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terça-feira, 13 de maio de 2008
Ainda não me tinha apercebido...
...que este ano não há mesmo África Festival.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
Melhor que TV on the Radio e Interpol juntos
Esta noite, às 23h30, o cinema São Jorge recebe os Tinariwen, a fina flor dos tuaregues guitarristas do Mali, em mais um episódio do África Festival 2007. Antes do concerto serão exibidos dois documentários, um sobre Ali Farka Touré ("Le Miel N'Est Jamais Bon Dans une Seule Bouche", às 20h, com a duração de 90 minutos) e sobre os próprios Tinariwen ("Les Guitares de la Rébellion Touareg", às 22h, cm duração de 51 minutos).
A entrada é gratuita, mas a lotação é limitada, naturalmente, e o São Jorge vai começar a distribuir bilhetes daqui a pouco, às 13h. Toca a correr para lá.
sábado, 30 de junho de 2007
Ainda Ali Farka Touré e o Mali
Há alturas em que o olhar, o escutar, o sentir, todas as nossas atenções se dispersam. E isso é bom. Há outros momentos, porém, em que todas essas atenções são dirigidas para um único foco, como um raio laser que concentra energia. E isso é bom, também, mas pode ser perigoso. Uns chamam-lhe teimosia, obsessão, obstinação, pancada, distúrbio maníaco-compulsivo, e por aí adiante. Outros chamam-lhe somente amor.
Há dois discos que têm tocado muito por aqui: "Segu", de Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, e o álbum homónimo de Vieux Farka Touré. O que há aqui em comum? Mali e Ali Farka Touré.
O primeiro, Bassekou Kouyaté, esteve na banda que Ali Farka trouxe a Lisboa há dois anos, na primeira edição do África Festival, realizada no Anfiteatro Keil do Amaral. É considerado o melhor intérprete da ngoni, uma guitarra tradicional maliana, que ontem foi também o foco das atenções no grupo com que Bassekou se apresentou, em Belém, para mais uma edição do "África".
O segundo, filho de Ali Farka, começou nas percussões, mas o pai, conhecendo este as dificuldades de uma profissão de músico, proibiu-o de seguir essa paixão. Ali Farka queria-o na carreira militar, mas Vieux Farka não desistiu da música e passou a tocar guitarra às escondidas do seu progenitor. Toumani Diabaté, o grande mestre da kora e discípulo de Ali Farka (com o qual também tocou no mítico concerto do anfiteatro Keil do Amaral), reconheceu as capacidades de Vieux e intercedeu junto do pai deste. Com Diabaté a servir de tutor, veio a autorização. Veio depois a gravação deste álbum de estreia, onde participam Diabaté e o próprio Ali Farka, num claro sinal de passagem de testemunho.
Tal como nos blues do delta do Mississipi, estes blues das margens do Níger, prováveis parentes ancestrais daqueles, usam as repetições e as pentatónicas para chegar a uma mesma expressão intrinsecamente genuína e orgânica, que faz dançar o corpo e a mente (e não é raro que esta sue mais que o primeiro), que faz chorar e rasgar um sorriso ao mesmo tempo, que faz sentir algo que não conseguimos explicar a alguém que não oiça música. Como aquele momento do concerto de ontem de Bassekou Kouyaté, num tema bastante calmo dedicado especialmente à memória de Ali Farka Touré.
No próximo Inverno, vou a Bamako, Niafunké e, se tudo correr bem, a Timbuktu, para o festival do deserto. Seja por teimosia ou por amor (se é que um não é causa para o efeito do outro e vice-versa).
myspace.com/bassekoukouyate
myspace.com/vieuxfarkatoure
Há dois discos que têm tocado muito por aqui: "Segu", de Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, e o álbum homónimo de Vieux Farka Touré. O que há aqui em comum? Mali e Ali Farka Touré.
O segundo, filho de Ali Farka, começou nas percussões, mas o pai, conhecendo este as dificuldades de uma profissão de músico, proibiu-o de seguir essa paixão. Ali Farka queria-o na carreira militar, mas Vieux Farka não desistiu da música e passou a tocar guitarra às escondidas do seu progenitor. Toumani Diabaté, o grande mestre da kora e discípulo de Ali Farka (com o qual também tocou no mítico concerto do anfiteatro Keil do Amaral), reconheceu as capacidades de Vieux e intercedeu junto do pai deste. Com Diabaté a servir de tutor, veio a autorização. Veio depois a gravação deste álbum de estreia, onde participam Diabaté e o próprio Ali Farka, num claro sinal de passagem de testemunho.
