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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (31 a 40)

31. Dan Kaufman's Shiboleth @ Lounge (14/10)
Se eu aqui elegesse a figura do ano, Dan Kaufman podia bem estar lá no topo (ou perto dali). Este ano, esteve cá com os Barbez (esperem por mais desta lista) e, mais tarde, com um projecto semi-improvisado, ao lado de dois portugueses, Enrique TK e Gustavo Costa. Composições de origem judaica, algumas delas com mais de dois mil anos, em formato surf-rock, melopeias à Constellation ou outros desvarios sonoros.

32. Anonima Nuvolari @ Musicbox (7/1)
Dêem-lhes um palco, dêem-lhes público, se querem ver. Fazem um festão. Aliás, nem é preciso dar-lhes nada. Palco para eles é qualquer sítio. O público, esse, anda sempre atrás do combo de doidos. A festa está, por isso, sempre garantida.

33. Beak≫ @ Primavera (28/5)
Geoff Barrows, dos Portishead, a fazer... kraut à moda dos Neu!. Pode estar na moda, mas foi muito bom. VÍDEO

34. Panda Bear @ Lux (12/2)
O disco tarda a sair, mas vamos tendo a oportunidade de ouvir as novas canções em concertos como este. E quando a coisa rola em sítios como o Lux, rola bem. VÍDEO

35. Tiguana Bibles @ Barreiro Rocks (14/11)
A árvore genealógica do rock'n'roll de Coimbra já é imensa e poucos são os que se deixam dormir à sua sombra. Victor Torpedo, Kaló, Pedro Serra e a suprema voz de veludo da inglesa Tracy Vandal metem-nos dentro de um filme do David Lynch (qual 3D, qual quê).

36. Oquestrada @ Tasca Do Chico (11/3)
Os últimos anos têm trazido aos Oquestrada novos e maiores palcos, discos (edição nacional e uma edição internacional regravada), mas é bonito ver que o grupo continua fiel aos espaços onde nasceu, onde a Lisboa popular ainda escorre pelas paredes. VÍDEO

37. Ruby Suns @ Lx Factory (18/6)
Chegaram a Lisboa em formato reduzido, mas nesta noite pouco se perdeu da essência deste magnífico tropicalismo made in Nova Zelândia.

38. Gala Drop @ Coliseu Dos Recreios (22/4)
O entusiasmo da banda em abrir para Sonic Youth, no Coliseu dos Recreios, foi tanto que a luz foi abaixo. Mas o que se tinha passado até então mostrou que, aos poucos e poucos, o projecto vem a merecer ter a atenção de todo o mundo posta neles. VÍDEO

39. Beach House @ Primavera (28/5)
A noite ia caindo, compondo o cenário para um dos mais belos espectáculos da edição deste ano do Primavera. Menos gente houvesse e teria sido quase perfeito. VÍDEO

40. Real Combo Lisbonense @ Alameda (4/10)
Só indo a um baile do Real Combo é que se percebe a festança que João Paulo Feliciano e companhia montaram. Não é indicado, contudo, para pés-de-chumbo. VÍDEO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Arquivismo de concertos, pt. 2 - os portugueses mais vistos

Prosseguindo no que ontem foi aqui apresentado, eis...

OS PORTUGUESES MAIS VISTOS

Mão Morta - 44 vezes
Bypass - 18 vezes
Hipnótica e Pop Dell'Arte - 15 vezes
Anonima Nuvolari (*), Gaiteiros de Lisboa e Gatos do Telhado (**) - 11 vezes
Loosers e Caveira (***) - 10 vezes
10º More República Masónica - 9 vezes
11º Mécanosphère (****), Wraygunn e The Legendary Tiger Man (*****) - 7 vezes
14º Cool Hipnoise, D3Ö, Da Weasel, Dead Combo, Gala Drop, Oquestrada, Tina and The Top Ten e Vicious Five - 6 vezes

(*) Ok, eles são italianos, mas vivem e trabalham cá...
(**) Eram uma banda dos tempos do liceu
(***) Incluindo uma data de suporte a Damo Suzuki
(****) A mesma justificação dos Nuvolari
(*****) Incluindo uma actuação a meias com a Rita Redshoes

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #81-85

81. ANONIMA NUVOLARI @ CATACUMBAS
19 de Setembro de 2007
Em pouco mais de dois anos, já vi por mais de dez vezes os Anonima Nuvolari, pandilha absolutamente chanfrada de italianos a viverem em Lisboa. O alinhamento não tem mudado muito -- excepção feita a uma memorável véspera de 25 de Abril na ZDB, em que, sob o nome de Anarchica Nuvolari, se puserem a tocar temas revolucionários -- mas, por mais que já se conheça de trás para a frente aquelas canções napolitanas de meio do século passado, tocadas de uma maneira muito especial, a festa está sempre garantida. E neste concerto nas Catacumbas, cometeu-se a proeza -- arriscaria, inédita -- de se tirar as mesas e cadeiras da sala principal, para que toda a gente pudesse dançar. E dançaram que se fartaram. E ouviram a bela voz de Chiara, que nem sempre aparece no meio dos outros italianos.

