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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (11 a 20)

11. Prince Rama @ ZDB (1/12)
O mundo só teria a ganhar com mais bandas como os Prince Rama. Ora psicadélicos, ora tribais, vozes bem colocadas à... Kate Bush, composições que parecem ter saído da imaginação do... Brian Eno. Magia, magia, magia. (Ah, e uma guitarrista-teclista linda de morrer.)

12. Tinariwen @ FMM (30/7)
De tantas vezes que cá vieram, já não constituem propriamente uma surpresa. Mas também não estamos exactamente fartos. Bem pelo contrário. O que interessa é que conseguiram hipnotizar aqueles que os viam no castelo de Sines com o ritmo e as malhas de guitarra que trouxeram do deserto. VÍDEO

13. Shellac @ Primavera (28/5)
Tinha-os visto dias antes, na ZDB. Tinha-os visto há exactamente um ano, neste mesmo palco ATP, no Primavera. Tinha contra mim um horário pouco contornável do festival. Mas mesmo assim, não era possível deixar escapar mais esta oportunidade de os ver ao vivo. Mais houvesse, mais seriam. VÍDEO

14. Michael Rother & Friends Present Neu! Music @ Primavera (29/5)
O revivalismo do kraut tem destas coisas boas: o lendário Michael Rother junta mais dois músicos, um dos quais o atarefadíssimo Steve Shelley, para reproduzirem ao vivo reportório dos Neu!... As gerações mais novas só podem agradecer. VÍDEO

15. Times New Viking @ ZDB (21/4)
É uma daquelas coisas cheias de frenesi, de ruído, de gritaria e de rebuçados sónicos, em que não se consegue ficar quieto. Times New Viking de volta, já!

16. Tortoise @ Primavera (27/5)
Escrevi na altura: "[Por comparação com os Ui] Mais abertos, mais completos, mais ágeis, mais ricos musicalmente, os Tortoise, com John McEntire e John Herndon a trazerem as suas baterias para a frente do palco, mostraram em palco aquilo que já tinham provado em estúdio com “Beacons of Ancestorship”, isto é, que este combo de músicos exímios e multifacetados merece continuar a prolongar a carreira, já tantos anos depois da euforia do pós-rock." VÍDEO

17. Vashti Bunyan @ Lux (13/5)
Um dos acontecimentos do ano. Termos tido, em 2010, a possibilidade de ver esta lenda (quase) esquecida da folk britânica, é um privilégio intemporal. VÍDEO

18. Johan Karlberg (Radioclit) @ Lx Factory (13/2)
Mais um que desafiaria o conceito de concerto, se ainda vivessemos no século passado.
Festarola até às tantas em mais um magnífico "Baile" da Madame. O que eu lamento não ter visto os Very Best no Sudoeste.

19. Wimme @ FMM (29/7)
"Há mais de dez anos que ansiava por um concerto dele por cá e nunca imaginei que fosse tão bem recebido como foi ali em Sines, no palco da praia, ao fim da tarde, para uma música que se imagina nas montanhas, no frio." VÍDEO

20. Paus com Dj Riot & Dj Ride @ Lux (16/12)
Eu disse que ia haver mais Paus nesta lista. E a mais concertos tivesse assistido, mais Paus aqui haveria. Mas desta vez, só desta vez, Paus e agulhas tanto bateram que até fizeram faúlhas. Tenho pena de ter perdido o primeiro "Só desta vez", mas a segunda oportunidade deu para perceber o quanto esta boa gente se esforça para criar estas apresentações únicas. VÍDEO

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O clube do Beck

Ficamos contentes quando deparamos com alguém que foge à rotina edição-digressão-edição-digressão... Beck Hansen, por exemplo. Livre de contratos discográficos, tem aberto as portas do seu estúdio a amigos, com os quais participa em sessões de gravação descontraídas, naquilo a que chamou "Record Club". A ideia é reinterpretar um álbum de outrem e gravá-lo num dia, sem qualquer ensaio prévio. Uma vez por semana, mostra ao mundo uma nova canção aqui. Como ali se pode ver, entre os álbuns revisitados, contam-se "Velvet Underground & Nico", "Songs of Leonard Cohen", "Oar", o único álbum a solo do falecido Skip Spence, dos Jefferson Airplane, e o improvável "Kick", o disco que catapultou os australianos INXS para a fama mundial. Pelo estúdio, e para este Record Club, já passaram músicos como os Liars, Devendra Banhart, Wilco, Feist, Nels Cline, Nigel Godrich e a banda de suporte de Beck, entre vários outros. E a grande novidade desta semana é que os últimos visitantes foram os Tortoise, em pausa de digressão, e... Thurston Moore, que andava pela zona naquele dia. Vamos a ver o que dali sai.

