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A VOZ QUE NÃO QUER CALAR!




Há já algum tempo o compositor evangélico João Alexandre lançou uma música que fez furor intitulada "É Proibido pensar". João Alexandre é um daqueles músicos que fazem sempre falta em nosso meio. Suas melodias são ricas e variadas usando múltiplos ritmos e sabores e as letras poéticas, inspiradas e muitas vezes doutrinárias. Na música "É Proibido pensar", João Alexandre se insurge contra um evangelicalismo moderno, onde as ações são artificiais e os crentes são convidados a aceitar sem questionar. Na verdade, há muitos meios onde, realmente, é proibido pensar!

O escritor Clyde Reid verificou o mesmo fenómeno nos Estados Unidos e chamou-o de "Conspiração do Silêncio" a essa atitude de passividade da esmagadora maioria dos crentes quanto a questões fundamentais da fé. Parece que os crentes não querem pensar e não ousam perguntar. O mundo tem, via de regra, uma visão bastante negativa sobre o nível intelectual dos crentes. Em muitos meios, crente é sinónimo de simplório, de ignorante. Uma cultura inibida numa conspiração de silêncio onde é proibido pensar só vai agravar esse quadro. Mas afinal, por que é que não pensamos? Por que é que não perguntamos?

Muitos não levantam questões e não indagam porque temem que os outros os julguem e não os considerem espirituais. Afinal, no coração de multidões, perguntar e crer parecem coisas que se excluem. Se pergunto é porque não tenho fé. Logo, é melhor ficar calado e mesmo que as dúvidas me assaltem ficarei silencioso para não passar por incrédulo.

Muitos não perguntam por medo de que não haja respostas ou de que as existentes os levem a perder a fé. Nesses casos até há vontade de perguntar, de refletir, mas há também o medo: e se não houver resposta? E se a resposta ainda me deixar pior do que estava antes de perguntar? Prefiro ficar sem questionar a colocar minhas dúvidas e ver minha fé ruir como castelo de cartas.

Muitos não questionam porque não desejam embaraçar lideres que amam, mas que provavelmente não saberiam responder a suas indagações. Vivem duas realidades diferentes, a do mundo cheio de especialistas e mestres em várias áreas e a da igreja com um líder amado e respeitado, mas que na verdade não domina as questões mais recentes. Questionar esse líder, procurar respostas aos dilemas modernos parece impossível. Só traria embaraço e dor. Então é melhor calar e viver com as respostas do mundo.

Muitos não questionam simplesmente porque não gostam de refletir, não gostam de gastar tempo pensando. Como o povo de Israel lá no deserto, preferem que outro pague o preço de subir o monte e trazer a lei porque isso de meditar, refletir, pensar, gasta muito tempo e dá muito trabalho. Querem a comidinha feita e servida e se contentam com o que conseguirem.

A questão principal diante disso deve ser: O que o Senhor pensa disso? Será que nosso Deus tem medo de nossas perguntas? Será que ELE se satisfaz com uma prática desprovida de entendimento? Será que ELE se contenta com seguidores limitados numa conspiração de silêncio, temendo as questões e as respostas? Creio que, biblicamente, a resposta clara é NÃO!

De Génesis a Apocalipse o Senhor respeitou e valorizou a reflexão e o debate. Nunca vemos o Senhor repreendendo o homem por perguntar. Nem sempre ELE respondeu, até porque, muitas vezes, o homem não entenderia as respostas. O próprio Jesus reconheceu, em certa ocasião, que seus discípulos não estavam capacitados para suportar as respostas (João 16:12). Por vezes se dá o mesmo conosco. No caso de Jó, por exemplo, o Senhor colocou a ele a situação nesses termos. Jó não podia entender o que se passava na esfera espiritual sendo limitado até na terrena. Mas o Senhor veio a ele, lidou com suas questões, deu-lhe uma satisfação, e o deixou elucidado. O facto de não podermos entender tudo não pode nos fazer desistir de entender o máximo que pudermos.

Paulo elogiou os moradores de Bereia exatamente porque não se deixavam levar por oratória, mesmo a mais inspirada, como no caso do Apóstolo. Os de Bereia questionavam, procuravam, debatiam, refletiam e conferiam antes de aceitar (Atos 17:11). Isso não foi visto como falta de fé, desconfiança ou incapacidade, mas como algo valoroso e a ser imitado.

