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Satisfação e Paz



Ele estava a viver uma situação dramática que faria a maioria tremer. Estava preso injustamente, acorrentado a dois soldados como se de um criminoso de alta periculosidade se tratasse. O julgamento que o esperava era tudo menos favorável. O juiz que o ia julgar era um homem instável, e sociopata que gostava de ver gente sofrer. A acusação contra ele era grave visto que era suposto ser líder de um movimento subversivo. Para piorar a situação chegavam relatos que de o trabalho que tinha feito era ameaçado por inimigos seus que se aproveitavam de sua prisão para tomar seu lugar e calunia-lo de forma terrível. E no meio disso tudo ele escreve uma carta em que fala insistentemente em alegria e paz. Como é possível? De quem se trata?

Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.
Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

Paulo esteve em Roma, preso a dois pretorianos em segurança máxima. Seu juiz seria Nero, o imperador romano que ficou famoso por ser insano e por fogo a cidade para compor um poema. Seus inimigos na Ásia estavam a fazer uma campanha difamatória de Paulo apresentando-o como um apóstolo menor. Ele, no entanto, tinha alegria em seu Senhor. Como era possível? Vejamos o que ele diz:

Alegrai-vos em todas as situações. Eis que Paulo era capaz de ver a presença e a bênção de Deus em cada situação. Ele estava preso a dois guardas da famosa e perigosa guarda do imperador e isso seria motivo de ansiedade para a esmagadora maioria. Não tinha descanso, não tinha privacidade, não tinha vida pessoal. Mas não via a situação assim, mas percebia que havia a possibilidade de abençoar. Pregava a seus algozes e o resultado era que havia conversões na casa de César. Era essa a compreensão. Nesta vida há sofrimento, mas a glória nos espera. Cada situação permanece no controle de Deus que é soberano e pode ser usada por Ele para nos guiar a mostrar sua vontade e algo novo que Ele pode nos dar. 

Sejam razoáveis, não se deixem tomar de ansiedade, o Senhor está perto. Paulo por vezes nos mostra que nossas ansiedades estão ligadas a nossa interpretação das coisas. Por exemplo, no começo deste capítulo ele diz a duas crentes da igreja que se entendam. Veja a situação. Duas mulheres que eram conhecidas na igreja e que andavam a criar divisão. Elas tinham tido um problema entre elas e a situação ameaçava a igreja em termos de unidade.  O problema era eventualmente grande e o pastor ou pastores locais tinham dificuldades em resolver isto, mas Paulo dá uma solução aparentemente muito simples: entendam-se…. Parece fácil demais. Mas Paulo diz isso depois de toda a carta em que falara da humildade de Jesus, da vida nova em Cristo e de deixar para trás as coisas antigas. 

Nesse contexto ele nos diz, deixem isso. Olhem para Jesus. Olhem para a cruz. Olhem para a vossa salvação. Percebam que essas coisas são mesquinhas e são instrumento do inimigo para vos desviar da paz de Deus. Percebam que colocamos expectativas altas demais nos outros. Sejam razoáveis e não se deixem dominar por ansiedades ou acabarão por anular a vida do Espírito Santo em seu viver. // Perto está o Senhor – uma expressão que Paulo usa para falar de que? Alguns acham que é da 2ª vinda, mas é mais provável que seja sobre o facto de Ele, o Senhor, partilhar nossas vidas. 

Como no caso dos 3 amigos de Daniel diante de Nabucodonosor. O desafio era tremendo e eles tiveram que enfrentar o rei que mandava no mundo de então. Para eles havia duas possibilidades: ou o Senhor os livrava da fornalha ou os livrava através da fornalha por meio da morte. Mas nunca pensaram na 3ª possibilidade. O Senhor os livrar com sua presença na fornalha. E foi o que o Senhor fez. Veio estar com eles no meio do fogo. Que imagem! Que consolo! O Senhor no meio do fogo junto a nós. Perto está o Senhor! Por isso sejam razoáveis em vossas vidas e naturalmente….

Abram o coração para Deus. Contem tudo a Ele de modo claro. Não deixem de falar de nada. Não façam só orações relâmpago e listas de compra. Gastem tempo a conversar com o Senhor e a expor o coração mostrando suplicas, preocupações, anseios. Contem a Ele vossos desejos e sonhos, vossas lutas e tentações, vossas ansiedades e manias. Deixem que Ele veja cada parte de seu interior e confie que sua paz vai tomar conta de tudo. Se temos um Senhor que vem para perto de nós e partilha podemos confiar e descansar e essa paz….