Record Club: INXS "Kick" from Beck Hansen on Vimeo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O meu Primavera Sounds 2010

Enquanto se dá descanso aos pés dos quilómetros percorridos e das horas em pé a ver concertos e a dançar, enquanto se dá descanso aos ouvidos e à cabeça de tanto rock’n’roll, enquanto se dá descanso ao corpo daquela coisa com nome de santo a que os espanhóis chamam cerveja, há tempo para um esforço de rememoração daquilo que se conseguiu ver e ouvir no Primavera Sound 2010. Notem que esta é apenas uma breve apreciação do que foi «o meu Primavera Sounds 2010». Se já quando se assina uma reportagem sobre um mero concerto a subjectividade é, por natureza, inescapável, muito mais próprio se torna o relato de um festival em que mais de meia-dúzia de palcos funcionam praticamente em simultâneo, em que a cada um cabe decidir o alinhamento do que pretende ver. E este ano, por várias razões, a começar pela memória do estouro físico e mental da experiência de 2009, «o meu Primavera Sounds 2010» foi bastante mais compacto. Mas vamos aos destaques destes três dias de festival no Forum de Barcelona:

Os baixos, as baterias e os músicos que tocam que se fartam
Do cartaz do Primavera Sound deste ano fizeram parte inúmeras bandas com sonoridade (e line-ups) assentes nas secções rítmicas. O protagonismo do baixo e da bateria era evidente nas várias correntes e gerações que passaram por estes palcos.
Da terra do kraut, veio Michael Rother acompanhado de Steve Shelley e Aaron Mullan, para uma enérgica e retemperadora revisitação do reportório dos Neu!, no último final de tarde soalheiro do festival. Do kraut também se ouviu revivalismo por parte de músicos mais novos, como foi o caso da bela surpresa chamada Beak>, o novo projecto de Geoff Barrows, dos Portishead.
Da terra do funk-punk, vieram os Liquid Liquid. Quem, como eu, imaginava que se ia apenas prestar tributo a mais um grupo icónico do passado agora regressado aos palcos, de músicos enferrujados pelo tempo, percebeu logo desde o início o engano. Foi, neste meu Primavera, o melhor de todos os espectáculos (em ex aequo com os Les Savy Fav, mas já lá vamos). Esta potente máquina de dança parece não ter parado no tempo, não só por causa do acaso circunstancial do legado da banda fazer todo o sentido nas pistas de dança de hoje, mas também, e ainda mais, porque os próprios músicos tocam com um rigor e uma energia tais que tornam a dança obrigatória desde o início e que, por várias ocasiões, produzem clímaxes de loucura indescritíveis.
Da terra do pós-rock, vieram os Ui e os Tortoise. Os primeiros, dois baixos e bateria, circunspectos mas exímios na linguagem que criaram nos anos 90. Mais abertos, mais completos, mais ágeis, mais ricos musicalmente, os Tortoise, com John McEntire e John Herndon a trazerem as suas baterias para a frente do palco, mostraram em palco aquilo que já tinham provado em estúdio com “Beacons of Ancestorship”, isto é, que este combo de músicos exímios e multifacetados merece continuar a prolongar a carreira, já tantos anos depois da euforia do pós-rock.

Who rocks the party?
Ainda que com pena de ter perdido, por diferentes motivos, os concertos de Monotonix (diz quem foi que a loucura se instalou no palco ATP, com estes punks israelitas a tocarem no meio da assistência), King Khan, Black Lips, Almighty Defenders (grupo que reúne elementos dos dois anteriores), «o meu Primavera Sounds 2010» ficou marcado pela actuação dos nova-iorquinos Les Savy Fav. Tim Harrington, o vocalista, é a grande figura desta edição do festival. Se em mais de vinte anos de concertos pensava que já tinha visto de tudo, eis Tim Harrington a mostrar o contrário. Ainda mal a actuação tinha começado e já ele, apenas em calções, depois de ter retirado o seu fato de panda mutante, se atirava para a plateia. Ele e a sua opulente barriga. Surfava por cima dos espectadores, subia às bancadas, ia o mais longe possível que o cabo permitia, voltava a palco para subir as estruturas laterais e tentar destruir um ou outro holofote, voltava a atirar-se para o público, fazia questão em aleijar-se ao mergulhar de cabeça para o chão ou cobria-se de pó de talco e atirava-se de novo para a plateia, enquanto cantava o perfeitamente explícito “Who Rocks the Party?”. Tudo isto sem se furtar à tarefa de ter a voz nos momentos certos, no decorrer do excelente alinhamento trazido pelos Les Savy Fav. No último crowd-surfing desapareceu no meio do público e já não voltou. Hoje deve estar com hematomas pelo corpo inteiro. Até o Iggy Pop passa por atinado ao lado de Tim Harrington, que ainda atravessou o palco de um lado ao outro no dia seguinte, na actuação dos Liquid Liquid (ver vídeo aqui). Who rocks the party? Who rocks the party?