Escrevendo aos Coríntios Paulo incita os crentes a fazerem exame de si mesmos, a se questionarem: "Examine-se o homem a si mesmo..." I Cor. 11:28; "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos." II Cor. 13:5. Não fomos chamados a uma fé cega, a uma prática sem raciocínio, a uma vida cristã sem reflexão. Somos convidados a pensar, a questionar, a crescer na graça mas também no conhecimento (II Pedro 3:18) porque o Senhor deseja que todos os homens "cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (I Timóteo 2:4).

Na Igreja de Cristo não pode ser proibido pensar, não pode haver conspiração de silêncio. Precisamos crescer em maturidade, aprendendo a fazer as questões pertinentes, a refletir em conjunto, a buscar na Palavra as respostas para a Vida.

Não tenhamos medo de usar o raciocínio que Deus nos deu. ELE nos dotou dessa capacidade como parte de sua imagem e semelhança. Deseja filhos amados, devotos mas conscientes, dedicados mas inteligentes, espirituais, mas também sábios.

Louvemos a esse DEUS maravilhoso e ao nosso fantástico Salvador, o homem mais inteligente que já viveu na terra e sejamos seus seguidores nisso também.
 

A Cruz mostra o tamanho

Gostamos de medidas! Temos aparelhos para medir quase tudo. Altura, peso, profundidade, cumprimento, densidade, quantidades. Medimos os valores de açúcar e colesterol, a densidade dos nossos ossos, a profundidade dos vales oceânicos, a altura das montanhas do himalaia e a distância a Marte. Mas há outras coisas mais difíceis de medir. Como medir a maldade? Como medir o amor? Ou a justiça? Mas há um medidor muito fiel de tudo isso – a cruz de Cristo.

Algo que atesta da extraordinária força do Cristianismo é exactamente o fato de ter tornado um símbolo de tortura em seu marco maior. Que religião poderia esperar ter sucesso usando como marca um instrumento de tortura e morte? Os experts em marketing certamente teriam dito aos primeiros discípulos que escolhessem outra marca. Vocês não querem ficar conhecidos por uma cruz… ninguém quer! Mas foi a cruz que se tornou símbolo mundial da fé cristã e entre outras coisas o fez porque nos serve de medida, mostra o tamanho.

A cruz mostra-nos o tamanho do nosso pecado. Como é fácil ver o mal nos outros e classificar de horror algo que o meu vizinho fez. Já não somos tão rápidos em relação a nossas falhas. Mas qual é o tamanho do pecado? Se quer saber olhe a cruz. Veja a dor, o sofrimento, a tortura e saberá. O meu pecado é do tamanho da cruz. É tão horrendo quanto ela, fez com que fosse necessária. O meu pecado é feio como a cruz, e a tornou obrigatória. Não podemos olhar com ânimo leve para algo que levou Jesus a tal sofrimento. Não podemos desprezar algo que faz com que tal tortura seja essencial.

A Cruz mostra-nos o tamanho do castigo que merecíamos. Todo mal precisa ser castigado. Ora na cruz vemos o tamanho do verdadeiro castigo. É grande, muito grande. O pecado é afronta a Deus. É um ato de rebeldia ao Senhor do Universo. Um ato de desobediência grave, uma blasfémia contra a pureza do Senhor. Quando pecamos estamos mostrando nosso lado maligno e a facilidade com que negamos o amor de Deus e aceitamos a proposta do mal. Pecar é agredir. Agredir a um Senhor que nos deu a vida e tudo o mais e que desejava apenas o nosso amor. O castigo para isso não podia ser pequeno. Rebeldia se trata com pena de morte. A cruz nos mostra isso.

A cruz nos mostra o tamanho da justiça Divina. Temos muitas vezes a falsa noção de que o Senhor não age como deveria. Muitas vezes desejamos que haja mais justiça no mundo. Vemos coisas terríveis acontecer e acreditamos que o Senhor não se importa, que Ele não aplica a justiça. Ficamos confusos diante do modo como coisas boas acontecem aos maus e coisas boas acontecem aos bons. Clamamos interiormente por justiça. E onde a encontramos? Na cruz. A cruz era necessária por causa da justiça de Deus. Ele não podia deixar o pecado passar impunemente. Tinha que o punir de forma exemplar. Quer saber o que Deus sente dos horrores do holocausto? Da forma como Ele age com pedófilos etc? Olhe a cruz e verá. O horror da cruz tem a ver com isso. Foi necessária porque  justiça de Deus exigia uma punição exemplar a tudo o que de terrível tem acontecido na história humana. Na cruz vemos a resposta de Deus a tudo isso.

