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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

10 anos, 10 canções

Não é fácil escolher 10 canções para um período de 10 anos, nem é certo que daqui a meia hora a escolha fosse a mesma (ei, a "All Leaves Are Gone", a "Someone Great" e a "Banshee Beat" estariam lá sempre). Aqui ficam, por ordem alfabética, 10 das canções que fizeram mexer os neurónios e os músculos por estas bandas, desde que esta casa amarela abriu, em agosto de 2003:

Adele "Rolling in the Deep" (2010)



Akron/Family "River" (2009)



Animal Collective "Banshee Beat" (2005)



Bombino "Her Tenere" (2013)



Dan Le Sac vs. Scroobius Pip "Thou Shalt Always Kill" (2007)



Edward Sharpe and the Magnetic Zeros "Home" (2010)



Josephine Foster "All Leaves Are Gone" (2004)



LCD Soundsystem "Someone Great" (2007)



Mão Morta "Tiago Capitão" (2010)



Six Organs of Admittance "Lisboa" (2005)


terça-feira, 28 de maio de 2013

Collectif Animalix chez les Belges



Quando há dois anos vi os Animal Collective no ATP de Minehead, na dupla atuação do festival em que eram os curadores, fiquei desiludido. Até prometia ao início. O Panda Bear na bateria e tudo o mais devolvia ao som do grupo um caráter orgânico, assim se costuma dizer, mas... Talvez porque os novos temas apresentados não fossem completamente apelativos (alguns deles viriam a aparecer no pobre "Centipede Hz", do ano passado), talvez porque a nova disposição do grupo, principalmente no que à posição de Panda Bear diz respeito, não estivesse ainda suficientemente bem treinada, havia ali uma sensação de algum falhanço a pairar no ar. Parecia que caía por terra o mito da banda americana mais importante do século XXI.

Mas eis que tive a sorte de poder revê-los hoje, num local magnífico: o Ancienne Belgique, em Bruxelas. Passaram dois anos e, mesmo que o alinhamento desta noite tenha sido pouco diferente, o resultado é substancialmente superior. Ao olharmos para um cuspidor de fogo, achamos piada. Se víssemos um dragão a soltar labaredas do focinho ficaríamos certamente mais contentes. Passe um pouco deste exagero e assim foi esta noite (ou este fim de tarde, que os concertos aqui começam cedo). Há temas do "Centipede Hz" que agora soam a fantasia ("Fireworks", "Rosie Oh", "Today's Supernatural" e "Applesauce", por exemplo, são agora esmagadores ao vivo, nestes novos arranjos). Há recuperações interessantes de temas mais ou menos recentes como a de "I Think I Can", agora também muito diferente (e a subir diretamente para o meu punhado de temas preferidos, pelo menos nesta versão ao vivo) e, claro, dos sempiternos "Brother Sport" (agora numa versão disco-chunga da feira da terrinha, irresistível, irresistível, irresistível), "My Girls" (como dizer que está também muito diferente sem me repetir?) e, a encerrar, "What Would I Want? Sky" (mais uma vez, desfigurado em relação ao original).

Os Animal Collective são novamente uma banda. Com guitarras e tudo. As coisas rolam na quase perfeição, sendo que os erros, ou melhor, a forma como se lhes dá a volta é também fundamental neste espetáculo. Até nisso o grupo cresceu. Avey Tare parece mandar cada vez mais, ao ponto de atravessar o palco para ir dizer duas ou três a um distraído Deakin e depois voltar ao seu posto para cortar com um beat que surpreendeu a todos. Por falar em Deakin, aquele de que quase sempre nos esquecemos, transcendeu-se a cantar "Wide Eyed". Pareceu um verdadeiro Peter Gabriel. No que ao cenário diz respeito, os AC estão também surpreendentes. O palco foi transformado numa enorme boca monstruosa. Por todo o lado são projetadas as imagens psicadélicas, cheias de cor. Nos dentes da bocarra, umas almofadas brancas gigantescas colocadas em baixo e em cima, são projetadas as imagens, através da técnica do video-mapping. Madonna, vai buscar.

Pronto, despachemos isto para sublinhar, se é que não ficou explícito, que foi inesquecível e que temos de voltar a ter AC em palcos portugueses. SÃO A MELHOR BANDA AMERICANA DO MUNDO.

Antes dos AC, subiu ao palco a também norte-americana Laurel Halo, para meia hora com os olhos postos na maquinaria. Ganhou muito com a potência e a definição do PA da sala, fazendo aquecer as poucas pessoas que àquela hora ali estavam.