82. SIX ORGANS OF ADMITTANCE @ ZDB
10 de Junho de 2004
Era capaz de ficar horas a ver Ben Chasny a dedilhar a guitarra. Este os vários espectáculos a que assisti, destaco o primeiro de todos. Três meses depois, viria novamente a Lisboa, desta vez com os Current 93. Se fosse futebol, dir-se-ia que Chasny trazia a magia que o esoterismo da equipa de Tibet precisava.

83. HIPNÓTICA @ ZDB
4 de Abril de 2003
Já perdi a conta ao número de vezes que vi Hipnótica ao vivo. E ao número das que gostei do que vi e ouvi, que é quase sensivelmente o mesmo. Destaco este, em que o grupo fez, ao vivo, a banda sonora de um filme, o qual me escapa neste momento.

84. DAVID THOMAS BROUGHTON @ ZDB
5 de Março de 2008
Quando um gajo já estava farto de artistas a abusarem dos loopers para recriarem camadas sonoras de suporte ao vivo, ora porque lhes saía mais barato do que andar com outros músicos a acompanhá-los, ora porque se achavam especialistas na inovação artística (ei, o Matt Elliott não entra nestas contas), surge este inglês, com uma abordagem ao processo, absoluta e hilariantemente criativa.

85. THE GO! TEAM @ ALIVE
9 de Junho de 2007
Eles pulam, trocam de instrumentos a toda a hora (já aqui disse que gosto de ver bandas em que os músicos trocam de instrumentos, desde que nisso se mostrem competentes?), puxam pelo público. Festa, festa!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sofa Surfers e música de Lisboa numa revista austríaca

Esta aqui ao lado é a capa do novo número da Fleisch, uma revista austríaca de artes, tendências, política, etc. Traz na capa os Sofa Surfers, que vão ter novo álbum em Janeiro do próximo ano. Mas este número da Fleisch traz também várias páginas dedicadas a Lisboa, por encomenda da publicação a Wolfgang Schlögl, o Sofa Surfer mais lisboeta do grupo, pelas várias vezes que por cá tem estado, boa parte delas para trabalhar com os Hipnótica, os quais, a propósito, também já têm novo álbum gravado e que vai uma vez contar com a ajuda do austríaco na produção e masterização.

O que há aqui então sobre Lisboa? Primeiro, uma compilação em CD, com Coldfinger, DJ Ride, Cacique 97, Cool Hipnoise, Dead Combo, Hipnótica, Noiserv, Micro Audio Waves, Gnu e B Fachada. Depois, um texto de Wolfgang Schlögl sobre a cidade. Finalmente, um texto sobre bandas actuais de Lisboa, aqui deste sempre vosso.

Aproveito para reproduzir o texto aqui, já que a Fleisch não é distribuída por cá, nem tão pouco haverá lojas de importação que a tenham. Na revista, tudo aparece, claro está, em alemão, mas deixo aqui a versão original em inglês, sem quaisquer cortes da edição. (Reparem que o texto foi escrito em Julho, antes da notícia do fim dos Vicious Five, e quando o Musicbox tinha aquelas quintas-feiras de afro beat.


Lisbon beyond the Fado
By Vítor Junqueira
July 2009

Nearly 500 thousand people live in the inner skirts of the city of Lisbon, a number that hits almost three million in the greater metropolitan area factsheet. There’s no surprise that most of the music acts that come from Lisbon were in fact raised over its suburbs. Take out the first name from the Lisbon band you’ll probably know best in these days: Buraka Som Sistema. Buraca, spelled with a C, is one of these suburbs. There lives a vast community of first through third generation African immigrants and it is a very common place to hear kuduro, the urban Angolan dance beats that BSS are taking all around the world. The hip hop scene, fronted by long lived Da Weasel or the producer and MC Sam the Kid, amongst endless other examples, also lives in suburbs of the same kind.

For rock matters, the river Tagus’ south bank has always been a fertile ground for new and enduring acts. Barreiro, a town in the old industrial belt south of Lisbon, is today’s rock’n’roll and avant rock place par excellence. That’s where growingly acclaimed festivals like Barreiro Rocks and Out.Fest are manned every year by groups of young people who amongst themselves play in several bands, many of the times with almost the same line-ups. That’s the case of Los Santeros, three manic Mexican-wannabes playing surf rock, The Act-Ups, psych-garage, or Frango, a noisy experimental act. And if you’re into avant rock, you should check Os Loosers, fronted by Lux DJ and bassist-guitarist Tiago Miranda, who along people from Out.Fest also started Gala Drop, whose dub-infected grooves are being acclaimed everywhere (check out their self-titled debut record).

Communities like these help to describe the way most bands are born all around Lisbon. In fact, it’s just a small capital and everyone knows each other. Even if not, there’s always a friend of a friend. Everyone ends up at the same venues, like the Galeria Zé dos Bois (ZDB for short), MusicBox, Lux, Lounge, Bacalhoeiro, to name a few of the ever growing list of places where bands can play live in Lisbon. The development in the Lisbon music scene owes significantly to this increase and diversification of venues over the last 10 years. People from Lisbon, and from all around Portugal in a broader sense, have more places to play but, perhaps more important, they also have more places to learn from bands that come more and more from everywhere in the world, and more places to hang out, to discuss their methods and ideas, to form new projects with akin souls.