Outras coisas
No palco principal, apenas prestei atenção a três actuações. Primeiro, The Fall, que tiveram um arranque enérgico, proporcionado por um dos temas-título do novo álbum “Your Future Our Clutter”, e a esperada sobranceria de Mark E. Smith, que se entreteve por várias vezes a mexer nos amplificadores dos seus músicos. Excelente versão do “Strychnine”, dos Sonics, uma vez gravada para uma Peel Session e depois tornada habitual ao vivo. Mais tarde, vieram os Pavement, com um alinhamento mais ou menos esperado, alguns convidados de ocasião (dos Monotonix e dos Broken Social Scene) e algumas histórias ao microfone: “I got in the elevator with Mark E. Smith, Colin Newman from Wire and two members of Mission of Burma – It was a punk rock wet dream”, dizia o Scott “Spiral Stairs” Kannberg. Na sexta-feira, foi o dia de Pixies. Tal como nos Pavement, ouviu-se aquilo que mais ou menos se esperava (exceptuando a magnífica versão de “Winterlong”) e também se ouviu muitos pregos de Kim Deal (e diz quem estava mais perto do palco que, perante os risos da baixista nestas ocasiões, Frank Black reagia com cara de poucos amigos...).
Um susto chamado Gary Numan: ao princípio, imaginei tratar-se de uma qualquer banda dos círculos góticos espanhóis. Não era de se supor que houvesse alguém a tocar àquela hora no palco Vice, sabendo-se que neste festival os horários são respeitados de forma absolutamente escrupulosa, mas era mesmo o Gary Numan que ali estava naqueles preparos. Entrou logo directamente para o lugar de pior experiência n’«o meu Primavera Sounds 2010».

É muita gente
Há uma razão, entre outras, para não gostar, de uma forma geral, do conceito de festival. As multidões. E se, no ano passado, a experiência do Primavera tinha sido interessante por justamente não ter sido afectada por este problema, à excepção do último dia, por causa da presença em cartaz de Neil Young, este ano teve multidões compactas todos os dias e logo desde bem cedo. Em vários dos espectáculos, principalmente nos mais apelativos do palco principal ou nos do palco ATP, tornou-se complicado conseguir bons lugares, com um mínimo de boa visibilidade. Para ajudar ao clima de caos que rapidamente se instalava com o movimento das massas, as redes de telemóvel deixavam de funcionar. Comunicação por voz tornava-se impossível, e por texto havia atrasos de 10 ou 20 minutos na entrega das mensagens. Estamos em 2010 e problemas de comunicações em situações de grandes aglomerações de povo são coisa que já nem sequer por cá existe.
Por este andar, não vai haver «o meu Primavera Sounds 2011».

O TOP 10 d’«o meu Primavera Sounds 2010»
1º Liquid Liquid
Les Savy Fav (ex aequo)
3º Michael Rother & Friends present Neu! Music
4º Shellac
5º Tortoise
6º Diplo
7º Lee ‘Scratch’ Perry
8º Beak>
9º Pavement
10º The Fall

(O que mais pena me deu de não ter visto: The Almighty Defenders, Monotonix, Apse, Scout Niblett, Thee Oh Sees, The King Khan & BBQ Show, Major Lazer, Dum Dum Girls, Atlas Sound)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Os melhores discos do ano


ANIMAL COLLECTIVE "MERRIWEATHER POST PAVILLION"

(Todo o destaque, mais um, para o "MPP". De seguida, os outros discos que fizeram, para mim, o ano de 2009, por ordem alfabética:)








B Fachada "Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado"


Bill Callahan "Sometimes I Wish We Were an Eagle"


David Sylvian "Manafon"


Dirty Projectors "Bitte Orca"


The Flaming Lips Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches "Dark Side of the Moon"


