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O Currículo de Deus

 

Diante da crise e do desemprego crescente muitos têm descoberto a necessidade de ter um currículo em dia. E o que é o currículo? É um documento que conta de modo reduzido sobre a pessoa, sua formação e experiência profissional. As empresas e os patrões procuram pessoas, trabalhadores que possam desempenhar certas funções e lhes dêem garantias de sucesso no futuro. Com farão isso? Como saber quem colocar em certa posição? O Currículo. Por meio dele podem saber se este indivíduo corresponde ao que procuramos e se ele será capaz de desempenhar a função no futuro. Ou seja, para saber o que este trabalhador é capaz de fazer, olho para seu currículo, olho para seu passado.

E Deus? Qual é a minha expectativa em relação a ELE? O que espero que o Senhor faça em minha vida? Que expectativas tenho do que o Senhor pode ser para mim? O que posso esperar com toda garantia? Independente de minhas procuras e meus desejos, devo olhar o currículo do Senhor. E ELE nos deixou um currículo extenso. Ele mesmo nos chama a fazer isso (Isaías 48:9 e 10 – Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há semelhante a mim que desde o principio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam)
E qual é então o currículo de Deus? Como podemos consultá-lo de forma rápida para sabermos em que confiar e o que esperar? Ora, os currículos em regra têm 2 itens principais: formação e experiência. Há uma parte para colocar o conhecimento adquirido, os cursos feitos e os diplomas que o individuo tem e depois uma outra parte com a experiência profissional descrevendo o que já se fez e os cargos que já se ocupou e onde. Notemos então resumidamente o currículo do nosso Deus.
Conhecimento
O Senhor tem um conhecimento único e perfeito sobre a criação toda e sobre o homem. Foi Ele que fez todas as coisas. Ele as planejou e as preparou. Ele as chamou da não existência para a existência. Ele conhece tudo de modo completo e o homem de modo especial. O homem foi criado a semelhança de Deus. Aquilo que vai em nosso íntimo sabe como nem mesmo nós sabemos. EX: quando deu a lei a seu povo Deus ordenou que a circuncisão fosse feita no 8º dia de vida. Hoje a ciência sabe que a circuncisão permite eliminar uma série de doenças do homem e da mulher pois em Israel o índice dessas patologias é bem menor. Mas só depois de muita pesquisa se descobriu que o 8º dia é o dia de nossas vidas em que nossa taxa de plaquetas é mais alto, sendo por conseguinte o dia ideal para a cicatrização. O homem não sabia mas Deus sabia. E se Ele sabe de nosso corpo sabe de nossa alma e de nosso espírito. Ele nos fez assim e só funcionaremos bem nas mãos dele que sabe tudo sobre nós.
O Senhor tem um conhecimento perfeito da História. Tudo que já aconteceu ele conhece em seu âmago e sem falha. Isso lhe permite conhecer todas as possibilidades, todas as alternativas e todas as coisas que já foram feitas. Como é útil estudarmos a história não é? Ajuda a entender porque certas coisas são como são. Estudamos a história exactamente para responder as perguntas que temos. Escrevemos sobre os personagens do passado, as guerras, os conflitos e tudo mais para agregar sabedoria e aprender. Pois o Senhor é muito mais que doutorado em História. Ele realmente conhece toda a realidade do Homem desde sempre e como isso deve servir para que possa ser o nosso Deus, o nosso guia perfeito e sem falha. SE a história pode dar alguma ajuda na compreensão e nas decisões podemos estar tranquilo porque Ele tudo conhece.
