Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, março, 2020


ICorinthios 10

E não tentemos a CHRISTO
E não murmureis, como tambem alguns delles murmurarão, e perecerão pelo destruidor.
E todas estas cousas lhes sobreviérão em figura, e estão escritas para nosso aviso, em quem ja os fins dos seculos são chegados.
O que pois cuida que está em pé, olhe que não caia.
[Almeida, 1850]

[782,630]


Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
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dezembro 23, 2019

Natal em 25 de dezembro não é do CRISTO


Os religiosos evangélicos (em suas igrejas instituições) através de suas lideranças eclesiásticas comemoram em 25 de dezembro o nascimento de Natalis Invicti Solis, ou a data da celebração do Nascimento do Sol Invencível.

O Nascimento do Sol Invencível é o momento em que o sol inicia a sua ascensão triunfante, representando, neste momento, a luz que nunca morre e vence sempre. A celebração do Sol Invencível foi estabelecida em 274 dC, pelo imperador Aureliano, depois do seu triunfo no oriente, e incluía corridas de cavalos - trinta bigas - em honra do Sol.

E é por assim nesta data, que a igreja católica (ICAR) vem comemorando o nascimento de seu deus pagão, e por praxe da reforma, as igrejas evangélicas por tradição em serem filhas bastardas da mãe católica, fomentam esta celebração.

Mas, os crentes da Igreja de CRISTO (em especial, os desigrejados) que esperam somente em o FILHO de DEUS, em os 365 dias do ano "a morte do SENHOR denunciais, até que venha" [ICorinthios 11, Bíblia Almeida 1850].


Porque dELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória pois, a DEUS eternamente;
Nos interesses da Igreja que CRISTO edificou. Amém.


Imagem: culto de Natal | Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Içara

[775,700]

dezembro 19, 2017


Pior que natal ser pagão, é as igrejas evangélicas comemorarem


As lideranças eclesiásticas e membros das igrejas instituições são criaturas hipócritas, que vituperam e crucificam CRISTO dia após dia com suas crendices e tradições de homens [Colossenses 2].

Ora, ora, ora, todos eles mesmos sabem que o natal é de tradição pagã [Então é Natal!!], entretanto, suas instituições filosóficas e teológicas (como por exemplo, o CACP - Ministério Apologético), ainda assim, querem mostrar algo que não corresponde àquilo que pensa ou sente relativo ao ensino do SENHOR, afinal, precisam acompanhar as tendências religiosas para angariar mais adeptos, e por conseguinte, mais financiadores;

É lastimável que presenciamos os evangélicos afirmando:

"É verdade que a data de 25 de dezembro marcava a celebração de uma festa pagã conhecida como Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invencível), em homenagem ao deus Mitra (da religião persa), e que esta festa era estimulada com orgias sexuais e embriaguez. No ano 440 dc., porém, a data foi fixada para marcar o nascimento de Jesus, já que ninguém sabia a data de seu nascimento"

... e ao mesmo tempo, incitam a esta comemoração fútil satânica:

"O Natal (mesmo tendo urna origem pagã) é um evento que deveria ser celebrado por todos os cristãos ao redor do mundo (sem dogmatizar). Mas, por quê? Ora, havia uma festa dedicada a um deus falso, Mitra, considerado o Sol Invencível. As atenções eram voltadas para ele (e isto, sim, servia aos propósitos de Satanás)"

Mas, em verdade, o testemunho bíblico da Igreja de CRISTO, assevera que os crentes anunciam a morte do SENHOR até que venha [1Coríntios 11], e não a comemoração de uma data que não existe nas Sagradas Escrituras, e por certo, que a importância do FILHO de DEUS nesta Terra é para salvação, e neste sentido que como foi Seu nascimento é mencionado, entretanto, jamais ocorrido em 25 de dezembro, e principalmente, nunca será do coração do CRIADOR que se use uma data pagã (satânica) para fazer tal referência.



Porque dELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória pois, a DEUS eternamente;
Nos interesses da Igreja que CRISTO edificou. Amém.

[686,840]

dezembro 10, 2016


Comemorar o 'natal' é tradição??!!

[531,280]


Quem vive pela verdade, recebe do SENHOR uma ordenança que é vinculada a Sua morte; porquanto, para os de entendimento, constrangidos pelo evangelho da salvação, não há tradição alguma para se comemorar o "natal"; contextos bíblicos:


"... anunciais a morte do SENHOR, até que venha." [1Coríntios 11]
e
"Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no Meu sangue, que é derramado por vós." [Lucas 22]


É cristalino (não cristianismo), notório que testifica as palavras de CRISTO sobre a importância de Sua morte para nós pecadores e a mais pura verdade é que sem duvida alguma JESUS em momento nenhum, em relato nenhum da Palavra de DEUS, nos deu ordenança para comemorar o seu nascimento...