One of the most peculiar communities to rise recently in Lisbon comes out from the Baptist Christian Church grounds. FlorCaveira (SkullFlower) is the name of the religion meets rock movement which nowadays comprises almost 20 acts that have been gaining an increasing space in the radio waves, a territory that, believe it or not, has been uncharted waters for the most of the new Portuguese bands for several years. Amongst these acts, the most acclaimed are Os Pontos Negros (The Strokes’ kind of mainstream rock) and singer songwriters Tiago Guillul, B Fachada, Samuel Úria and Bruno Morgado. “The new wave of Portuguese rock”, as every newspaper is now calling it, also embraces the Amor Fúria label, whose acts, Os Golpes being the most celebrated, share stages regularly with those from FlorCaveira.

All these bands from this “new wave of Portuguese rock” sing in Portuguese, something that became out of fashion since the eighties wide explosion of rock. Apart from groups like Madredeus and some few other bands, mostly of them coming from outside Lisbon, shame of being Portuguese was the most striking anathema for Portuguese rock in the nineties. The nation was still suffering from years of enclosure from the outside world, and it was adhering to everything it could that came from abroad. And that also showed up in the music itself. But the times are changing again. A project like Dead Combo (electric guitar and doublebass only) does hold on to Ennio Morricone spaghetti western kind of landscapes, but there is a quite subtle inner feeling of Portuguese sound coming from it, tracing out to common memories like those left by the late great guitarist Carlos Paredes. Also Norberto Lobo, a young, celebrated, and crafted fingerpicker does bring something evoking Paredes. In a clearer way, groups like Deolinda, who take the Madredeus heritage to present days, and O’Questrada are also making people realize that Fado – or some of its essence – it’s not only sorrow. It can also mean partying; it can also mean dancing with a shinny happy smile.

Over the last years, Lisbon also became home sweet home for a growing community of European young people, mostly Spaniards and Italians, who also started to create interesting bands, like the Italian-Swiss Anonima Nuvolari, who play old Italian songs in a Pogues-ish way. In the same scene, Farra Fanfarra and Kumpania Algazarra take the fit of the Balkan brass bands to play the streets and parties everywhere around town. On the grounds of noise and experimental music, Mécanosphère is one band living in Lisbon and it’s mainly operated by French artists. Panda Bear, from Animal Collective fame, also lives in the city.

As a matter of fact, in the recent years, if not always in its history, Lisbon became home for many cultures. For instance, it’s common to cross by excellent players from the old African colonies (Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, …) who live in the city. Take Kimi Djabaté and Braima Galissá, for instance, from the young generation of “griots” from Guinea-Bissau to come by. Music from Africa and other continents is also present in some other interesting bands from Lisbon, like Terrakota or Cacique ’97, whose members gather up regularly along with those of Cool Hipnoise, a quite interesting and nearly veteran funk local band, to produce the most intense afrobeat party (every second Thursday of the month, at MusicBox, if you’re thinking dropping by).

I’ve been talking mostly of new bands from Lisbon. There are also, of course, the veteran ones, the mainstream rockers Xutos & Pontapés being the most celebrated one with a 30 year old career. Emerging from the eighties, the dadaists Pop Dell’Arte, one of the most interesting acts to arise in Lisbon, are still running up, playing gigs and recording tracks. From the nineties, there’s Hipnótica, who started with the trip hop explosion and evolved to a kind of post rock, post jazz stuff over which Wolfgang Schlögl of Sofa Surfers collaborated.

Two final namedrops for The Vicious Five, who started around in the hardcore underground, developing a faithful mass of fans ever since, and for Bypass, scholar post rockers who deserve to jump out borders anytime soon.

There are a lot of bands in Lisbon. A great lot of good bands, indeed. This is only a tiny shortlist. Many of them were ignored over the above lines, due to lack of remembering, due to lack of space, due to intention on not letting this grow to a mere namedropping. Still, the best way to know bands from Lisbon (and Portugal) is to stay for sometime in the city and to attend to the venues cited above whenever you can.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dois programas para Lisboa, hoje (e depois)



Na Casa do Alentejo, Norberto Lobo, intérprete brilhante da guitarra acústica, apresenta o seu novo álbum, "Pata Lenta", a partir das 22h. A entrada custa 5 euros.

Noutra iniciativa, o Dia Mundial do Ambiente (hoje) é celebrado por um programa especialmente preparado pela equipa do Bacalhoeiro no jardim São Pedro de Alcântara, ao Bairro Alto, que se estende pelo sábado. O "Ambientar-te", assim se chama o programa, vai contar com diversos concertos, actividades para crianças, palestras e tertúlias, uma feira de artesanato e de protudos biológicos e gastronomia. Eis o programa:

SEXTA-FEIRA, 5
14h00 | abertura. Feira de artesanato e produtos biológicos
19h30 | Drumtrumpet (dj: Manu / trompete: Luis Vicente)
21h30 | concertos: ANONIMA NUVOLARI, LOS CUBOS