Experimentem a paz que excede a razão. Nós temos o hábito de achar que é essencial entender tudo. Se ao menos eu entender essa doença… esta briga… esta pessoa… esta situação… este problema…. Temos a mania que entender resolve as coisas e corremos atrás da compreensão. Achamos que um dia ao chegar ao céu Deus vai nos levar para o lado e nos explicar tudo… foi isso que fez com Jó? Com Paulo? Não! E porque faria connosco? 

Ele é soberano e não nos deve explicações. Entender é bom quando possível mas muitas coisas nós nunca entenderemos. Há descanso em repousar na soberania e sabedoria de um Deus que é Amor. O que Paulo diz é que quando chegamos ao ponto de confiar nesse Deus que é garantia de segurança para nossas vidas a paz que sentimos não se explica e vai mesmo além da nossa necessidade de explicação. 

Que quadro de satisfação belo este. O Apostolo preso mas liberto, em vias de ser condenado, mas totalmente livre.  No corredor da morte, mas plenamente vivo. Satisfeito e em paz em seu Senhor em meio à tribulação. Quadro bonito, alvo a desejar, prémio para o crente que aprende a descansar nos braços do Pai. 



Amor de T-Shirt

 
Já há algum tempo que virou moda expressar amor por meio do uso de T-Shirts, as camisolas de manga curta e sem gola que os jovens tanto apreciam. Esse amor é, por regra, expresso numa expressão formada pelo eu em Inglês ou seja, "I", seguido de um coração que significa Love ou Amo e depois o nome de um lugar. Assim temos os dizeres: I Love Paris, I Love New York, I Love Rome e outros mais. Quase qualquer destino turístico que se preze tem que ter uma dessas T-shirts à venda e os turistas amam esse souvenir barato e sugestivo.

  Pensando nesse suposto amor podemos chegar a algumas conclusões rápidas. Primeiro de tudo é um amor impessoal. Raramente vemos camisas com o nome de pessoas, mas apenas de lugares. Não é que não se possa amar lugares mas é certamente um outro tipo de amor, um amor impessoal. Por ser impessoal esse amor é um amor sem compromisso, sem aliança, sem cobrança, sem avaliação. Roma não vai cobrar minha fidelidade, Paris não vai avaliar minha dedicação, Lisboa não me pedirá mais tempo e o Rio de janeiro não se preocupará se amanhã declarar meu amor à outra cidade. Esse tipo de amor sem compromisso tem lugar para tudo. Cabe sempre mais um. Mas também o retorno é mínimo, porque muito raramente uma cidade expressa seu amor por alguém.

O amor de T-Shirt é exibicionista. O interesse principal é mostrar aos outros que estive lá. Que tenho recursos e bom gosto para escolher este destino. É claro que posso até usar a camisa e não conhecer o local. Ninguém na verdade pergunta ou investiga. Esse amor é de fachada mesmo. Parece muito com as capas de revista de fofoca onde os atores e personalidades da moda aparecem "apaixonados" por pessoas diferentes a cada temporada para dar mais "valor" à sua figura.

 Amor de T-Shirt é egoísta. Afinal ele simboliza minha visita a um lugar. Em relação a lugares posso tirar o que quiser, desfrutar o que puder e quando puder e quiser. Não há limite a não ser minha capacidade de tirar e não há hora ou data marcada. É chegar e me servir. Aproveitar ao máximo, as praias do Rio, os museus de Londres, as antiguidades de Roma, o clima romântico de Paris. É um amor bastante egocêntrico, onde só conto eu e minhas vontades.

 Amor de T-Shirt é temporário como a própria camisa. Essas camisas baratas que se compram em loja de souvenir chinesa têm um tecido de baixa qualidade que depois de meia dúzia de lavagens já perdeu todo o valor e serve só para usar em casa em dias de preguiça. Esse amor declarado tão orgulhosamente só dura até o próximo destino e outra T-shirt mais nova, mais interessante ou talvez de um destino mais exótico.

 O triste disso tudo não são as camisas. São o que elas sinalizam. Falam de um tipo de amor moderno. Amor sem compromisso, sem entrega, sem avaliação, egoísta, exibicionista e temporário. Que o nosso amor seja eterno enquanto durar… como dizia o poeta. Este amor é o oposto do que a Bíblia anuncia.

 O amor bíblico é sacrificial, paciente, comprometido, amor que dura, que sofre, que persevera, que vence, que dá. O mundo precisa muito de amor. Precisa desesperadamente de amor. As pessoas à nossa volta o buscam e precisam dele, mas não de amor de T-Shirt. Vamos pensar nisso e olhar mais de perto para nossos amores declarados e a verdade dessas declarações.

