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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Morrissey, Manu Chao, Antony, Erykah Badu e outros em Cascais

Chama-se Cascais Music Festival e acontece entre 16 e 29 de julho, no Hipódromo Manuel Possolo. O João Gonçalves avança com as datas:

16 de Julho - Keane (30€)
18 de Julho - Melody Gardot (18€ a 25€)
19 de Julho - Erykah Badu (30€)
20 de Julho - Carlos do Carmo (20€ a 30€)
22 de Julho - Manu Chao (27€)
23 de Julho - Xavier Rudd + Donavon Frankenreiter (22€)
24 de Julho - Morrissey (32€)
25 de Julho - Antony and the Johnsons com a Sinfonietta de Lisboa (25€ a 55€)
26 de Julho - Pink Martini (20€)
29 de Julho - Mariza (22€ a 40€)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #36-40

36. DEATH IN VEGAS @ SONAR
15 de Junho de 2000
Com os Death in Vegas aconteceu aquela boa surpresa que temos quando vamos ver alguns projectos que achamos que são apenas (excelentes) projectos de estúdio, quase laboratoriais, com tudo para falhar na transposição para o palco. Aquela magnífica máquina de ritmo, com banda completa, provou exactamente o contrário e toda a gente, incluindo quem os viu num mítico festival de Arcos de Valdevez, no mesmo ano, falou do(s) espectáculo(s) durante bastante tempo.

37. CURRENT 93 & ANTONY @ TEATRO IBÉRICO
8 de Fevereiro de 2003
Antony Hegarty era ainda um virtual desconhecido para o público português. David Tibet apadrinhou-o, mais um numa interessante galeria de artistas fundamentais, e os Current 93 tiveram no Teatro Ibérico um cenário fantástico para uma actuação irrepreensível (tal como aconteceria no ano seguinte, no mesmo espaço).

38. EELS @ LUX
25 de Maio de 2000
Foi, salvo erro, a primeira vez que o senhor E veio a Portugal e muita gente aguardava com expectativa esta apresentação. Passavam dois anos da edição de "Electro-Shock Blues", talvez o melhor disco do projecto e o espectáculo roçou a perfeição. E a doce Lisa Germano esteve presente, ao violino, fazendo desta a sua primeira aparição num palco português. Os Eels voltaram ainda no ano seguinte, para outro bom espectáculo, dessa vez no Paradise Garage.

39. CALEXICO @ PARADISE GARAGE
4 de Março de 2001
Era a melhor altura para se ter visto os Calexico, pouco tempo depois da saída de "Hot Rail". A partir daí, tornar-se-iam banais, previsíveis, aborrecidos. O espectáculo no Paradise Garage teria sido ainda melhor se não fosse aquela participação do Paulo Bragança.

40. MÃO MORTA @ GAIA, HARD CLUB
13 de Dezembro de 2002
Há uma regra nesta lista que diz que os artistas não são repetidos, mesmo quando se justificaria aqui incluir dois ou mais concertos que ao longo da década tenham apresentado motivos suficientes para ser considerados entre os 100 melhores. Abro aqui uma semi-excepção. A outra citação aos Mão Morta (posição 74) referia-se ao espectáculo Maldoror, um registo bastante diferente do habitual. Entre as mais de duas dezenas de vezes que os vi ao vivo ao longo desta década, destaco esta passagem da "Carícias Malícias Tour" pela antiga sala de concertos ribeirinha, espaço magnífico para um concerto dos Mão Morta, com público fiel e o regresso, por momentos, à formação original da banda, através da participação especial do baixista Joaquim Pinto.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Farto dos loops (ou talvez não)

Farto dos loops. Desde há alguns dois ou três anos para cá, com o desenvolvimento do mercado dos concertos de pequena envergadura, tem-se visto nos nossos palcos muitos músicos a solo, alguns deles elementos de bandas bastante conhecidas, a apoiar-se num looper para fazer algo que se aproxima, em teoria, do som de uma banda completa. Em teoria. O músico traz a sua guitarra e os pedais miraculosos da Boss ou de outras marcas. Mete o resguardo, grava. Mete o lençol de baixo, grava. Mete o lençol de cima, grava. Mete o cobertor, grava. Não é raro o caso em que, à custa de tanta repetição do processo, levamos a metáfora a sério e deixamo-nos atacar pelo sono. O Final Fantasy, dos Arcade Fire, faz a cama, o Andrew Bird faz a cama, o Fabrizio Palumbo, que no outro dia estava na primeira parte do Michael Gira, faz a cama. Até a Louise Rhodes, dos Lamb, terá feito a cama no concerto do Santiago Alquimista. E a lista de músicos que têm cá vindo mostrar-se desta forma é infindável. Há casos em que, por uma razão ou outra, o processo, apesar de formalmente idêntico a todos os outros, até acaba por ter algum interesse, como têm demonstrado os concertos a solo do Tó Trips. Mas, na maioria dos casos, convenhamos, já chega.

