas (ou o efeito acumulado arrisca-se a ser explosivo), dobrá-lo e colocar a Blitz no meio;
2) Virar imediatamente a revista e olhar para o anúncio de telemóveis com um ar de quem ainda não tinha reparado nessa última maravilha da tecnologia que é poder-se ouvir música no telemóvel (err... tcharan!);
3) Dizer em voz alta "o meu irmão mais velho pediu-me uma revista que saiu hoje... acho que se chama Blitz?";
...
(contribuam com mais sugestões)
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
(A) Blitz 3
quarta-feira, 21 de junho de 2006
A festa "da nova" Blitz
Hoje há festa de lançamento, no Lux, a partir das 22h. Os convidados prometem:
Soul Jazz Records Sound System com Scotty B
SP & Wilson
Macaco
Blasted Mechanism
...e ainda uma surpresa intencional (diz-se que será com Matisyahu, o judeu que amanhã levará o seu reggae ao Coliseu dos Recreios).
Soul Jazz Records Sound System com Scotty B
SP & Wilson
Macaco
Blasted Mechanism
...e ainda uma surpresa intencional (diz-se que será com Matisyahu, o judeu que amanhã levará o seu reggae ao Coliseu dos Recreios).
A mudança de sexo
À(s) primeira(s) vista(s), a promessa do último editorial do Blitz (jornal) parece estar ganha. O número 1 da Blitz (revista) traz, aparentemente, o que se espera de uma publicação mensal de música popular. De âmbito generalista, procura ir a toda a pop, sem se perder pelo meio, como acontece em tantos outros exemplos, o que era talvez a maior crise de identidade redactorial do Blitz (jornal). Com peridiocidade mensal e dimensão alargada (124 páginas), consegue, como não é habitual por cá, dar tratamento de fundo a alguns assuntos, algo que era impossível no Blitz (jornal). Veja-se o artigos de Chris Jagger em relação à banda do seu irmão (e também o texto da Rita Vozone sobre os mesmos) ou Rita Marley escrevendo a respeito do seu companheiro de sempre. E esta não é uma revista de notícias, entrevistas e críticas. A excessiva formatação não impera aqui e encontram-se, amiúde, caixas, caixotes e caixinhas com curiosidades, entrevistas feitas de forma não padronizada, artigos feitos à medida do momento actual (como este que fala das apostas no mundial), entre outras manifestações de fuga à normalidade.
Para primeiro número, a Blitz entrou como aquele grupo que ganha um concerto ao abrir com um tema desgarrado. Convém é que não passe pelo síndroma do outro grupo ao qual se acaba a inspiração para fazer um segundo álbum tão bom quanto o primeiro.
Para primeiro número, a Blitz entrou como aquele grupo que ganha um concerto ao abrir com um tema desgarrado. Convém é que não passe pelo síndroma do outro grupo ao qual se acaba a inspiração para fazer um segundo álbum tão bom quanto o primeiro.
segunda-feira, 19 de junho de 2006
De volta
De volta da intensa e majestosa Istambul, aproveito para roubar uma imagem ao vizinho JG. Eis a capa do novo, perdão, da nova Blitz:

O primeiro número desta nova vida do Blitz sai para as bancas no dia 21, ao preço de lançamento de um euro (os números seguintes terão o preço de capa de 2,5 euros e sairão na última sexta-feira de cada mês).
O primeiro número desta nova vida do Blitz sai para as bancas no dia 21, ao preço de lançamento de um euro (os números seguintes terão o preço de capa de 2,5 euros e sairão na última sexta-feira de cada mês).
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Blitz, depois da mudança de sexo
Formato: revista.
Periodicidade: mensal.
Lançamento do primeiro número: 21 de Junho, com festa.
Saída do primeiro número para as bancas: 22 de Junho.
Datas de saída dos números seguintes: última sexta-feira de cada mês.
Preço de capa: 2,5 euros (o nº 1 será lançado gratuitamente em alguns eventos e custará 1 euro nas bancas).
Páginas: 116 (estrutura editorial).
Tiragem prevista para o nº2 e subsequentes: 40 mil.
fonte: meios & publicidade.
Periodicidade: mensal.
Lançamento do primeiro número: 21 de Junho, com festa.
