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O Currículo de Deus

 

Diante da crise e do desemprego crescente muitos têm descoberto a necessidade de ter um currículo em dia. E o que é o currículo? É um documento que conta de modo reduzido sobre a pessoa, sua formação e experiência profissional. As empresas e os patrões procuram pessoas, trabalhadores que possam desempenhar certas funções e lhes dêem garantias de sucesso no futuro. Com farão isso? Como saber quem colocar em certa posição? O Currículo. Por meio dele podem saber se este indivíduo corresponde ao que procuramos e se ele será capaz de desempenhar a função no futuro. Ou seja, para saber o que este trabalhador é capaz de fazer, olho para seu currículo, olho para seu passado.

E Deus? Qual é a minha expectativa em relação a ELE? O que espero que o Senhor faça em minha vida? Que expectativas tenho do que o Senhor pode ser para mim? O que posso esperar com toda garantia? Independente de minhas procuras e meus desejos, devo olhar o currículo do Senhor. E ELE nos deixou um currículo extenso. Ele mesmo nos chama a fazer isso (Isaías 48:9 e 10 – Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há semelhante a mim que desde o principio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam)
E qual é então o currículo de Deus? Como podemos consultá-lo de forma rápida para sabermos em que confiar e o que esperar? Ora, os currículos em regra têm 2 itens principais: formação e experiência. Há uma parte para colocar o conhecimento adquirido, os cursos feitos e os diplomas que o individuo tem e depois uma outra parte com a experiência profissional descrevendo o que já se fez e os cargos que já se ocupou e onde. Notemos então resumidamente o currículo do nosso Deus.
Conhecimento
O Senhor tem um conhecimento único e perfeito sobre a criação toda e sobre o homem. Foi Ele que fez todas as coisas. Ele as planejou e as preparou. Ele as chamou da não existência para a existência. Ele conhece tudo de modo completo e o homem de modo especial. O homem foi criado a semelhança de Deus. Aquilo que vai em nosso íntimo sabe como nem mesmo nós sabemos. EX: quando deu a lei a seu povo Deus ordenou que a circuncisão fosse feita no 8º dia de vida. Hoje a ciência sabe que a circuncisão permite eliminar uma série de doenças do homem e da mulher pois em Israel o índice dessas patologias é bem menor. Mas só depois de muita pesquisa se descobriu que o 8º dia é o dia de nossas vidas em que nossa taxa de plaquetas é mais alto, sendo por conseguinte o dia ideal para a cicatrização. O homem não sabia mas Deus sabia. E se Ele sabe de nosso corpo sabe de nossa alma e de nosso espírito. Ele nos fez assim e só funcionaremos bem nas mãos dele que sabe tudo sobre nós.
O Senhor tem um conhecimento perfeito da História. Tudo que já aconteceu ele conhece em seu âmago e sem falha. Isso lhe permite conhecer todas as possibilidades, todas as alternativas e todas as coisas que já foram feitas. Como é útil estudarmos a história não é? Ajuda a entender porque certas coisas são como são. Estudamos a história exactamente para responder as perguntas que temos. Escrevemos sobre os personagens do passado, as guerras, os conflitos e tudo mais para agregar sabedoria e aprender. Pois o Senhor é muito mais que doutorado em História. Ele realmente conhece toda a realidade do Homem desde sempre e como isso deve servir para que possa ser o nosso Deus, o nosso guia perfeito e sem falha. SE a história pode dar alguma ajuda na compreensão e nas decisões podemos estar tranquilo porque Ele tudo conhece.
O Senhor sabe do tempo. Se ao falar da história posso estar tranquilo porque vejo que Ele conhece o passado, ao pensar no tempo digo também que ele conhece o presente e o futuro. Ao dizer que conhece o presente lembro que o Senhor sabe de tudo o que esta acontecendo. Desde o que se passa em sua mente neste momento, aos seus pensamentos mais profundos, mas também aos atos e intenções de todos em, toda terra. Essa capacidade é parte de sua divindade. E Ele sabe também do futuro. Ele sabe o que vai acontecer. Só Ele determinou o fim da história. E se é verdade que a Palavra nos diz que o Senhor se auto limitou ao nos dar liberdade, também é verdade que Ele trabalha por nós tendo em conta exactamente o nosso futuro. E que segurança de saber que meu Deus conhece tudo, sabe de meu coração, conhece todos os demais e além disso sabe o que vem por aí. Que currículo!
Experiência
Pensemos em termos de experiência no povo de Deus. O que Ele tem feito por seu povo ao longo da história certamente fará por nós que somos eu povo nesta hora da história também.
O Senhor salvou seu povo.
Ele olhou e percebeu a dor e o sofrimento de seu povo no Egito (afinal Ele se importa) e por isso desceu para o libertar. Encontrou um homem a quem delegar a responsabilidade da tarefa e lhe deu uma missão e por meio dele tirou seu povo do Egito. Com braço forte derrotou a nação mais forte do mundo de então para levar seu povo para uma terra que lhes tinha prometido. Seja qual for a situação em que nos encontremos Ele pode nos salvar. Salvar a alma e o espírito de uma vida sem sentido e uma eternidade longe dele, salvar de nossas culpas e mazelas, salvar de nossos pecados e falhas, salvar de nossa fraqueza e incapacidade, salvar de nossos medos e ansiedades, salvar de nossos inimigos e adversários.
O Senhor preservou seu povo no deserto.
Uma vez fora do Egito tinham que Viajar até Canaã para ali se estabelecerem. Mas este povo foi rebelde e acabou ficando no deserto… por 40 anos… e o que Deus fez? Os abandonou? Não! Deus os preservou. Deu maná diário, deu carne, deu água, deu vitória contras as tribos guerreiras do deserto elevou seu povo quase que no colo até a conquista da terra prometida. Deus preserva mesmo nas condições mais difíceis. Para Ele não foi difícil guardar seu conserto e manter sua promessa e impedir a aniquilação de seu povo. Pode ser que passemos por tempos duros e caminhemos por desertos mas o Senhor pode nos amparar nessa caminhada e nos guardar de cair e perecer.
O Senhor orientou o povo.
 Andar no deserto não era fácil. Não tinham GPS e mesmo que tivessem não havia estradas para assinalar. Mas o Senhor lhes deu um GPS para o caminho e para a vida. O guia para o caminho era uma nuvem de dia e uma coluna de fogo de noite que durante 40 anos serviu de orientação para saberem quando pararem, quando andarem e para onde seguirem. O guia para a vida foi a lei. Uma palavra escrita, de modo claro e direto que servia de orientação para a vida com ele. Como deveriam viver? Como se comportar? Como melhorar os relacionamentos? Como lidar com as situações? Tudo vinha explicado e orientado na lei que o Senhor deu a seu povo.
Poderíamos falar tanto mais. Poderíamos ficar acrescentando pormenores e itens tanto ao conhecimento quanto à experiência da atuação de Deus. Mas fiquemos com estes.
Que consolo e que base para nossa fé. Que segurança para crer num Deus que conhece todas as coisas, me conhece perfeitamente, conhece tudo que já aconteceu, o que se passa neste momento e o que vai vir no meu amanhã. Que descanso tenho em me colocar nessas mãos em termos de futuro. E que base para minha fé quando vejo o que Ele tem feito nas vidas de seu povo ao longo dos tempos.
Ele salva das situações mais difíceis pelo que posso confiar que pode livrar-me do mal e de qualquer opressão. Só Ele pode libertar-me plenamente e tem providenciado essa libertação aos seus. Que descanso lembrar que Ele preserva os seus. Também tenho meus desertos, minhas épocas de aridez, mas Ele preserva no deserto e guia. Se precisar de orientação no caminho ou para a vida posso saber que conto com ele para tudo o que vier e nele terei plena satisfação. Com um Deus com um currículo assim posso confiar meu futuro com toda certeza!