Mas a cruz é sobretudo onde vemos o tamanho do amor de Deus. Se sente que há algo errado com a justiça de Deus ser aplicada sobre um inocente como Jesus é porque não entendeu a verdadeira mensagem da cruz. A justiça tinha que ser aplicada. Quem deveria suporta-la era eu e você. Na cruz Deus toma sobre si mesmo a pena que sua justiça exigia. Ele paga a dívida que não pode ser perdoada de outra maneira. E aí entendemos a graça, a Divina Graça. Dar o que não merecemos e não nos dar o que deveríamos receber. Jesus leva a nossa culpa, o nosso castigo, a nossa punição pelo nosso pecado. A troca é simples: meu pecado pela justiça dele. Meu erro por sua bondade. Minhas falhas e perversões por sua santidade e cuidado. Isso é a boa nova: que em Jesus e na cruz Deus nos pode perdoar porque Ele mesmo levou a punição.

Logo, grande salvação! A cruz nos mostra o tamanho da salvação que recebemos em Cristo e nos deveria levar a clamar imediatamente por perdão. Arrependidos e gratos recebemos de Deus sua graça e salvação e somos libertos da condenação.

Crime e castigo?


A notícia chocou o país. Trouxe inquietude e ansiedade a cidade e ao bairro onde trabalho. Um homem foi baleado junto ao caixa multibanco de um posto de gasolina em frente da esposa que tentava proteger. O assassino que o matou a sangre frio afastou-se tranquilamente e sem medo. Isso talvez nem fosse notícia de primeira página no Rio de Janeiro, em Joanesburgo ou em New York, mas na Reboleira é. Todos ficam indignados e prontos a condenar. O crime é evidente. E o castigo? O que diz a filosofia moderna que vai dominando os meios de comunicação e a vida citadina?
A filosofia vigente atualmente é dominada pelo evolucionismo, relativismo, pluralismo e pragmatismo. Tudo isso nos é imposto como a verdade do homem moderno. Diante desses princípios como julgar o assassino? Na verdade, segundo essas filosofias ele nem deveria ser julgado. Vejamos porque:
Primeiro porque o crime foi cometido em certo contexto social. A psicologia nos explicaria que o assassino é na verdade produto da sociedade em que vivemos e do meio em que foi criado. Culpados talvez sejam seus pais, seus avos, sua escola, seu bairro, ou o próprio governo que não lhe proporcionou condições melhores. Ele precisaria de uma boa medicação e psicoterapia e não prisão. (É claro que neste caso a psicologia dirá que há também responsabilidade pessoal... mas na verdade não se pode defender posições diferentes só quando nos parece mais interessante. A posição oficial da psicologia é a que citamos.)
Segundo, ele não merece condenação porque é fruto da evolução. Segundo esta, os mais fortes sobrevivem. Os mais capazes seguem adiante. Se o criminoso se saiu tão bem é porque está mais bem adaptado a nova realidade. A vítima é que falhou porque não desenvolveu capacidades para reagir as novas necessidades e desafios. O assassino que escapa impune é produto de uma evolução requintada que o preparou para isso. (É claro que os evolucionistas nos dirão que a teoria não serve para isto. Mas a teoria não é ética ou social, fala de algo puramente físico, químico e biológico e as conclusões não levam em conta a moral ou a psique do homem. Logo, a explicação que demos é plenamente válida na evolução e fala do progresso do homem na sociedade urbana moderna.)
Terceiro, o castigo não tem cabimento porque vivemos num mundo de relativos. Somos chamados a não estabelecer dogmas ou verdades. Tudo é relativo. Num mundo assim não há moral, ou melhor, há muitas morais e a de cada um é tão válida quanto a do outro. Não se deve classificar de bom ou mal porque isso também é relativo. Esse mundo que aceita o aborto e a eutanásia como naturais, não pode condenar o homicídio. Simplesmente não é coerente. Segundo o relativismo não se pode classificar o assassino de mal. A verdade dele é essa. (É claro que o relativista nos dirá que aqui isso não se aplica e que na verdade há coisas que são más em absoluto e essa é uma delas... o que só prova a incoerência da posição. O relativista não quer ouvir do cristão porque o julga pernicioso e dogmático, mas quer ver punido quem lhe faz mal e elogiados seus esforços. Incoerência máxima. Devemos viver pelo que defendemos ou então reconhecer que não é realmente válido.)