Saída do primeiro número para as bancas: 22 de Junho.
Datas de saída dos números seguintes: última sexta-feira de cada mês.
Preço de capa: 2,5 euros (o nº 1 será lançado gratuitamente em alguns eventos e custará 1 euro nas bancas).
Páginas: 116 (estrutura editorial).
Tiragem prevista para o nº2 e subsequentes: 40 mil.
fonte: meios & publicidade.
terça-feira, 9 de maio de 2006
É terça-feira...
...e ainda não me habituei à ideia de não comprar o Blitz assim que saio de casa.
sábado, 22 de abril de 2006
Não desistam, porra
Dizia ontem o AP que a reportagem aos concertos de Black Dice e de Panda Bear iria ser o seu último texto para o Blitz. Já não é novidade para ninguém que, ao fim de pouco mais de vinte anos de publicação ininterrupta, o Blitz, tal como o conhecemos, vai acabar. E é já nesta próxima segunda-feira (por ironia do calendário, o último Blitz nem sequer vai sair a uma terça...)
Não é só ele a escrever nestes dias "o último texto para o Blitz". Quase toda a redacção rescindiu o vínculo com a Impresa. É com muita tristeza que vejo alguns bons amigos perderem as suas ocupações diárias, a fonte de rendimento que, por mais parca que fosse, permitia pagar a casa, a comida e os vícios que a cada um e só a cada um dizem respeito. Da parte que me toca, porque já passei exactamente pelo mesmo, só posso dar o conselho: não parem. Por mais infrutíferas e por mais desgastantes que sejam as vossas tentativas de continuarem a fazer alguma coisa, pior é pararem e abraçarem o desespero. Porque é aí que a expressão recorrente "isto está difícil" assume o seu pior significado: "isto está difícil, porque hei-de eu ir à procura das coisas?" Isto é uma nota que também serve para outro bom amigo, o JC, ex-editor d'A Capital, desempregado desde há bastante tempo, que ontem também apareceu pela ZDB. Isto é também ainda um conselho para outro grande cromo, o PG, que cada vez menos vejo nestes meios. Não desistam, porra.
Não tenho grandes dúvidas que ele vai saber rapidamente dar a volta, mas não deixa de ser estranho estar a aguardar aquele que vai ser o seu último texto no Blitz. É aqui que vem a parte da lamechice. Ainda me lembro do entusiasmo infantil de quando "conheci" pela primeira vez aquele gajo da t-shirt do Unknown Pleasures. Teria eu uns 16 ou 17 anos, quando fui à redacção instalada no Dafundo para levantar um prémio qualquer. Entre outros escribas de eleição, foi um dos que mais conseguiu estimular o gosto pela música. Foi? Bah, continuará a ser, certamente.
AP, GF, LG, GP e todos os outros: não parem, porra.
Não é só ele a escrever nestes dias "o último texto para o Blitz". Quase toda a redacção rescindiu o vínculo com a Impresa. É com muita tristeza que vejo alguns bons amigos perderem as suas ocupações diárias, a fonte de rendimento que, por mais parca que fosse, permitia pagar a casa, a comida e os vícios que a cada um e só a cada um dizem respeito. Da parte que me toca, porque já passei exactamente pelo mesmo, só posso dar o conselho: não parem. Por mais infrutíferas e por mais desgastantes que sejam as vossas tentativas de continuarem a fazer alguma coisa, pior é pararem e abraçarem o desespero. Porque é aí que a expressão recorrente "isto está difícil" assume o seu pior significado: "isto está difícil, porque hei-de eu ir à procura das coisas?" Isto é uma nota que também serve para outro bom amigo, o JC, ex-editor d'A Capital, desempregado desde há bastante tempo, que ontem também apareceu pela ZDB. Isto é também ainda um conselho para outro grande cromo, o PG, que cada vez menos vejo nestes meios. Não desistam, porra.
Não tenho grandes dúvidas que ele vai saber rapidamente dar a volta, mas não deixa de ser estranho estar a aguardar aquele que vai ser o seu último texto no Blitz. É aqui que vem a parte da lamechice. Ainda me lembro do entusiasmo infantil de quando "conheci" pela primeira vez aquele gajo da t-shirt do Unknown Pleasures. Teria eu uns 16 ou 17 anos, quando fui à redacção instalada no Dafundo para levantar um prémio qualquer. Entre outros escribas de eleição, foi um dos que mais conseguiu estimular o gosto pela música. Foi? Bah, continuará a ser, certamente.