Esperança


Jurgen era um jovem cheio de vida e planos como seria de esperar que qualquer jovem aos 18 anos. Inclinava-se para o estudo da matemática e idolatrava Einstein. Ia fazer seus exames de admissão a faculdade quando foi admitido... ao exército. O ano era 1944 e Jurgen era um alemão de Hamburgo no fragor da segunda grande guerra. Foi incorporado ao exército alemão e colocado no front já na floresta alemã onde se rendeu a tropas britânicas.

Jurgen foi enviado como prisioneiro de guerra para um campo na Bélgica onde a verdade sobre a guerra foi vomitada sobre os soldados alemães e fotos dos campos de concentração de Auchwitz e Buchenwald eram colocadas em suas barracas para que sentissem o peso do mal feito pelos nazis. O jovem que fora criado sem qualquer principio cristão e cujo avô era um conhecido maçon afundou-se no desespero e no remorso. Depois de um tempo foi levado para um outro campo na Escócia. A boa receção dos locais o surpreendeu e um NT dado pelo capelão americano o despertou para a fé. Por fim, seu último campo na Inglaterra o colocou em contato com jovens cristãos e Jurgen encontrou a fé voltando a casa no firme propósito de estudar teologia. Seu contributo para a área teológica não poderia estar mais distante de seu inicio na fé. É conhecido por sua obra que tem como título, Teologia da Esperança. Estou falando de Jurgen Moltman.

O dicionário nos diz que Esperança é uma disposição de espirito que nos leva a esperar algo que se vai realizar. Esperança tem como sinónimos expectativa e confiança. Trata-se de uma das mais básicas disposições humanas e quando falta leva a desespero e muitas vezes suicídio ou atos de loucura. Como é possível que em meio ao horror de uma guerra e as angústias de uma prisão um jovem venha a desenvolver justamente essa disposição de espirito e não outra? Como pode alguém suportar situações como privação e crise mantendo a cabeça levantada e confiante? Provavelmente esperança é a resposta. Algumas pessoas tem expectativa  e confiança que as coisas irão de certo modo , outras não. A esperança é fundamental para a sanidade neste e em qualquer tempo.