Fool's Gold "Fool's Gold"


K'Naan "Troubadour"


Lemonade "Lemonade"


Norberto Lobo "Pata Lenta"


Oneida "Rated O"


Oquestrada "Tasca Beat - O Sonho Português"


Staff Benda Bilili "Trés Trés Fort"


Tinariwen "Imidiwan"


Tortoise "Beacons of Ancestership"


The Very Best "Warm Heart of Africa"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #26-30

26. TORTOISE @ PARADISE GARAGE
31 de Março de 2001
Era a primeira vez que os Tortoise, um dos meus grupos favoritos na altura, cá vinham. Tendo acordado na manhã daquele dia em Chefchaouen, em Marrocos, fiz-me à estrada a toda a brida. Ainda furei um pneu em Sevilha e tive outros percalços pelo caminho, mas consegui ainda chegar a tempo do início do concerto no Garage (onde voltariam, um ano depois, para a festa da Thrill Jockey). Se já era imperdível a priori, nunca me perdoaria, sabendo o que sei do que vi e ouvi, por ter faltado à chamada.

27. KID606 @ CASTELO DE TRANCOSO
27 de Julho de 2002
Neste Verão de 2002, a cidade serrana de Trancoso albergou no seu castelo um festival de dois dias dedicado às electrónicas e afins. O evento, integrado na Bienal Internacional de Poesia de Vila Nova de Foz Côa, juntou nomes como os de Chicks on Speed, People Like Us, Ladytron (DJ set), Hipnótica, Rafael Toral, etc. Entre estes, encontrava-se ainda Miguel Trost De Pedro, o venezuelano que se abriga sob o nome Kid606, e que se apresentaria com um arsenal de batidas e ruído que deixaram marca. O terrorismo sónico de Kid606 voltaria depois, designadamente para uma actuação na ZDB, em Outubro de 2004, mas sem conseguir superar a prestação no castelo.

28. THE SKATALITES @ FMM SINES
26 de Julho de 2003
Por falar em castelo, mas agora no de Sines, eis um dos melhores momentos de encerramento do historial do FMM. O portugalreggae.com tem uma reportagem rigorosa do espectáculo.

29. POP DELL'ARTE @ FORUM LISBOA
27 de Julho de 2005
Salvo erro, estava-se há bastante tempo sem um concerto de Pop Dell'Arte e esta foi uma bela ocasião para apaziguar as saudades. Há reportagem do Rodrigo no Bodyspace.

30. STARS OF THE LID @ NIMAS
6 de Dezembro de 2007
Nunca por cá tivemos os Labradford (a não ser que a memória me esteja a pregar a mais habitual das partidas), mas há cerca de dois anos fomos abençoados pela vinda de outro nome maior do universo de adoradores de estrelas, estetas e dos drones, escultores do ruído e do silêncio, os Stars of the Lid. E com trio de cordas. E no antigo cinema Nimas, espaço ideal não só para ouvir e sentir as melopeias planantes do duo mas também para ver as imagens que as acompanhavam.

sábado, 20 de junho de 2009

Regresso a uma velha paixão


TORTOISE "Prepare Your Coffin"

"Beacons of Ancestorship" (Thrill Jockey) é o novo álbum dos Tortoise. E é fantástico. Faz pensar que muitas bandas, especialmente entre aquelas que já levem alguns anos, deviam fazer pausas mais longas entre os discos, deixar maturar composições e chegar a resultados como este. Só é pena que o LP já esteja esgotado na editora (é procurar nas lojas, agora).

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Um fétiche pelo passado

Os Sonic Youth a apresentarem o Daydream Nation na íntegra. Os Slint a fazerem o mesmo por Spiderland. Ou ainda os House of Love a tocarem o primeiro álbum, homónimo. É esta a programação dos próximos concertos "Don't Look Back", que a malta da All Tomorrows Parties organiza regularmente, e que já contou no passado com Belle and Sebastian ("If You're Feeling Sinister"), Stooges ("Funhouse"), Green on Red ("Gas Food Lodging"), Tortoise ("Millions Now Living Will Never Die"), Girls Against Boys ("Venus Luxure No1"), Low ("Things We Lost In The Fire"), Isis ("Oceanic"), Tindersticks ("Tindersticks (II)"), entre outros. Os espectáculos previstos para 2007 acontecem em Londres, a 22 e 31 de Agosto (SY e Slint, respectivamente) e a 13 de Setembro (House of Love). Façam já contas ao dinheiro, que os bilhetes esgotam-se num ápice (se é que já não voaram...)