AP, GF, LG, GP e todos os outros: não parem, porra.
terça-feira, 11 de abril de 2006
As comunidades
Antes de mais, parabéns ao Luís Guerra pelo artigo hoje publicado no Blitz acerca da relevância que espaços comunitários como o myspace.com ou o last.fm vieram a ganhar nos últimos tempos.
O conceito de comunidade é um aspecto essencial ao entendimento da música popular e à nossa relação com esta forma de arte. Ainda que a audição seja sempre, como é óbvio, um processo individual, a relação que temos com a música reveste-se igualmente de inegáveis contornos sociais. Logo desde a infância. Começámos, por exemplo, por ouvir outra pessoa, a nossa mãe, a cantar-nos a "Carochinha". Na creche, já o fazíamos em coro com os camaradas das brincadeiras. A fruição da música era mais uma das brincadeiras que tínhamos em comum. Na escola, andávamos com crachás ou dorsais cosidos nos blusões, para nos evidenciarmos perante os outros. Trocávamos discos ou cassettes com os amigos, discutíamos o que íamos ouvindo. Levando mais longe a ideia de trabalhar a música em grupo, chegávamos muitos de nós a formar bandas.
Hoje, continuamos a trocar discos, a partilhar mp3, a falar de música com os amigos, a ir a concertos (a forma mais explícita de apreender a música em comunidade), a frequentar e fomentar sites como o last.fm e o myspace.com.
Numa outra perspectiva, a própria indústria mainstream assenta (ou assentava) numa demonstração inequívoca da importância da comunidade de consumidores de música: as tabelas de vendas de discos. Quando um disco chega a um lugar visível, forma-se a possibilidade de este assumir-se como padrão de consumo extensível à sociedade em geral (alguém dirá: "Muita gente compra este disco... Deve ser bom... Deixa cá ir comprar!").
A outro nível, ainda, e só para citar outro exemplo, as cenas que vão amiudemente florescendo no mundo do rock não são mais do que outras expressões desta forma gregária que temos de trabalhar a música.
A comunidade é, por tudo isto, um aspecto essencial para que se perceba a relevância que, por exemplo, os p2p assumiram logo desde o primeiro momento em que apareceram. Não só porque estes levam a outro patamar o conceito de partilha de música, como chegam mesmo até a providenciar espaços de discussão activa. Como não há-de ser um sucesso?
links pessoais:
www.myspace.com/junqueirakicks
www.last.fm/user/junqueira
O conceito de comunidade é um aspecto essencial ao entendimento da música popular e à nossa relação com esta forma de arte. Ainda que a audição seja sempre, como é óbvio, um processo individual, a relação que temos com a música reveste-se igualmente de inegáveis contornos sociais. Logo desde a infância. Começámos, por exemplo, por ouvir outra pessoa, a nossa mãe, a cantar-nos a "Carochinha". Na creche, já o fazíamos em coro com os camaradas das brincadeiras. A fruição da música era mais uma das brincadeiras que tínhamos em comum. Na escola, andávamos com crachás ou dorsais cosidos nos blusões, para nos evidenciarmos perante os outros. Trocávamos discos ou cassettes com os amigos, discutíamos o que íamos ouvindo. Levando mais longe a ideia de trabalhar a música em grupo, chegávamos muitos de nós a formar bandas.
Hoje, continuamos a trocar discos, a partilhar mp3, a falar de música com os amigos, a ir a concertos (a forma mais explícita de apreender a música em comunidade), a frequentar e fomentar sites como o last.fm e o myspace.com.
Numa outra perspectiva, a própria indústria mainstream assenta (ou assentava) numa demonstração inequívoca da importância da comunidade de consumidores de música: as tabelas de vendas de discos. Quando um disco chega a um lugar visível, forma-se a possibilidade de este assumir-se como padrão de consumo extensível à sociedade em geral (alguém dirá: "Muita gente compra este disco... Deve ser bom... Deixa cá ir comprar!").