O Cristão tem sua esperança em Deus. Confia na sua soberania, em sua justiça e amor e que no futuro (mesmo que desconhecido) o Senhor vai fazer tudo certo? Mas haverá base para essa esperança? Onde se baseia a esperança? Como podemos saber se é válida ou não? Olhando para as evidências, para a história. Um dos episódios da vida de um dos maiores profetas ajuda-nos a entender melhor isso.

Elias tinha sido usado poderosamente por Deus para desafiar um rei e uma rainha maus e perversos, do tipo que parecem saídos de um conto de fadas. Acabe e Jezabel entram na história como símbolos de maldade e governo despótico. Elias é um homem simples e aparentemente rude mas cheio da presença de Deus que os desafia e por fim obtém uma vitória retumbante contra os falsos profetas de Baal no monte Carmelo. A vitória descrita em I Reis 18 é uma das mais extraordinárias da Bíblia. E o que sucede então? Como reage o homem de Deus? Entra em profunda depressão quando percebe que sua vitória não levou a queda de Jezabel, não mudou o coração do povo e sua própria vida está em risco máximo. A crise desta vez é forte demais e ele foge e pede para morrer (I Reis 19:4). O Tratamento inicial do Senhor é descanso e sossego. Resolver questões a quente não funciona. Mas depois de dar a Elias 40 dias de repouso e solidão o Senhor vai tratar de o reanimar e reacender a esperança que se fora. E como foi que o Senhor fez isso? Como é que deu a Elias um retorno a forças para continuar? Vejamos o texto e aprendamos com o Criador que melhor conhece o funcionamento do coração humano (I Reis 19: 8 a 21).

Ele está Presente

A primeira coisa que o Senhor faz Elias perceber é sua presença. No entanto este texto é tão extraordinário porque nos mostra que essa presença nem sempre acontece do modo como pensaríamos de Deus. Temos a tendência de só entender a presença do Senhor nos grandes acontecimentos. Quando o mar se abre, quando o milagre acontece, então entendemos que o Senhor está presente, mas quando não há barulho... tendemos a achar que Ele se ausentou. Mas nesta passagem não aparece o Senhor no vento ciclópico, nem no terremoto tremendo, nem no fogo consumidor, mas numa brisa suave e delicada. Que extraordinário! Que mensagem confortante. Ele está presente na brisa que nos afaga mesmo quando não o vemos.

Avalia tua Situação

O Senhor chama Elias a uma autoavaliação. Há razões reais para esse desespero? Há razão para tanta angústia e duvida? Várias vezes na Bíblia o Senhor faz isso. Principiando no Eden quando pergunta a Adão: Onde estás? O Senhor nos chama a parar de vez em quando para olhar nossas vidas e perceber se há realmente motivos para nos afundarmos em autocomiseração. A autopiedade é um inimigo terrível. Leva-nos a pensar que somos as criaturas mais miseráveis do planeta. Isso não só é falso como é uma posição que não nos permite a reação. No caso de Elias (como na maioria) a simples avaliação não chegou a ajudar. Ele reiterou o que já dissera antes.

Volta pelo teu Caminho

O Senhor parte então para o restaurar da esperança e da vida em Elias. Volta pelo teu caminho, é a ordem. E porque? Duas razões principais. O voltar pelo mesmo caminho era uma forma de ajudar Elias a recordar. O caminho que ele percorrera era cheio de memórias da peregrinação do povo de Israel antes de entrar em Canaã. Ao regressar por esse caminho Elias iria recordar como o Senhor agira na história de seu povo suportando, abençoando, dando vitória e por fim uma nova terra. Volta para recordar como Deus agiu no passado e abençoou o povo.

Mas volta pelo teu caminho era também uma forma de mostrar que Deus agira na vida dele, Elias. Ao passar novamente pelos mesmos lugares ele lembraria da oração para que não chovesse, dos confrontos com o rei, do suprimento de alimento pelos corvos, da farinha da viúva, da ressurreição do filho da viúva, da vitória no Carmelo. O regresso pelo mesmo caminho seria uma forma de levar Elias e ver como Deus já agira de modo tão maravilhoso em sua vida e continuaria a fazê-lo. A base da esperança está exatamente no que o Senhor já fez e que nos leva a confiar em suas promessas para o futuro.
Tens ainda o que Fazer

O Senhor mostra então a Elias que ele ainda tinha o que fazer nesta vida. O Senhor tem propósitos para nós, planos para nós. Há coisas que Deus deseja fazer que só nós podemos fazer. Ele decidiu que assim seria. Se nós não fizermos talvez Ele chame outras pessoas, mas é também possível que ninguém o faça. Que responsabilidade, mas também que privilégio. Que riqueza. Pensar que o Senhor criador do céu e terra tem planos para mim, deseja-me para suas obras. Saber isso também me ajuda a crescer na esperança. O que o Senhor tem para minha vida afeta a de outros e vice-versa. Que riqueza para mim e para os outros. Que alegria para minha expectativa de vida.

