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Definição. O vocábulo céu, no hebraico
shämayim e no grego
ouranos, é usado com vários sentidos nas Escrituras. Porém, pelo freqüente uso na Bíblia, se destacam dois significados básicos: o céu natural e o céu como habitação de Deus e dos santos anjos.
a)
O céu natural. O céu natural ou físico é o espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros (Gênesis 1.14-17). Este céu é descrito no hebraico bíblico como [
räqîa' ], isto é, "vastidão celeste" ou "espaço infinito dos céus": "
E chamou Deus ao firmamento [
räqîa' ]
Céus [
shämayim ]" (Gênesis 1.8 – ARA). Embora belo, o céu físico é temporário, passageiro (2Pedro 3.10,12; Mateus 5.18; 24.29, 35; Marcos 13.25; Apocalipse 21.1);
b)
O céu, morada de Deus. "
Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo" (Deuteronômio 26.15; 2Crônicas 6.18; Salmos 2.4; Efésios 6.9). Este céu embora real transcende a experiência humana. Ele é descrito como o trono de Deus, a habitação do Altíssimo (Isaías 66.1; Mateus 5.34; Atos 7.55,56), mas também a morada dos santos em Cristo (João 14.1-3). Do céu, a morada do Altíssimo, o Senhor abençoa o seu povo (Deuteronômio 26.15), ouve o seu ungido (Salmos 20.6) e provê sustento para o seu povo (Salmos 105.40).
Em 2Coríntios 12.2, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, revela a existência de três céus. A Bíblia não fala diretamente a respeito desses três, porém, o ensino geral das Escrituras atesta:
- o céu, como a atmosfera que circunda a terra (Oséias 2.18; Daniel 7.13; Mateus 8.20; 13.32);
- o segundo, como o céu estelar (Gênesis 26.4; Apocalipse 6.13);
- e o terceiro, muito mais glorioso e belo do que os outros dois é identificado como o paraíso ou terceiro céu (2Coríntios 12.2-4; Lucas 23.43). Este lar é a mansão eternal prometida aos salvos em Cristo Jesus.
A promessa de nossa entrada no céu e a esperança cristã.
A esperança é uma das três virtudes do cristianismo (1Coríntios 13.13). A esperança cristã na vida futura e no glorioso lar preparado por nosso Senhor Jesus Cristo, está fundamentado no imensurável amor de Deus em Cristo (Romanos 5.5-10), e na esperança que procede da virtude do Espírito Santo (Romanos 15.13). O crente que tem esperança na vida eterna "
purifica-se a si mesmo, como também ele é puro" (1João 3.2,3). O crente anseia em ser revestido de sua habitação que é do céu (2Coríntios 5.2), pelo corpo glorioso que o aguarda (1Coríntios 15.41-44).
A promessa de nossa entrada no céu e sua realidade.
O céu é real. Paulo foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar (2Coríntios 12.2-4). O céu é a habitação dos anjos (Mateus 18.10; Efésios 1.10). Por fim, todos os redimidos em Cristo, estarão eternamente no lar celeste revestido de um corpo glorioso (1Tessalonisences 4.16,17).
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