O Senhor sabe do tempo. Se ao falar da história posso estar tranquilo porque vejo que Ele conhece o passado, ao pensar no tempo digo também que ele conhece o presente e o futuro. Ao dizer que conhece o presente lembro que o Senhor sabe de tudo o que esta acontecendo. Desde o que se passa em sua mente neste momento, aos seus pensamentos mais profundos, mas também aos atos e intenções de todos em, toda terra. Essa capacidade é parte de sua divindade. E Ele sabe também do futuro. Ele sabe o que vai acontecer. Só Ele determinou o fim da história. E se é verdade que a Palavra nos diz que o Senhor se auto limitou ao nos dar liberdade, também é verdade que Ele trabalha por nós tendo em conta exactamente o nosso futuro. E que segurança de saber que meu Deus conhece tudo, sabe de meu coração, conhece todos os demais e além disso sabe o que vem por aí. Que currículo!
Experiência
Pensemos em termos de experiência no povo de Deus. O que Ele tem feito por seu povo ao longo da história certamente fará por nós que somos eu povo nesta hora da história também.
O Senhor salvou seu povo.
Ele olhou e percebeu a dor e o sofrimento de seu povo no Egito (afinal Ele se importa) e por isso desceu para o libertar. Encontrou um homem a quem delegar a responsabilidade da tarefa e lhe deu uma missão e por meio dele tirou seu povo do Egito. Com braço forte derrotou a nação mais forte do mundo de então para levar seu povo para uma terra que lhes tinha prometido. Seja qual for a situação em que nos encontremos Ele pode nos salvar. Salvar a alma e o espírito de uma vida sem sentido e uma eternidade longe dele, salvar de nossas culpas e mazelas, salvar de nossos pecados e falhas, salvar de nossa fraqueza e incapacidade, salvar de nossos medos e ansiedades, salvar de nossos inimigos e adversários.
O Senhor preservou seu povo no deserto.
Uma vez fora do Egito tinham que Viajar até Canaã para ali se estabelecerem. Mas este povo foi rebelde e acabou ficando no deserto… por 40 anos… e o que Deus fez? Os abandonou? Não! Deus os preservou. Deu maná diário, deu carne, deu água, deu vitória contras as tribos guerreiras do deserto elevou seu povo quase que no colo até a conquista da terra prometida. Deus preserva mesmo nas condições mais difíceis. Para Ele não foi difícil guardar seu conserto e manter sua promessa e impedir a aniquilação de seu povo. Pode ser que passemos por tempos duros e caminhemos por desertos mas o Senhor pode nos amparar nessa caminhada e nos guardar de cair e perecer.
O Senhor orientou o povo.
 Andar no deserto não era fácil. Não tinham GPS e mesmo que tivessem não havia estradas para assinalar. Mas o Senhor lhes deu um GPS para o caminho e para a vida. O guia para o caminho era uma nuvem de dia e uma coluna de fogo de noite que durante 40 anos serviu de orientação para saberem quando pararem, quando andarem e para onde seguirem. O guia para a vida foi a lei. Uma palavra escrita, de modo claro e direto que servia de orientação para a vida com ele. Como deveriam viver? Como se comportar? Como melhorar os relacionamentos? Como lidar com as situações? Tudo vinha explicado e orientado na lei que o Senhor deu a seu povo.
Poderíamos falar tanto mais. Poderíamos ficar acrescentando pormenores e itens tanto ao conhecimento quanto à experiência da atuação de Deus. Mas fiquemos com estes.
Que consolo e que base para nossa fé. Que segurança para crer num Deus que conhece todas as coisas, me conhece perfeitamente, conhece tudo que já aconteceu, o que se passa neste momento e o que vai vir no meu amanhã. Que descanso tenho em me colocar nessas mãos em termos de futuro. E que base para minha fé quando vejo o que Ele tem feito nas vidas de seu povo ao longo dos tempos.
Ele salva das situações mais difíceis pelo que posso confiar que pode livrar-me do mal e de qualquer opressão. Só Ele pode libertar-me plenamente e tem providenciado essa libertação aos seus. Que descanso lembrar que Ele preserva os seus. Também tenho meus desertos, minhas épocas de aridez, mas Ele preserva no deserto e guia. Se precisar de orientação no caminho ou para a vida posso saber que conto com ele para tudo o que vier e nele terei plena satisfação. Com um Deus com um currículo assim posso confiar meu futuro com toda certeza!

Construindo Celeiros ou Vidas?