Não estás Só

Se há uma coisa que nos deixa sem força é a sensação de estarmos sós. Elias se sentia só e sem qualquer apoio. Ele julgava que só ele sobrara de todos os que adoravam a Deus. Só ele era justo. Só ele sofria daquele modo. O Senhor o ajuda a perceber que não está sozinho. Há muitos outros que partilham a fé, a luta, a dor, o sofrimento mas também a esperança. Uma esperança já é algo bom, uma esperança partilhada é algo contagioso e que pode mudar a realidade a nossa volta.
No meio da guerra e da miséria Moltman entendeu a esperança que temos no Senhor. A história do seu povo, a história em geral, a história de pessoas a nossa volta, a história da igreja e a nossa própria história servem para lembrar a base dessa esperança. Minha esperança está no Senhor que fez o Céu e a Terra e que tem se provado vez após vez presente, atuante e benevolente. Volta pelo teu caminho, descobre o que ainda tens a fazer, não estás só, o Senhor e uma multidão de fiéis te acompanha. Louvado seja o Senhor!
 

Um Travesseiro de Pedra

Dormir é importante e creio que você já sabe. Para dormir bem há vários requisitos. Deve evitar muita agitação antes de ir dormir, deve fazer refeições leves a noite, deve deixar de pensar em problemas... e convêm ter um bom travesseiro. Não sei o que é um bom travesseiro para você. Há pessoas que gostam de travesseiros altos, outras preferem os baixos, macios, mais duros, com certos tipos de material como pena de ganso, etc. Mas, acho que todos concordaremos que uma pedra não será um bom travesseiro! 

Em Gênesis 28:11 lemos que Jacó depois de deixar a casa de seu pai, rumou em direção a leste, dormiu ao relento e usou uma pedra por travesseiro. Não admira que tenha tido uma noite agitada e acordasse para lá de assustado. Pedras não dão bons travesseiros e Jacó estava nessa situação por sua própria conta. Era um homem que desconhecia Deus, toda sua vida agira de acordo com esquemas e trapaças e nunca se preocupara em colocar o Senhor em sua agenda. Resultado: dormia ao relento com uma pedra por travesseiro.
Primeiro Jacó fugira daquilo que se esperava dele. Em vez de ser homem do campo, afoito e corajoso, destemido na caça e nas lutas familiares preparando-se para a chefia do clã, preferia ficar pelas tendas da familia aprendendo a cozinhar com Rebeca sua mãe. Depois esperara a oportunidade para ficar com a primogenitura do irmão. Quando lemos o episódio em que Esaú vende sua primogenitura (Gênesis 25: 27 a 34) fica evidente que tudo foi arquitetado. Não aconteceu por acaso. Jacó conhecia seu irmão e planejou as coisas. Esperou o momento certo, armou o palco e fechou a cilada.

Por fim, veio todo o esquema levado a cabo para conseguir receber a benção de seu pai, Isaque. Jacó faz uso de artimanhas, explora a cegueira do pai e rouba a benção de Esaú. Esse era seu perfil, um sujeito ardiloso e cheio de artificios. Mas, o que isso lhe valeu? Ter que fugir de casa. Sair meio sem saber para onde ía. Logo ele que tanto gostava de ficar junto das tendas familiares e da mãe protetora. Teve que sair pelo mundo, sem rumo certo, sem saber bem onde ficar e sem ter consciência de que o próprio Deus, Criador da terra e céu estava todo o tempo junto a ele (Gênesis 28:16). É isso que deu viver de esquemas. Estava só, dormindo na rua, com uma pedra por travesseiro.

O homem em geral gosta de levar vantagem. Amamos furar fila, ultrapassar os outros antes do sinal fechar num cruzamento, receber o primeiro pedaço do bolo e a última fatia da torta. Alguns são mesmo especialistas nisso. Em certos países já não vemos a meritocracia, mas sim a "jeitocracia", onde em tudo é possível dar um "jeitinho. Se há alguma forma de pularem as leis, os protocolos e as regras podemos estar certos de que o farão. E depois se regozijarão disso e falarão a todos como são espertos. É bom ter cuidado! Jacó também pensava que era... ele é o santo padroeiro dos espertos!