Quarto, o assassino não deveria ser condenado porque na visão pragmática moderna, ele só comete o crime porque o crime compensa. O ato praticado, de acordo com as filosofias modernas do pragmatismo, funcionou, trouxe vantagem a quem o praticou, logo foi inteligente e superior. Como condenar então o crime? (É claro que o defensor do pragmatismo dirá que a filosofia só serve para coisas boas e não para fazer o mal. Mas novamente se nota a incoerência. Se dá certo, se funciona, se traz vantagem, como pode ser mal? isso exige uma moral, um princípio definido de certo e errado, e isso é contrário ao próprio conceito do pragmatismo.)
Que não fique nenhuma dúvida. CREIO QUE O ATO PRATICADO FOI UM CRIME HEDIONDO E DEVE SER PUNIDO. Essa é a minha posição. Mas eu a tenho porque sou cristão assumido e não advogo as filosofias modernas. Creio na necessidade da punição porque:
Primeiro, o homem é criação de um Deus de amor e bondade. Foi feito a imagem e semelhança de Deus e tem todas as condições de viver em paz com Deus e seu próximo, e se não o faz, a isso se chama pecado, e biblicamente o salário do pecado é a morte.
Segundo, o homem foi criado e é livre para escolher. Independentemente de sua criação, pais, meio ambiente, escolas, etc., ele tem condições de optar pelo bem e não pelo mal. Tem as condições e o dever de o fazer. Se opta pelo mal deve também estar preparado para lidar com as consequências disso. Há multidões de exemplos de pessoas criadas em condições muito difíceis e que se tornaram pessoas de bem. A sociedade e a criação podem explicar mas não desculpar o crime.
Terceiro, há regras, leis e princípios morais universais e que não podem ser mudados ou trocados conforme meus desejos ou vontades. Matar é errado, seja no caso em foco, seja um bebé por nascer, seja um idoso com doença terminal ou um doente mental. Creio que essas leis são universais e que há distinção clara entre bem e mal que serve para guiar nossas vidas.
Quarto, as coisas não se tornam certas só porque funcionam ou me trazem vantagem, mas se são moral e espiritualmente certas, se agradam ao meu Criador e servem de bênção para o meu próximo. Esse é um princípio cristão e vai contra o pragmatismo frio da modernidade, mas condena o assassino por seu ato criminoso.
Uma filosofia ou forma de vida deveria ser avaliada pela sociedade que cria. As filosofias modernas com ênfase na evolução, relativismo, pluralismo e pragmatismo têm criado uma sociedade em que o homem é egoísta e egocêntrico, vive para seu bem e seu prazer e onde a criminalidade cresce a medida que a solidariedade diminui. Seria bom olharmos para isso antes de fazer decisões e optar pela nossa forma de viver. Não é coerente aceitar as filosofias modernas para depois pular para princípios cristãos quando nos der mais jeito.
Jesus é o caminho, a verdade e a vida, para ontem, para hoje e para amanhã. Conhecê-lo como salvador e Senhor da vida é a melhor maneira de viver e, na verdade, a única que realmente fará sentido nesta vida e na próxima.

Os Efeitos do Cristianismo na História (Porque Sou Cristão - capítulo III)

Sou cristão por causa do efeito extraordinário do Cristianismo na História.

Os inimigos da fé deleitam-se em enumerar os crimes da Igreja. Dizem que tudo o que foi feito em nome de Deus deve ser atribuído àIgreja e a Cristo, independentemente de ter sido feito no espírito da fé e ética Cristã ou não. Falam das cruzadas como crime em nome de Deus, esquecendo que foi muito mais um movimento político e que foi iniciado pela agressão das tropas muçulmanas que destruíram toda a civilização cristã do médio oriente e norte de África e que ameaçavam a Europa. Falam da inquisição e da caça às bruxas como um crime indizível e concordamos com eles, pois muitos abusos foram cometidos. Mas, quando lhes falamos dos crimes do ateísmo cometidos por regimes como o de Stalin ou Mao Tse Tung, já se descartam dizendo que esses ditadores não estavam agindo de acordo com a filosofia ateísta.