A parábola do Rico insensato
 (Lucas 12:13 a 21)
Ele tinha o que parecia ser uma vida de sonho! Era rico, famoso, conhecido. Família bonita, esposa maravilhosa, filhos inteligentes, negócio próspero. Investiu na bolsa de valores com esperteza e com a experiência de anos no mercado. Suas ações quadruplicaram num ano e ele ficou ainda mais rico e poderoso. Seu dia de trabalho era de 14 a 16 horas. Trabalhava até na hora de dormir. Não tinha tempo para mais nada! Havia que aproveitar a onda favorável. A bolsa podia mudar, os negócios podiam murchar. Teve alguns episódios de taquicardia e uma passagem na urgência hospitalar, mas tudo foi deixado para trás... Havia que usar toda essa nova riqueza para ganhar mais um pouco.
Ele avaliou bem o mercado, estudou as tendências, consultou os especialistas e decidiu onde devia investir. Sabia que a nova empresa seria um sucesso ainda maior. Sabia que teria algum trabalho extra por mais uns 4 ou 5 anos, mas depois poderia finalmente descansar, tirar um tempo, relaxar e ver o mundo e quem sabe até lembrar da família. Decidiu tudo e planejou seu novo empreendimento, seria um sucesso de arromba e o colocaria definitivamente no topo...
Nessa noite teve um enfarte agudo do miocárdio e morreu às 3 da madrugada... em seu funeral, tudo o que puderam dizer foi: foi um grande empresário...
Esta seria uma versão moderna da parábola de Jesus em Lucas 12. A história começa com um contexto próprio. Jesus é abordado por um homem no meio da multidão. Um homem pede justiça. Aparentemente essa oração tem tudo para dar certo. Mas Jesus a recusa? Porque? Não fora o mestre que ensinara a pedir? Não era seu propósito trazer justiça? Não era costume da época que os rabis, conhecedores da lei, servissem de juízes de causas menores e de repartição de heranças? Porque Jesus recusa?
Jesus não nega o pedido por justiça. O que ele nega é a ganância por trás do pedido. O que ele faz é usar de discernimento e notar que há ali muito mais do que parecia. Um pedido de justiça pode abrigar vingança ou cobiça. Uma oração piedosa pode abrigar orgulho ou malícia. Um discurso honrado pode esconder vaidade e interesses próprios. Jesus discerne o coração. E as palavras no original nos podem ajudar a entender. Ele pergunta: Quem me constituiu repartidor entre vós? Jesus não veio para ser repartidor mas reconciliador. Aquele homem queria a partilha para se separar definitivamente de seu irmão. Jesus queria que vencesse a cobiça e se reconciliasse com o irmão. Conta então a parábola.
É de notar que o homem da parábola já era rico. Ele não é apresentado como incorreto ou corrupto. Sua riqueza parece honesta e sua colheita pode até ser considerada bênção de Deus. A prosperidade do Senhor pode não ser usada de modo certo. Este homem será um exemplo. Ele é abençoado prodigamente, mais do que precisa (não será assim com todos nós, em certa medida?).
Todo seu discurso é voltado para si mesmo e para seus bens. Ele provavelmente, deveria ser casado, com família e conhecidos, mas não há o menor sinal de que os tenha em conta em sua vida. Ele não conversa com ninguém a não ser consigo mesmo. Não considera ninguém em seus planos a não ser ele mesmo e seus bens. A vida é concentrada em si mesmo e no que possui e no que vai possuir. Um discurso feito de meus frutos, meus bens, meus celeiros, minhas ideias e planos. Ele era um construtor de celeiros. Um armazenador numa cultura que valorizava a comunidade e a solidariedade vivia para si mesmo.
O trágico da história é que no fim não somente ele morre, mas não há o que fazer com seus bens. Ele não percebera que a vida era passageira e uma espécie de empréstimo. Terás que dar contas de ti mesmo. Terás que dar conta da tua alma, de devolver o que recebeste e como o farás? E tudo o que planejaste? Para quem será? Quem saberá dar continuidade? Que legado ficará para além do celeiro que fica como monumento da tua vida isolada e egoísta?
Na vida podemos ser construtores de celeiros ou de vidas, mas não dos dois. Celeiros são lugares para guardar bens. Nossas casas, cursos, trabalhos, até passatempos podem ser celeiros. Feitos para guardar bens, acumular riquezas que podem ser dinheiro, coisas, diplomas, promoções etc. Leva uma vida inteira para construir celeiros. Mas de que servem? Darão segurança? Darão futuro? Garantirão a eternidade? Darão realmente a vida (zoe e não bio) que devemos viver?
Construir vidas também demora. Temos a nossa vida para construir e as vidas de outros ao nosso redor. Trata-se de um investimento bem mais demorado e custoso. Leva tempo para construir uma vida, seja a nossa ou a de um amigo, irmão, parente, esposa, filhos. Mas, enquanto celeiros têm a tendência de ficar, vidas são eternas. Trata-se de um investimento que nos dá VIDA aqui e que terá valor eterno. Invista num banco que não vai falir de certeza. Construa vidas, não celeiros!