O homem/mulher de Deus deve viver de um modo bem diferente de Jacó, antes de chegar até Betel. Primeiro porque tem que ter consciência da presença Divina a todo tempo. A Palavra nos diz que o temor do Senhor é o principio da sabedoria. Princípio aqui no sentido de começo, mas também de base. Ter a noção da presença do Senhor e um santo temor é básico para uma vida sábia e proveitosa. Há muitas coisas que não faremos e que não falaremos se cultivarmos a perspectiva da presença permanente de Deus conosco.

Depois devemos entender que os esquemas podem parecer vantajosos para nós mas representam invariavelmente perda para alguém. Se eu passo na fila alguém ficou para trás. Se eu uso uma cunha ou conhecimento outros serão prejudicados. Ao agir assim eu me igualo a todos os demais. Me desculpo com a resposta tradicional "Todos fazem isso". Mas nós não somos "todos". Somos filhos de Deus, salvos por Cristo para viver em novidade de vida.

Lembremos que o Senhor nos instrui na Palavra a obedecer as autoridades e as leis (Romanos 13: 1 a 7). Isso quer dizer que se há leis, regras, limites e outros estabelecimentos são para serem cumpridos. Meu testemunho exige isso. Meu temor de Deus exige isso. Meu respeito e amor ao próximo exige isso. Vivendo assim contribuo para um mundo melhor. Se todos vivessem assim, teríamos um mundo muito melhor. Farei doravante a minha parte. Outros certamente vão preferir continuar dependendo de esquemas... a esses dizemos: cuidado! Um dia desses pode acabar descobrindo que tem uma pedra por travesseiro.

Como Crianças, mas não como Crianças (Parte 2)

Na última postagem pensamos nas palavras de Jesus em Mateus 18:3 de como devemos ser como crianças e notamos as características infantis que devemos ter. Temos, no entanto, em I Coríntios 3:1 uma advertência de Paulo para que não sejamos crianças. Nessa mesma carta ele diz que ao amadurecer em Cristo “deixou as coisas de menino” I Coríntios 13:11. Já meditamos em como devemos ser crianças. Pensemos agora em que devemos evitar ser como crianças.

As crianças pequenas não desenvolveram ainda aquilo que a psicologia chama de “permanência do objeto”, ou seja, a capacidade de entender a presença de algo que não se vê. Uma criança pequena brinca com algo e se diverte, mas se essa coisa, por exemplo, uma bola, sair de seu campo de visão, ela imediatamente se esquece dela. Para a criança a bola deixou de existir. Ela ainda não desenvolveu a capacidade de saber que está lá, talvez debaixo de um móvel, mesmo que ela não a esteja vendo.

Há crentes assim. Como Tomé só aceitam o que vêm, não conseguem crescer na fé já que essa é a “certeza das coisas que não se vêm” (Hebreus 11:1). Ora sem fé é impossível agradar a Deus e impossível viver e crescer no caminho de Jesus. Somos chamados a deixar de ser crianças e viver da fé, não da vista.

Relacionada com essa característica está a aprendizagem da ausência. A razão porque as crianças choram tanto nos primeiros dias de escola é que não conseguem entender que a mãe vai voltar no fim do dia. Para elas, ao serem deixadas pela mãe e ao deixarem de vê-la foram abandonadas. Serão precisos muitos dias de aula para que a criança perceba que a mãe voltará, mesmo que não pareça. Que apesar do interminável dia, a hora vai chegar em que verá aquele sorriso conhecido e receberá aquele abraço desejado.

Muitos crentes vivem dependentes da ação visível de Deus. Quando há atuação direta, quando há resposta rápida a oração, quando há milagres acontecendo, então são felizes. Mas basta o silêncio do céu durar mais de umas semanas e estão em depressão. Ainda não venceram a fase infantil da fé. Não conseguem entender a presença de Deus sem ver milagres. Não percebem que o Senhor está presente a não ser nas vitórias. Têm muito que crescer ainda.

Uma terceira característica das crianças pequenas é a necessidade de gratificação imediata. A criança tem que comer, beber, mudar de posição, trocar de fralda, ter sua chupeta em base instantânea. Como não pode fazer isso sozinha e depende de outros, sua única reação é chorar e usa essa estratégia de modo insistente e ensurdecedor até ser atendida. E infelizmente temos irmãos e irmãs que parecem bebés chorões. Sempre reclamando de algo que não aconteceu, de uma bênção que não chegou, de um pedido que não foi atendido, de uma pessoa que passou a sua frente. Sem gratificação imediata acham que o mundo vai acabar. Esse tipo de vivência cristã demonstra imaturidade. A esses, Paulo dizia, cresçam e deixem de ser como crianças.

Por último, lembramos do egocentrismo próprio da criança pequena. Ela se julga o centro do universo. Só existe o que lhe diz respeito e tudo o que existe é de algum modo para servi-la em suas necessidades. Entre as primeiras coisas que a criança aprende a dizer está o pronome possessivo “meu”. “É meu” sai depressa de seus lábios. Partilha é algo que levará anos a aprender. Serviço então nem se fala, terá que ser imposto de um modo ou outro pois a criança naturalmente não servirá.