Recordações

Há quem diga que recordar é viver. Na verdade, as recordações são coisas incríveis. O homem tem uma capacidade de memória fabulosa. Recorda coisas passadas décadas como se fosse no dia anterior. Lembra cheiros, sabores, cores, palavras, eventos e emoções. Nossa capacidade de lembrar é uma das maravilhas da mente humana, continuamente surpreendendo e desafiando a ciência. Todos temos recordações. A questão interessante, no entanto é: o que fazemos com nossas recordações?

Há muita gente que sofre com suas recordações. Como se não fosse suficiente sofrer uma vez o agravo, a ofensa, o acidente, a perda, a mágoa, a violação, a injúria, ainda ficam repassando vez após vez e sofrendo tudo de novo. Gente assim vive em depressão. Não conseguem sair do buraco porque há sempre uma recordação para lembrar de como são infelizes. Há sempre uma memória para os levar para baixo. Por mais que as coisas corram bem, sempre haverá uma recordação a lamentar.

Há também muita gente que faz uso da lembrança para vingança. Muitas são as histórias de gente que sobreviveu a situações terríveis pela simples força de lembrar o agravo e planejar a vingança. Quando garoto gostava de ler “O Conde de Monte Cristo”. Edmundo Dantés vivia cada momento de sua vida respirando a vingança contra seus detratores. A fabulosa fortuna que adquiriu, o conhecimento incrível que lhe adveio do contato com o Abade Faria e mesmo o amor da bela Haydée não eram suficientes para trazê-lo de volta à vida. Vivia para recordar e se vingar.

Há gente que usa as recordações para se fechar e retrair. Seguindo a famosa filosofia de que “gato escaldado tem medo de água fria” essas pessoas permitem que as memórias desagradáveis as fechem a todas as possibilidades de nova vida. Não têm coragem de amar, de experimentar, de ousar, tudo porque um dia, no passado por vezes longínquo, sofreram com uma experiência dessas. Aquele incidente os fez retrair como a tartaruga e assistem então a vida passar.

Há ainda os que usam a recordação para se vangloriar. No passado tiveram vitórias, conquistas, resultados vantajosos, e então passam o resto de suas vidas a contar as maravilhas de então. “Quando eu fiz isto”, “quando eu era aquilo”, “ olhe que já fui importante, já andei com fulano, já fiz tal e tal coisa”. Para essas pessoas viver é na verdade recordar. Deixaram de ter conquistas, deixaram de lutar por vitórias, deixaram de sonhar. Vivem na recordação do que aconteceu há muito tempo. Foi bom e pronto. Foi!

E há então aqueles que aprendem a recordar como Davi. O Salmo 18 foi escrito quando finalmente David se viu livre de seus inimigos. E como usou ele as recordações? Ele fora desprezado pelos irmãos, deixou a família ainda adolescente, foi alvo de inveja e intriga, sofreu tentativas de assassinato pelo próprio sogro, sua esposa foi dada a outro, andou vagando por montes e grutas e teve que recorrer a vida no estrangeiro. Tinha boas razões para recordar e chorar, ficar deprimido e em baixo. Quem sofrera como ele em sua geração? Mas não foi de depressão as suas recordações.

Mas tinha razões para vingança. Saul e sua família o maltratara, os Zifeus o denunciaram, os filisteus o odiavam, Doegue o traiu, Nabal o desprezou... havia uma boa lista de gente com quem ele tinha contas a ajustar mas não foi de vingança a sua lembrança.

Com tudo o que sofrera e finalmente livre de seus adversários era hora de descansar e buscar uma boa sombra e uma casa junto a um ribeiro. Davi tinha muitas e boas lembranças que o podiam ter levado a se retrair, a confirmar que todo homem é traiçoeiro, que em ninguém se pode confiar, que a melhor coisa é ficar sossegado em casa. Mas não foi motivo para retração a sua recordação.

E quem podia se gloriar mais que Davi? Ele matara Golias, derrotara os filisteus muitas vezes, pegara um grupo de homens sem futuro e fizera deles uma tropa de elite, escapara a todas as armadilhas de Saul e fora chefe de guerra até entre seus inimigos. Podia perfeitamente sentar-se a sombra de seus sucessos e passar o resto da sua vida se gabando de vitórias tão magníficas. Mas não foi para se vangloriar que ele recordou.

No Salmo 18 Davi recorda tudo que viveu e rompeu em adoração ao seu Deus: “Eu te amo de todo coração, ó Senhor, fortaleza minha. O Senhor é o meu rochedo e o meu lugar forte e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; a força da minha salvação e o meu alto refúgio.” Tantos motivos para depressão, para vingança, para retração ou mesmo orgulho e, no entanto, Davi se volta para o louvor. Ele adora, ele exalta a Deus, ele testemunha da graça e da benevolência do Senhor. Que extraordinário! Será por isso também que ele era o homem segundo o coração de Deus?