  • mesmo por que, o nascimento do "menino JESUS" não tem tanta relevância quanto a morte deste mesmo JESUS (razão salvífica para nós pecadores), pois quê, o SENHOR subsiste deste a eternidade!

E muito menos que o nascimento seja uma data fictícia pagã em 25 de dezembro, e há vários estudos que referem-se o nascimento do FILHO de DEUS no fim de setembro ou começo de outubro [link].

Histórias deste período natalino:

  • A saturnália, festa em homenagem ao deus romano Saturno, ia de 17 a 24 de dezembro. Era uma comemoração alegre, com muita dança, em que ricos e pobres conviviam igualmente, com os senhores servindo os servos, numa inversão de papéis.
  • No dia 25 de dezembro, imediatamente após a saturnália, comemorava-se a brumália, o nascimento do deus-sol, ou "o nascimento do sol invicto"; a data, para eles, no Hemisfério Norte, coincidia com o solstício de inverno, dia "mais curto do ano", com menos horas de luz; a partir do solstício de inverno, as noites começam a diminuir, e os dias a aumentar.
  • Em tempos remotos, os persas também tinham seus deuses inspirados no sol, e comemorações nos dias 24 e 25 de dezembro.
  • No dia que corresponde ao nosso 24 de dezembro, os persas queimavam o seu deus Agni, construído a partir de um tronco de árvore, e colocavam outro, novo, em seu lugar.
  • O dia 25 de dezembro (solstício de inverno, no mesmo Calendário Juliano) era na Roma pagã, desde o tempo do imperador Aureliano (reinou de 270 a 275), consagrado ao natalis solis invicti (natal do sol invencível); era uma festa mitríca (relativa ao culto de Mitras, o espírito da luz divina) do renascimento do Sol.

Portanto, ao contrário do que muitos acreditam (ou aceitam a crendice), a origem do Natal não está no nascimento de JESUS; a festa natalina tem origem pagã, associada as comemorações como demonstrado, saturnália e brumália e natalis solis invicti.

A conclusão surpreendente que DEUS nos dá luz, é de que JESUS não nasceu e nem poderia ter nascido em dezembro, nem poderia usar para nascer tais datas de festividade pagã (saturnália romana ou o natalis invicti solis), mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para encarnar [João 1].

  • E por que evangélicos em suas igrejas instituições persistem em comemorar este "natal" católico/pagão??
Simples, as igrejas instituições evangélicas são filhas bastardas da igreja instituição católica (ICAR), qualquer semelhança será mera coincidência ou conveniência proposital para manter a clientela, invalidando a Palavra de DEUS pela suas tradições; e muitas coisas semelhantes a estas fazem [João 7]!!



Porque dELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória pois, a DEUS eternamente;
Nos interesses da Igreja que CRISTO edificou. Amém.

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dezembro 20, 2015


inFeliz Natal, tolos religiosos

[446,235]

A idiotização coletiva está em alta, chegamos na pior época do ano, um bando de mesquinhos, fazendo-se de bonzinhos e negligenciando o amor de DEUS, CRISTO.

Enfiam este tal "natal' onde quiserem, mas, pelo amor de DEUS, não o direcionem a mim.

Porquanto, (in)feliz natal hipócritas!!

... os pobres e necessitados esperam por seus presentinhos para o restante dos próximos anos!!

A verdadeira Igreja de CRISTO [Ekklēsia] prega as Boas Novas de Salvação e anuncia a morte do SENHOR até que venha, durante todos os 365 dias de cada ano, conforme nos testifica e requer a Palavra de DEUS [1Coríntios 11]!!

Maranata!!

O FILHO de DEUS não nasceu em 25 de dezembro.
Então, entenda!!

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dezembro 24, 2014


Natal de 25 de dezembro é estrume religioso

[407,333]

Esta é a data mais hipócrita que o diabo já criou, e milhares de milhares de seus adeptos, que se intitulam de cristãos (evangélicos, católicos, espiritas, blá, blá, blá) adoram desejá-la aos seus pares, e vez por outra, recebo esta medíocre felicitação;

Não é necessário que eu discorra aqui mais nada sobre esta infeliz comemoração, afinal, neste site, muitos são os estudos e comentários feito a respeito;

Apenas, mais uma vez tenho que ter o desprazer de contemplar os religiosos (evangélicos, católicos, espiritas, blá, blá, blá) fazendo esta festa e enganando a outros, e nada fazem que, desacreditar ainda mais aos incrédulos sobre CRISTO e Sua missão na Terra.



Porque dELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória pois, a DEUS eternamente;
Nos interesses da Igreja que CRISTO edificou. Amém.


dezembro 20, 2013


Natal, Papai Noel, o tempo da hipocrisia

[367,075]

Quantas e boas ações são apreciadas neste período natalino;

O período natalino nos faz resgatar o quanto o ser humano é hipócrita, falso, mesquinho, resplandece o fingimento de bondade, de ideias ou de opiniões apreciáveis, é o período da devoção fingida, falam tanto de amor, e a maioria nem sequer pronuncia o nome do FILHO de DEUS!!