Jesus insistiu que a vida cristã é centrada em Deus e no serviço ao próximo. Crentes egocêntricos, que acham que Jesus veio apenas para salva-los e o Pai existe apenas para responder suas orações, são os que dão mais trabalho. Para eles, a igreja, os irmãos e o pastor, estão lá para tratar de suas necessidades. A esses, Paulo diria: cresçam, deixem de ser como meninos, amadureçam e coloquem de lado as coisas de criança.

A vida cristã é cheia de paradoxos. Somos chamados a ser como crianças na simplicidade, confiança plena, apetência para o ensino, humildade no clamor, alegria grata, mas a deixar de lado a incapacidade de lidar com a aparente ausência do Pai e o egocentrismo que exige gratificação imediata. Sejamos pois como crianças...porém não como crianças.

Escondido no Tempo...Deus tarda,mas não falha!?

Lembra do jogo de esconde-esconde que jogava quando criança? O objetivo era escolher um lugar onde não imaginavam que estivéssemos e ficar o mais quieto possível para não sermos encontrados. Era um jogo meio parado e que tinha muito a ver com temperamentos. Os mais afoitos não aguentavam muito tempo escondidos. Alguma vez perdeste um jogador? Sabe aquele companheiro sossegado que se escondeu e esqueceu do tempo e passada meia hora de todos terem saído do esconderijo ainda não tinha aparecido? Estava escondido no tempo. Já sentiu isso em relação a Deus? Não parece que por vezes o Senhor brinca de esconder conosco?

Em Génesis lemos sobre a criação do mundo e do homem. A Ciência tem feito muitas descobertas interessantes sobre os primórdios do planeta e até do universo. Quanto mais descobre mais relevante o relato de Génesis fica. Uma das coisas mais importantes desse relato diz respeito ao tempo. Nós medimos o tempo em dias, horas, minutos. Mas onde começou o tempo? Existiu sempre? Segundo Génesis não. Foi Deus que criou o tempo. Foi ele que separou luz e trevas, criou dia e noite e desse modo preparou o mundo para que o homem chegasse numa realidade ligada ao tempo (Génesis 1: 5). Mas ELE, Deus, ficou de fora. Não se submeteu e nem podia porque existe numa realidade fora da temporal.

Quando meditamos sobre isso muita coisa parece ficar mais clara. De repente entendemos melhor essa questão do Deus escondido.. na verdade, Ele esta escondido no tempo. Nossa noção de tempo e nossa relação com o tempo é motivo de stress acentuado, ansiedade marcada e uma das principais razões para sofrermos com os aparentes desaparecimentos de Deus. Meditemos brevemente:

1) Se Deus está fora do Tempo não pode se atrasar
Atraso é definido por alguém que chegou fora de horas, perdeu o tempo certo de chegar. Varia de cultura para cultura. No Brasil meia hora pode não ser considerado atraso, já no norte da Europa meia hora de atraso é má educação. Atraso pode ir desde desentendimento a perda de oportunidades e mesmo a fatalidades. Mas Deus vive e existe fora do tempo. Costumamos dizer que Deus tarda, mas não falha, porém, para Ele não se coloca essa questão. Não há atraso! Ele está sempre na hora certa!

Abraão certamente pensou que Deus estava atrasado no envio de seu prometido filho. Afinal, ele esperou 25 anos por Issac. Ana desesperava pela demora em engravidar. José deve ter julgado longo o tempo na prisão e Davi ficou esperando para ser rei por longos anos. O povo de Israel esperou o Messias por séculos e certamente julgou que havia muito atraso de Deus, mas Jesus veio no Kairós de Deus, no tempo exato, certo, perfeito (Gálatas 4:4). Tudo foi preparado, tudo concorreu para que Jesus viesse no momento certo da história para causar o maior impacto e permitir o maior crescimento da igreja. Deus nunca se atrasa.

Quando estamos aguardando uma bênção, esperando uma cura, desejando uma resposta, muitas vezes parece que Deus emudeceu, que esta no mínimo atrasado. Nossa noção de timing pede e por vezes exige que Ele faça as coisas não somente do nosso jeito mas no nosso tempo. Será bom lembrar no entanto que ELE é Senhor. ELE é soberano. ELE criou o tempo e nunca está atrasado.

2) Se Deus está fora do Tempo não pode se adiantar
Outra questão ligada ao tempo é a precipitação. Por vezes fazemos algo bom ou dizemos uma coisa que até era certa mas antes da hora. Faltava preparação, faltava as bases para que aquilo fosse 100% eficaz. É um defeito nosso e acontece com frequência por ansiedade ou mera pressa.