SÁBADO, 6
10h00 | abertura da feira de artesanato e produtos biológicos
10h00 | Cangulula Actividades lúdicas de sensibilização ambiental para crianças e famílias (de 1 aos 3 anos).
16h00 | Cangulula Actividades lúdicas de sensibilização ambiental para crianças e famílias (3 anos – 10 anos).
17h00 | Tertúlia com Le Monde Diplomatique: «A ecologia e a crise. Será este mundo sustentável?»
18h00 | Contabandistas | contadores de histórias para todas as idades.
19h30 | Johannes Krieger Quartet Jazz ao fim da tarde. Chibanga groove.
21h30 | concertos: FARRA FANFARRA, SOTAZERO (estes catalães, adeptos da rumba, vão também estar no arraial que o Bacalhoeiro prepara para a noite de Santo António, onde haverá também Bailarico Sofisticado)

terça-feira, 3 de março de 2009

Bailarico e Incrível Tasca Móvel n'«Os Dias a Crescer», em Guimarães

O Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, prepara um fim-de-semana de festa para acolher a chegada da Primavera. Nos dias 21 e 22 de Março (sábado e domingo), o Vila Flor vai ter concertos e fanfarras, intervenções de artistas plásticos, marionetas, cinema de animação, oficinas diversas e outros motivos de animação. Destaque para a Incrível Tasca Móvel, a festa rija que reúne Ó Qu'estrada e Anonima Nuvolari, à qual se segue, pelo resto da noite, o Bailarico Sofisticado.

Programação completa d'«Os Dias a Crescer»
Sábado, 21, e Domingo, 22 de Março

SÁBADO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Bomboémia
•15h00-19h00, Terreiro do CCVF - Mercado de produtos frescos e tradicionais
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-18h00, Terreiro do CCVF - Oficina de moinhos de vento
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-22h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•15h30 + 17h30 + 19h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•16h00 + 18h00, Palácio Vila Flor - Visitas guiadas às exposições
•17h00-17h30, Espaço a definir - Um Mundo muito próprio (clown)
•17h30-19h00, vários espaços - Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa
•19h00-22h00, Jardim do CCVF - Incrível Tasca Móvel
•22h00-02h00, Jardim do CCVF - Bailarico Sofisticado

DOMINGO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Quarteto de clarinetes
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-17h00, Jardim do CCVF - Oficina de criação de retalhos para a toalha gigante
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-19h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30 + 17h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•16h00-17h00, Jardim do CCVF - Banda Plástica de Barcelos
•17h00, Jardim do CCVF - Abertura da Toalha Gigante
•17h00-19h00, Jardim do CCVF - Piquenique comunitário
•17h30-19h00, Jardim do CCVF - Bailebúrdia

sábado, 10 de maio de 2008

Uma tarde pelo castelo

Razões para dar hoje um pulo até ao Castelo de São Jorge:

- O António Pires mete discos das 15h às 17h;
- A Raquel Bulha mete discos das 18h às 20h;
- Os Anonima Nuvolari metem a dançar quem ainda estava parado lá por volta das 20h/21h.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

World Mix Music

Esta foi apanhada no Raízes e Antenas, com algum atraso. Aproxima-se mais um festival de músicas do mundo. É pequenino, mas é jeitosinho. O Mercado Mundo Mix, a feira que este ano se realiza no Castelo de São Jorge, em Lisboa, de 9 a 11 de Maio, vai albergar o Festival World Mix Music. Eis a programação:

Dia 9 - Paulo Sousa
Dia 10 - Anonima Nuvolari (Itália/Portugal)
Dia 11 - Gnawa Sahara Soul (Marrocos)

Ao longo dos três dias, haverá também sessões de DJing com Tiago Claro (dia 9), Raquel Bulha (dia 10), Luís Rei (dia 11) e António Pires (dias 10 e 11).

domingo, 30 de dezembro de 2007

Um bom 08 para todos!

Falta pouco mais de um dia para que este velho 07 chegue ao fim. Foi um ano intenso para mim. As reviravoltas na minha vida pessoal, que entretanto julgo ter estabilizado da melhor forma, os abraços, as risadas e as lágrimas dos e com os amigos (vós sabeis quem sois, famigliares), os inúmeros concertos (ainda assim menos que em 2005), os bailaricos sofisticados e outros que tais. 07 foi o grande ano dos festivais de world music (Sines, Sines, Sines, sempre inesquecível, mas também Viseu e Póvoa do Varzim e todos os outros que não pude ir), foi o ano em que poucas pessoas estiveram a ver os incríveis Akron/Family (quero mais em 08, Luís!), foi o ano em que toda a gente foi para o Primavera e eu a Joana delirámos com os Dirty Three, foi o ano de foi o ano para fazer crowd surfing nos braços dos Maiorais ao som dos d3ö, foi o ano para estar cara-a-cara com o exorcismo dos demónios do Lirinha do Cordel, foi o ano do campeonato decidido até ao final (valeu a taça), foi o ano do encore dos Mudhoney com o "Fix Me" dos Black Flag, foi o ano da brincadeira com a Internacional na esplanada da SMURSS pelo Jacky Mollard e compinchas bretões, foi o ano do sim à IVG (finalmente, porra), foi o ano do Shortbus, foi o ano do Control, foi o ano em que o meu filho mais vezes disse que "gochto muito do meu pai", foi o ano da Passarola, foi o ano dos Anonima Nuvolari um pouco por todo o lado, foi o ano de mais um estrondo criativo de Robert Wyatt, foi o ano para voltar a interessar-me por música feita de propósito para as pistas, foi o ano de muitas leituras interessantes, foi o ano do novo livro da Naomi Klein (bom, está a ser, na verdade), foi o ano do Death Proof, foi o ano das festas incríveis dos Filho Único no 211 da avenida da Liberdade...
Por outro lado, 07 foi também o ano em que vi menos cinema, menos teatro, menos exposições, foi o ano em que menos vontade tive de ir à ZDB, foi o ano que cheguei a pensar ser o pior de sempre, foi o último ano em que se pode fumar em liberdade (não confundir com respeito por outrém), foi o ano em que menos viajei, foi o ano das perspectivas iludidas ao nível da situação profissional (cercear as liberdades pessoais é mais fácil do que acabar com os recibos verdes), foi o ano do calafrio mais ou menos esperado com o fim-não-fim dos Mão Morta...
Mas, como dizia, 07 foi intenso. E como intenso que foi, há muitos momentos que já ficaram esquecidos. Há uma certa brincadeira habitual nesta altura que apenas não fica esquecida porque vou tomando nota ao longo do tempo. É a lista dos meus... cem melhores concertos do ano. Desde o concerto dos Vicious Five no Alquimista, na primeira parte do Marky Ramone, a 3 de Janeiro, até ao dos Caveira nesta passada sexta, no Lounge (o Quim Albergaria acaba por ser aqui um elemento comum curioso...), 07 ofereceu-me um total de 149 concertos (caramba, devia ter ido ontem ver os Alla Pollaca para chegar a um número redondo, mas estava estourado...), mais que em 06, menos que em 05 (a culpa é dos Gomez Brothers terem deixado a ZDB). Na lista dos mais assistidos estão os grandes Anonima Nuvolari (seis concertos), Caveira (quatro), d3ö, Green Machine, Norberto Lobo e Ó'questrada (três), Born a Lion, Hipnótica, Nicotine's Orchestra, Pop Dell'Arte e Vicious Five (dois). Aqui vão, então, os 100+, de trás para a frente:

100. marcel kanche @ sines (23 jul)
99. human league @ terreiro do paço (4 ago)
98. capitán entresijos @ barreiro (10 nov)
97. mojo hand @ catacumbas (20 dez)
96. caveira @ zdb (27 set)
95. andrew bird @ são jorge (31 mai)
94. señor coconut @ sines (28 jul)
93. rob k & uncle butcher @ barreiro (9 nov)
92. gala drop @ espaço avenida (13 jul)
91. norman @ lounge (13 set)
90. mayra andrade @ belém (28 jun)
89. [d-66] @ lounge (5 out)
88. marky ramone and friends @ santiago alquimista (3 jan)
87. pop dell'arte @ maxime (25 dez)
86. the white stripes @ oeirasalive (9 jun)
85. green machine @ music box (26 mai)
84. d3ö @ oeirasalive (9 jun)
83. josephine foster @ zdb (8 mar)
82. traumático desmame @ casa da avenida (21 dez)
81. ó qu'estrada @ zdb (24 nov)
80. the black lips @ barreiro (10 nov)
79. jesus and mary chain @ sbsr (4 jul)
78. bunnyranch @ music box (21 set)
77. green machine @ zdb (13 jan)
76. lobster @ zdb (9 fev)
75. vicious five @ santiago alquimista (3 jan)
74. haydamaky @ porto covo (22 jul)
73. caveira @ lounge (28 dez)
72. caveira @ lux (3 mai)
71. the mojomatics @ barreiro (10 nov)
70. rão kyao & karl seglem @ porto covo (22 jul)
69. d3ö @ rio maior, in a bar (8 dez)
68. anonima nuvolari @ póvoa de varzim (1 set)
67. hypnotic brass ensemble @ sines (26 jul)
66. born a lion @ barreiro (9 nov)
65. bypass @ santiago alquimista (13 abr)
64. músicos do nilo @ belém (28 jun)
63. nobody's bizness @ teatro viriato (16 jun)
62. caveira & jorge martins @ espaço avenida (13 jul)
61. young gods acústicos @ são jorge (16 nov)
60. green machine @ barreiro (10 nov)
59. wraygunn @ oeirasalive (10 jun)
58. beastie boys @ oeirasalive (10 jun)
57. ó qu'estrada @ zdb (20 jan)
56. the hospitals @ zdb (9 fev)
55. la etruria criminale banda @ sines (27 jul)
54. wraygunn @ lux (4 mai)
53. nicotine's orchestra @ lounge (3 fev)
52. world saxophone quartet @ sines (27 jul)
51. hamilton de holanda quinteto @ sines (27 jul)
50. oumou sangaré @ sines (25 jul)
49. mamany keita & nicolas repac @ porto covo (21 jul)
48. don byron @ porto covo (21 jul)
47. dead combo @ santiago alquimista (30 jan)
46. darko rundek & cargo orkestar @ porto covo (20 jul)
45. galandum galundaina @ porto covo (20 jul)
44. d3ö @ culto club (11 jul)
43. tó trips @ maxime (9 dez)
42. bassekou kouyate & ngoni ba @ belém (29 jun)
41. hypnotic brass ensemble @ sines (26 jul)
40. hipnótica @ restart (29 mar)
39. nicotine's orchestra @ zdb (31 mai)
38. norberto lobo & iancarlo mendonza @ soc. guilherme cossoul (8 fev)
37. howe gelb @ santiago alquimista (30 jan)
36. pop dell'arte @ lux (11 mai)
35. panda bear @ b.leza (11 abr)
34. anonima nuvolari @ incrível tasca móvel (10 ago)
33. k'naan @ sines (28 jul)
32. tartit @ sines (26 jul)
31. bellowhead @ sines (25 jul)
30. anonima nuvolari @ clube de viseu (16 jun)
29. mahmoud ahmed @ sines (26 jul)
28. ttukunak @ sines (23 jul)
27. anonima nuvolari @ zdb (19 fev)
26. hipnótica @ music box (13 out)
25. etran finatawa @ porto covo (20 jul)
24. mountain tale @ teatro viriato (16 jun)
23. anonima nuvolari @ b.leza (30 mai)
22. djumbai jazz @ zdb (26 jan)
21. kap bambino @ lounge (19 out)
20. vicious five @ oeirasalive (10 jun)
19. erika stucky @ sines (28 jul)
18. trilok gurtu band @ sines (25 jul)
17. the go! team @ oeirasalive (9 jun)
16. anonima nuvolari @ catacumbas (19 set)
15. harry manx @ sines (26 jul)
14. o'questrada @ incrível tasca móvel (10 ago)
13. jacky mollard acoustic quartet @ sines (24 jul)
12. mão morta maldoror @ theatro circo (12 mai)
11. rachid taha @ sines (27 jul)