A outro nível, ainda, e só para citar outro exemplo, as cenas que vão amiudemente florescendo no mundo do rock não são mais do que outras expressões desta forma gregária que temos de trabalhar a música.
A comunidade é, por tudo isto, um aspecto essencial para que se perceba a relevância que, por exemplo, os p2p assumiram logo desde o primeiro momento em que apareceram. Não só porque estes levam a outro patamar o conceito de partilha de música, como chegam mesmo até a providenciar espaços de discussão activa. Como não há-de ser um sucesso?
links pessoais:
www.myspace.com/junqueirakicks
www.last.fm/user/junqueira
terça-feira, 4 de abril de 2006
Blitz passa a revista mensal
«O jornal Blitz vai ser reformulado, passando a adoptar o formato de revista e a ser distribuido mensalmente, avança a edição de hoje da Meios & Publicidade.»
(continuar a ler a notícia no cotonete)
Os tempos mudaram muito. Com o aparecimento de webmagazines actualizados no momento, blogues, forae, etc., o Blitz, enquanto jornal semanal, só podia perder em actualidade e pertinência. Tornou-se muito mais difícil trazer novidades à terça-feira. Já toda a gente sabe daquele tal concerto. Toda a gente sabe que aquele tal vocalista da banda tal foi preso. Toda a gente já o sabia através da internet. Até os pregões perderam todo o interesse quando começaram a surgir as salas de IRC e outros chats.
Talvez por isso seja esta a opção mais inteligente. O mercado português deverá ter espaço para uma revista bem feita, como se espera que seja o novo (nova) Blitz. E mais: se uma marca está desgastada, dir-se-á na pré-primária do marketing que o melhor é dar-lhe um abanão...
Contudo, mudanças como esta custam. São mais de vinte anos de companhia semanal do "diário da república". E saber que algumas pessoas vão perder o seu trabalho (ver notícia) também é aborrecido...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Blitz 1111
Interessante a maneira como o Blitz celebra hoje a sua 1111ª edição: uma entrevista a Tozé Brito e a José Cid, a propósito do Quarteto 1111. A conversa que é reproduzida nas páginas dos jornais é uma obra de serviço público, ao trazer para os dias de hoje as histórias (as origens, a censura e as formas de tornear esse crivo, as drogas, etc.) de um grupo de rock que surgiu muitos anos antes do boom do rock português dos anos 80 e que, não sendo recordado regularmente, se arrisca a ficar perdido nas memórias dos melómanos nacionais.
(Indirectamente relacionado: alguém sabe quando é o concerto dos Gatos Negros no Maxime, se é que já não foi?)
(Indirectamente relacionado: alguém sabe quando é o concerto dos Gatos Negros no Maxime, se é que já não foi?)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Miguel Francisco Cadete é o novo director do Blitz
Ora aí está uma boa notícia:
O jornalista Miguel Francisco Cadete é o novo director do jornal Blitz.
A notícia é adiantada pelo site Meios & Publicidade, segundo o qual Cadete iniciou ontem, 08 de Fevereiro, as suas novas funções. (ver notícia no Cotonete)
O jornalista Miguel Francisco Cadete é o novo director do jornal Blitz.
A notícia é adiantada pelo site Meios & Publicidade, segundo o qual Cadete iniciou ontem, 08 de Fevereiro, as suas novas funções. (ver notícia no Cotonete)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Vítor Rainho abandona Blitz
"O jornalista Vítor Rainho vai deixar o grupo Impresa, renunciando deste modo às funções de editor da revista Única, do Expresso, e de director interino do jornal Blitz." (ver notícia do DN de hoje)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Os otovermes: porquê?
Aqui há tempos, numa das várias crónicas inteligentes que teve oportunidade de escrever para o Blitz, Miguel Esteves Cardoso inventou o termo "otoverme" para designar aquelas canções ou aqueles estribilhos que, por mais irritantes que se nos afigurem ao ouvido, persistem em não abandoná-lo pelo resto do dia. Ontem, no AskYahoo, alguém fazia uma pergunta nesse sentido ("How do songs get stuck in your head?"). A resposta está aqui.
Subscrever:
Comentários (Atom)