Acredito que muitas vezes os servos de Deus acharam que Ele estava se precipitando, que ainda era cedo demais para agir. Lembro de Gideão perante os midianitas, de Moisés na convocação para livrar Israel, de Filipe chamado para ir ao deserto em meio a um avivamento e uma dezena de outras ocasiões em que parecia que não era ainda tempo de agir. Parecia prudente esperar mais um pouco.

Quando o Senhor fala, quando Ele ordena, podemos ter a certeza que esta na hora. Ele nunca se adianta, nunca se precipita, nunca se sente pressionado pelo tempo ou pela expectativa. Vive fora da nossa pressão por cumprir calendário e age sempre na hora certa. Portanto, se Ele nos der uma ordem, é melhor cumprir logo.

3) Se Deus está fora do Tempo nunca está realmente ausente
A sensação de ausência de Deus é das maiores lutas do crente. Quantas vezes não percebemos sua presença, não sentimos seu consolo, não vemos sua mão. É claro que tudo isso é relativo porque se baseia em sentidos e sentimentos e sabemos o quanto falham tanto uns quanto outros. Mas na nossa limitação humana é comum essa sensação de abandono que nos leva a gritar: até quando? Por que me abandonaste?

Essa queixa é comum nos salmos, é frequente na boca de quem passou por aflição e surge até nos lábios de Jesus (Mateus 27:46). Na nossa dependência do tempo qualquer hora passada em sofrimento já é demais, qualquer dia a mais de espera já é excessivo.

A noção de ausência está ligada ao espaço mas também ao tempo. Quanto mais tempo ficamos sem ver uma pessoa, mais ausente esse alguém parece. Já diz o ditado: longe da vista, longe do coração! E á medida que os dias e semanas passam sem vermos ou sentirmos o Senhor, maior é a sensação de ausência. E aí lembramos novamente, ELE vive noutra esfera, fora do tempo. O que para nós parece um século para Ele é um minuto. Sentimos que Ele não nos toca há anos, quando na realidade dele foi a minutos.

Sei que esse raciocínio não ajuda muito quando estamos no meio da dor e do sofrimento. Também já clamei e o céu me pareceu de bronze. Também já gritei e Ele pareceu não ouvir. Mas a verdade é que foi o que me pareceu... na minha realidade... na minha limitação. ELE na verdade nunca esteve ausente, apenas não o via porque sou humano e limitado.

Conclusão:
Deus vive fora do tempo e por vezes nos vai parecer escondido nele. Mas o fato de lembramos disso nos ajuda a perceber que ELE nunca se atrasa, nunca se adianta e na verdade nunca se ausenta. E gostaria de deixar um último pensamento. Se você é daquelas pessoas que, como eu, vive apertado pelo tempo, será maravilhoso saber que um dia seremos livres disso. Um dia deixaremos esta realidade e entraremos na realidade em que Deus vive. Sairemos da realidade temporal para viver fora do tempo. Essa será uma das particularidades do céu. Que maravilha não? Sem stress, sem calendário a cumprir, sem datas limites, sem pressa ou atrasos. Será ótimo, será céu. E então nós também ficaremos, escondidos no tempo.

Quero Sentir a Presença de Deus


"Eu quero sentir a presença de Deus!", é o clamor quase geral que se ouve num dia de culto, num momento de angústia, numa hora escura de problemas incontornáveis. O que daríamos para ver a Deus! Alguns coros modernos falam até em tocar a Deus provavelmente pensando em Jesus em sua forma física neste mundo. Mas onde esta Deus? Como sentir a sua presença?
As respostas sobre onde Deus está passam em geral por duas possibilidades: Ele está no Céu ou está no nosso coração. Quando digo que Deus está no céu fico com a ideia de que esta distante, em algum lugar muito longe, praticamente inacessível de onde, de vez em quando pode nos fazer uma visita rápida, tipo médico de urgência. Quando digo que esta em meu coração corro risco de transmitir a noção de que Ele é no fundo apenas parte de minha vívida imaginação.

Biblicamente, o Senhor não está em lugar nenhum. Sendo espírito Ele não pode ser definido em termos de lugar de morada ou residência. Quando a Palavra fala de Deus no Céu não esta definindo um lugar mas uma realidade existencial diferente da nossa. O céu que Deus "habita" não é distante mas presente, ao nosso redor, perto de nós, porém invisível a olhos materiais pois se trata de uma realidade espiritual.

A noção de que Deus está no meu ou no nosso coração pode advir de textos como o de Apocalipse 3: 20 que fala de Jesus entrando, mas não é propriamente uma noção bíblica. Na verdade não tem a ver com nossa imaginação mas com a presença espiritual. Podemos entendê-la como entendemos a "presença" de pessoas que não estão conosco fisicamente ou porque estão distantes ou porque já morreram. Mesmo assim falamos que as carregamos em nosso coração. Sua influência se faz presente. Com Deus é algo muito mais marcante, quão marcante é a pessoa de Deus.