E o Ancienne Belgique? Que tem um português a dizer desta sala? Devo dizer que ir ao AB era um desejo de longa data. Na adolescência, quando trocava gravações de concertos das minhas bandas preferidas, nasceu um certo fetiche por algumas salas de concertos europeias mais notórias. O Paradiso de Amesterdão, o Electric Balroom de Londres e, entre outros, este AB de Bruxelas. A sala é enorme, mesmo que para estes concertos tenha sido reduzida, através de paineis, descendo a lotação máxima das 2000 para as 800 pessoas (enorme, mesmo assim, como se percebe). Há outras coisas curiosas por aqui. Às modernices de que falava no outro dia, juntem mais algumas:

- Os concertos começam cedo e a horas. Nem mais um minuto, esteja quem estiver, pelo menos a avaliar pela pequena amostra desta noite. (Não serve isto de crítica às salas portuguesas. Bem sabemos porque nunca são respeitados os horários divulgados.)

- Há máquinas dispensadoras de... tampões protetores dos ouvidos. E, a avaliar pelo que ia vendo à minha volta, a procura é relevante. Talvez alguns dos miúdos não venham a ter as dificuldades que por vezes tenho em escutar as pessoas...

- Dentro do AB, a moeda não é o euro, mas sim as chapas que se trocam num balcão próprio ou nas várias máquinas dispensadoras (para cartões e tudo). Uma cerveja custa uma chapa e, surpresa, uma chapa custa... 2,5 euros. Para Bruxelas, é barato e é de fazer envergonhar a maioria das salas portuguesas (ainda que, sem querer entrar demasiado no campo da Economia, a culpa também seja em grande parte da nossa distribuição de rendimento, uma das mais desiguais da Europa).

- À saída, há diversos écrans montados nas paredes a indicar os horários dos comboios para a malta que sai de Bruxelas. Ah, civilização.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não há nada como o ATP, a não ser outro ATP

Esqueçam tudo o que aqui já escrevi sobre festivais. O All Tomorrow's Parties de Inglaterra, curado pelos Animal Collective e realizado neste passado fim de semana no campo de férias Butlins, em Minehead, na sua edição de Primavera (a última, segundo a organização), ultrapassa não só tudo o que já experimentei no passado como toda a imaginação com que previamente viajei para o Somerset inglês.

Primeiro, como é óbvio, os concertos. Não só as melhores expetativas foram facilmente derrubadas, com uma ou outra exceção, como os pontos negros do cartaz, as zonas de ignorância em relação a algumas das escolhas dos AC acabaram por revelar-se belas surpresas.

Mas, depois, há tudo o resto que eleva este ATP a um evento fora do comum, em absoluto. O conforto de se ter morada naqueles pequenos apartamentos em chalets, próximos dos locais onde aconteciam os espetáculos. O convívio e a partilha do espaço entre público e artistas. A simpatia britânica dos empregados do Butlins, o campo de férias, ou dos elementos da organização. Até os seguranças musculados brincavam e deixavam que brincassem com eles. O público em número certo (poucos milhares), tornando possível percorrer todos os sítios do festival e assistir a todos os concertos com o máximo conforto possível. O próprio público em si, e tirando talvez a miudagem que foi para ver o Big Boi, é nitidamente constituído por pessoas que gostam abusivamente de música, como nós, que seguramente passam horas em lojas de discos e uma boa parte do seu tempo livre a assistir a concertos (e sem a proporção de hipsters e fashionistas que regularmente encontramos por cá!). E não batem palmas a acompanhar os concertos.

E há mais, ainda. Os curadores não programaram apenas o programa do festival. Nos chalets, as televisões tinham dois canais internos, um deles a cargo dos Animal Collective (muitos filmes de terror, muitos filmes de adolescentes dos anos 80, muitos filmes dos Sun City Girls) e outro gerido pela organização. O ciclo de cinema do fim de semana foi também escolhido pelos AC, com filmes de terror japoneses, documentários da Sublime Frequencies, etc.

É difícil, para os padrões habituais, imaginar como tal pode acontecer, mas não há qualquer publicidade oficial por terceiros patrocinadores no ATP. É qualidade de vida. Até nas bebidas havia mais de uma dezena de marcas de cerveja (e o mesmo para o whisky) para se escolher. Aqui o mais importante é a música, mesmo.

E na música, então, o que se passou? Logo na sexta-feira, ao segundo momento do cartaz, fomos brutalmente atropelados pela máquina de dança chamada Black Dice. Sim, máquina de dança. Não é que tenham mudado muito, mas o grupo está de regresso com uma postura mais "amigável". O noise continua, mas agora dançamos muito mais. E com o som cristalino e poderoso que o palco principal tinha para oferecer, os Dice transformam-se numa orquestra onde se percebe todas as fontes de som usadas em simultâneo, o noise é elevado ao estatuto de música erudita. Se o ATP fosse uma competição, tínhamos aqui os prováveis vencedores, logo ao segundo round. Demos mais um passo no avanço da surdez, mas saímos felizes desta experiência, tal como na performance a solo de um dos Dices, o Eric Copeland, no dia seguinte.