Crime e castigo?


A notícia chocou o país. Trouxe inquietude e ansiedade a cidade e ao bairro onde trabalho. Um homem foi baleado junto ao caixa multibanco de um posto de gasolina em frente da esposa que tentava proteger. O assassino que o matou a sangre frio afastou-se tranquilamente e sem medo. Isso talvez nem fosse notícia de primeira página no Rio de Janeiro, em Joanesburgo ou em New York, mas na Reboleira é. Todos ficam indignados e prontos a condenar. O crime é evidente. E o castigo? O que diz a filosofia moderna que vai dominando os meios de comunicação e a vida citadina?
A filosofia vigente atualmente é dominada pelo evolucionismo, relativismo, pluralismo e pragmatismo. Tudo isso nos é imposto como a verdade do homem moderno. Diante desses princípios como julgar o assassino? Na verdade, segundo essas filosofias ele nem deveria ser julgado. Vejamos porque:
Primeiro porque o crime foi cometido em certo contexto social. A psicologia nos explicaria que o assassino é na verdade produto da sociedade em que vivemos e do meio em que foi criado. Culpados talvez sejam seus pais, seus avos, sua escola, seu bairro, ou o próprio governo que não lhe proporcionou condições melhores. Ele precisaria de uma boa medicação e psicoterapia e não prisão. (É claro que neste caso a psicologia dirá que há também responsabilidade pessoal... mas na verdade não se pode defender posições diferentes só quando nos parece mais interessante. A posição oficial da psicologia é a que citamos.)
Segundo, ele não merece condenação porque é fruto da evolução. Segundo esta, os mais fortes sobrevivem. Os mais capazes seguem adiante. Se o criminoso se saiu tão bem é porque está mais bem adaptado a nova realidade. A vítima é que falhou porque não desenvolveu capacidades para reagir as novas necessidades e desafios. O assassino que escapa impune é produto de uma evolução requintada que o preparou para isso. (É claro que os evolucionistas nos dirão que a teoria não serve para isto. Mas a teoria não é ética ou social, fala de algo puramente físico, químico e biológico e as conclusões não levam em conta a moral ou a psique do homem. Logo, a explicação que demos é plenamente válida na evolução e fala do progresso do homem na sociedade urbana moderna.)
Terceiro, o castigo não tem cabimento porque vivemos num mundo de relativos. Somos chamados a não estabelecer dogmas ou verdades. Tudo é relativo. Num mundo assim não há moral, ou melhor, há muitas morais e a de cada um é tão válida quanto a do outro. Não se deve classificar de bom ou mal porque isso também é relativo. Esse mundo que aceita o aborto e a eutanásia como naturais, não pode condenar o homicídio. Simplesmente não é coerente. Segundo o relativismo não se pode classificar o assassino de mal. A verdade dele é essa. (É claro que o relativista nos dirá que aqui isso não se aplica e que na verdade há coisas que são más em absoluto e essa é uma delas... o que só prova a incoerência da posição. O relativista não quer ouvir do cristão porque o julga pernicioso e dogmático, mas quer ver punido quem lhe faz mal e elogiados seus esforços. Incoerência máxima. Devemos viver pelo que defendemos ou então reconhecer que não é realmente válido.)
