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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Duas ou três notas soltas a propósito do concerto dos National, ontem

1. Se outrora foi um obstáculo a que as coisas acontecessem, hoje é uma oportunidade magnífica para nós que vamos a concertos e que vivemos nesta ponta da Europa. As digressões ora começam, ora acabam aqui. Se começam, a malta vem cheia de garra, que compensa a falta de ritmo, de ensaios. Se acabam, a malta vem com o espetáculo bem oleado e entrega-se como se não houvesse amanhã, porque é a última noite, porque já têm saudades dos palcos e dos saltos entre países, porque não importa que a voz fique rouca no dia seguinte. O Matt Berninger deve estar afónico hoje.

2. Faltou aos National um Live Aid
(Ou isso ou, claro, os tempos são diferentes. Se os tempos fossem os mesmos, a esta altura os National já esgotariam estádios como os outros nas digressões do "The Joshua Tree" ou do "Rattle and Hum". Mas vêm-se aflitos para encher metade de três quartos do Atlântico. E ainda é o melhor que conseguem, vendo as outras datas por essa Europa fora.)

3. O Pavilhão Atlântico já era mau o suficiente para concertos de rock, quando não tinha a publicidade que agora o reveste a cada nesga em que caibam as três letras da marca que o patrocina.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sessões por essa net fora, n.º1

É desde há imenso tempo um truísmo: a internet tem sido meio fértil para tudo e mais um par de botas. Para, por exemplo, meter bandas a fazerem sessões que tentam o mais possível fugir a outros terrenos de exposição mediática, como sejam os concertos ou os videoclips, numa exploração e aprimoração das velhinhas sessões de rádio que surgiram em Inglaterra por mero sortilégio administrativo -- o do sindicato dos músicos ter conseguido impôr uma quota de música tocada no estúdio, por músicos reais, por oposição aos discos gravados (para saberem mais, procurem por "needle time"). Mas voltemos às sessões que se encontram por essa net fora. Não faltam ideias interessantes e parece que todo o dia surgem novas formas de apresentar os músicos. Mas, para já, comece-se com produto nacional: a Videoteca do Bodyspace, que agora tem direito a site autónomo e tudo. A última sessão conta com os National, que foram apanhados pelos bodyspacianos em pleno soundcheck no Coliseu do Porto:



Esta é já a 32ª sessão da Videoteca desde que a série começou em Setembro de 2009. Para trás ficaram (e em netês já sabemos que o pretérito é quase sempre idêntico ao presente, pelo que continuam disponíveis): The Divine Comedy, Throes, The Unthanks, Larkin, Octa Push, Black Bombaim, Noiserv, Ariel Pink's Haunted Graffiti, Evols, Ora Cogan, Norberto Lobo, Dreams, Campfire OK, Cavalheiro, WOOM, AbztraQt Sir Q, Minta, Serafina Steer, Mighty Tiger, Scout Niblett, Long Way to Alaska, Tiny Vipers, My Brightest Diamond, peixe:avião, Youthless, Amanda Jo Williams, LittleFriend, The Super Vacations, The Weatherman, Tiago Sousa e Lulina.

domingo, 25 de abril de 2010

O novo dos National em pré-escuta

"High Violet", o novo álbum dos National, sai a 11 de Maio, mas pode desde já ser escutado, na íntegra, no site do New York Times.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Relato mais do que telegráfico do Alive de ontem

Muita gente. Gente demais. Poucos pontos de venda de cerveja. A lição outros festivais urbanos no passado (e aparentemente aprendida no entretanto) parece não ter servido de nada. Os Vampire Weekend não deixam de ser bons, mas tocam tal e qual como no disco. Os MGMT são uma seca. Os National estiveram quase perfeitos e tiveram um som bastante melhor que o da Aula Magna, que até foi bom para abafar as palminhas e outras histerias do público. Os Gogol Bordello precisam de quatro muralhas e fogo de artifício. Os Hercules and Love Affair são o pastiche dos anos 80 e do mutant disco mais ridículo e mais fútil dos últimos tempos. Os Rage Against the Machine são entediantes.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Erm... num táxi?



MAN MAN, com "Doo Right", de "Rabit Habbits" (2008), ao vivo... num táxi.

Bom, já havia a boa gente da Blogothèque com a sua série fantástica de concerts à emporter, concertos gravados na rua, em apartamentos, onde calhe, sem grandes preparativos ou artifícios (por falar nisso, já ouviram o do Bon Iver, já? Ide já aqui, caramba... que versões magníficas!).

Agora... concertos num táxi? O projecto chama-se The Black Cab Sessions e já vai no 48º capítulo (ei, se já não é novidade para ninguém, era pelo menos para mim e para a Paula, onde descobri isto). Já passaram pelo táxi pessoas como ilustres como os Man Man (vídeo em destaque ali mais em cima), o Micah P Hinson, o Bon Iver (está em todas o homem, está visto), os Sunset Rubdown, os Death Cab for Cutie, a Lykke Li, o/a Baby Dee, a Scout Nibblet, os National, o Bill Callahan e o Daniel Johnston, entre tantos outros. Fantástico.