No segundo lugar da minha lista de preferências, ficaram os Gang Gang Dance. Entre temas antigos e novos, e mais uma vez beneficiando do som incrível do palco principal, os GGD fizeram a festa que se esperava. Tenho-o dito por brincadeira, mas com uma inescapável ponta de verdade: são uma das melhores bandas da atualidade. E ao vivo, superam os aparentemente insuperáveis discos. Ainda há dias saiu "Eye Contact" e já em palco se ouve uma versão completamente diferente (e excelente) do segundo single, "Mindkilla". Não foi possível estar parado ao som dos Gang Gang Dance. Que o diga a Kria Brekkan, ex-mulher de Avey Tare e também ela uma das convidadas para atuar neste ATP, que passou todo o concerto a dançar f-r-e-n-e-t-i-c-a-m-e-n-t-e em cima do palco. Há que rumar a Serralves para rever uma vez mais os Gang Gang Dance.

Para fechar este conjunto dos três concertos mais relevantes do fim de semana, para este vosso, temos os irmãos Bishop, no projeto The Brothers Unconnected, onde os dois prestam tributo a Charles Gocher, o terceiro membro dos Sun City Girls, falecido há cerca de quatro anos. O humor de Allan e Richard Bishop continua intocável, enquanto se referem às baladas irlandesas e mexicanas que transportam do catálogo dos SCG para o palco e se metem com o público. Foi pena ter sido tão curto. Na verdade, a ter que apontar um defeito ao ATP (e, na verdade, a todos os festivais), só talvez mesmo a curta duração (45 minutos a uma hora) de alguns dos concertos.



O que dizer, então, dos mestres de cerimónia, dos padrinhos, dos mordomos, dos curadores Animal Collective? Fizeram mais ou menos o mesmo concerto por duas vezes, sábado e domingo. A perspetiva de afluência de público em maior número terá condicionado esta opção. No primeiro, e porque em casa de ferreiro, espeto de pau, tiveram um som péssimo. No segundo, já tiveram direito ao tratamento de que os seus próprios convidados beneficiaram naquele mesmo palco, mas ainda assim, estiveram algo longe de oferecerem os melhores momentos do festival. Ao contrário dos Gang Gang Dance ou até dos Black Dice, onde a experimentação surge hoje de uma forma talvez menos expontânea, mas mais cuidada, sem deixar de ser arriscada, os AC contornaram essa mudança procurando voltar no tempo, regressar ao formato de banda rock, com o Noah Lennox desterrado para a bateria, numa altura em que se calhar já não são propriamente uma banda. Foram inúmeros os temas novos a serem apresentados, algo que não é tão incomum assim (afinal, quanto tempo antes da saída do álbum começámos a ouvir youtubes dos temas do Merriweather Post Pavillion?), mas ainda há muito a fazer até que os temas cheguem a bom porto. A história da música popular dá-nos inúmeros exemplos de super-bandas que, com o avançar dos anos, viram os seus elementos mudar de quotidianos, viverem até em continentes diferentes (como é o caso aqui). Algumas dessas bandas souberam adaptar-se e continuar em grande, outras desapareceram em álbuns e carreiras de sucesso monetário mas de qualidade duvidosa. Os Animal Collective deste fim de semana mostraram que ainda têm que fazer para voltarem a ser um grupo. Esperemos que a digressão europeia venha a ajudar e que em Julho já cá os tenhamos na forma que nos habituaram em todas as vezes que por cá passaram (bom, excetuando a do Número festival).

Ao longo do fim de semana, houve muitos outros bons motivos para se andar nas nuvens. Os Beach House, por exemplo, foram mágicos. E tiveram também direito ao magnífico som... já vos falei do som do palco principal, não? Mágicas também, absolutamente mágicas, foram as irmãs Larson, as Prince Rama, aqui acompanhadas pela dançarina brasileira Melissa Huser. Como diz Taraka Larson na visão religiosa no seu facebook, "fall in love everyday"... Não há como perdê-las no Lounge, no mês que vem. Peter Kember, o Spectrum, trouxe um espetáculo não muito diferente daquele que deu no Primavera, há dois anos (excelente, portanto). A maliana Khaira Arby, prima do falecido Ali Farka Touré, começou muito bem (e assim deve ter continuado, mas os Gang Gang Dance tocavam à mesma hora, pelo que a partir de certo momento, houve que escolher). Também do deserto do Saara, estiveram por lá os Group Doueh, com um espetáculo semelhante ao que trouxeram à Gulbenkian, há dois anos. Os ingleses ficaram loucos. No campo dos compositores e artistas mais avançados na idade, importa ainda referir os concertos de Terry Riley e de Tony Conrad. O primeiro veio acompanhado do seu filho Gyan. Pai no piano e filho na guitarra clássica: uma união perfeita, mas a horas que o cansaço começava a levar a melhor. Conrad não veio com Genesis P-Orridge mas esteve acompanhado de uma performer vocal fora de série, para uma hora de improvisação notável.