Quarto, o assassino não deveria ser condenado porque na visão pragmática moderna, ele só comete o crime porque o crime compensa. O ato praticado, de acordo com as filosofias modernas do pragmatismo, funcionou, trouxe vantagem a quem o praticou, logo foi inteligente e superior. Como condenar então o crime? (É claro que o defensor do pragmatismo dirá que a filosofia só serve para coisas boas e não para fazer o mal. Mas novamente se nota a incoerência. Se dá certo, se funciona, se traz vantagem, como pode ser mal? isso exige uma moral, um princípio definido de certo e errado, e isso é contrário ao próprio conceito do pragmatismo.)
Que não fique nenhuma dúvida. CREIO QUE O ATO PRATICADO FOI UM CRIME HEDIONDO E DEVE SER PUNIDO. Essa é a minha posição. Mas eu a tenho porque sou cristão assumido e não advogo as filosofias modernas. Creio na necessidade da punição porque:
Primeiro, o homem é criação de um Deus de amor e bondade. Foi feito a imagem e semelhança de Deus e tem todas as condições de viver em paz com Deus e seu próximo, e se não o faz, a isso se chama pecado, e biblicamente o salário do pecado é a morte.
Segundo, o homem foi criado e é livre para escolher. Independentemente de sua criação, pais, meio ambiente, escolas, etc., ele tem condições de optar pelo bem e não pelo mal. Tem as condições e o dever de o fazer. Se opta pelo mal deve também estar preparado para lidar com as consequências disso. Há multidões de exemplos de pessoas criadas em condições muito difíceis e que se tornaram pessoas de bem. A sociedade e a criação podem explicar mas não desculpar o crime.
Terceiro, há regras, leis e princípios morais universais e que não podem ser mudados ou trocados conforme meus desejos ou vontades. Matar é errado, seja no caso em foco, seja um bebé por nascer, seja um idoso com doença terminal ou um doente mental. Creio que essas leis são universais e que há distinção clara entre bem e mal que serve para guiar nossas vidas.
Quarto, as coisas não se tornam certas só porque funcionam ou me trazem vantagem, mas se são moral e espiritualmente certas, se agradam ao meu Criador e servem de bênção para o meu próximo. Esse é um princípio cristão e vai contra o pragmatismo frio da modernidade, mas condena o assassino por seu ato criminoso.
Uma filosofia ou forma de vida deveria ser avaliada pela sociedade que cria. As filosofias modernas com ênfase na evolução, relativismo, pluralismo e pragmatismo têm criado uma sociedade em que o homem é egoísta e egocêntrico, vive para seu bem e seu prazer e onde a criminalidade cresce a medida que a solidariedade diminui. Seria bom olharmos para isso antes de fazer decisões e optar pela nossa forma de viver. Não é coerente aceitar as filosofias modernas para depois pular para princípios cristãos quando nos der mais jeito.
Jesus é o caminho, a verdade e a vida, para ontem, para hoje e para amanhã. Conhecê-lo como salvador e Senhor da vida é a melhor maneira de viver e, na verdade, a única que realmente fará sentido nesta vida e na próxima.

A Febre dos “Super-heróis”

Andava recentemente com a família em um centro comercial em hora de lazer e reparei nos cartazes de filmes em exposição. Haveria algo para se ver no cinema? Ali no painel, lado a lado estavam o “Lanterna verde” e o “Capitão América”. Não pude evitar um sorriso. Nos meus tempos de garoto esses personagens de banda desenhada eram coisa de criança. Nenhum adulto sério, que se prezasse, gastava tempo lendo essas histórias. Era algo fantasioso, juvenil, banal, ficção barata para juniores impressionáveis. Agora é um entretenimento mundial.