O suposto "jogo" não pode ser assim. Se os crimes da Igreja têm que ser contados, e são certamente dramáticos, os do ateísmo também. Calcula-se que cerca de 100 mil mulheres e homens foram mortos na caça as bruxas e os registros falam de cerca de 4 mil execuções pela inquisição. São números lamentáveis e revelam grandes injustiças. Mas, então, o que dizer dos 43 milhões de mortos no regime ateísta de Stalin, dos 77 milhões eliminados por Mao Tse Tung e dos 2 milhões assassinados por Pol Pot? Parece que os regimes que baniram Deus se tornaram muito mais criminosos que qualquer coisa atribuída à Igreja.

Mas deixemos de lado os crimes por um pouco de tempo. Pensemos no bem que o cristianismo tem feito? É engraçado notar que os inimigos da fé preferem esquecer ou negar esse bem, mas os mesmos gozam da liberdade que o Cristianismo trouxe para a sociedade ocidental. Se na batalha de Tours, Carlos Martel não tivesse derrotado os muçulmanos talvez a Europa fosse islâmica e aí onde estariam esses pensadores? Nunca teriam nascido, ou nunca teriam liberdade para falar. Eu sou Cristão porque a fé trouxe avanços colossais para a humanidade.

O Cristianismo defendeu o casamento e a família de um modo único. Numa era em que a família caía cada vez mais em descrédito no mundo romano a fé cristã elevou o casamento e a família. A união entre o homem e a mulher foi colocada ao nível do amor de Cristo pela Igreja dando base entre outras coisas para o nascimento de todo um movimento romântico e de valorização da mulher. A mulher que era desprezada e desvalorizada em todos os regimes de então e que até hoje sofre sob religiões como o islamismo e o hinduísmo foi levada a posição de igualdade com o homem e de destaque pela igreja de Jesus.

As crianças foram amadas por Jesus num mundo onde o infanticídio era comum e banal, onde os pais podiam rejeitar e mandar matar as filhas pelo simples fato de serem meninas já que as crianças eram mera propriedade. Na Igreja de Cristo os pais foram instruídos a educar seus filhos com amor e lhes dar valor. Sempre que uma cultura deixou de valorizar a família acabou por ruir. A restauração da família foi a base da sociedade europeia até hoje e só será diferente no futuro porque a Europa e o ocidente, rejeitando o cristianismo, estão levando a destruição da família e renovando o infanticídio em milhões de abortos anuais.

O Cristianismo desde a origem defendeu uma responsabilidade civil estrita. Os cristãos foram sempre orientados a serem cidadãos exemplares e obedientes. Jesus instituiu a liderança serva, um conceito revolucionário que levou entre outras coisas a instituição de ministros (palavra que significa servo) como pessoas de liderança. Pena que nossos ministros de hoje não entendam a base cristã de sua posição que é o serviço ao povo.

O Cristianismo defendeu e instituiu a compaixão em todas as áreas da vida. Em vez de ódio e vingança aos adversários Cristo anunciou o amor mesmo ao inimigo. No intuito desse mandamento surgiram hospitais, casas de repouso, orfanatos e outras instituições de caridade. Na origem da maioria delas está a misericórdia cristã. Até hoje, se virmos as listas de doações dos países do mundo ainda veremos que os que têm base cristã são mais generosos que os demais. Podem nem perceber, mas suas raízes cristãs os levam a ver a necessidade de ajudar o próximo algo que não existe em outras crenças. Foi um famoso ateu como Nietzsche que reconheceu que " a vida e os valores do ocidente estavam baseados no Cristianismo". Retire a base cristã e os valores irão com ela. É isso que temos visto acontecer na Europa pós-cristã. Afinal, o Cristianismo elevou a humanidade dando-lhe valores únicos.

Foi a fé cristã mais que qualquer outra que lutou pela igualdade dos homens (um conceito que Nietzsche chamava de insano). Documentos de importância capital para a história moderna como a Declaração de Independência dos Estados Unidos ou a Declaração dos Direitos do Homem aprovada nas nações Unidas em 1948 tiveram como base princípios cristãos. A Igreja é acusada de tolerar a escravidão mas a verdade é que o movimento abolicionista foi liderado por Willian Wilberforce, um cristão convicto e dirigido por cristãos de vários quadrantes e é no mundo cristão que essa instituição foi banida enquanto ainda hoje persiste em outras partes do mundo onde a existência de escravos é considerada normal e mesmo uma lei. Foi Martin Luther King, um pastor batista, que liderou o movimento que culminou com a queda do segregacionismo nos EUA. A Fé tem ajudado a melhorar o mundo.