E o que houve de principais surpresas? Para já, o contrário, uma desilusão daquilo que antes tinha sido uma surpresa: Thinking Fellers Union Local 282. A sério, se não conhecem nada destes norte-americanos, como eu não conhecia até há poucas semanas, vão já ouvir os discos deles. São obrigatórios e é um caso estranho serem tão pouco conhecidos deste lado do Atlântico. O concerto, todavia, foi estranhamente banal. Já os Meat Puppets não desiludiram nesse aspeto. Mas no que ao rock diz respeito, houve neste fim de semana duas boas surpresas: os Soldiers of Fortune e os The Entrance Band. Os primeiros vieram de Nova Iorque com um autocarro desgovernado de guitarras armadas para batalhas épicas. Os segundos, de Chicago, vieram piscarem o olho às bandas inglesas que nos anos 80 construíam templos de adoração ao reverb, dos Killing Joje aos Bunnymen.

Houve mais, claro. E houve coisas que não foi posível ver. Mais tempo houvesse, mais os pés ajudassem e, por uma vez ou outra, com a ajuda do poder da ubiquidade, teria sido possível ir a tudo. Porque iria valer a pena, quase de certeza. Assim como vai valer a pena voltar um dia ao ATP, não ao de Maio, porque não este foi o último, mas ao de Dezembro. Na edição deste ano, o curador vai ser Jeff Mangum (Neutral Milk Hotel).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

A mixtape dos curadores, volume dois

Há semanas, os Animal Collective, que são os programadores do próximo ATP de Minehead, em Inglaterra, disponibilizaram uma compilação com os artistas por eles convidados. Eis que voltam à carga com um segundo volume:

ATP Animal Collective Mix Vol. 2 by All Tomorrows Parties

00:00 Walkabout - Atlas Sound (Featuring Panda Bear)
03:54 Golden Phone - Micachu And The Shapes
06:33 Psychotic Photosynthesis - Omar-S
17:07 F Kenya Rip - Highlife
22:40 Physical Memory - Oneohtrix Point Never
33:26 Armour - Kria Brekkan
35:14 The Ecstasy (At The Summit) - Terry Riley
40:37 Tunnel Rats - Soldiers Of Fortune

terça-feira, 22 de março de 2011

A mixtape dos curadores

Os Animal Collective são os curadores do próximo ATP de Minehead, no Reino Unido, no próximo mês de Maio. Ontem deixaram no soundclound uma mixtape com os sons da gente que convidaram para o festival:

ATP Animal Collective Mix by All Tomorrows Parties

00:00 OV (extract) - Orthrelm
01:38 Fireworks - Animal Collective
08:21 Norway - Beach House
12:23 Credit - Ariel Pink's Haunted Graffiti
15:45 House Jam (XXXChange remix) - Gang Gang Dance
20:12 Heavy Water/I'd Rather Be Sleeping - Grouper
23:00 Cheaters - Teengirl Fantasy
29:07 Shina Blockas - Big Boi feat. Gucci Mane
32:43 Freeway - Kurt Vile
35:15 Up On The Sun - Meat Puppets
39:14 Vacuum Boogie - Floating Points
45:17 High Road - Deradoorian
50:52 Goumou - Khaira Arby
56:06 Oh Paris! - Dent May & His Magnificent Ukulele
58:46 Gentleman's Lament - Thinking Fellers Union Local 282
61:31 Night Cream - Black Dice
67:01 Discover Your Colors - Ear Pwr
70:13 I've Got Drugs (Out Of The Mist) - The Frogs
72:31 Trashy Boys - Tickley Feather
77:17 Good Time - Yi Yi Thant & Aung Heina
81:40 Rookoobay - The Brothers Unconnected
85:13 Grim Reaper Blues (live in Big Sur) - The Entrance Band
92:26 Mawak Lakhaal - Group Doueh
95:55 Raghupati - Prince Rama
101:07 How You Satisfy Me - Spectrum
105:16 Catch Attack - Drawlings
109:14 Al Anon - Eric Copeland
113:10 Melankolia (edit) - Vladislav Delay
122:01 Four Violins (extract) - Tony Conrad
127:34 Wended V - Mick Barr
135:45 Fuck Mixing, Let's Dance - Zomby

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quando se alinham planetas de galáxias diferentes, tudo pode acontecer

A Crammed continua a explorar (e ainda bem) o seu filão congotrónico. A mais recente novidade explosiva da editora belga tem esta capa:



Foi ontem lançado e é um álbum duplo que reúne nomes como Deerhoof, Animal Collective, Micachu, entre muitos outros, a reinterpretarem o catálogo congotrónico da Crammed (Konono nº1, Kasaï Allstars, etc.). Eis o alinhamento completo:

1. DEERHOOF vs KASAI ALLSTARS : Travel Broadens The Mind
2. ANIMAL COLLECTIVE vs KASAI ALLSTARS : Quick as White
3. ANDREW BIRD vs KONONO N°1 & SOBANZA MIMANISA : Ohnono/Kiwembo
4. TUSSLE vs KONONO N°1 : Soft Crush
5. GLENN KOTCHE vs KONONO N°1 : Traducteur de transmission
6. LONELY DRIFTER KAREN vs KASAI ALLSTARS : Hunting on the Moon
7. JHEREK BISCHOFF vs KONONO N°1 : Kule Kule (Orchestral Version)
8. WOOM vs KASAI ALLSTARS : Enter The Chief
9. JUANA MOLINA vs KASAI ALLSTARS: Hoy supe que viajas
10. MARK ERNESTUS vs KONONO N°1 : Masikulu Dub
11. SKELETONS vs SOBANZA MIMANISA : Kiwembo/Unstuck
12. JOLIE HOLLAND & JOEL HAMILTON vs KASAI ALLSTARS : Nyeka Nyeka
13. AKSAK MABOUL vs KASAI ALLSTARS : Land DisputeDISC 2

1. SHACKLETON vs KASAI ALLSTARS : Mukuba Special
2. HOQUETS vs KONONO N°1 : Likembes
3. MICACHU & THE SHApES vs KONONO N°1 : NO.K
4. MEGAFAUN vs KISANzI KONGO : Conjugal Mirage
5. AU vs MASANKA SANKAYI : Two Labors
6. ALLA vs BASOKIN : Mulu(me)
7. BEAR BONES, LAY LOW vs KONONO N°1 : Kuletronics
8. BURNT FRIEDMAN vs KONONO N°1 : Rubaczech
9. ONEIDA vs KONONO N°1 : Nombre 1!
10. OpTIMO vs KONONO N°1 : Wumbanzanga
11. BASS CLEF vs KASAI ALLSTARS : The Incident At Mbuji-Mayi
12. EYE vs KONONO N°1 : Konono Wa Wa Wa
13. SYLVAIN CHAUVEAU vs KONONO N°1 : Makembe

O primeiro single do álbum, com a versão dos Deerhoof, está disponível para descarga gratuita no site da Crammed. Mais informações aqui.

sábado, 30 de outubro de 2010

E que tal uma viagenzita? (ATP)

Falava aqui, há semanas, qual agência de viagens, de algumas propostas de concertos lá fora. Ao alcance de uma viagem, temos a oportunidade de ver nomes como godspeed you! black emperor, Einstürzende Neubauten, The Pogues, Swans (entretanto, já se sabe que a digressão, agora aumentada, vai passar por cá) e Jonathan Richman (este já foi).

Surge, entretanto, mais uma destas propostas: o All Tomorrow's Parties, na versão original do festival, ou seja, em Inglaterra. Os curadores da edição de 2011 do festival de Minehead (condado de Devon, no sudoeste de Inglaterra) serão os Animal Collective. Já há datas, 13 a 15 de Maio, já há programa, ou parte dele, e os bilhetes foram ontem postos à venda. É isto o que já se conhece do cartaz:

ANIMAL COLLECTIVE
GANG GANG DANCE
LEE SCRATCH PERRY
ARIEL PINK'S HAUNTED GRAFFITI
BROADCAST
BLACK DICE
MEAT PUPPETS (tocarão o álbum "Up On The Sun")
THE FROGS (tocarão o álbum "It's Only Right & Natural")
IUD
OMAR-S
PRINCE RAMA
SPECTRUM
DENT MAY
GROUP DOUEH
THE BROTHERS UNCONNECTED
SUBLIME FREQUENCIES (DJs e filmes)
DERADOORIAN
ZOMBY
VLADISLAV DELAY

Mais informações, bilhetes, etc., em www.atpfestival.com

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Antes e depois


(Primeira fotografia gentilmente roubada ao Vítor Belanciano, que gentilmente a roubou a alguém.)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ODDSAC, o filme dos Animal Collective

Estreou ontem no festival Sundance a média-metragem "ODDSAC", realizada por Danny Perez, colaborador dos AC, de Panda Bear e de Black Dice, entre outros.
Eis o trailer e o texto de apresentação do filme no festival:


Opening with torch-wielding villagers and a wall bleeding oil, ODDSAC attaches vivid scenery and strange characters to the wonderful melodic wavelengths of the band Animal Collective, revitalizing the lost form of the “visual album.” Working on the project for three years with friend Danny Perez, Animal Collective pushes the boundaries of the music video and joins music visionaries like The Residents, Devo, and Daft Punk, who previously connected film imagery with their songs.

Animal Collective’s music is a glittering mix of pop rock, experimental noise, and horror-movie soundtrack. Perez’s visuals mirror that, incorporating intense scenes of vampires, campfires, and screaming prophets to form themes and a distinct vision, rather than following a traditional plot and dialogue. The characters are interlaced with flicker effects that mimic pressure phosphenes, the magic colors produced by rubbing your closed eyes. A true physical experience, ODDSAC turns the theatre into a sensory submarine.