Acredito que todos nós teremos motivos para sofrer diante de nossas lembranças. Creio que haverá motivos para desejar justiça a nossos adversários e para nos fecharmos um pouco mais. Creio até que teremos alguns motivos de orgulho olhando para trás e é bom que assim seja. Mas o crente verdadeiro olha para sua vida, recorda suas lutas e louva. Ao filho de deus cabe o louvor. Lançando sobre Ele as tristezas, largando mão de nossas mágoas, lançando a seus pés nossas possíveis coroas, louvamos com gratidão porque é Por ELE, e para ELE que vivemos e existimos. Soli Deo Gloria!

A Febre dos “Super-heróis”

Andava recentemente com a família em um centro comercial em hora de lazer e reparei nos cartazes de filmes em exposição. Haveria algo para se ver no cinema? Ali no painel, lado a lado estavam o “Lanterna verde” e o “Capitão América”. Não pude evitar um sorriso. Nos meus tempos de garoto esses personagens de banda desenhada eram coisa de criança. Nenhum adulto sério, que se prezasse, gastava tempo lendo essas histórias. Era algo fantasioso, juvenil, banal, ficção barata para juniores impressionáveis. Agora é um entretenimento mundial.

Vivemos uma verdadeira febre de super-heróis. Ressuscitaram o Super-homem, fizeram então uma série de filmes com Hulk, Homem de Ferro, O Flash, Batman, Homem Aranha, Thor, Conan e Demolidor (que me lembre agora). De repente eles passaram a ser a elite de Hollywood e já se fala num filme com todos eles juntos. E o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos? Pensemos brevemente neles.
Os super-heróis são uma forma mágica de escape da vida real e dura, do trabalho quotidiano e do esforço contínuo para vencer na vida. Os super são uma fuga. Eles são em geral fracotes que se tornam heróis, e todos gostamos dessas histórias. Sua transformação porém é milagrosa e instantânea. Seja um choque radioativo, uma experiência científica meio falhada, a visita de um alienígena ou a picada de uma aranha, tanto faz, o garoto é um derrotado num momento e no seguinte esta pronto a vencer o mundo inteiro de vilania.

Os super-heróis fazem tudo no superlativo. A força, agilidade, pontaria e visão são sempre extraordinárias ou então seus brinquedinhos são capazes de torná-los ultraespeciais. Nada de trabalho disciplinado, nada de perseverança para alcançar os alvos propostos. Tudo num estalar de dedos. A fantasia suprema! Tornar-se um semideus no proferir de uma fórmula mágica.
Mas é interessante notar também que os super têm seus problemas. Apesar de terem se tornado o padrão de todo homem e o sonho de cada mulher, eles vivem em crise. Identidades secretas, pontos fracos (que podem ser uma simples pedra verde) e uma enorme e constante dificuldade nos relacionamentos. Era como se o próprio mito se autodestruísse. Os super não sabem conviver. Eles chegam, resolvem os problemas dos outros de modo rápido e indolor e desaparecem para suas crises solitárias pessoais. Quando mais íntima a relação, mais os super se dão mal. É por isso que não casam. Onde já se viu um super casado, lavando a louça ou trocando fralda? Estragaria todo o charme, toda a publicidade.

A predileção pelos super-heróis atuais nos fala de um mundo deprimido e cansado do ordinário que sonha com uma vida melhor que venha por obra de algo mágico e que o torne super vencedor. Um mundo que deseja soluções rápidas, comprimidos de felicidade, pílulas de sabedoria, cápsulas de prazer que o faça fugir da disciplina necessária e dos relacionamentos difíceis. As pessoas querem ir ao cinema e esquecer a vida diária, a dívida da casa, a doença do filho, os testes da escola, a incapacidade de ser aquilo que desejavam ser.
O que a Bíblia diz sobre isso? Vaidade! Tudo isso é vaidade e engano! Parece que por trás disso tudo podemos ouvir a vozinha da serpente a segredar: “sereis como deus...” E a resposta Divina é Vida! Relacionamento! Convívio diário, disciplina que faz crescer, aceitação grata das bênçãos pontuais, um aprendizado de vida que nos leva a paz e comunhão com o Criador.

Os verdadeiros heróis nunca surgem instantaneamente. As verdadeiras soluções nunca brotam do chão. Os relacionamentos que duram e tornam a vida digna de ser vivida são feitos de pequenas palavras e gestos que tomam proporção especial com o tempo e a prática. Essa vida é real e pode ser maravilhosa. Não anda na velocidade da luz, não quebra rochas com os punhos, mas faz vibrar os corações e transforma destinos!
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