Foi o Cristianismo que insistiu em colocar o homem e a mulher em pé de igualdade em relação ao divórcio. Foi a Igreja que trabalhou para a liberdade de expressão. Se houve momentos na história em que certos líderes da igreja procuraram calar certas vozes, essa não foi a prática corrente e nem a visão cristã bíblica. Aqueles que hoje de modo tão aberto ofendem os cristãos e caluniam a fé, só o fazem porque vivem em países onde o Cristianismo tornou isso possível. Seria interessante vê-los ter a mesma atitude num país islâmico ou ditatorial.

A Igreja é acusada de impedir o avanço da ciência, mas a verdade é que foi a igreja a estabelecer o domínio do ensino. Os princípios da ciência foram determinados por cristãos. O método científico foi divisado por Francis Bacon, um cristão devoto e a grande maioria das escolas foi estabelecida pela Igreja. Robert Grosseteste, bispo franciscano foi o primeiro chanceler da Universidade de Oxford e a maioria das universidades iniciais da Europa estavam ligadas à igreja como em Paris e Bolonha. Universidades famosas nos EUA como Harvard, Yale, Princeton, Darthmouth e Brown começaram como instituições cristãs para o treinamento de pregadores. Os maiores nomes da ciência ao longo da História como Copérnico, Kepler, Galileu, Descartes, Boyle, Newton, Gassendi, Faraday, Lavoisier, Ampére, Pasteur, Planck e Mendel, foram cristãos praticantes e dedicaram suas obras a Igreja e a Deus. O diretor atual do projeto Genoma, um dos maiores programas científicos mundiais, Francis Collins, escreveu um livro intitulado "A linguagem de Deus" para defender sua fé cristã. A verdade é que o Cristianismo fez a ciência possível.

Se quisermos pensar em Filosofia também o Cristianismo estará a frente. Mentes brilhantes como as de Agostinho de Hipona, Tomas de Aquino ou Pascal foram cristãos devotos. A Igreja estimulou o pensamento e a reforma protestante incentivou a liberdade de pensamento e critica individual. Devemos notar que o hinduísmo e o budismo não têm teólogos e o islamismo tem teólogos que são na verdade juristas. A fé cristã nunca abdicou da razão mas a viu como dádiva de Deus a ser usada para sua glória também.

Se pensarmos em arte também teremos que reconhecer que muitas das mais extraordinárias obras de arte foram inspiradas pelo Cristianismo. Pensemos em pintura e logo vem a mente a Capela Sistina, a última ceia de Da Vinci, pensamos em escultura e visualizamos a Pietá de Michelangelo, pensamos em música e lembramos do Aleluia de Handel ou Jesus é a Alegria dos Homens, de Bach, pensamos em arquitetura e nos vem a mente catedrais magníficas espalhadas pelo mundo, pensemos em literatura e lembramos O Peregrino de Bunyan, as alegorias de C S Lewis ou a obra tremenda de Tolkien. A Fé Cristã tem inspirado artistas ao longo de séculos e tem dado trabalho a génios que de outro modo talvez nunca fossem descobertos.
Sou então Cristão porque além de Jesus me dar razão de viver e me garantir uma esperança na vida futura, sua Igreja tem lutado para tornar este mundo melhor e graças a ela o mundo é bem melhor do que seria se não existisse a fé e o cristianismo não fosse real. Se alguém desejar ler livros que ajudam a refletir de forma séria sobre o valor da fé cristã recomendo: "A Verdade sobre o Cristianismo" de Dinesh D’Souza e "Verdade Absoluta" de Nancy Pearcey.

Porque Sou Cristão - capítulo II

Há milhões de cristãos convictos no mundo, que sabem o que crêem e porque crêem, que têm uma boa formação superior e pertencem a classes sociais elevadas. Eu tenho estudado a vida toda detendo cursos superiores de elevado grau de dificuldade e sou cristão convicto.
Minha convicção não se baseia apenas na experiência pessoal (muito valiosa, mas subjectiva) mas nos dados reais disponíveis a respeito de Jesus e do Cristianismo.