Muitos saem as ruas para distribuir presentes, caixas de leite, cortam cabelo, fazem barba, compartilham de ceias, para os menos favorecidos, é tudo como se fosse o amor fraternal; nada mais superficial...

E por que tudo isto?? Estão errados??

De certa forma não. Entretanto, o que nos deixa perplexo é que tudo é feito somente nesta época, é como se os menos favorecidos somente tivessem fome neste período...
... e o resto do ano, comem e vivem de vento??

Sim, se depender da maioria dos que se tornam "bonzinhos" por causa do período natalino, sim!!

Ora, ora, ora, a população de menos favorecidos existe e está ao nosso redor, precisam, necessitam, clamam por ajuda 365 dias ao ano, portanto, não sejamos "bonzinhos" somente nesta data hipócrita; busquemos ajudar, auxiliar aos necessitados todos os dias de nossas vidas.

E o pior de tudo, é o povo que se diz de DEUS, o povo evangélico com sua herança católica, comemorando esta data que não possui respaldo nas Sagradas Escrituras e se acharem o supra sumo da bondade; em meio a tanto exagero, bebedeira, comilança, presentes, farra natalina, se não estiverem muito cansados e sobrar um tempinho, poderiam pedir que DEUS abençoasse esta estupidez!!

Os fanáticos religiosos negligenciam a ordenança divina:

"Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra."
[Deuteronômio 15]



Porque dELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória pois, a DEUS eternamente;
Nos interesses da Igreja que CRISTO edificou. Amém.


dezembro 18, 2012

♫ ♪ ♫ então é a baboseira do natal ♫ ♪ ♫

[296058]

Mais um fim de ano, e mais aquela data em que a maioria fica hipócrita, dizem sobre amor, entregam migalhas aos menos favorecidos, dão abraços de “cara” virada, felicitações em fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis. Miseráveis...

São infindáveis as vezes que falamos desta data tão tola, em que tolos se dizem ser uma data de amor, de compartilhamento, de confraternização... tá bom, e o resto do ano??

Não nos espanta os católicos comemorarem esta suposta data do nascimento de Cristo, afinal, para eles Cristo ainda está crucificado em suas imagens; porém, o que mais trás desprezo é encontrar os tais evangélicos dando as mesmas felicitações natalinas.

Aliás, não podemos nos admirar, por que as tradições dos evangélicos são trazidas dos católicos, pois, evangélicos são filhos bastardos da igreja romana.

Porquanto, (in)feliz natal hipócritas...

... os pobres e necessitados esperam por seus presentinhos o resto de 2013!!

A verdadeira Igreja de Cristo [Ekklēsia] prega as Boas Novas de Salvação e anuncia a morte do SENHOR até que venha, durante todos os 365 dias de cada ano!! Maranata!!


Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Deus eternamente;
Nos interesses da Igreja que Cristo edificou. Amém.


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dezembro 04, 2011

Natal?? A missão de Cristo foi a morte... porque falar desta data de nascimento???




Os evangélicos natalinos poderiam nos comprovar biblicamente porque comemoram e incentivam ao povo humilde e ignorante da Palavra de Deus, a comemorar a data deste nascimento que não houve razão bíblica para ser comemorado???

"Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." [Romanos 8]

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 6]

"Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre Ele." [Romanos 6]

"E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, O qual aboliu a morte, e trouxe a luz a vida e a incorrupção pelo evangelho;" [2Timóteo 1]

"Para conhecê-Lo, e a virtude da Sua ressurreição, e a comunicação de Suas aflições, sendo feito conforme a Sua morte." [Filipenses 3]

"No corpo da Sua carne, pela morte, para perante Ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis," [Colossenses 1]



Eu, desigrejado, vivo Por, Em e Para Cristo; aos interesses da Igreja que Cristo edificou, e, não para instituições religiosas com nome de igreja.



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[173603]

dezembro 14, 2010

Então é Natal!! A maioria dos evangélicos comemora o nascimento, mas nós, crentes, anunciamos a morte do Senhor, até que venha!!

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Testemunhamos, infelizmente, que o pai da mentira [João 8.44], a cada dia mais, está tendo acesso ilimitado aos arraiais religiosos, em especial, aos evangélicos;

É inconcebível que, aqueles a quem se chama de “liderança”, iniciam-se por eles próprios, este anúncio natalino, do nascimento de nosso Senhor e Salvador neste período de dezembro;

Alguns, com supostas boas intenções, dizem que esta “data” traz paz, alegria, amor... mas como??

Pois, somente nesta data, de dezembro, é que a maioria dos homens se transfigura em “bonzinhos”, porque no resto do ano, ninguém se lembra de ninguém, e isto também se apresenta para a maioria dos evangélicos que querem comemorar este tal de Natal, e se apropriarem de símbolos que em nada lembra a fé em Cristo!!!