Site oficial: www.oddsac.com

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Os melhores discos do ano


ANIMAL COLLECTIVE "MERRIWEATHER POST PAVILLION"

(Todo o destaque, mais um, para o "MPP". De seguida, os outros discos que fizeram, para mim, o ano de 2009, por ordem alfabética:)








B Fachada "Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado"


Bill Callahan "Sometimes I Wish We Were an Eagle"


David Sylvian "Manafon"


Dirty Projectors "Bitte Orca"


The Flaming Lips Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches "Dark Side of the Moon"


Fool's Gold "Fool's Gold"


K'Naan "Troubadour"


Lemonade "Lemonade"


Norberto Lobo "Pata Lenta"


Oneida "Rated O"


Oquestrada "Tasca Beat - O Sonho Português"


Staff Benda Bilili "Trés Trés Fort"


Tinariwen "Imidiwan"


Tortoise "Beacons of Ancestership"


The Very Best "Warm Heart of Africa"

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #16-20

16. SHARON JONES AND THE DAP KINGS @ SANTIAGO ALQUIMISTA
11 de Julho de 2005
O que faz um tipo que não consegue compreender a maior parte do funk colocar nesta lista, e em posição tão cimeira, o espectáculo da senhora Sharon Jones com os seus Dap Kings? A resposta só a sabe quem lá esteve. Numa tirada muito breve, escrevi na altura: "Fui atingido pelo grande cometa funk que ontem caiu no Santiago Alquimista. A Sharon Jones e os seus Dap Kings funkam mesmo que se farta, como alguém dizia."

17. MOGWAI @ PARADISE GARAGE
5 de Fevereiro de 2004
Fez-me fugir, de noite, a um daqueles retiros profissionais, em que se juntam todos os camaradas de trabalho para um fim-de-semana de "entrosamento". E em boa hora o fiz, porque a actuação dos escoceses numa sala tão íntima como era a do Garage, tudo justificava. Dias antes, tinha rebentado com uma coluna do carro enquanto ouvia o "My Father My King". No concerto, fui eu que rebentei com o tema. Escrevi, na altura: "Por vezes passamos por situações de tal forma fascinantes, de tal forma arrebatadoras, que não encontramos no vocabulário mais à mão um suporte à altura para as descrevermos. Por mais arte que empreguemos na escrita, achamos que ficaremos sempre aquém do testemunho real do que presenciámos. Por mais confiança que tenhamos na nossa palavra, sentimos uma aura de injustiça a pairar sobre o texto... O concerto de Mogwai, ontem no Paradise Garage, foi uma dessas situações. O culminar do espectáculo naqueles mais de vinte minutos do 'My Father My King' ficará para sempre gravado na minha memória. Obrigado Mogwai, ah'm friggin' overwhelmed, aye ah am."

18. ROKIA TRAORÉ @ FMM SINES
26 de Julho de 2008
Na segunda vez que a bela Rokia Traoré veio a Sines, teve honras de encerramento de noite no castelo. Trazia na bagagem o magnífico "Tchamanché" e o espectáculo foi, ao contrário do que a actuação de quatro anos antes e o próprio disco novo deixava antever, muito movimentado, ora por culpa dos músicos (recordo o excelente baixista), ora por culpa da postura avassaladora de Traoré em palco.

19. ANIMAL COLLECTIVE @ CACILHAS, ANTIGO CLUBE NAVAL
20 de Outubro de 2005
Ainda se pensou que o concerto viesse a ser no próprio cacilheiro, em pleno Tejo, a recordar aquela vez, meia dúzia de anos antes, em que Felix Kubin deu um concerto num daqueles barcos. Mas as pessoas viriam a ser encaminhadas para as antigas instalações do clube naval local. Só isto já fazia um "happening". Só que, além disso, estávamos ali para ver os Animal Collective pela primeira vez, na prática, se não contarmos com aquela outra presença de Avey Tare e Panda Bear numa das edições do Número Festival. Era, ou melhor, é a banda da década. Escrevi, então: "(...) Depois das avarias ocorridas em dois cacilheiros, a organização preferiu não fazer o concerto no terceiro navio colocado à disposição, um ferry com poucas condições, onde quase não cabiam as várias centenas de pessoas que ontem apareceram no terminal do Cais do Sodré. Havendo, como se sabe, males que vêm por bem, a mudança de planos proporcionou assim a utilização de um magnífico local, o antigo Clube Naval, pavilhão decrépito à beira-rio (será aquele o espaço que os responsáveis do Hard Club de Gaia andaram a sondar há tempos?), a poucos metros do Espaço Ginjal. A experiência já estava a deixar marcas indeléveis na nossa memória e ainda estavam para vir os Animal Collective, depois do aquecimento com a chinfrineira de Anla Curtis. E as expectativas viriam a ser ultrapassadas. Talvez se perceba isto de melhor forma num concerto do que em disco: os Animal Collective são um corpo único, uma unidade orgânica completamente solidária nas suas partes, onde tudo faz sentido quando interage. Por mais fútil que possam parecer quando examinados à parte, aquele grito sincopado, aquele eco do timbalão, aquela voz proibidamente carregada de delay, só para citar alguns dos milhares de ingredientes que esta receita usa, fundem-se em algo que singulariza em absoluto o som dos Animal Collective. É nestes termos que se desenvolve o concerto. Como uma criatura viva, o som que é criado no palco, desenvolve-se, ganha diversas formas ao longo do processo: pequenas, redondas e singelas estimulam o espírito; grandes, fortes e crispadas fazem o corpo dançar. E sem pausas, promovendo a evolução ininterrupta destas diversas formas e dos diferentes temas apresentados, vários deles novos. E quando o corpo assumiu a forma de 'Grass' (de 'Feels', o novo álbum)? Lamento, mas receio que seja impossível de descrever esse momento em poucas palavras..."