Passo então a dissertar sobre a segunda razão que me faz ser um cristão convicto.

Em segundo lugar sou Cristão por causa da Bíblia.

O cristão é uma pessoa da Bíblia e defende que ela é a revelação escrita vinda de Deus. Que o Criador, Ser espiritual, que tem todo poder e preside sobre o universo, quis comunicar com o Homem e deixar sua revelação de modo escrito. Para tal compartilhou com cerca de 40 escritores ao longo de mais de 1500 anos e usando suas próprias experiências e estilos inspirou a escrita de 66 livros que temos por sagrados, ou separados dos demais por seu caráter especial.

A coerência da Bíblia é extraordinária. Um conjunto de livros escrito por 40 homens diferentes, vivendo com séculos de diferença entre si, em contextos totalmente diversos, usando línguas diferentes e pertencendo a extractos sociais totalmente dispares, revela um sentido comum, não se contradiz e acaba se complementando. É fabuloso. Estadistas como Moisés e Daniel se juntam a pescadores como João e boiadeiros como Amós. Homens de grande cultura como Salomão e Paulo ou Lucas ao lado de gente simples como Marcos ou Pedro. Textos poéticos como os salmos, jurídicos como o pentateuco ou proféticos como o Apocalipse se misturam e completam numa harmonia estonteante. Não há nada nem próximo na história da literatura mundial.

Ao longo dos séculos, em especial nos últimos 100 anos, muitos tem tentado desacreditar a Bíblia. Por vezes pareciam ter dado um golpe duro ou até fatal ao texto sagrado, mas a Bíblia sempre recupera mostrando sua superioridade. Notemos apenas alguns desses episódios:

- Durante muito tempo se fez troça do texto de Gênesis sobre a criação, porque falava do surgimento da luz no primeiro dia quando o sol e as estrelas só aparecem no quarto dia (sendo dia aqui não 24 horas mas medida indefinida de tempo). A Bíblia parecia incoerente. De onde vinha a luz se não havia sol? Então o homem descobriu o big bang, a teoria bastante aceita e abalizada cientificamente, de como surgiu o universo. Tudo teria começado com uma tremenda explosão... de luz! E só milhões de anos depois surgiriam as estrelas e o nosso sol. A Bíblia tinha razão!

- Muitos duvidavam da existência dos patriarcas como Abraão e dos costumes de seu tempo descritos em Gênesis. Até que pesquisas arqueológicas confirmaram a existência dos lugares, das rotas e do tipo de comércio citado na Bíblia e até tábuas cuneiformes com o nome de Abraão e a descrição de costumes de sua época que desapareceram séculos depois. Alguns desses lugares desapareceram pouco depois dos patriarcas. Alguns desses costumes deixaram de se usar. Como o autor de Gênesis sabia? A Bíblia estava certa.

- Autores ridicularizavam a ideia de Moisés ser o escritor do pentateuco aludindo que não havia escrita em seu tempo até descobrirem que a escrita existia muito antes de Moisés e que no próprio Egito já havia bibliotecas. Moisés sendo criado na corte de faraó teve acesso a tudo isso e usou seu conhecimento para escrever os livros da lei.

- Muitos críticos atribuíam o salmo 22 ao tempo dos macabeus (100 anos antes de Cristo) em que havia convívio com os romanos porque Davi (800 anos antes) não poderia ter escrito esse salmo descrevendo uma crucificação, algo que não era praticado em sua região e em seu tempo. As descobertas do mar morto encontraram rolos com o salmo 22 datados de séculos antes dos macabeus. A profecia de Davi foi uma visão pormenorizada de uma crucificação séculos antes de ela começar a ser usada na Judéia.

- Arqueólogos descobriram que Jericó foi destruída de modo pouco usual com as muralhas caindo para fora e rente ao chão como descrito em Josué. Acharam textos falando da casa de Davi provando que ele não era ficção. Encontraram a explicação para Belsazar ser chamado de rei em Daniel já que ele era o 2º no reino atrás de Nabonido e podia ser assim chamado em sua ausência resolvendo desse modo o dilema de não haver nas listas oficiais um rei com esse nome.

Livros têm sido escritos para mostrar a quantidade impressionante de material bíblico comprovado pela história e arqueologia. A Bíblia é a revelação de Deus ao homem e responsável pela transformação de mais vidas na história que qualquer outro texto sagrado ou não. É também por sua causa que sou Cristão.

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