Portanto, busquemos entendimento ao Espírito Santo e o que nos diz as Sagradas Escrituras:

Nasceu-nos o Menino [Isaías 7.14; 8.6] em carne e osso, porém, Sua missão, mais importante que Seu nascimento (Ele é O mesmo ontem, hoje, eternamente [Hebreus 13])...

... foi a Sua morte, porque “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” [Isaías 53]...

E, é neste sentido que somos por amor, em fidelidade ao sofrimento de nosso Senhor e Salvador, conforme Sua ordenança, anunciar a Sua morte, até que venha:

- “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” [Mateus 26.17-30; Marcos 14.12-26; Lucas 22.7-23; 1Coríntios 11.23-29].

Cristo derramou Seu santo e imaculado sangue para nos trazer salvação, paz, como Ele mesmo diz: “Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”.

É, pois, sem dúvida alguma, um equívoco maligno (não preciso alertar sobre o "Natal" ser uma festividade pagã), que vários evangélicos insistem em comemorar esta data de 25 de dezembro, supostamente, como o dia de nascimento do Menino, Filho de Deus, e na insanidade bíblica de dizerem que neste período o amor aflora...

... mas, digo, sinceramente, aflora a hipocrisia, e infelizmente, dos que se dizem ser povo de Deus!!!


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.

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dezembro 21, 2009

O Nascimento do menino Jesus

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Em nenhuma ocasião Jesus expressou a idéia de que Seus seguidores devam celebrar Seu aniversário. Pelo contrário, em duas ocasiões [Lucas 11.27,28; Marcos 3.31-35] quando as pessoas queriam enfatizar Seus laços naturais (mãe e irmãos), Ele rapidamente rebateu esta atitude, enfatizando a importância dos Seus laços espirituais (os discípulos e todos aqueles que ouvem e praticam Sua Palavra);

Em outras palavras, Jesus não queria ser venerado como um grande astro e sim como o Caminho pelo qual todos os homens poderão chegar a Deus nas mesmas condições de filiação que Ele tem.

É com este propósito que Ele realmente instituiu uma cerimônia em Sua memória, não um aniversário uma vez por ano, mas [1Coríntios 11.23-25] Jesus quer que nos lembremos dEle sempre, não como uma figura histórica a ser homenageada, mas como o Pão e o Vinho da Ceia, que nos alimentam e nos dão o poder para tornar-nos como Ele.

Guardando isto em mente, e, lembrando que, as “coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” [Deuteronômio 29.29] .

Então, podemos declarar que a Bíblia nos mostra a época do ano em que Jesus nasceu, sem contudo precisar uma data exata.

O principal relato, encontra-se no evangelho de Lucas, um médico, e, portanto, pessoa acostumada a tratar de minúcias, que devido a sua própria profissão se acostumara a ser meticuloso e detalhista.

Pois bem!

No primeiro capítulo evangelho de Lucas, encontramos fatos que não podem encontrados em nenhum dos outros evangelhos:

Lucas 1.5
Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel”.

Anotemos uma 1ª expressão: DA ORDEM DE ABIAS

Continuando o relato bíblico:

Lucas 1.8,9
E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso”.

O Espírito Santo insiste: NA ORDEM DA SUA TURMA. E ali, conforme os versículos seguintes, Zacarias teve uma visão de um anjo, que lhe disse que teria um filho. Pelo fato de não ter crido, ele ficou mudo; essa mudez constituiu um sinal de que aquela visão realmente fora de Deus. Continuando:

Lucas 1.23,24
E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu”...

A conclusão a que chegamos até agora é a seguinte:

João Batista, o profeta, o precursor de Jesus, foi concebido imediatamente após o período em que ocorria o “turno” de Abias, quando Zacarias voltou para casa e para sua esposa, depois de ministrar no templo.

Nos versículos Lucas 1.26-40 relata a visita do anjo Gabriel a Maria. No final daquela visita, o anjo lhe disse:

Lucas 1.36
E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril”;

Necessário através desta passagem bíblica se fazer uma nítida percepção:

Jesus foi concebido pela virtude do Espírito Santo, seis meses após o nascimento de João Batista, ou conforme os relatos acima, seis meses após a DA ORDEM DA TURMA DE ABIAS.

O que é essa ORDEM DA TURMA DE ABIAS? Em que época do ano ocorre?

Para responder, precisamos recorrer ao Antigo Testamento.

No livro de 1Crônicas 24 [versículos 1,2,7-19], se apresenta a relação dos turnos que foram organizados os sacerdotes para ministrarem na casa do SENHOR, conforme verificamos em Lucas 1.5 e seguintes, esses turnos de sacerdotes continuaram a ser obedecidos na ordem devida até a destruição do templo de Jerusalém por volta do ano 70 aD.