20. EXTRA GOLDEN @ ZDB
2 de Julho de 2008
Começaram por ser Golden. Meteram-se na música (e com músicos) do Quénia e passaram a Extra Golden. Apareceram na ZDB numa noite quente de Julho e fizeram toda a gente suar ao som daquele magnífico híbrido rock-benga, que se destaca entre outras recentes experiências de diálogo entre música dita ocidental e géneros africanos. Talvez voltem novamente em breve.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

É hoje!

Já há muito tempo que a data de edição de um disco não tinha a importância que esta segunda-feira tem, à custa do lançamento oficial de "Merriweather Post Pavillion", dos Animal Collective.



(A menos que o Elvis regresse para gravar novo álbum, parece que já aqui temos álbum do ano, não importa que ainda só tenham passado 12 dias...)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um bom 09 para todos

Faltam dois dias para que este ano chegue ao fim. 2008 foi tão pródigo em azares, em dissabores e em sinais carregados de pessimismo para o futuro que nem vale a pena fazer retrospectiva do que se passou, nem sequer dos bons momentos. Mais vale esquecê-lo rapidamente, como se de um pesadelo se tratasse, e acordar para o novo calendário que aí vem.

Ainda assim, deixem-me fazer a brincadeira habitual de fim-de-ano, com a eleição dos meus... cem concertos do ano. E com uma nota muito especial para o espectáculo que encabeça a tabela. Quando, por exagero, pensamos que, aos 35 anos, já vimos tudo que havia para ver e que aquilo que se vive nunca suplantará o que já se viveu (não pensamos, livra, é apenas uma argumentação levada ao absurdo!), eis que aparece algo que nos atira por terra para depois nos encher de vida e de optimismo. Diria mesmo mais: se, num pesadelo, me obrigassem a indicar o concerto favorito de sempre com uma arma apontada à cara, aí estaria a resposta. NEIL YOUNG.

Bom ano para todos.



1. NEIL YOUNG @ ALIVE (12/JUL)

2. rokia traoré @ fmm (26/jul)
3. orchestra baobab @ fmm (24/jul)
4. extra golden @ zdb (2/jul)
5. einstürzende neubauten @ aula magna (4/mai)
6. bassekou kouyaté & ngoni ba @ fmm (17/jul)
7. animal collective @ lux (28/mai)
8. dirty projectors @ zdb (6/jun)
9. faiz ali faiz @ fmm (25/jul)
10. iva bittová @ fmm (22/jul)

11. david thomas broughton @ zdb (5/mar)
12. timbila muzimba @ zdb (26/jun)
13. gala drop @ lounge (26/dez)
14. flat earth society meets jimi tenor @ fmm (19/jul)
15. lightning bolt @ parque de estacionamento do largo camões (23/nov)
16. michael gira @ nimas (25/fev)
17. toumani diabaté @ ccb (2/ago)
18. beach house @ maxime (16/nov)
19. moskow art trio @ fmm (21/jul)
20. dengue fever @ póvoa de varzim (29/ago)
21. mão morta "maldoror" @ culturgest (23/abr)
22. matt elliott @ maxime (21/mar)
23. the national @ alive (10/jul)
24. rachel unthank & the winterset @ fmm (25/jul)
25. loosers @ avenida 211 (19/dez)
26. moriarty @ fmm (22/jul)
27. silvério pessoa @ fmm (24/jul)
28. the national @ aula magna (11/mai)
29. boom pam @ fmm (26/jul)
30. ktu @ fmm (25/jul)
31. sonny simons, bobby few, masa kamaguchi @ zdb (11/out)
32. scout niblett @ zdb (30/mai)
33. dele sosimi afrobeat orchestra @ póvoa de varzim (28/ago)
34. no age @ zdb (23/out)
35. the dodos @ musicbox (6/dez)
36. waldemar bastos @ fmm (23/jul)
37. siba e a fuloresta @ fmm (17/jul)
38. gala drop @ zdb (6/jun)
39. stellar om @ parque de estacionamento do largo camões (23/nov)
40. nick cave and the bad seeds @ coliseu dos recreios (21/abr)
41. dead combo @ zdb (25/jan)
42. pop dell'arte @ maxime (25/dez)
43. gala drop @ museu chiado (5/out)
44. alamaailman vasarat @ póvoa de varzim (29/ago)
45. hazmat modine @ fmm (18/jul)
46. farra fanfarra @ póvoa de varzim (30/ago)
47. josephine foster @ zdb (11/out)
48. toubab krewe @ fmm (24/jul)
49. high places @ zdb (11/dez)
50. ritchaz & kéke @ lounge (26/dez)