No próximo Inverno, vou a Bamako, Niafunké e, se tudo correr bem, a Timbuktu, para o festival do deserto. Seja por teimosia ou por amor (se é que um não é causa para o efeito do outro e vice-versa).
myspace.com/bassekoukouyate
myspace.com/vieuxfarkatoure
segunda-feira, 25 de junho de 2007
E rock, não há?
Ele é o MED, ele é o África Festival, ele é Sines, ele é os Tinariwen, ele é os Taraf de Haïdouks, ele é o Rachid Taha... Então e o rock? Desapareceu do fundo amarelo?
Mas porque é que o rock não pode também ser tudo isto, quando isto até faz mexer o corpo, tal como apontava o significado original de "rock", dançar, e "roll", sexo, se até há as guitarras eléctricas dos Tinariwen a meterem vergonha a muito grupo de blues rock, se até há as atitudes, hum, rock'n'rolleiras como aquela que o Rachid Taha protagonizou há poucos meses em Helsínquia...
Fundamentalismos como este é que não, se faz favor.
Mas porque é que o rock não pode também ser tudo isto, quando isto até faz mexer o corpo, tal como apontava o significado original de "rock", dançar, e "roll", sexo, se até há as guitarras eléctricas dos Tinariwen a meterem vergonha a muito grupo de blues rock, se até há as atitudes, hum, rock'n'rolleiras como aquela que o Rachid Taha protagonizou há poucos meses em Helsínquia...
Fundamentalismos como este é que não, se faz favor.
Músicas do mundo. Muitas.
Vêm aí dias de muita música, de muitos concertos, de muita festa. A dúvida fica a residir entre Loulé e Lisboa.
Já nesta quarta-feira, começa mais uma edição do Festival MED, na localidade algarvia, com um cartaz que o volta a colocar no topo dos eventos anuais dedicados às músicas do mundo. O primeiro dia conta com duas vozes femininas, a da turca Aynur e a da portuguesa Sara Tavares. Na quinta-feira, mais uma mulher, a incontornável Natacha Atlas (lembram-se dos Transglobal Underground?), e o francês Sergent Garcia (quem gosta do Manu Chao não deverá perder), numa noite que termina com o senhor Bucovina Club nos pratos, DJ Shantel. Para sexta-feira, ficam reservados dois dos nomes que mais pesam no cartaz do MED: a família cigana Taraf de Haïdouks (na foto), da Roménia, e os tuaregues Tinariwen, do Mali, que também passarão por Lisboa. A abrir a noite de sexta, vai estar o argelino emigrado em Paris Akli-D. No sábado, há que contar com a presença dos espanhóis L'Ham de Foc, o germano-italiano Vinicio Capossela e ainda os Yerba Buena, vindos de Nova Iorque. O MED acaba no domingo com os espanhóis Chambao e os argentinos Bajofondo Tango Club. Todos estes nomes são alguns dos principais destaques do MED, pois há muito mais a acontecer pelos diferentes palcos montados para o festival. O melhor é mesmo consultar o site oficial.

Por Lisboa, teremos o África Festival, que uma vez mais volta a reunir grandes nomes da música actual daquele continente no palco montado junto à Torre de Belém, e, novidade deste ano, também no cinema São Jorge. O África começa na quinta-feira, com a cada vez mais popular Mayra Andrade, a cabo-verdiana residente em França. Nessa mesma noite, e vindos do Egipto, o colectivo designado por Músicos do Nilo, que há pouco tempo passaram pela Casa da Música do Porto. Sexta-feira é a vez do angolano Paulo Flores e do maliano Bassekou Kouyate, acompanhado pelo grupo Ngoni Ba. No último dia dos concertos junto à Torre de Belém, sábado, o África Festival apresenta a ex-Zap Mama Sally Nyolo e uma das vozes mais reconhecidas do Senegal, Baaba Maal. Depois, já no São Jorge, e de 1 a 8 de Julho, o festival faz uma aposta forte no cinema, em paralelo com os concertos e as sessões de kizomba que por ali acontecerão. Entre os concertos, há a destacar o regresso a Lisboa dos Tinariwen (dia 5), bem como os espectáculos do angolano Victor Gama (dia 4) e do projecto encabeçado por Kalaf, Ecos da Banda (dia 7). Há muita África em Lisboa, nos próximos dias, e isso é bom. O programa completo está aqui neste pdf.