Nos versículos 7 a 18 encontramos uma relação de vinte e quatro turnos de sacerdotes (lembremos dos vinte e quatro anciãos que João viu [Apocalipse 4.4,10; 5.14; 11.16; 19.4]), distribuídos entre as vinte e quatro famílias de sacerdotes descendentes de Arão, que se sucediam ministrando na casa do Senhor. É fácil concluir que essa escala devia ser cumprida no decorrer do ano religioso ou litúrgico dos judeus. Assim sendo, obviamente cada turno de sacerdotes oficiaria durante quinze dias.

Anotemos uma 2ª expressão: a sorte para as divisões a Abias era a OITAVA

Quando então começava a funcionar o primeiro turno desta divisão para o ofício do ministério de entrar na casa do SENHOR?

Esta interrogação é importante, pois, da sua resposta vai depender a localização exata da época do nascimento de Jesus!

O primeiro turno começava a funcionar no primeiro mês do ano religioso dos judeus, mas quando era isso?

O primeiro mês do calendário judaico, é Abibe; coincide mais ou menos com o nosso mês de março [Êxodo 12.1,2; 13.4; Deuteronômio 16.1; Levítico 23.5] .

Êxodo 23.15
A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de Abibe; porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça vazio perante mim;

As pessoas que estão familiarizadas com os costumes modernos dos israelitas ficarão surpresas com esta constatação, pois na verdade os judeus dos nossos dias, em todo o mundo, comemoram o Ano Novo na data da Festa dos Tabernáculos (ou Festa das Cabanas), isto é, entre setembro ou outubro.

Esta discrepância com a determinação bíblica se deve ao fato de que os israelitas, no decorrer dos séculos, por razões que não vêm ao caso neste estudo, mudaram o início do ano civil para o meio exato do ano religioso – a data da Festa dos Tabernáculos, e por isto existem dois inícios do ano judaico: o secular começar na Festa de Tabernáculos, no primeiro dia do sétimo mês do ano religioso [Levítico 23.23-25], e o religioso começa catorze dias antes da Páscoa (celebrando a saída do Egito). Contudo, para nós as modificações feitas pelos homens nada nos interessam. Interessa-nos a Palavra do Senhor:

Êxodo 12.1,2
Este mesmo mês (o mês de Abibe, o da Páscoa) vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano

Assim, o ano religioso começa a primeira festa Bíblica, Páscoa, enquanto que o ano civil começa com a terceira festa Bíblica, a Festa de Tabernáculos.

Portanto, resumindo...

Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias" (Tamuz, junho) [Lucas 1.5,8,9]. Terminado o seu turno voltou para casa e (conforme a promessa que Deus lhe fez) sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu (deu a luz) João Batista [Lucas 1.23-24] no final do mês Tamus (junho) ou início do mês Abe (julho); e, Jesus nosso Senhor, foi concebido pelo Espírito Santo [Lucas 1.24-28] seis meses depois, isto é, no fim de Tebete (dezembro) ou começo de Sebate (janeiro), provavelmente durante os dias da festa de Hanuká (a festa das luzes).

Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar a luz ao nosso Senhor no fim de setembro ou começo de outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim [1Reis 8.2];

O sétimo mês judaico era marcado pela Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés.

A Festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava Deus habitando com Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo [Levítico 23.39-44; Neemias 8.13-18].

No evangelho de João, capítulo 1, versículo 14, vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo – tabernaculou; isto é, a Festa dos Tabernáculos cumprindo-se no Senhor Jesus Cristo, o Emanuel [Isaías 7.14];

Em Cristo se cumpriu não apenas a Festa dos Tabernáculos, mas também a Festa da Páscoa, na Sua morte [Mateus 26.2; 1Coríntios 5.7], e a Festa do Pentecostes, quando Cristo imergiu dentro do Espírito Santo a todos os que haveriam de ser salvos na dispensação da Igreja [Atos 2.1].

Será, porém, insensatez, hipocrisia, demagogia, e, vitupério, insinuar e comemorar que o Nascimento do menino Jesus ocorreu em 25 de dezembro, pois, quem assim procede, parece não ter o entendimento de que Jesus foi antes de todas as coisas, e que Sua vinda como Homem, deve ser aceita como a vinda dAquele que desceu dos céus para nos trazer salvação!

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dezembro 15, 2009

Natal, engodo que não traz utilidade ao Reino de Deus!!

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Em verdade, deve-se cumprir o que realmente nos traz a Palavra de Deus, examinando tudo, e neste limiar de festividades, em que os homens transformam seus corações em “baluartes da bondade”, é indispensável que retenhamos o bem, a fim de que, a amabilidade do coração seja extensiva em toda a nossa vida.

Pois que, ao adulterar a “certidão” de nascimento do menino Jesus, muitos se primam pela suposta excelência do amor neste momento, deixando de lado os outros 364 dias do ano!

Mas, seria interessante a altura do campeonato natalino que, aos defensores desta comemoração, e, conforme nos faz referência o doutor Lucas quanto a nobreza dos bereanos [Atos 17.11], seja notório aos evangélicos que resistem ao 25 de dezembro como dia do nascimento do menino Jesus, que não é confirmada pelas Sagradas Escrituras tal data...