(Ficam desde já avisados que comprei já o domínio moshesnacasadebanho.com e que estou a negociar o digressaoporroullotesondesirvamsandesdecouratoemines.net, o que se está a revelar mais difícil, porque alguém já teve a mesma ideia.)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Provavelmente...

...este concerto dos National teve o mesmo significado para a geração que hoje tem 20-25 anos e que hoje enchia a Aula Magna que o concerto dos Tindersticks, naquele mesmo local, teve para a minha geração.

Palminhas, palminhas

Há quem seja pago para ir bater palminhas para os programas da Fátima Lopes ou do Fernando Mendes. Há quem pague para bater palminhas sempre que vai à Aula Magna.
(Mas, tirando a histeria do público, o espectáculo dos National foi muito, muito bom. Obrigado pela perseverança, Sílvia!)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Esse Maio, maldito Maio, que aí vem

Heavy Trash (1 - MusicBox; 2 - TAGV; 3 - Plano B)
Rockabilly nas guitarras de Jon Spencer (da Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (ex-Madder Rose, ex-Speedball Baby).

Einstürzende Neubauten (3 - Casa da Música; 4 - Aula Magna)
A brigada de demolição Bargeld & Irmãos regressa, agora com um novo álbum, Alles Wieder Offen. Nem que o concerto tivesse metade da intensidade do último (no CCB), já seria uma experiência absolutamente imperdível. Ainda há muitos bilhetes... Como é que é possível?

Mão Morta "Maldoror" (3 - Theatro Circo)
O adeus definitivo a "Maldoror", que a casa retorna. Depois da estreia, naquele mesmo espaço, há cerca de um ano, "Maldoror" percorreu o país, para agora chegar ao fim. A partir daqui, vai ser sempre... "Foste? Sim? Foi tão bom, não foi? Não foste? Não sabes o que perdeste!".

Diamanda Galás (6 - Theatro Circo; 8 - Casa da Música; 10 - Aula Magna)
A senhora Galás apresenta-se com o espectáculo "Guilty Guilty Guilty", onde no qual abre o seu palco de horrores a composições tornadas populares por Johnny Cash, Edith Piaf e outras vozes.

The National (11 - Aula Magna)
Eles gostaram do nosso país e só este ano vêm cá por três vezes. Ou nós é que gostámos deles e queremos que por cá dêem um salto sempre que vierem visitar os primos na Europa. Este espectáculo na Aula Magna foi literalmente comprado por uma marca de comunicações e já está "esgotado" (com muitas aspas) há muito tempo. Por falar nisso, alguém arranja um bilhetinho?

James Blackshaw & Josef van Wissem (11 - ZDB)
Conheci o Jim quando a amorosa Josephine Foster o trouxe consigo na primeira série de concertos (promovidos aqui pelo tasco) que realizou por cá. Miúdo de poucas falas, deixou toda a gente extasiada com a forma como dedilhava a guitarra de doze cordas.


John Cale (16 - Casa das Artes de Famalicão; 17 - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre)
A descentralização, a descentralização. Uma figura destas vem a Famalicão e a Portalegre. Nada de Lisboa ou Porto. É bonito!

Negativland (17 - LX Factory)
Alguém me corrija, mas não será esta a primeira vez que os veteranos do corte e colagem vêm ao nosso país, não? O concerto está previsto para o LX Factory, o nome eventualmente provisório de um espaço novo para os lados de Alcântara.

Kronos Quartet (20 - CCB)
Igualmente veteranos, mas já mais vistos por cá, o quarteto de cordas volta com um programa constituído por composições de JG Thirwell (dito Foetus), Rokia Traoré (na companhia da própria), Amon Tobin e John Zorn, entre outros.

Animal Collective (26 - Cinema Batalha; 29 - Lux)
Depois da inesquecível viagem de cacilheiro até à margem sul, o colectivo zoológico traz agora novos pretextos para fazer abanar alma e corpo. Traz também Bradford James Cox, o vocalista dos Deerhunter, no seu projecto Atlas Sound, para as primeiras partes.

Boris (26 - Porto-Rio; 27 - ZDB LX Factory)
Vão ser as noites dos amplificadores. Drones e heavy metal pelas mãos dos japoneses Boris. Nas primeiras partes outros adoradores de amplificadores, os norte-americanos Growing. Vai ser imperdível mas... é aconselhável levar tampões, pela vosse saúde auditiva (sem qualquer tom pejorativo, leia-se).

Cat Power (26 - Coliseu dos Recreios; 28 - Coliseu do Porto)
Mais uma visita da menina Marshall. Agora com direito a coliseus e tudo.

