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quinta-feira, 28 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 6, Iggy & The Stooges (rep.)



RAW POWER
IGGY AND THE STOOGES (EUA)
Edição original: CBS
Produtor(es): Iggy Pop, David Bowie
discogs allmusic wikipedia

Entre esta centena de discos, "Raw Power" é provavelmente o que conheço há mais tempo, de uma velhinha cassette que tanto terá rodado que ainda hoje recordo, quase nota por nota, o fuzz do James Williamson, quase berro por berro, a verborreia do Iggy Pop. Reza a história que, por esta altura, os Stooges já tinham acabado. A Elektra já não queria saber deles. O álbum homónimo de estreia (1969) e "Fun House" (1970) tinham vendido pouco. É neste contexto que Iggy Pop conhece David Bowie. Muda para a mesma empresa de management do inglês e viaja para Londres com Williamson para gravar um disco a solo. Não encontra músicos ingleses que o satisfaçam e chama os irmãos Ron e Scott Asheton. Os Stooges voltavam assim a gravar, mas agora o grupo chamar-se-ia, de forma honesta, Iggy & Stooges. Bowie produziu num só dia sete das oito faixas, a partir de... três pistas que Iggy Pop lhe passou, banda na primeira, guitarra solo na segunda e a voz na terceira. O resultado, ainda que com a limitada cirurgia plástica que Bowie conseguiu fazer, não deixa de ser uma amálgama sonora de fuzz e berraria puxados aos limites, que, para a altura, mesmo para o contexto de Detroit de onde vinham os Stooges, metia medo. Parecia que queriam destruir tudo o que lhes aparecesse pela frente. Parecia tudo aquilo que anos mais tarde se encontraria na explosão do punk em Inglaterra. Mas, muitos anos depois, Iggy Pop, talvez para destruir ainda mais, voltaria a colocar "Raw Power" na história por outros motivos. À produção de Bowie sucedeu-se, em 1995, uma versão pirata, com a primeira mistura de Pop. Mas em 1997, numa reedição em CD da Columbia, Pop pegaria em tudo de novo para produzir aquele que é, mesmo para os dias de hoje, um dos discos com volume permanentemente mais alto de sempre, um trabalho que desagradou meio mundo, incluindo os próprios James Williamson e Ron Asheton.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 6



RAW POWER
IGGY AND THE STOOGES (EUA)
Edição original: CBS
Produtor(es): Iggy Pop, David Bowie
discogs allmusic wikipedia

Entre todos estes discos, "Raw Power" é provavelmente o que conheço há mais tempo, de uma velhinha cassette que tanto terá rodado que ainda hoje recordo, quase nota por nota, o fuzz do James Williamson, quase berro por berro, a verborreia do Iggy Pop. Reza a história que, por esta altura, os Stooges já tinham acabado. A Elektra já não queria saber deles. O álbum homónimo de estreia (1969) e "Fun House" (1970) tinham vendido pouco. É neste contexto que Iggy Pop conhece David Bowie. Muda para a mesma empresa de management do inglês e viaja para Londres com Williamson para gravar um disco a solo. Não encontra músicos ingleses que o satisfaçam e chama os irmãos Ron e Scott Asheton. Os Stooges voltavam assim a gravar, mas agora o grupo chamar-se-ia, de forma honesta, Iggy & Stooges. Bowie produziu num só dia sete das oito faixas, a partir de... três pistas que Iggy Pop lhe passou, banda na primeira, guitarra solo na segunda e a voz na terceira. O resultado, ainda que com a limitada cirurgia plástica que Bowie conseguiu fazer, não deixa de ser uma amálgama sonora de fuzz e berraria puxados aos limites, que, para a altura, mesmo para o contexto de Detroit de onde vinham os Stooges, metia medo. Parecia que queriam destruir tudo o que lhes aparecesse pela frente. Parecia tudo aquilo que anos mais tarde se encontraria na explosão do punk em Inglaterra. Mas, muitos anos depois, Iggy Pop, talvez para destruir ainda mais, voltaria a colocar "Raw Power" na história por outros motivos. À produção de Bowie sucedeu-se, em 1995, uma versão pirata, com a primeira mistura de Pop. Mas em 1997, numa reedição em CD da Columbia, Pop pegaria em tudo de novo para produzir aquele que é, mesmo para os dias de hoje, um dos discos com volume permanentemente mais alto de sempre, um trabalho que desagradou meio mundo, incluindo os próprios James Williamson e Ron Asheton. E, convenhamos, é uma merda.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #96-100