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Putáquêpariu

Os Hurtmold são absolutamente geniais. O Maurício Takara, baterista do grupo, é genial. Fiquei rendido aos Hurtmold, ontem. Eles não são cópia de Tortoise. Eles são, sim, tão inventivos, tão desafiadores, tão entusiasmantes e quase tão bons músicos como os Tortoise. E o Takara, o John McEntire paulista, com aqueles timbalões de chão, dá aquele toque tão brasileiro àquele ora denso ora explosivo rock instrumental... Obrigado Katia, pela dica. É um dos meus concertos preferidos deste ano. Katia, manda vir todos esses cabra daí!

segunda-feira, 7 de março de 2005

Tortoise com Konono nº1



Os Tortoise vêm de novo à Europa nos próximos meses de Maio e Junho. Adivinhem com quem vão eles andar a partilhar palcos? Com os congoleses Konono nº1, o colectivo das ruas de Kinshasa que este ano saltou para as atenções do mundo (relativamente falando, claro) por ocasião de "Congotronics", álbum recentemente editado pela Crammed (distribuição nacional via Megamúsica). John McEntire, a figura de proa dos Tortoise, tinha já mostrado um particular interesse nos Konono nº1, ao mostrar-se desde logo disponível para trabalhar numa remistura do som do grupo, a incluir num eventual disco futuro. A digressão em conjunto vem confirmar o interesse por parte dos norte-americanos. Com um pouco de sorte (e, já agora, muitas figas, ex-votos, galinhas pretas sem cabeça e outras superstições diversas) talvez ainda os possamos ver por cá. É ter fé.

16/05 Arhus
14/05 Copenhaga
18/05 Hamburg
19/05 Bruxelas
20/05 Lucerna
21/05 Friburgo
22/05 Franfurt
24/05 Londres
25/05 Utrecht
26/05 Heidelberg
28/05 Barcelona (Primavera)
04/06 Paris
17/06 Villeurbane (Les Invités)
18/06 Villeurbane (Les Invités)
01/07 Belfort (Eurockéennes)
(Digressão ainda por fechar)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

O balanço do Juramento #10

(DE VOLTA ÀS ESCOLHAS PESSOAIS)



ÁLBUNS DO ANO:

1. animal collective - sung tongs
2. clouddead - ten
3. pan sonic - kesto
4. tuxedomoon - cabin in the sky
5. liars - they were so wrong so we drowned
6. sonic youth - nurse
7. tortoise - it's all around you
8. marianne faithfull - before the poison
9. mão morta - nus
10. patti smith - trampin'
11. electrelane - power out
12. panda bear - young prayer
13. papa m - hole of burning alms
14. p.g. six - the well of memory
15. dat politics - go pets go
16. arcade fire - funeral
17. franz ferdinand - s/t
18. vibracathedral orchestra - double lp
19. mécanosphère - bailarina
20. iron & wine - our endlesse numbered days
21. david thomas & two pale boys - 18 monkeys on a dead man's chest
22. blockhead - music by cavelight
23. fennesz - venice
24. devendra banhart - rejoicing in the hands
25. ghost - hypnotic underworld

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

Tortoise no Y

O Y de hoje faz referência às datas de saída do novo álbum dos Tortoise, lançando questões a propósito do seu conteúdo, como se fosse este o segredo mais bem guardado do ano no reino da pop. Que razões poderão estar por trás disto? 1) O Y ainda não recebeu o disco; 2) O Y não tem acesso à internet; 3) O Y tem acesso à internet e possui informações de que o álbum que está disponível há mais de um mês não é verdadeiro; 4) O Y tem acesso à internet mas não alinha em esquemas de pirataria, nem que seja para poder escutar o disco antes da sua saída oficial e informar os seus leitores do que aí vem; 5) O Y já conhece o disco, mas prefere ignorar o facto, porque afinal... é cedo demais.
Prefiro pensar que foi esta última razão a motivar as dúvidas da notícia de hoje...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

Novo site de Tortoise

www.trts.com
Por ora, apenas é exibida a capa do novo (e fantabulástico) "it's all around you". Digam lá se não é verdade que não se via capa tão foleira desde os tempos do prog...

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

2004 começa bem

Ainda estamos em Janeiro e já parece haver um forte candidato a melhor álbum do ano:



Acreditem ou não, a capa pertence ao novo disco dos Tortoise, "It's All Around You". Saída prevista para Abril.