Ou talvez não. Mas há quem utilize a ferramenta de forma que só pode ser classificada de genial. Um desses casos é o do inglês David Thomas Broughton, que passou nestes dias por Portugal, para concertos no Mercado Negro, em Aveiro, e na ZDB, em Lisboa. Podem ir ouvi-lo ao myspace, mas não vão perceber por inteiro, como eu não percebi ao final desta tarde, o que ele consegue fazer da sua actuação. Toca guitarra como um folkman inglês do tempo de Donovan, de Vashti Bunyan ou da Incredible String Band. Tem um vozeirão incrível, comparável em parte a Nick Drake ou ao mais recente Antony. Mas é na utilização descomprometida e lúdica dos loops que a sua genialidade sobressai. Do nada, de onde não se espera, surge matéria para fazer uma e outra e ainda mais outra camada de som que se complementam de forma soberba. Do arrastar da cadeira, faz-se um ritmo. De um sussurro, faz-se um ambiente. Com o som de rewind de um walkman ou de um ukelele, faz-se um solo que arranca sorrisos da assistência. Só com vozes -- e que voz que ele tem, não é de mais repeti-lo -- faz-se um coro a capella. E, ao contrário do que acontece com a generalidade dos outros viciados em loops, as camadas não duram ad aeternum. Nem há propriamente as canções do costume para os loopers, com o irritante início de "fazer a cama". Há um longo set, inspirado, sem pausas, que agarra o espectador, curioso que fica pelo que pode acontecer a qualquer instante. É o concerto do ano, para já, aqui por estas bandas.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Mais concertos de Outono

O Theatro (sim, agora leva um h) Circo, de Braga, vai reabrir em breve, como é sabido. Além dos concertos já anunciados (Lisa Germano, Mão Morta, ...), há mais novidades, sendo de destacar:

31/Out. - Chico César 6 Quinto de Cordas da Parahyba "De uns tempos pra cá"
3/Nov. - Al di Meola
10/Nov. - Antony and The Johnsons & Charles Atlas
4/Dez. - John Zorn "Moonchild" (c/Mike Patton e a pandilha do costume)

Para os lados de Lisboa, o Clube Mercado anda também a investir forte neste regresso outonal. Confirmam-se os concertos de Bonde do Role (malta brasileira, do baile funk, protégés do Diplo), a 21 de Outubro, e WhoMadeWho, a 30 de Novembro.

Fica também a menção ao regresso do Sir Richard Bishop, estimado guitarrista que estará de novo na ZDB, a 4 de Outubro e, novidade, no Centro de Artes de Sines, no dia seguinte.

Quem consegue parar em casa?

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Pan Sonic na Zê!

É desta que o edifício da Segurança Social sito à Rua da Barroca vem abaixo. Os finlandeses Pan Sonic têm, pelo menos, uma data agendada para o regresso a Portugal. Vai ser no próximo dia 27 de Maio, na ZDB.
O cartaz de Maio da galeria tem mais aliciantes. Há, por exemplo, mais uma edição do festival Where's the Love, com destaque para a presença dos norte-americanos Chris Corsano, Axolotl, Skaters e Espers, entre outros nomes. O Where's the Love realiza-se entre os dias 18 e 20.
Já nesta próxima sexta-feira, vão lá novamente os Vicious Five, agora para apresentar o videoclip de "Bad Mirror". Diz o press da Loop que as paredes vão estar forradas com os frames do vídeo, pintados à mão, que os presentes poderão depois levar para casa como recordação. No dia seguinte, quem sobe ao palco é Baby Dee, figura excêntrica e transgénica -- ei, you Antony fans! -- que já por cá passou numa primeira parte dos Current 93 no teatro Ibérico. Depois de várias outras coisas (o melhor sempre é consultar a programação mensal da zdb), o mês encerra com mais um regresso: No-Neck Blues Band, a 29 de Maio.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