10. CARLOS BICA TRIO AZUL C/DJ ILL VIBE @ SINES (26 JUL)
9. GOGOL BORDELLO @ SINES (28 JUL)
8. MUDHONEY @ CULTO CLUB (11 JUL)
7. PATTI SMITH @ COLISEU DOS RECREIOS (28 OUT)
6. TINARIWEN @ SÃO JORGE (5 JUL)
5. STARS OF THE LID @ NIMAS (6 DEZ)
4. LCD SOUNDSYSTEM @ SBSR (4 JUL)
3. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ TEATRO VIRIATO (15 JUN)
2. DIRTY THREE @ LUX (2 JUN)
1. AKRON/FAMILY @ MUSICBOX (22 ABR)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Attenzione!

É só para avisar que hoje há Anonima Nuvolari naquele que será certamente um dos melhores locais de Lisboa para os receber, as Catacumbas do Bairro Alto.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Os meus primeiros youtubos



Anonima Nuvolari "O Sarracino" + "Bella Ciao" (ao vivo na Póvoa de Varzim, festival Músicas do Mar, em 1 de Setembro de 2007)

Outros vídeos do mesmo dia:

Buona Sera
Pasqualino Marajà
Viva la Pappa col Pomodoro
Pigliate 'Na Pastiglia

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Uma anedota envolvendo a autoridade

(Os Anonima Nuvolari tinham ido buscar os instrumentos ao hotel para tentar animar um resto de noite na Póvoa, que não teria graça de outra forma... Alguns minutos depois, um senhor agente da PSP, adiante designado como "senhor bófia" para não comprometer a sua identidade, irrompe pela esplanada dentro, com a delicadeza de um elefante acabado de sair de uma hemisferoctomia. "Acabou", disse, mas a conversa ficou ainda mais animada, como se pode ver neste pequeno trecho:)

senhor bófia: bocês estão a fazer barulho! houve queixas!
alguém do público: mas ninguém se queixa do Hit (nota: mega-discoteca mesmo do outro lado do passeio alegre)?
senhor bófia: do Hit não há barulho. bocê consegue oubir alguma coisa?
o mesmo alguém do público: até lhe consigo dizer o que está a passar neste momento...
senhor bófia: ai consegue? ai consegue? então diga-me lá o que é!
ainda o mesmo alguém: olhe, é a "......" da Britney Spears!
senhor bófia: acha que isto é a Britney Spears?

domingo, 2 de setembro de 2007

A lua e o mar

Acaba hoje, com um concerto dos La Troba Kung Fú, a primeira edição (ou a edição zero, se preferirmos) do Músicas do Mar, festival de músicas do mundo da Póvoa de Varzim.
(Pessoalmente, jamais esquecerei a madrugada de ontem, com os Anonima Nuvolari, bêbedos, a tocarem na praia para um pequeno grupo de amigos resistentes, ainda mais bêbedos, o "Guarda Che Luna".)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Músicas do Mar começa hoje com Tony Allen

30 de Agosto (quinta-feira)
• Joel Xavier (Lisboa) @ Diana Bar, 21h
• Tony Allen (Lagos) @ Passeio Alegre, 22h15

31 de Agosto (sexta-feira)
• O'questrada (Almada) @ Diana Bar, 21h
• Alkinoos Ioannidis (Nicósia) @ Passeio Alegre, 22h15
• Raquel Bulha & Álvaro Costa (Lisboa/Porto) @ Auditório ao ar livre, 00h00

1 de Setembro (sábado)
• Anonima Nuvolari (Lisboa) @ ruas da cidade, 18h30
• Escalandrum (Buenos Aires) @ Diana Bar, 21h
• Eddie (Olinda, Brasil) @ Passeio Alegre, 22h15
• Bailarico Sofisticado (Lisboa) @ Auditório ao ar livre, 00h00

2 de Setembro (domingo)
• Kumpania Algazarra (Lisboa) @ ruas da cidade, 18h30
• La Troba Kung-Fú (Barcelona) @ Passeio Alegre, 22h15

Ligações:
www.africanmusicianprofiles.com/tonyallen.htm
www.oquestrada.com
www.alkinoos.gr
myspace.com/anonimanuvolari
www.escalandrum.com.ar
myspace.com/bailaricosofisticado
kumpanialgazarra.no.sapo.pt
www.latrobakungfun.net

sábado, 11 de agosto de 2007

Incrível Tasca Móvel, o espaço que os velhos não esquecem e os jovens adoram.