Por Lisboa, teremos o África Festival, que uma vez mais volta a reunir grandes nomes da música actual daquele continente no palco montado junto à Torre de Belém, e, novidade deste ano, também no cinema São Jorge. O África começa na quinta-feira, com a cada vez mais popular Mayra Andrade, a cabo-verdiana residente em França. Nessa mesma noite, e vindos do Egipto, o colectivo designado por Músicos do Nilo, que há pouco tempo passaram pela Casa da Música do Porto. Sexta-feira é a vez do angolano Paulo Flores e do maliano Bassekou Kouyate, acompanhado pelo grupo Ngoni Ba. No último dia dos concertos junto à Torre de Belém, sábado, o África Festival apresenta a ex-Zap Mama Sally Nyolo e uma das vozes mais reconhecidas do Senegal, Baaba Maal. Depois, já no São Jorge, e de 1 a 8 de Julho, o festival faz uma aposta forte no cinema, em paralelo com os concertos e as sessões de kizomba que por ali acontecerão. Entre os concertos, há a destacar o regresso a Lisboa dos Tinariwen (dia 5), bem como os espectáculos do angolano Victor Gama (dia 4) e do projecto encabeçado por Kalaf, Ecos da Banda (dia 7). Há muita África em Lisboa, nos próximos dias, e isso é bom. O programa completo está aqui neste pdf.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Tinariwen no África Festival!
segunda-feira, 9 de abril de 2007
África Festival
Já há alinhamento para mais uma edição do África Festival, que acontecerá entre 28 e 30 de Junho, novamente nos jardins junto à Torre de Belém. Segundo as Crónicas da Terra, o cartaz está preenchido desta forma:
Dia 28
Mayra Andrade (Cabo Verde)
Músicos do Nilo (Egipto)
Dia 29
Paulo Flores (Angola)
Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (Mali)
Dia 30
Sally Nyolo (Camarões)
Baaba Maal (Senegal)
Dia 28
Mayra Andrade (Cabo Verde)
Músicos do Nilo (Egipto)
Dia 29
Paulo Flores (Angola)
Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (Mali)
Dia 30
Sally Nyolo (Camarões)
Baaba Maal (Senegal)
sexta-feira, 7 de julho de 2006
Consumidor estúpido
Esta é a história de um gajo estúpido que nem uma porta. Esta é a história de um gajo que pensava ser apenas distraído, para descobrir entretanto que é mesmo estúpido.
Quando foi anunciado o cartaz do África Festival (começou ontem e decorre até domingo, junto à Torre de Belém), fiquei entusiasmado com a presença do nome Cheik'Lô, agendado para o mesmo dia de Bonga (ontem, portanto -- e que grande concerto deu o Bonga). Daí, comecei a dizer aos amigos que valia muito a pena, que já os tinha visto há quase dez anos, etc. Vim a descobrir, dias depois, que estava era a pensar nos franco-argelinos Lo'Jo e não no senegalês Cheik'Lô. Tudo bem. Um gajo até aguenta bem estas dislexias mentais. O pior vem a seguir.
Ontem mesmo, na tenda da VGM, logo que avistei o último disco dos Lo'Jo, zás-trás-pás, "queria um, faxavor". Voltei contente para junto dos amigos e só olhei de novo para o disco mais tarde... Não era Lo'Jo, não...
Era Cheik'Lô.
Quando foi anunciado o cartaz do África Festival (começou ontem e decorre até domingo, junto à Torre de Belém), fiquei entusiasmado com a presença do nome Cheik'Lô, agendado para o mesmo dia de Bonga (ontem, portanto -- e que grande concerto deu o Bonga). Daí, comecei a dizer aos amigos que valia muito a pena, que já os tinha visto há quase dez anos, etc. Vim a descobrir, dias depois, que estava era a pensar nos franco-argelinos Lo'Jo e não no senegalês Cheik'Lô. Tudo bem. Um gajo até aguenta bem estas dislexias mentais. O pior vem a seguir.
Ontem mesmo, na tenda da VGM, logo que avistei o último disco dos Lo'Jo, zás-trás-pás, "queria um, faxavor". Voltei contente para junto dos amigos e só olhei de novo para o disco mais tarde... Não era Lo'Jo, não...
Era Cheik'Lô.
quinta-feira, 21 de julho de 2005
África, de hoje a domingo
É um grande cartaz. É mesmo um grande cartaz. Hoje, Zap Mama e Manecas Costa. Amanhã, o inenarrável Ali Farka Touré (conseguir ter por cá o músico maliano é um dos maiores acontecimentos do ano, no que diz respeito às músicas do mundo) e Mabulu. No sábado, a dupla Ray Lema & Chico César partilha o palco com Waldemar Bastos. E, a encerrar, no domingo, Tito Paris e Lura. É o ÁFRICA FESTIVAL, em Lisboa, mais concretamente no Anfiteatro Keil do Amaral, em Monsanto. Os primeiros espectáculos estão apontados para as 22h, em cada um dos dias.
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