51. vinicio capossela @ fmm (23/jul)
52. negativland @ lx factory (17/mai)
53. tom carter @ zdb (5/mar)
54. bonnie "prince" billy @ zdb (11/jul)
55. danças ocultas @ fmm (20/jul)
56. nobody's bizness @ póvoa de varzim (28/ago)
57. estilhaços @ são jorge (20/nov)
58. jean-paul bourelly @ fmm (26/jul)
59. antony joseph & the spasm band @ fmm (23/jul)
60. mandrágora & special guests @ fmm (24/jul)
61. lo còr de la plana @ fmm (21/jul)
62. danae @ fmm (21/jul)
63. awesome color @ lounge (4/jun)
64. heavy trash @ musicbox (1/mai)
65. anonima nuvolari @ castelo de são jorge (10/mai)
66. ashla bhosle @ fmm (20/jul)
67. cabesssa lacrau @ f*** colombo (20/set)
68. the glockenwise @ avenida 211 (19/dez)
69. familea miranda @ lounge (7/mar)
70. gnu @ lounge (1/fev)
71. health @ zdb (2/jun)
72. liars @ santiago alquimista (9/jun)
73. deolinda @ póvoa de varzim (29/ago)
74. the act-ups @ maxime (4/set)
75. the last poets @ fmm (19/jul)
76. religious knives @ museu chiado (5/out)
77. silver mt. zion @ zdb (30/out)
78. vampire weekend @ alive (10/jul)
79. deolinda @ são jorge (7/mai)
80. silver apples @ zdb (11/mar)
81. loosers @ santiago alquimista (9/jun)
82. rosapaeda @ póvoa de varzim (30/ago)
83. jana hunter @ maxime (16/nov)
84. hoba hoba spirit @ póvoa de varzim (30/ago)
85. toto bona lokua @ fmm (24/jul)
86. a tribute to andy palacio @ fmm (20/jul)
87. marful @ fmm (24/jul)
88. doran - stucky - studer - tacuma @ fmm (26/jul)
89. serra-lhos aí!!! & os rosais @ fmm (17/jul)
90. bypass @ zdb (19/jan)
91. justin adams & juldeh camara @ fmm (23/jul)
92. herminia @ fmm (18/jul)
93. gogol bordello @ alive (10/jul)
94. smartini @ musicbox (5/jan)
95. kumpania algazarra @ 1º de maio na alameda (1/mai)
96. dead combo @ fmm (22/jul)
97. koby israelite @ fmm (26/jul)
98. jorge ferraz trio @ lounge (2/out)
99. lucky dragons @ zdb (23/out)
100. terrible eagle @ lounge (5/dez)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Concertos do 08 (Lista dos leitores)

1. Rokia Traoré @ FMM Sines, 26/7
2. Neil Young @ Alive Festival, 12/7
3. Portishead @ Coliseu do Porto, 26/3 + Coliseu dos Recreios, 27/3
4. Einstürzende Neubauten @ Aula Magna, 4/5
5. Michael Gira @ Teatro Miguel Franco de Leiria, 24/2 + Nimas, 25/2
6. Black Lips @ Porto-Rio, 21/4 + Lux, 22/4
7. Mão Morta ("Maldoror") @ Culturgest, 23/4
8. Animal Collective @ Lux, 28/5
9. Extra Golden @ ZDB, 2/7
10. (ex-aequo) Awesome Color @ Lounge, Björk @ Sudoeste, Leonard Cohen @ Algés, Rage Against the Machine @ Alive, Rickie Lee Jones @ Famalicão, Vampire Weekend @ Casa da Música

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 8



"WATER CURSES", ANIMAL COLLECTIVE
(de "Water Curses", Domino)

Há dois tipos de canções. Aquelas que entram à primeira e as outras que começamos por detestar até que, feito o clique, nos apaixonamos para sempre. No meu caso, esta "Water Curses", que abre o EP com o mesmo nome, foi um dos últimos casos. Porventura mais próxima de "Feels" do que de "Strawberry Jam", este é mais um daqueles temas em que assenta perfeitamente o que, em tempos, a Stylus escreveu sobre os Animal Collective: "play tug of war between typical pop dynamics and the skewed perspective of experimental music".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sim, é mesmo o novo álbum dos AC

Chegam ao fim as especulações. O próximo álbum dos Animal Collective vai mesmo ter o título "Merriweather Post Pavillion" e conta com o seguinte alinhamento:
1. In the Flowers
2. My Girls
3. Also Frightened
4. Summertime Clothes
5. Daily Routine
6. Bluish
7. Guys Eyes
8. Taste
9. Lion in a Coma
10. No More Runnin
11. Brother Sport

(BROTHER SPORT BROTHER SPORT BROTHER SPORT BROTHER SPORT!!!!)

(Algumas das canções são já conhecidas das recentes apresentações ao vivo e podem ser ouvidas aqui.)