Festa do ano. Nas traseiras do Centro Cultural de Belém está montada uma tasca -- lembra mais um arraial -- ao ar livre, delimitada por uma longa gambiarra de muitas cores feita na Cova da Piedade, onde se fazem, como toda a gente sabe, as melhores gambiarras do mundo. Aos espectadores, perdão, aos comensais desta tasca sofisticada, a "Incrível Tasca Móvel", são servidos copos de ginginha (ou de qualquer outro licor alcoólico e açucarado). Logo daí a pouco começa-se a ouvir uma voz quente, muito quente, cantando "Guarda Che Luna", um êxito italiano dos anos 50, de Fred Buscaglione. É Miranda, a doce Miranda dos Ó'Questrada. São eles os grandes animadores desta tasca nesta noite. Eles e os italianos impagáveis que formam os Anonima Nuvolari e que se intrometem pelo meio. E o convidado especial desta sexta-feira, o fadista pugilista Toni Paiva. Inenarrável. Esta é uma noite de e para gente alegre que se senta à volta das mesas, que bebe um copo, dois, três e por aí fora, enquanto sorri à candura de Miranda, à viagem estética dos O'Questrada, à folia napolitana dos Anonima Nuvolari. (Não tenho por hábito fazer estes relatos assim que chegue a casa, nem tão pouco no tempo em que o devia fazer por razões profissionais. É por isso que, estes raros momentos em que o faço são também sinais de que a festa foi rija. Não percam amanhã ou no domingo. Custa apenas cinco euros e vale-vos para o resto do ano.)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A incrível tasca móvel

Vem no rico programa de exteriores que o CCB tem estado a levar a cabo durante este Verão. A "Incrível Tasca Móvel" assenta arraiais em Belém ao longo deste próximo fim-de-semana e o PR divulgado junto do público é deveras aliciante:

Com inspiração nas atmosferas das Tascas e Festas Populares a Piajio associação cultural concebeu A Incrível Tasca Móvel : abençoada pelas Colectividades, Filarmónicas e Tascas, esta jóia chega a Lisboa pela primeira vez e pousa no ringue do CCB qual tenda de circo.
Esta Incrível Tasca delineia-se por 6 estruturas metálicas que se debruçam sobre o espaço, suportando lustres e gambiarras numa dança de classe. Obra única de ferro e iluminação onde a luz delimita a fronteira entre público e privado.
Gerada na margem sul do Tejo, desbrava caminhos entre a tradição e a inovação, entre a arte e os copos de três, entre o fado e o circo, entre épocas diferentes - e lança o conceito de Tasca-Concerto.
Durante três noites insólitas e autênticas, a trupe musical O´queStrada e a sua sonoridade universal e indescritível convidam Anónima Nuvolari, os italianos mais lisboetas do país, para uma desgarrada única de glamour popular.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Músicas do Mar, na Póvoa de Varzim - o programa completo

Eis, conforme prometido, o programa do Músicas do Mar, que acontece na Póvoa de Varzim, entre 30 de Agosto e 2 de Setembro. Todos os nomes provem de cidades que têm o mar por vizinho, daí a designação do festival.

30 de Agosto (quinta-feira)
• Joel Xavier (Lisboa) @ Diana Bar, 21h
• Tony Allen (Lagos) @ Passeio Alegre, 22h15

31 de Agosto (sexta-feira)
• O'questrada (Almada) @ Diana Bar, 21h
• Alkinoos Ioannidis (Nicósia) @ Passeio Alegre, 22h15
• Raquel Bulha & Álvaro Costa (Lisboa/Porto) @ Auditório ao ar livre, 00h00

1 de Setembro (sábado)
• Anonima Nuvolari (Lisboa) @ ruas da cidade, 18h30
• Escalandrum (Buenos Aires) @ Diana Bar, 21h
• Eddie (Olinda, Brasil) @ Passeio Alegre, 22h15
• Bailarico Sofisticado (Lisboa) @ Auditório ao ar livre, 00h00

2 de Setembro (domingo)
• Kumpania Algazarra (Lisboa) @ ruas da cidade, 18h30
• La Troba Kung-Fú (Barcelona) @ Passeio Alegre, 22h15

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Seu boiadeiro, por ali choveu

Foram dois dias de arromba os que se viveram por Viseu neste último fim-de-semana. As condições metereológicas adversas, ainda que não tenha chovido na sexta-feira, obrigaram a que os espectáculos se centrassem quase todos no pequeno teatro Viriato, impedindo que a festa chegasse a um número mais alargado de pessoas e em espaços mais dignos para o que ali se pôde ouvir. Tirando algumas falhas da organização, tirando o excesso de rigor (para não dizer palermice) de um ou dois funcionários dos corredores do teatro, este fim-de-semana de arromba serviu de óptimo augúrio para futuras edições deste festival.