As listas dos leitores (ÁLBUNS)



1. Arcade Fire - Funeral (*)
2. Antony and the Johnsons - I am a Bird Now
3. Animal Collective - Feels
4. KTU - 8 Armed Monkey
5. Electrelane - Axes
6. Sufjan Stevens - Illinois
7. Sigur Rós - Takk
8. LCD Soundsystem - s/t
9. Bloc Party - Silent Alarm
10. Isolée - Weareamonster

(*) Trata-se de um álbum de finais de 2004, mas tendo sido alvo de uma votação tão esmagadora, optei por deixá-lo ficar na lista. Curiosamente, já tinha sido o nº2 da lista dos melhores de 2004 para os leitores do juramento...

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Actualização de concertos

É sempre assim nesta altura. Ainda o Verão está no pino e já começam a ser anunciados concertos que nunca mais acabam para o chamado "regresso às aulas", bem como para todo o Outono. Aqui vai um pequeno apanhado das últimas revelações:

18 de Setembro - Diamanda Galás @ Porto, Casa da Música
24 de Setembro - Boyd Rice @ Sintra, Quinta da Regaleira
26 de Setembro - Sigur Rós @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
26 de Setembro - (Smog) @ Lisboa, Clube Lua (e não, não é a primeira vez que o Bill Calahan pisa um palco português, conforme diz o Blitz de hoje)
31 de Outubro - Antony & The Johnsons @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
20 de Novembro - Sigur Rós @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
15 de Dezembro - Turbo Negro @ Lisboa, Paradise Garage
16 de Dezembro - Turbo Negro @ Gaia, Hard Club

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Colheita do primeiro semestre

Uma selecção, entre várias outras possíveis.






Angels of Light "...Sing Other People" (Young God)

Antony & The Johnsons "I Am a Bird Now" (Secretly Canadian)

Electrelane "Axes" (Too Pure)

Thee Silver Mt Zion Memorial Orchestra and the Tralala Band "Horses in the Sky" (Constellation)

Six Organs of Admittance "School of the Flower" (Drag City)

(Smog) "A River Ain't too Much to Love" (Drag City)

Konono no.1 "Congotronics" (Crammed)

Oneida "The Wedding" (Jagjaguwar)

Stephen Malkmus "Face the Truth" (Matador)

Bruce Springsteen "Devils & Dust" (Sony)

segunda-feira, 2 de maio de 2005

O Tímpano

Está já inteiramente definido o cartaz do Festival Tímpano, que decorrerá entre os dias 18 e 30 deste mês, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

18 | grande auditório, Quarta (22h00)
PERRY BLAKE - 10 Euros

20 | grande auditório, Sexta (22h00)
MICAH P. HINSON + THE ENTRANCE - 5 Euros

21 | grande auditório, Sábado (22h00)
LYDIA LUNCH - 15 Euros

21 | café-concerto, Sábado (23h30)
sUBMARINe - 5 Euros

25 | grande auditório, Quarta (22h00)
MARK KOZELEK + LISA CERBONE - 5 Euros

27 | grande auditório, Sexta (22h00)
THE NEON ROAD - 5 euros

28 | grande auditório, Sábado (22h00)
QUINTETO TATI + DEAD COMBO - 5 Euros

30 | grande auditório, Segunda (22h00)
ANTONY AND THE JOHNSONS - 15 euros

(Informação retirada do som activo)


O Tímpano é organizado pelas edições Quasi pela Casa das Artes, com a colaboração das Edições Quasi -- altura do texto propícia para uma descarada publicidade ao "Narradores da Decadência" -- e da Transporte.

quarta-feira, 9 de março de 2005

Cartaz actualizado do Super Rock

(Segundo o Disco Digital)

Maio
Dia 27: Prodigy, System of a Down e Incubus (faltam ainda duas bandas).
Dia 28: Moby, The Hives e os Turbo Negro (faltam ainda três bandas).
Dia 29: Broken Social Scene, Mastodon, Slayer, Iggy & The Stooges, Audioslave e Marilyn Manson.