Há sem dúvida muita demagogia para esta inútil data, pois que, muitos nestes dias, em momento nenhum se lembram de Jesus, de Seu nascimento, Sua morte, Sua ressurreição, mas, tão somente ao velho barbudo Noel, presentes, guloseimas e bebidas!!

Por causa disto, é inevitável nos colocar de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da Sua glória, nos conceda que sejamos corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior;

Para que Cristo habite pela fé nos nossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, podermos perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus.

Ora, Aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.

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dezembro 10, 2009

Evangélicos comemoram o “natal”, enquanto os crentes anunciam a morte do Senhor!!

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As comemorações daqueles que buscam servir ao Senhor Jesus e confiam em Sua gloriosa vinda, são a “Ceia do Senhor” e o “batismo”.

Estas comemorações e ou lembranças, são as que nosso Senhor e Mestre assim nos agraciou em Seu amor; relembremos, pois, as Sagradas Escrituras:

Lucas 22
19 “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”.

Mateus 28
19 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”;

Por demais então seria que fizéssemos outras comemorações, pois assim, tão somente, estaríamos contrariando as palavras de Jesus; seremos tratados como rebeldes se acrescentarmos algo ao que já nos foi desde a fundação do mundo [Apocalipse 22.18].

O nascimento de Jesus é o acontecimento maravilhoso [Isaías 9.6], miraculoso por obra do Espírito Santo [“Eis que a virgem conceberá, e dará a luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”], uma dádiva imerecida ao mundo pecador; que é necessário que todos nós, os que cremos, devemos levar, não como uma data, mas, como as novas de grande alegria, que nos trouxe o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Mas, tão importante quanto o nascimento do “menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”, é a morte do Cordeiro de Deus na cruz do Calvário, a vista disto, nos trouxe salvação, pois que, derramou Seu sangue inocente por nós pecadores;

É isto, pois, redenção, o que nos trata em suas epístolas, nossos amados irmãos apóstolos; assim, por promessa, nosso Senhor e Salvador, pela Sua morte de maldição (conforme a Lei), haverá de voltar para que, onde Ele estiver, estejamos também!! Aleluia!!

Eis que, esta é a maior e extraordinária comemoração que, nós, os crentes, viemos anunciar, “a morte do Senhor, até que venha” [1Coríntios 11].

Mas, por um ensinamento adverso a Palavra de Deus, muitos pastores ignoram esta ordenança, e infiltram no rebanho de Deus, a festa pagã natalina (veja Em dezembro é o Natal, e daí?), que os idólatras comemoram, e nesta dada anunciada, nestes dias natalinos, aflora o “amor”, de pessoas rancorosas, que se tornam, por um passo de mágica, “amáveis”, “bonzinhos”...

A conclusão surpreendente a que chegamos é de que Jesus não nasceu nem poderia ter nascido em dezembro, nem poderia usar para nascer uma data de festividade pagã, como a saturnália romana ou o natalis invicti solis, mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para vir ao mundo.

As saturnálias, eram uma antiga festividade da religião romana dedicada ao templo de Saturno e a mítica Idade de Ouro. Era celebrada todos os 17 de dezembro. Ao longo dos tempos, foi alargada a semana completa, terminando a 23 de dezembro. As saturnálias tinham início com grandes banquetes, sacrifícios, as vezes orgias; os participantes tinham o hábito de saudar-se, acompanhado por doações simbólicas.

É importante notarmos a esta altura que estamos tratando com um Deus sábio e lógico, autor da matemática celeste e das ciências exatas, que determinou a órbita dos astros e dos elétrons com exatidão inestimável, e que não faz nada por acaso ou coincidência, nem é tomado de surpresa pelo desenrolar dos acontecimentos, pois é Onisciente.

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dezembro 18, 2008

Em dezembro é o Natal, e daí?

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Nesta época presente, por melhor dizer, nestes dias natalinos, é interessante como aflora o amor, de homens e mulheres que durante o ano eram rancorosos, agora, por alguns dias são “amáveis”, “bonzinhos”, “uma extrema gentileza”...

No meio cristão, protestante, na poderia deixar de ser diferente, mas, diga-se de passagem, há poucos anos que se renderam ao “espírito do natal” cristão pagão...

Há algumas décadas, crentes não festejavam este natal que está rotulado pela igreja católica, mas que, alguns que hoje se intitulam, evangélicos, permeiam em afirmar que o importante é a lembrança do nascimento de Cristo, advertindo: “mas este nascimento não é dia 25 de dezembro”, mas, estão comemorando...

Mensagens natalinas há por todo lado, nas igrejas/denominações, comunidades virtuais, blogs evangélicos, por fim, realmente, este “espírito natalino de dezembro, criado pela igreja católica no intuito de desviar a verdade”, com certeza pegou no meio protestante, aliás, no meio evangélico.