Vivemos uma verdadeira febre de super-heróis. Ressuscitaram o Super-homem, fizeram então uma série de filmes com Hulk, Homem de Ferro, O Flash, Batman, Homem Aranha, Thor, Conan e Demolidor (que me lembre agora). De repente eles passaram a ser a elite de Hollywood e já se fala num filme com todos eles juntos. E o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos? Pensemos brevemente neles.
Os super-heróis são uma forma mágica de escape da vida real e dura, do trabalho quotidiano e do esforço contínuo para vencer na vida. Os super são uma fuga. Eles são em geral fracotes que se tornam heróis, e todos gostamos dessas histórias. Sua transformação porém é milagrosa e instantânea. Seja um choque radioativo, uma experiência científica meio falhada, a visita de um alienígena ou a picada de uma aranha, tanto faz, o garoto é um derrotado num momento e no seguinte esta pronto a vencer o mundo inteiro de vilania.

Os super-heróis fazem tudo no superlativo. A força, agilidade, pontaria e visão são sempre extraordinárias ou então seus brinquedinhos são capazes de torná-los ultraespeciais. Nada de trabalho disciplinado, nada de perseverança para alcançar os alvos propostos. Tudo num estalar de dedos. A fantasia suprema! Tornar-se um semideus no proferir de uma fórmula mágica.
Mas é interessante notar também que os super têm seus problemas. Apesar de terem se tornado o padrão de todo homem e o sonho de cada mulher, eles vivem em crise. Identidades secretas, pontos fracos (que podem ser uma simples pedra verde) e uma enorme e constante dificuldade nos relacionamentos. Era como se o próprio mito se autodestruísse. Os super não sabem conviver. Eles chegam, resolvem os problemas dos outros de modo rápido e indolor e desaparecem para suas crises solitárias pessoais. Quando mais íntima a relação, mais os super se dão mal. É por isso que não casam. Onde já se viu um super casado, lavando a louça ou trocando fralda? Estragaria todo o charme, toda a publicidade.

A predileção pelos super-heróis atuais nos fala de um mundo deprimido e cansado do ordinário que sonha com uma vida melhor que venha por obra de algo mágico e que o torne super vencedor. Um mundo que deseja soluções rápidas, comprimidos de felicidade, pílulas de sabedoria, cápsulas de prazer que o faça fugir da disciplina necessária e dos relacionamentos difíceis. As pessoas querem ir ao cinema e esquecer a vida diária, a dívida da casa, a doença do filho, os testes da escola, a incapacidade de ser aquilo que desejavam ser.
O que a Bíblia diz sobre isso? Vaidade! Tudo isso é vaidade e engano! Parece que por trás disso tudo podemos ouvir a vozinha da serpente a segredar: “sereis como deus...” E a resposta Divina é Vida! Relacionamento! Convívio diário, disciplina que faz crescer, aceitação grata das bênçãos pontuais, um aprendizado de vida que nos leva a paz e comunhão com o Criador.

Os verdadeiros heróis nunca surgem instantaneamente. As verdadeiras soluções nunca brotam do chão. Os relacionamentos que duram e tornam a vida digna de ser vivida são feitos de pequenas palavras e gestos que tomam proporção especial com o tempo e a prática. Essa vida é real e pode ser maravilhosa. Não anda na velocidade da luz, não quebra rochas com os punhos, mas faz vibrar os corações e transforma destinos!

Vamos recorrer ao FMI!

fonte
Parece que não se fala de outra coisa nestes dias. O inimaginável aconteceu! O FMI chegou a Portugal. Essa instituição, que em geral era vista pelos países do primeiro mundo como algo próprio dos países pobres e em via de desenvolvimento, está agora negociando a dívida portuguesa e um senso de depressão nacional tomou conta do país.

A única verdade da chegada do FMI é que há uma crise, e que essa crise não é passageira, não é superficial e não vai embora tão cedo. Há que encarar a verdade de frente e olha-la nos olhos. Muitos no meio da igreja já sentem os efeitos dessa crise. São pessoas desempregadas, que perderam regalias, que deixaram de receber subsídios ou promoções, são famílias que tiveram que rearranjar seus orçamentos perdendo poder de compra.