CocoRosie (26 - TAGV)
As manas Casady também estão de volta, agora com passagem por Coimbra.

Toumani Diabaté (28 - Casa da Música; 31 - Culturgest)
Ninguém fez tanto pela kora, guitarra da África Ocidental, nos últimos tempos. O mestre já não é uma cara estranha por cá e até podia cá vir com maior frequência, que a gente não se importa.

Young Marble Giants (30 - Casa da Música)
Reverenciados por muitos ao longo de quase três décadas (eu confesso, correndo o risco de ser agredido: sempre me passaram ao lado), reuniram-se e voltaram aos palcos. E ali estão eles na Casa da Música.

Vampire Weekend (30 - Casa da Música)
No mesmo dia e também na Casa da Música, uma das propostas mais interessantes vindas da pop americana. (Alguém arranja bilhete para estes, também, faxavor?)

É um mês tramado. E nem sequer falei da digressão pelo país dos Irmãos Verdades, entretanto regressados.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

As guestlists das marcas

Mas chegou a moda das marcas comprarem os espectáculos com lotação eventualmente esgotável para "oferecerem" a plateia (ou parte dela) nas suas campanhas, foi? The National, Nick Cave and The Bad Seeds, Aşa...
Não tem lá muita graça.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em Maio, concertos comó raio.

Dia 3 - Einstürzende Neubauten @ Casa da Música
Dia 3 - Maldoror, pelos Mão Morta @ Theatro Circo
Dia 4 - Einstürzende Neubauten @ Aula Magna
Dia 8 - Diamanda Galás @ Casa da Música
Dia 10 - Diamanda Galás @ Aula Magna
Dia 11 - The National @ Aula Magna
Dia 16 - John Cale @ Casa das Artes de Famalicão
Dia 17 - John Cale @ Centro das Artes e do Espectáculo de Portalegre
Dia 20 - Kronos Quartet @ CCB
Dia 26 - Cat Power @ Coliseu dos Recreios
Dia 27 - Animal Collective @ Cinema Batalha
Dia 28 - Animal Collective @ Theatro Circo
Dia 28 - Cat Power @ Coliseu do Porto
Dia 29 28 - Animal Collective @ Lux
Dia 31 - Young Marble Giants @ Casa da Música

(Sim, sim. Os Young Marble Giants vêm mesmo cá.)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

É feio escutar as conversas alheias

Um yuppie dizia hoje para outro, à hora de almoço:

- Vi os National [em Inglaterra]. Pá, é aquilo a que agora se chama indie rock... Para a semana é que vai lá haver hard rock. São os Black Rebel Motorcycle Club. É bom, é hard rock!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Os clogs e aqueles graus de separação que nos fazem continuar a ouvir música com entusiasmo

Ouvir, descobrir, ouvir, descobrir. Um tipo vive este ritmo há anos e não se cansa, porque há sempre o que ouvir e há também sempre o que descobrir, com o mesmo entusiasmo com que se ouviam (e descobriam) as coisas há 10, 15 ou 20 anos. Esta recente pancada incondicional pelos National, por exemplo, levou-me a descobrir um outro grupo, os Clogs. Contam na sua formação com Bryce Dessner, um dos guitarristas, e com o australiano Padma Newsome, violinista que habitualmente se junta aos autores de "Boxer". Mais antigos que os National, os Clogs andam por aquilo que um dia alguém se lembrou chamar de rock de câmara (chamber rock), que teve nos norte-americanos Rachel's a melhor representação. Depois de escutar os quatro álbuns disponíveis dos Clogs ("Thom's Night Out", de 2001; "Lullaby For Sue", de 2003; "Stick Music", de 2004, e "Lantern", do ano passado), fico com a sensação que já não ouvia algo de tão bom, dentro do género, desde que o "The Sea and the Bells" ou o "Music for Egon Schiele", as duas grandes obras primas dos Rachel's, preenchiam as minhas audições da manhã à noite. Ora reparem neste filme com banda sonora dos Clogs:



Por curiosidade, vejam também esta gravação ao vivo de Maio deste ano, que junta Sufjan Stevens, Shara Worden e, claro, os Clogs.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Dez discos do semestre


Electrelane
"No Shouts No Calls"

(Too Pure)


Grinderman
"Grinderman"

(Mute)


LCD Soundsystem
"Sound of Silver"

(Capitol)


The National
"Boxer"

(Beggars Banquet)


Panda Bear
"Person Pitch"

(Paw Tracks)


Shellac
"Excellent Italian Greyhound"

(Touch & Go)


Tomahawk
"Anonymous"

(Ipecac)


Von Südenfed
"Tromatic Reflexxions"

(Domino)


White Stripes
"Icky Thump"

(Warner)


Young Gods
"Super Ready/Fragmenté"

(PIAS)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

The National por cá



Notícia fresquinha: The National no Sudoeste (e em exclusivo, segundo a Radar). Sim, me confesso como recém-convertido.