Acaba por ser um cartaz semelhante ao Festimad de Madrid. Para se ficar desmoralizado, veja-se o programa do Primavera Sound de Barcelona, que decorre no mesmo fim-de-semana:

Alter Ego, American Music Club, Antony & The Johnsons, Art Brut, Astrud, Bertrand Betsch, Brigitte Fontaine, Broken Social Scene, Christina Rosenvinge, Coralie Clément, Daniel Darc, David Thomas & Two Pale Boys, Destroyer, Dogs Die in Hot Cars, Dominique A, Don Nino, Erase Errata, Erlend Øye, Experience, Françoiz Breut, Gang of Four, Grabba Grabba Tape, Gravenhurst, Helena, Iggy & The Stooges, Isis, Jesu, Jr., Kompakt Sound System, Kristin Hersh, Les Georges Leningrad, Los Planetas, M83, Maxïmo Park, Mercury Rev, Micah P. Hinson, Nacho Vegas, New Order, Nouvelle Vague, Optimo DJ's, Oslø Telescopic, Parker & Lily, Piano Magic, Polysics, Psychic TV, Radio 4, Ron Sexsmith, Sammy Jo DJ, Sondre Lerche, Sonic Youth, Sons & Daughters, Sophia, Sr. Chinarro, Steve Earle & The Dukes, Television Personalities, The Arcade Fire, The Czars, The Dirtbombs, The Go! Team, The Human League, The Married Monk, The Wedding Present, They Might Be Giants, Tim Hecker, Tortoise, Vetiver, Vic Chesnutt, Vitalic, Whignomy Brothers, Whitey, Wiley, e mais...

terça-feira, 9 de novembro de 2004

CocoRosie e Antony novamente no Porto

Devido à grande afluência de público ao concerto de ontem à noite, o Passos Manuel volta hoje a receber CocoRosie e Antony, numa data extraordinária. Amanhã é a vez do Lux, em Lisboa.

sábado, 11 de setembro de 2004

C93 e amigos @ Ibérico

Por estes ouvidos ainda ecoa a melodia de "A Gothic Love Song", com que os Current 93 encerraram esta noite um último encore, arrancado a ferros por uma assistência em estado de apoteose, depois de cerca de hora e meia de concerto de David Tibet e restantes elementos que desta vez deram vida ao seu projecto de duas décadas, numa formação mais alargada e mais diversificada daquela que tocou naquele mesmo espaço -- o belíssimo Teatro Ibérico -- no ano passado. A propósito, se a esses dois espectáculos anteriores esteve associada, de certa forma, uma vaga ideia de poema musicado, com Tibet essencialmente a declamar para o público, com os músicos remetidos para o fundo, desta vez o piano, as guitarras, o acordeão, a flauta ou o violino fizeram por ir mais longe. Impediram que a monotonia se instalasse, tanto no plano musical, como visual (Tibet não parava quieto) e enriqueceram a paleta de sublimes sensações que estremecem com o íntimo de qualquer um.

Ben Chasny (aliás, Six Organs of Admittance) notou-se pouco na formação dos C93, excepção feita a um dos encores (sozinho com Tibet) e a um dos melhores momentos do concerto, em que Tibet recuperou um tema com mais de vinte anos, retirado do primeiro álbum e raramente tocado ao vivo ao longo de todo este tempo: "Ach Golgotha (Maldoror Is Dead)". Mas quando Ben abriu a noite, sozinho, foi diferente. A forma como se agarra à guitarra e a dedilha com um frenesi inenarrável faz por vezes lembrar Paredes -- passe a heresia que é dizer um disparate como estes -- abraçando a sua guitarra portuguesa. Genial. E, numa noite como estas, percebe-se que o alinhamento se tivesse inclinado mais para os temas obscuros do seu reportório, mais próximos de uma certa folk pintada a negro.

Menos boas foram as outras duas actuações a solo. O/a Baby Dee ao piano, de pijama e chinelos, fez lembrar, com alguma distância, determinados trejeitos vocais de Antony, da primeira parte dos C93 no ano passado. Ou então um John Cleese nos seus fantásticos papéis de dona de casa que tem sempre algo a dizer para os anúncios de margarina e que, no caso, se safa a tocar piano. Nada que se comparasse, contudo, à desilusão chamada Simon Finn, cantautor canadiano, desdentado e plagiador de "All Along the Watchtower", que estava afastado da música há mais de trinta anos, altura em que lançou o seu único álbum. Depois de ouvir Ben Chasny, seria impossível que a folk psicadélica de dicção pouco clara de Finn vingasse. Mas o público em geral parece ter gostado, ainda assim.