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8.12.08

Florbela

Blogagem coletiva - 8 de dezembro, nascimento da poetisa portuguesa

Ser poeta
Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

"Bíblia de iniciação amorosa, dicionário das vicissitudes da mulher, livro-de-horas da dor - assim é a poesia de Florbela Espanca. Dela emana um feitio insurrecto que tem escandalizado e encantado, desde 1930, seus leitores, quando, apenas depois de morta, a poetisa se torna (afinal) conhecida. (...)
A interlocução com o universo masculino e o exercício permanente do amor imprimem a tal obra uma continuada verrumagem acerca da condição feminina, que vasculha os ritos sociais, os jogos de sedução, os interditos, os privilégios - a maldição. Nessa rota, assenhorando-se do estatuto tradicional da mulher para pô-lo em causa, Florbela acaba retirando dele um corolário que o torna ativo, visto que redimensionado em bem literário.
E eis que o infortúnio, tomado na acepção de prerrogativa feminina, se converte, por seu turno, numa estética em que a dor é a matéria-prima, capaz de criar, apurar e transfigurar o mundo - única e verdadeira senda de conhecimento reservada à mulher.
(...) Florbela consegue, através dos seus poemas, o prodígio de transmutar a histórica
inatividade social da mulher em... genuína força produtiva! E esse (a bem dizer) é apenas um dos seus muitos dons."
Maria Lúcia Dal Farra
(in "Poemas de Florbela Espanca", Livraria Martins Fontes Editora Ltda., São Paulo, Brasil, 1ª. ed, 2ª. tiragem, outubro/97)

20.3.08

noite de poesia


Ontem estivemos na Livraria da Vila, na Vila Madalena em São Paulo, para ouvir nossa amiga Tita [LeticiaCoelho]que veio de Porto Alegre para o encontro de poetas, aproveitamos para conhece-la pessoalmente e também o David [Aqui não Genésio] que veio de Itú (100 km daqui) para o evento. Tunico e eu chegamos um pouco atrasados - coisa de paulistano por causa do trabalho e do trânsito... ô desculpa! - mas chegamos a tempo de aproveitar a conversa sobre poesia que foi enriquecedora e divertida, ainda ouvimos música boa.
Claro que na saída, na porta da livraria, registrei nosso encontro.

6.3.08

convite da Tita


Quarta-feira, 19 de Março de 2008

MESA PARA OITO
Um agradável encontro entre poetas e escritores, visando mostrar diferentes nuances dessa arte através do momento em que se gera a o poema até o momento em que o poema é levado de encontro a novos olhares. Discutindo a palavra, o verso de forma singular.
Apresentação: Vanessa Morelli.
Poetas convidados: Eduardo Lacerda, Fabricio Carpinejar, Frederico Barbosa, Hernani Zanin Junior, Letícia Coelho, Lunna Montez´zinny Guedes, Rodrigo Capella.
Músicos convidados: Kadu Ayala, Junior.
Ator convidado: Emerson Natividade.
Produção: Francy´s Oliva.
Jornalista convidada: Samantha Shiraishi.
Das 19h às 21h no Auditório Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena - fone: 3814-5811
A Tita vem lá de Porto Alegre para participar do evento.
para conhecer o que ela faz visitem:
essa menina gosta mesmo de escrever!