Mas continuamos com a questão: como perceber a presença de Deus? Usemos algumas de nossas experiências comuns que podem ajudar já que fomos criados a semelhança de Deus.

1) Nosso espaço Físico
Pense no seu espaço físico. Pode ser sua casa, seu quarto, seu escritório. Visitando seu espaço, aquele que você criou, posso aprender bastante sobre você. Se é organizado ou não, de que coisas gosta, qual sua cor favorita, seus hobbies ou preferências, os livros que lê e as figuras que gosta de ter expostas. Seu espaço físico me dá uma boa noção de quem você é e nele posso "sentir" de certo modo sua presença, sua influência ou "força".

Através da Criação não podemos saber profundamente quem é Deus, mas podemos perceber bastante (Salmo 19). Veja a criação como o espaço físico preparado por Deus, seu escritório ou oficina de trabalho. Note a exuberância de cores e padrões e verá que é um Deus criativo, belo, extremamente organizado e amoroso. Veja as leis da natureza como a organização desse espaço e perceberá o quanto o Senhor cuida, protege e orienta tudo que é seu. Não é por isso á toa que nos sentimos mais "perto" de Deus diante de uma bela paisagem ou ao ver um lindo por de sol. Precisamos explorar melhor esse recurso maravilhoso que é a criação de deus no intuito de conhece-lo e senti-lo.

2) Nossa Presença pessoal
Pense agora na nossa capacidade de nos fazermos presentes. Somos capazes de estar fisicamente num lugar e não estar presentes. As pessoas por vezes nos dizem: "parece que estas noutro lugar"... E é verdade. Para que minha presença se faça sentir preciso de certas condições. Não me abro com facilidade, não me dou a conhecer a estranhos ou em condições adversas. Não mostro quem sou numa entrevista corrida com o relógio na mão. Mas, se as condições forem certas, se o ambiente for propício, se a companhia for aberta e houver tempo e liberdade posso me abrir, mostrar quem sou, mostrar meu interior e me dar a conhecer.

Creio que algo semelhante se passará com nosso Senhor. Queremos intimidade mas só o procuramos em momentos marcados, com relógio na mão, com pressa de ouvir resultados, com uma atitude mercantilista. Será a mais propícia para que ELE se abra a nós? Será a maneira certa de induzir intimidade? Vejo crentes orando nos cultos para sentir a presença de Deus, mas quanto tempo ou atenção ou pensamento lhe dedicaram durante a semana? Eu não me abro por pressão. Não me exponho por comando. E o Senhor?

Temos até em nossos cultos um momento chamado "oração invocatória". Parece-me algo sem sentido, biblicamente falando. O Senhor prometeu estar onde 2 ou 3 se reunissem em seu nome, então porque invocá-lo? Não seria uma forma de desconfiança? De duvidar de sua palavra? Por outro lado, se minha presença é mecânica, se minha reunião não é na verdade em seu nome então de nada me servirá invocar. ELE esta presente quando é desejado de verdade. Por isso diz que esta perto do coração quebrantado porque esse realmente o busca de todo.

Provavelmente, a maioria das vezes que sentimos Deus distante, fomos nós que nos deslocamos. Fomos nós que deixamos de criar condições para suas manifestações amorosas. Está na hora de parar de reclamar e aprender a me abrir e a receber.

3) Amigos Comuns
Pense por último em pessoas que você valoriza muito. Talvez pessoas importantes ou não. Talvez ainda vivas ou já na eternidade. Agora imagine que passa um bom tempo falando sobre essa pessoa com alguém que também a ama e conhece. Durante essa conversa, trocam experiencias sobre a pessoa em causa. Talvez possam rir e até chorar lembrando episódios e momentos. No fim desse encontro você vai embora com uma sensação de maior comunhão com o amigo com quem falou mas também de que de algum modo ficou conhecendo melhor aquele de quem falaram.

Essa é uma das razões de ser da igreja. Comungarmos daquilo que Deus é e faz por nós. Conversarmos, compartilharmos com outros que conhecem o Senhor sobre nossas experiências com ELE. Essa comunhão fortalece nossa amizade e união e nos aumenta o conhecimento sobre o Senhor fazendo com que sua presença fique mais próxima. Por isso também não deveríamos deixar a igreja e os tempos de comunhão.

Conclusão: Afinal, sentir a presença do Senhor parece não ser tão etéreo. Há muitas maneiras de desenvolvermos a sua presença em nossas vidas. E o mais extraordinário é que ELE deseja isso! Não será ELE a dificultar. Desde o inicio nos criou para essa comunhão. Sendo assim, aproveite mais os momentos que puder passar em contemplação da natureza no intuito de conhecer o Senhor. Faça sua presença sentida claramente numa abertura genuína a manifestação do Senhor. Converse mais com seus irmãos em Cristo sobre a maravilha de nosso Deus. Cresça nessa consciência e seja abençoado.
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