Se há algum crente vigilante, este irá fazer a pergunta, mas, quando se fala do desvio da verdade, qual é esta verdade?

Como os nobres bereanos, reportemos às Sagradas Escrituras:

Necessário se faz outra pergunta: Em qual relato das divinas Palavras encontramos algum ordenamento do Senhor fazendo-nos referência indireta do dia de nascimento do Salvador?

Em verdade, nenhum! Devemos anunciar as boas novas de grande alegria, todos os dias (Lucas 2.10)!

Outrossim, são poucas as passagens bíblicas que fazem alusão ao nascimento do Salvador, em contrapartida, as passagens que nos relatam de Seu sofrimento, Sua angústia, Suas dores, são por nós encontradas com riquíssimos detalhes, assim como, os evangélicos, não sua grande maioria vem se esquecendo...

Mas uma ordenação, os crentes receberam de Seu Amado Mestre e Senhor, assim, como nos faz lembrar nosso amado irmão Paulo: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei” (1Coríntios 11.23), e qual seja este ensinamento, a celebração do mais importante momento da comunhão dos santos na igreja: a “Ceia do Senhor”!

Maior responsabilidade nos agracia o Senhor Jesus quando nos diz: “fazei isto em memória de mim” (1Coríntios 11.24,25), portanto, quando assim o fazemos estamos anunciando a morte do Senhor até que venha:

Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” (Apocalipse 1.7)

Por fim, devemos em verdade à vontade do Senhor, anunciar a Sua morte e não um nascimento aos moldes pagãos!

Como a imagem dos três macacos, muitos evangélicos tapam os ouvidos para não ouvirem quando se fala da verdade, tapam os olhos para não verem os sinais dos tempos e tapam a boca para não falarem da verdade!
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novembro 07, 2007

Está chegando o natal dos católicos enquanto os crentes anunciam a morte do Senhor até que Ele venha!

Quando Jesus Nasceu?

Antes de tentar responder a pergunta vale ressaltar que em nenhuma ocasião Jesus expressou a idéia de que seus seguidores devessem celebrar seu aniversário. Pelo contrário, em duas ocasiões quando as pessoas queriam enfatizar seus laços naturais (mãe e irmãos), ele rapidamente rebateu esta atitude, enfatizando a importância dos seus laços espirituais (os discípulos e todos aqueles que ouvem e pratica sua palavra) – Lc. 11:27,28; Mc. 3:31-35. Em outras palavras, ele não queria ser venerado como um grande astro e sim como o caminho pelo qual todos os homens poderiam chegar a Deus nas mesmas condições de filiação que ele tinha.

É com este propósito que ele realmente instituiu uma cerimônia em sua memória, não um aniversário, uma vez por ano, mas “todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1Co. 11:25)”. Ele queria que lembrássemos dele sempre, não como uma figura histórica a ser homenageada, mas como o pão e o vinho da Ceia, que nos alimentam e nos dão o poder para tornar-nos como Ele.

Guardando isto em mente e lembrando que “as coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos (Dt. 29:29)”, podemos declarar que a Bíblia nos dá pistas quanto à época do ano em que Jesus nasceu sem contudo precisar uma data exata.

A dica principal encontra-se no evangelho de Lucas. Lucas era médico, e portanto, pessoa acostumada a tratar de minúcias, homem que devido à sua própria profissão se acostumara a ser meticuloso e detalhista. Pois bem: no primeiro capitulo do seu evangelho, no versículo 5, encontramos fatos que não podem encontrados em nenhum dos outros evangelhos: “Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão, e se chamava Isabel (Lc.1:5)”.

Quero que anote esta expressão sublinhada: DO TURNO DE ABIAS.

Continuando o relato nos versículos 8 e 9: “Ora, acontecendo que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar incenso”.

O Espírito Santo insiste: NA ORDEM DO SEU TURNO. E ali, conforme os versículos seguintes, Zacarias teve uma visão de um anjo, que lhe disse que teria um filho. Pelo fato de não ter crido, ele ficou mudo; essa mudez constituiu um sinal de que aquela visão realmente fora de Deus.

Lucas continua: “Sucedeu que, terminados os dias do seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias (dias do seu ministério), Isabel, sua mulher, concebeu”.

A conclusão a que chegamos até agora é a seguinte: João Batista, o profeta, o precursor de Jesus, foi concebido imediatamente após o período em que ocorria o “turno de Abias”, quando Zacarias voltou para casa e para sua esposa, depois de ministrar no templo.

Lucas 1:26-38 relata que um anjo visitou Maria, e ela “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mt. 1:18). No final daquela visita, o anjo lhe disse: “E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril (Lc.1:26,36). Veja bem: agora chegamos à conclusão de que Jesus foi concebido seis meses depois de João Batista, ou seja, seis meses após o período ou “o turno de Abias”. (Veja o quadro no início do nosso estudo).

O que é esse turno de Abias? Em que época do ano ocorre? Para lhe responder, precisaremos voltar ao Antigo Testamento.