96. L'ENFANCE ROUGE @ FMM SINES
22 de Julho de 2009
É por isto que eu gosto do FMM. Abertura na programação, para pessoas com mentes abertas, passe a tentativa de recorrer a um slogan gasto. Junto à praia, num festival que muitos ainda pensam tratar-se daquela coisa fechada da world music, que em tempos marcou tudo o que era evento do género por cá, apareciam uns franceses contagiados pela raiva sónica dos Sonic Youth, dos Shellac ou dos This Heat, com algum sabor magrebino.

97. LIGHTNING BOLT @ PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO LARGO CAMÕES
23 de Novembro de 2008
Por falar em sítios estranhos para os To Rococo Rot tocarem, o parque de estacionamento não ajudou a que as más profecias de abalo estrutural e tragédia humana resultante do terrorismo sonoro dos Bolt se cumprisse, mas, da parte deste que vos escreve, chegou-se a sentir falta de oxigénio (e o tinittus nos ouvidos por vários dias). Foi um concerto para se sentir e não para se ver (a não ser para quem estivesse na primeira fila que rodeava o combo do ruído). Destaco este relativamente a outro espectáculo a que assisti em 2009, no Primavera Sound, onde o duo tocou, imagine-se, em palco, e em que o som estava muito abaixo do desejável.

98. TOUMANI DIABATÉ @ CCB
2 de Agosto de 2008
Das várias vezes que o maliano e "dieu de la kora" Toumani Diabaté por cá passou e eu estive lá a assistir, destaco este, não só porque terá sido aquele que a tranquilidade do evento me permitiu desfrutar quase em pleno do seu génio, particularmente visível no álbum que trazia consigo nesta altura ("The Mandé Variations"), como também guardo para mim o registo de ter sido o primeiro concerto a sério na vida do meu filho. E, ainda por cima, gostou e lembra-se dele sempre que vê um africano a pegar numa kora. (Já agora, uma das regras desta listagem dos 100 melhores concertos da década prende-se com a não repetição de nomes, mesmo quando até se justificasse incluir mais do que um concerto).

99. TO ROCOCO ROT @ ESTAÇÃO BAIXA-CHIADO
16 de Janeiro de 2004
Mas quem é que se lembrou de fazer um concerto na longa descida de escadas-rolantes da estação de Metro da Baixa-Chiado? Também por isso destaco esta actuação deles, quatro anos depois da participação no Número Festival, numa magnífica estrutura montada ao início do Parque Eduardo VII ("estes portugueses só nos arranjam concertos em sítios estranhos", pensarão ainda hoje os alemães).

100. IGGY & THE STOOGES @ SBSR
29 de Maio de 2005
Formação original quase completa, já que o irrequieto Mike Watt tomava conta do baixo de Dave Alexander (falecido em 2003), mas onde não faltou o saxofonista Steve Mackay (já no início do presente ano, outra baixa viria a acontecer nos Stooges regressados, com a morte do guitarrista Ron Asheton). Houve direito a "I Wanna Be Your Dog" e muitos outros hits, pela voz de um Iggy Pop endiabrado como sempre.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ron Asheton (1948-2009)



Ron Asheton, baixista e guitarrista dos Stooges, que ajudou a definir tanto da evolução do rock nos últimos quarenta anos, foi encontrado morto, em sua casa.
E assim vamos envelhecendo, assistindo ao desaparecimento dos nossos ídolos.