Podia não haver muitos nomes em cartaz -- afinal de contas, este foi o número zero, como dizia a organização -- mas houve seguramente um alto concentrado de qualidade. A começar logo pelo concerto de sexta-feira do Cordel do Fogo Encantado. Depois da apresentação no castelo de Sines, no ano passado, o Cordel mostrava-se agora com novo álbum perante uma plateia de umas poucas centenas de pessoas (não dava para mais). Espectáculo íntimo, portanto. E avassalador. Durante pouco mais de hora e meia as (muitas) percussões do grupo estiveram em constante diálogo com a estrutura do renovado Teatro Viriato. E o público sentado ali, no meio, a assistir aos argumentos. Se os Mão Morta não tivessem nascido em Braga, mas sim em Pernambuco, na pequena cidade de Arco Verde, talvez tivessem sido como o Cordel. E se Adolfo Lúxuria Canibal não crescesse a ler Lautréamont ou outros autores malditos e tivesse os poemas de cordel do interior brasileiro na mesinha de cabeceira, talvez tivesse sido Lirinha, figura epicêntrica deste abalo de terras que dá pelo nome de Cordel do Fogo Encantado. Foi melhor que em Sines? Foi sim, embora não consiga sequer explicar como é que isso ainda pôde ser possível. Para o resto da noite ainda houve a sessão Mais Valor, com a velha guarda de Viseu a homenagear o falecido José Valor (Bastardos do Cardeal, Lucretia Divina, Centro de Pesquisas Ruído Branco, Major Alvega, etc.) no foyer do teatro, e a dupla lisboeta Dezperados, pela noite fora na discoteca NB.

No sábado, veio a chuva, mas a festa continuou. Logo com os impagáveis Anonomina Nuvolari, que, sem qualquer amplificação, semearam a boa disposição no teatrinho do Clube de Viseu, um antigo (e belíssimo) salão aristocrático daquela cidade, com o seu reportório de música italiana ligeira em formato festarola. Irrequietos como sempre, e em total contraste com a plateia de todas as idades que se sentava nas cadeiras de madeira do salão, os italianos tocaram em cima do palco, à frente do mesmo, atrás das cadeiras, à volta do público, por entre o público, pelas outras salas, enfim. E tão bom que foi ouvir o "Bella Ciao" na capital do Cavaquistão... Mais perto da hora de jantar, os lisboetas Nobody's Bizness apresentaram no palco do teatro a sua versão dos blues acústicos norte-americanos. A voz da Petra e a guitarra do Luís estão cada vez melhores (e juro que não me pagam para dizer isto, embora não tenha nenhum problema se o quiserem passar a fazer, ok?). Para a noite, mais de duas dezenas de pessoas em palco, com o colectivo Mountain Tale, que agrupava as vozes penetrantes das mulheres búlgaras do grupo Angelité, os sempre surpreendentes cantos guturais e instrumentos rudimentares dos Huun-Huur-Tur, da república de Tuva, e os maestros de toda esta gente, o grupo de jazz experimental Moscow Art Trio. Se alguém tem dúvidas de que isto se possa combinar de forma eficiente, é porque não esteve no Teatro Viriato. É de se sair com o coração nas mãos. A noite continuou depois com os badamecos do Bailarico Sofisticado até às quatro e tal da manhã, no foyer do teatro, sem baixas, sem mortes, a não ser a do sistema de som que saiu dali bastante maltratado (caso para fazer uma piadola apropriada: deu "barraca o som sistema"). Um dia destes, deixo aqui fotografias deste fim-de-semana.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Falta um dia para Viseu



Anonima Nuvolari ao vivo no largo de Camões, Lisboa, no 1º de Maio.

(Os Anonima vão andar pelas ruas de Viseu, no dia 16 de Junho, por volta das 11h, e também no parque Aquilino Ribeiro, pelas 17h. Mais informações em www.teatroviriato.com.)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Um grande 31

A fartura dá nisto. E cada vez mais. Há que perder de vez a ideia de se querer estar em todos os concertos que por cá vão acontecendo. E não é só por causa da carteira. É também porque nos é negado o dom da ubiquidade. Ora reparem no que se vai passar na quinta-feira da próxima semana, dia 31 de Maio: o mítico Johnathan Richman vai estar no Santiago Alquimista; a singular Nicotine's Orchestra apresenta o álbum de estreia na ZDB; a folia italiana dos Anonima Nuvolari assenta arraial no B.Leza; ah, e ainda há o Andrew Bird no São Jorge.
Claro que não é todos os dias que temos por cá o Johnathan Richman. Mas que fica um amargo de boca por perder tudo o resto, fica.


(Actualização: afinal, como avisa o Luís Rei nos comentários, os Anonima Nuvolari tocam no B.Leza a 30 e não 31 de Maio. Menos uma dor de cabeça!)

(Actualização dois: ele há dias em que mais vale ficar quieto, não postar nada, enfiar a cabeça na areia e apenas desenterrar quando se conseguir estar desperto e atento o suficiente. Não só os Anonima Nuvolari são a 30, mas também o Johnathan Richman é nesse dia. Por mais um acesso de parvoíce, acabei por trocar os dias dos concertos dele e dos Pelican, esses sim, no dia 31. Vou dormir para casa, mas é. Ou então apanhar choques nas tomadas.)