No livro de 1º Crônicas 24, se apresenta a relação dos turnos em foram organizados os sacerdotes para ministrarem na casa do Senhor. Foi esta relação que originou a tabela do início do nosso estudo. Eles começaram a ministrar no tabernáculo de Davi, posteriormente passaram a ministrar da mesma forma no templo de Salomão, conforme verificamos em Lucas 1:5 e seguintes, esses turnos de sacerdotes continuaram a ser obedecidos na ordem devida até a destruição do templo de Jerusalém por volta do ano 70 A.D.

Nos versículos 7 a 18 encontramos uma relação de vinte e quatro turnos de sacerdotes (lembre-se dos 24 anciãos que João viu), distribuídos entre as vinte e quatro famílias de sacerdotes descendentes de Arão, que se sucediam ministrando na casa do Senhor. É fácil concluir que essa escala devia ser cumprida no decorrer do ano religioso ou litúrgico dos judeus. Assim sendo, obviamente cada turno de sacerdotes oficiaria durante quinze dias.

“Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malquias, a sexta a Miamim, a sétima a Coz, a oitava a Abias (1Crônicas 24:7-10). ANOTE: O TURNO DE ABIAS ERA O OITAVO.

Quando então começava a funcionar o primeiro turno? Esta interrogação é importante, pois como você deve ter desconfiado, da sua resposta vai depender a localização exata da época do nascimento de Jesus!

O primeiro turno começava a funcionar no primeiro mês do ano religioso dos judeus. – Mas pastor, quando era isso? Vejamos: “Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egito: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano (Ex.12:1,2; 13:4; Dt. 16:1). “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a páscoa do Senhor (Lv. 23:5)”.

O primeiro mês do calendário religioso judaico (mês de Abibe – Êxodos 23:15) coincide mais ou menos com o nosso mês de março (veja o quadro!). É fato bem sabido que a Páscoa é uma festa móvel, que cai em março ou abril. Ela é móvel justamente porque sua data não é marcada segundo o nosso calendário, mas segundo o calendário judaico, que se baseia no ano lunar (o nosso é romano, gregoriano).

As pessoas que estão familiarizadas com os costumes modernos dos israelitas ficarão surpresas com esta constatação, pois na verdade os judeus dos nossos dias, em todo o mundo, comemoram o Ano Novo na data da Festa dos Tabernáculos (ou Festa das Trombetas), isto é, entre setembro ou outubro.

Esta discrepância com a determinação bíblica se deve ao fato de que os israelitas, no decorrer dos séculos, por razões que não vêm ao caso neste estudo, mudaram o início do ano civil para o meio exato do ano religioso – a data da Festa dos Tabernáculos, e por isto existem dois inícios do ano judaico: o secular começar na Festa de Tabernáculos, no primeiro dia do sétimo mês do ano religioso (Lv. 23:23-25), e o religioso começa catorze dias antes da Páscoa (Celebrando a saída do Egito). Contudo, para nós as modificações feitas pelos homens nada nos interessam. Interessa-nos a Palavra do Senhor: “Este mês (o mês de Abibe, o da Pascoa ) ... será o primeiro mês do ano (Ex. 12:1,2)”. Assim, o ano religioso começa a primeira festa Bíblica, Pácoa, enquanto que o ano civil começa com a terceira festa Bíblica, a Festa de Tabernáculos.

Com todos estes em mãos, você agora deve estudar com atenção redobrada, o quadro que iniciamos este estudo, a fim de entender melhor.

RESUMINDO...

João Batista foi gerado logo depois do período em que os sacerdotes do turno de Abias serviam no templo, ou seja, no fim de junho ou começo de julho, em nosso calendário. Jesus nosso Senhor, foi gerado pelo Espírito Santo seis meses depois, isto é, no fim de dezembro ou começo de janeiro (provavelmente durante os dias da festa de Hanuká – a festa das luzes).

Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar à luz ao nosso Senhor no fim de setembro ou começo de outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim (I Rs. 8:2). O sétimo mês judaico era marcado pela soleníssima Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés.

A conclusão surpreendente a que chegamos é de que Jesus não nasceu nem poderia ter nascido em dezembro, nem poderia usar para nascer uma data de festividade pagã, como a Saturnália romana ou o natalis invicti solis, mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para vir ao mundo.

É importante notarmos a esta altura que estamos tratando com um Deus sábio e lógico, autor da matemática celeste e das ciências exatas, que determinou a órbita dos astros e dos elétrons com exatidão inestimável, e que não faz nada por acaso ou coincidência, nem é tomado de surpresa pelo desenrolar dos acontecimentos, pois é Onisciente.

(FONTE: OLIVEIRA, Adiel Almeida de. QUANDO JESUS NASCEU – PG 27,28 – 1987 – Comentário do Pr. Vladimir Soares. Publicado na Revista Impacto Nov/Dez 1999 pgs.9-11).