Deu-me muito gozo esta segunda passagem pela blogosfera. Só que há mais vida para além dela e está na hora de sair. Fiz isto com amigos que cultivo há mais de 40 anos e uma amiga mais recente, mas de quem gosto muito. Um muito obrigado também à Annie Coelho, ao João de Azevedo e ao Sérgio Santimano. Por razões pessoais perdi o prazer que tinha nisto.
Vou sentir saudades de ler os postes da Ana Cristina Leonardo, como o que aqui transcrevo e com o qual concordo integralmente:
“Qual a diferença entre citar o "Protocolos dos Sábios de Sião" e "O Segredo"?
Bom, é que sendo ambos bullshit. o primeiro contribuiu para reduzir a cinzas uns quantos milhões de pessoas.
Alguém que explique isso ao Jorge Messias do PCP.
Messias?!”
Dito isto ainda há tempo para publicar as 2 últimas fotos que tenho em carteira, do Jota Esse Erre e um texto do JSP.
E, para não me alongar muito, mais duas ou três coisas para terminar. Não gosto que me pressionem com “Adeus e até ao meu regresso”. O PCP ensandeceu de vez, o BE é uma mistela de deolindos e amanhãs que nunca vão cantar e, a malta que foi ao pote não tem mundo, nem ideias para Portugal. Pois é, resta o PS. Que se transforme e ajude a refundar a democracia, como apela o companheiro Mário. Citando livremente Knopfli, gosto de minorias de um só se necessário for e estou-me a cagar para a juventude e para a contestação. Poder popular e braço no ar nunca mais. Gostava de ter visto, como o JSP, Sócrates a surfar nas ondas da crise (falo é claro do engº e não daquele que enclausurou a Filosofia).
Vou daqui formoso (a vossa companhia emprestou-me brilho) e não Seguro.
Um Imenso Adeus
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Hoje o Javali Sentado retira-se
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
D.Fuas contra a Europilhagem
O nosso contributor JSP e a senhorita Angelita Merkel entusiasmados com as ideias do ministro Álvaro-Oktoberfest.
foto Iphone 4
Lamentando esta justificável delonga, aqui estamos para saudar o regresso do webmaster Mad Dog Clarence, retido contra à sua vontade na prisão do Crato, e, claro, ajudar à ‘laranjada’.
Por uma vez, juramos respeito à agrura da situação, afinamos pela consistência e demonstraremos seriedade perante o quadro hilariante desta república albanesa, que acelera desregulada e com o depósito na reserva.
Pois. A questão é simples...em política não se deve ter razão antes do tempo. E os portugueses mal chegados à modernidade, e ainda muito formatados à canga caridosa e à mediocridade temperada, não estavam preparados para o golpe de génio, aquele vol fou desafiado por Sócrates.
E que nos propunha o primeiro político verdadeiramente pós-moderno em Portugal? Que fizéssemos surf na onda do endividamento geral, que nos esgueirássemos nos tubes dos défices, e, chegando primeiro à praia do governo económico, primus inter pares, merecêssemos dos pobres e estreitos europeus o devido “tributo”. Deverá ler-se tributo como perdão da dívida, embora não seja um perdão nem exista dívida.
Mas não, não foi assim, vingaram os arreliantes atavismos, o temor, o respeitinho, a parcimónia e outras escatologias. Trocámos o surf genial pelo nosso particular empobrecimento todo-o-terreno. Substituímos Sócrates por Xantipa. E preparamo-nos para cambiar o Euro pelo Morabitino, pelo Escudo, pelo Cruzado, pelo Espadim de Prata. Não chega? Homessa, venham os Reais Pretos, o Centavo de Bronze ou o Chinfrão. Seja o que for que possa ser trocado por Patacos.
Já estamos adivinhando o nosso Gaspar com uma indisfarçada sombra de alegria no austero rosto de gato pingado anunciando, em comunicação ao país, naquela melopeia quasi afásica, lenga-lenga tóxica, a boa nova: Portugueses...cagámos no Euro. Viva o Novo Escudo.
Desconfiada, a massa de ratinhos, interpelará o falso Gaspar: mas isso é dobrão ou sapeca?
Melhor, muito melhor. Esqueçam a nota verde, o iene, o yuan. O Novo Escudo flutuará contra um cabaz de divisas (hard currency) com futuro: Futebol, Fado e Fátima. ALELUIA!
Dispensando-nos de descrever os números do festival financeiro e da inevitável, incontornável recessão económica, paramos para ganhar fôlego e acompanhar a torna das toupeiras a su casa. Su buraco.
Eis senão quando no firmamento rasga-se uma luz brilhante. É um pássaro, é um avião, é um bávaro? Não, é o nosso Álvaro. ALELUIA!
Felizmente, temos o nosso Economista, heterónimo Álvaro. Ouro em Montemor, gás natural em Faro, petróleo em Peniche, platina em Carrazeda de Ansiães, diamantes no Gerês, tungsténio no Vale do Ave, jade na Bobadela, urânio em Poiares, zinco na Cova da Beira, ferro em Alcoutim e algum titânio em Mem Martins. Para não falar dos muitos depósitos de neodímio e lutécio. E montes e montanhas de estrôncio.
Ecco. Parafraseando o nosso amigo Táxi Pluvioso...Portugal, regressado à sua relevância natural, voltará a despertar a inveja do Mundo.
Para o boneco ficar completo e o final ser feliz, falta-nos apenas contratar, para tanta mina, uns milhões de magaíças, easy, dadas as boas relações com as províncias ultramarinas, e para governar esta puteiro...um cafetão e uma cafetina.Bem hajam.
JSP, aka XICONHOCA.COME
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Os mulas da Corporativa
Parece que a história se repete mas da primeira vez os citados estavam em retiro socrático.
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