Diante da crise, a resposta nacional está sendo recorrer ao FMI. Gostaríamos aqui de reconhecer que é uma excelente ideia. Mais que isso, gostaria de instar os crentes em geral, que estejam ou não em crise, mas principalmente aos que estão em crise, a que recorram já ao FMI. E com isso passo a explicar-me:

FMI – Fundo Memorável de Intercessão: Diante de uma crise mais naturalmente, e não menos inteligentemente recorremos à oração, nossa e dos outros. A oração é um fundo extraordinário que nos coloca em contato com os recursos do Pai Celeste. Pela oração levamos nossas ansiedades ao Pai, recebemos o consolo do Espírito Santo, abrimos as portas a ação do Senhor. Foi o próprio Senhor que nos ordenou a pedir, buscar, bater e numa crise Ele não deixa de estar atento a nosso clamor.

FMI – Fundamento Magnifico Inesgotável: O fundamento de nossas vidas é a Palavra de Deus. Foi no meio de uma crise prolongada (de 40 anos) em que o povo vivia no deserto do Sinai cercado por pedras e areia que o Senhor lhes ensinou que não só de pão vive o homem mas de toda palavra que sai da boca de Deus. A Palavra nos mostra o caminho, nos da orientação, nos traz alivio, nos lembra a promessas, nos refrigera a alma. A Palavra é um tónico para os cansados, é um fundamento para a fé, é uma luz para a estrada. Trata-se de uma base magnifica e sem fim, literalmente inesgotável. Quanto mais tirarmos dela mais teremos para tirar e mais valor ela terá para nós. Nas crises, quando nada parece seguro ou certo é nela que encontramos a firmeza para basear nossas vidas.

FMI – Fonte de Manutenção Incessante: As bênçãos de Deus são uma fonte incessante. Mesmo nas crises a verdade é que elas continuam fluindo. Sistematicamente vemos o povo de Deus em crise. Por exemplo em II Crônicas 20 a crise parecia ser grande o suficiente para destruir Judá. A ordem pela qual a recuperação aconteceu teve a ver com oração e a Palavra, mas também com a fonte de bênçãos. Primeiro recordando as bênçãos do passado e lembrando que já houve outras situações difíceis e que por todas elas o Senhor nos guiou. Depois aprendendo a louvar mesmo em meio a lutas. Esse louvor é mais puro, é mais valioso aos olhos de Deus. Por fim, compartilhando tudo o que nos chega do Senhor. Uma coisa útil e valiosa em meio a uma crise é partilhar o que recebemos de Deus, seja fisicamente seja espiritualmente e é uma maneira de lidar com a crise.

FMI – Família Maravilhosa da Igreja: Em meio a uma crise a Igreja pode e deve ser bênção mais do que em tempos “normais”. A comunhão dos santos permite aliviar nossas cargas e sentir a unidade do corpo de Cristo. Devemos ser capazes de ter a sensibilidade de ouvir nossos irmãos em dificuldade, de compartilhar do que temos recebido de Deus. Aqueles na igreja que podem devem ajudar os mais necessitados. Os que tem lutas maiores devem poder abrir seus corações em meios as lutas e receber consolo e abrigo. É na igreja que recorreremos a oração intercessória e ouviremos a palavra de modo significativo. Deixar a igreja em meio a crise é um terrível erro pois deixamos de lado forças importantes para a vitória sobre as dificuldades.

Vamos então recorrer ao FMI. Esse FMI por nós citado é de primeira qualidade e verdadeiramente supre as necessidades. Não se inquiete, não se intimide. Os agentes deste FMI atuam sob o princípio da graça: “Ó vós todos os que tendes sede vinde ás aguas, e os que não tendes dinheiro vinde, comprai e comei; sem vinde e comprai sem dinheiro e sem preço vinho e leite” Isaías 55:1
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SONHO DE DEMBA (VERSÃO REVISADA)

Agora podes fazer o download do Conto Africano, com versão revisada pelo autor.
Edição com Letra Gigante para facilitar a leitura do E-Book. http://www.scribd.com/joed_venturini